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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Soja brasileira lidera em rastreabilidade e soluções sustentáveis para atender à EUDR

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A rastreabilidade da soja foi o tema central do evento Agro em Código, realizado em São Paulo e promovido pela Embrapa, GS1 e Cubo. O encontro reuniu especialistas, entidades do setor e empresas para discutir soluções que atendam às exigências da EUDR, nova lei antidesmatamento da União Europeia, que passa a exigir comprovação de origem legal e ausência de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

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Stanley Oliveira, chefe geral da Embrapa Agricultura Digital, abriu o evento destacando a importância da tecnologia para os produtores e o protagonismo da Embrapa.

“Queremos tornar a jornada mais leve para os agricultores, socializando soluções digitais que estejam ao alcance de todas as classes do setor. A Embrapa está comprometida em colocar a ciência e a tecnologia a serviço da sustentabilidade e da rastreabilidade”

Embrapa Trace e rastreabilidade

Um dos destaques do evento foi a plataforma Embrapa Trace, como um certificado digital capaz de integrar, validar e organizar todas as evidências de sustentabilidade da soja. A plataforma permite rastrear desde fazendas e áreas de produção até armazéns, transportes e origens dos lotes, oferecendo equivalência, reconhecimento, transparência e não redundância, pilares essenciais para atender à EUDR.

Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, explicou o papel central da Embrapa. “A Embrapa entra desenvolvendo soluções integradas e protocolos digitais que permitem que