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11 de maio de 2026

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Era Bio e tecnologia devem marcar a safra de milho em Mato Grosso

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milho mais milho foto Israel Baumann
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A safra de milho 2026 começou antes mesmo da semeadura em Mato Grosso. Com o plantio da soja que registrou atrasos, custos elevados e uma janela encurtada, produtores fazem contas e ajustam estratégias em um ano que especialistas já classificam como um dos mais desafiadores da década.

Em Itiquira, no sul do estado, o agricultor Marcelo Fernando Vankevicius se prepara para plantar dois mil hectares e resume o ambiente de cautela que domina o campo. Ele explica que, diante da instabilidade e de margens mais apertadas, cada decisão pesa. “Eu não consigo mais aceitar o fato de você ter uma única safra até por uma questão econômica. Nós e vários produtores se obrigam a ter duas safras por ano. No meu caso em específico, eu tenho balizado muito essa questão de milho e integração lavoura”.

No manejo, relata que o nível de exigência técnica cresceu. “Virou o que eu chamo de engenharia da complexidade, você tem que estudar muito para plantar. Antigamente parecia que a gente era mais braçal, hoje é menos braçal e muito mais intelectual”, frisa ao projeto Mais Milho.

milho mais milho foto Israel Baumann
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Clima instável, pragas no radar e menor investimento

O clima irregular amplia a preocupação com o aumento da pressão de pragas, especialmente lagartas. A pesquisadora de fitotecnia Daniela Aparecida Dalla Costa, da Fundação MT, lembra que a última safra já apresentou perda de eficiência das biotecnologias para o controle de spodoptera frugiperda.

Segundo ela, a combinação entre rentabilidade reduzida e soja semeada tardiamente exige maior rigor técnico. “É um ano difícil, porque tivemos uma semeadura da soja de uma forma muito tardia em várias regiões do estado. O manejo do milho para controle de pragas vai começar agora na cultura da soja. E a tendência, especialmente da região centro-sul, onde nós tivemos esse cenário de semeadura mais tardia, é que o produtor reduza o nível de investimento na soja e, consequentemente, no milho que vai ser plantado mais tardiamente tenha um menor nível de investimento”.

A pesquisadora entomologista Mariana Ortega, também da Fundação MT, reforça que 2026 deve exigir atenção ainda maior ao monitoramento. “Tem sim uma certa incerteza de como será essa safra de milho principalmente, como serão essas infestações”, afirma. A especialista alerta que perder o início das pragas compromete o controle. “Hoje nós estamos vivendo um cenário bem crítico porque a utilização excessiva de algumas moléculas pode gerar um risco também para perda de eficiência dessas moléculas”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mercado incerto e margens apertadas

Na comercialização, o sentimento é de apreensão. A safra 2024/25 já superou 80% de vendas, mas o ritmo da safra nova é mais lento, pressionado por oscilações do mercado externo e por um câmbio instável.

Na avaliação de André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult, esse cenário reforça o peso da produtividade. “O preço é importante, o custo é importante, mas o que vai fazer muita diferença é a produtividade final e aí a gente precisa de clima”, pontua. Ele lembra que o milho deixou de ser apenas opção e passou a ser necessidade para compor renda. “As margens tanto de soja quanto de milho são margens apertadas”.

O avanço do etanol de milho segue como uma luz no horizonte. “A gente tem lá um consumo em torno de 20, 25 milhões de toneladas para produção de etanol e é um mercado que deve continuar crescendo ao longo dos próximos anos”, diz Debastiani em entrevista ao projeto Mais Milho, destacando que isso traz segurança para o produtor continuar investindo no cereal.

Arsil Garcez, coordenador de Desenvolvimento Agrícola da FS, explica que a demanda por descarbonização e novos biocombustíveis abre caminhos para ampliar o valor agregado. “O agricultor está condicionado a produzir mais. Ele percebeu que o milho não é mais uma cobertura como era há dez anos atrás. Essa rentabilidade aumentou. Se expandir é fator limitante agregar é fator relevante”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Era Bio aponta tendências para a próxima década

Com tantos desafios no horizonte, o 6º Encontro Técnico do Milho, realizado em Cuiabá recentemente, abriu espaço para discussões sobre tecnologia, manejo e as oportunidades da chamada Era Bio. Para Luiz Carlos de Oliveira, gerente de Pesquisas, Serviços e Operações da Fundação MT, a cultura segue sendo crucial para o equilíbrio financeiro das fazendas.

“O milho em termos de rentabilidade ele está até melhor do que a cultura da soja hoje. Para fechar as contas, a segunda safra tem um papel importantíssimo dentro do sistema de produção do produtor e é uma cultura de alta tecnologia para você ter produtividade”, diz. Ele reforça que alta produtividade depende de informação confiável, pesquisa e debate.

Marcelo Vankevicius, que participou do encontro, avalia que o evento ajuda a testar novas ideias. “A gente aprende muito, acho que quebra alguns paradigmas, traz inspirações seja algum tipo de manejo diferenciado, seja algum tipo de tomada de decisão que a gente nunca ousou pensar”.

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Entre as tendências mais citadas está a combinação entre biológicos e novas biotecnologias para reduzir riscos e custos. Uma estratégia que, segundo os especialistas, deve ganhar protagonismo já em 2026.

O diretor de R&D da Agrivalle, João Oliveira, explica, ao Canal Rural Mato Grosso, que o uso integrado das ferramentas é o caminho para lavouras mais equilibradas. “Cada planta é uma espiga e cada espiga é uma parte da sua produtividade, então ele precisa cuidar planta a planta”.

Ele destaca que a pressão de pragas evolui mais rápido que os métodos de controle. “Os biológicos eles vão cultivar o ambiente, eles vão trazer esse equilíbrio de volta”, diz. Conforme Oliveira, a tendência mundial é clara: produzir mais com base em recursos renováveis e sustentáveis, apoiados por tecnologia e informação.

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TIM integra soluções digitais para gigantes do agro controlarem pragas e incêndios no campo

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Estande da TIM na Agrishow 2026. Foto: Divulgação

A operadora TIM soma 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G e 53 milhões de hectares com NB-IoT, tecnologia de rede voltada para Internet das Coisas (IoT). Agora, foca no conceito de inteligência de dados para transformar toda essa conectividade em decisões automatizadas que gerem rentabilidade ao produtor.

Para isso, anunciou durante a 31ª Agrishow, em abril, a aquição da V8.Tech, empresa de tecnologia especializada em integração de soluções digitais, em um negócio estimado em R$ 140 milhões.

Assim, visa juntar em um pacote soluções que unam nuvem, analytics e visão computacional para ajudar o agricultor brasileiro a identificar perdas por pragas, a ganhar eficiência logística e a controlar a ameaça crescente de incêndios.

“Ao integrar rede, cloud, dados e inteligência artificial, queremos apoiar produtores e empresas com mais eficiência, previsibilidade e competitividade em suas operações”, afirma o diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil, Alexandre Dal Forno.

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A proposta da operadora é oferecer projetos personalizados de analytics e inteligência artificial para grandes grupos do agronegócio, como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Citrosuco e Amaggi, companhias que já contam com serviços da operadora. As soluções envolvem automação de processos em nuvem, modelos preditivos para logística, planejamento de safra, roteirização e otimização de colheita.

Segundo Dal Forno, a iniciativa tem como objetivo converter o grande volume de dados gerado por máquinas, sensores e sistemas agrícolas em inteligência de negócio capaz de apoiar decisões estratégicas em tempo real.

Ancorado nesta ideia de utilizar a inteligência artificial para prever pragas e reduzir desperdícios, a TIM também destacou no evento o SmartBio Pragas, que utiliza modelos de machine learning e big data para cruzar milhões de registros climáticos, históricos agronômicos e dados operacionais.

A partir dessa análise, a plataforma identifica padrões de risco e prevê surtos de pragas com até 30 dias de antecedência. Desta forma, a tecnologia permite ao produtor planejar ações, otimizar a aplicação de defensivos, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais.

Em relação à prevenção de incêndios no campo, que chegaram a 136 mil focos de ocorrências em áreas florestais em 2025, a operadora propõe a solução da Um Grau e Meio, que combina câmeras de alta resolução conectadas via 4G e 5G com inteligência artificial para monitoramento contínuo de áreas agrícolas.

Dal Forno detalha que por meio de visão computacional, o sistema diferencia automaticamente fumaça, poeira e outras interferências visuais, emitindo alertas em tempo real diante de indícios de incêndio, reduzindo a dependência de monitoramento manual.

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Ananindeua adere ao Sisteminha e vai receber 14 unidades em áreas urbanas e periurbanas

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Comunidades de Ananindeua, no Pará, vão receber 14 unidades da tecnologia social Sisteminha, voltada à produção de alimentos em pequenas áreas. A adesão foi formalizada em evento realizado nesta quinta-feira (7), no Centro Comunitário do Curuçambá. A iniciativa integra parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com previsão de implantação de 300 unidades em 20 municípios das cinco regiões do país.

A primeira unidade do Sisteminha em Ananindeua foi implantada em novembro do ano passado no próprio Centro Comunitário do Curuçambá. Segundo Manuel Rocha, dirigente do espaço, a estrutura já produz peixes, ovos de galinha e hortaliças. Esses alimentos são destinados à cozinha solidária da organização, que distribui diariamente 130 refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Aurélio Bomfim, o Sisteminha pode ser instalado em áreas a partir de 50 metros quadrados. A estrutura básica reúne tanque de peixes, galinheiro, composteira e área de cultivo de vegetais, como hortaliças, raízes e frutas. Segundo ele, trata-se de um sistema integrado, no qual a água do tanque é usada na irrigação e o esterco das aves entra na produção de adubo orgânico. O modelo, afirmou, dispensa adubo químico e herbicida.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Representando a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Elisa Carvalho informou que a ação está alinhada ao Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. Segundo ela, a proposta inclui organização comunitária, autonomia alimentar e possibilidade de geração de trabalho e renda. Ela acrescentou que a prefeitura apoiou a seleção das famílias e a identificação das áreas aptas.

A Embrapa Amazônia Oriental, sediada em Belém (PA), fará o acompanhamento local da implantação. As famílias atendidas receberão assistência técnica por 18 meses, executada pelo Instituto Formação, contratado pelo projeto.

Com a expansão das 14 unidades, a implantação em Ananindeua avança da fase demonstrativa para a etapa de atendimento comunitário. O acompanhamento técnico previsto por 18 meses deve servir de base para medir a adaptação da tecnologia às áreas urbanas e periurbanas do município.

Fonte: embrapa.br

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Frente fria derruba temperaturas e mantém risco de geada em três estados

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Foto: Freepik

A onda de frio que atua sobre o Brasil deve continuar nos próximos dias, mantendo o risco de geada em áreas da Região Sul. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o alerta vale principalmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entre esta terça-feira (12) e quarta-feira (13).

Além do Sul, o avanço da massa de ar frio também provoca queda nas temperaturas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Em São Paulo, no Triângulo Mineiro e em Mato Grosso do Sul, as mínimas devem permanecer próximas de 10 °C até o início da quarta-feira.

Chuva segue irregular no Brasil central

A frente fria associada ao sistema provoca chuva sobre parte do Brasil central, mas os volumes seguem baixos e mal distribuídos. De acordo com Arthur Müller, as precipitações não conseguem avançar para o norte de Minas Gerais nem para o interior do Matopiba.

Com isso, a combinação entre temperaturas elevadas e baixa umidade do ar aumenta a preocupação com queimadas. A previsão indica índices de umidade relativa abaixo dos 30% em parte da região, cenário que favorece focos de incêndio.

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Além disso, os modelos meteorológicos não apontam previsão de chuva volumosa para os próximos 10 dias nessas áreas.

Chuva pode retornar com força na próxima semana

A tendência para a próxima semana é de retorno da chuva em áreas da Região Sul e também em parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Os maiores volumes devem atingir Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 70 a 80 milímetros em apenas cinco dias, segundo a previsão apresentada pelo meteorologista do Canal Rural.

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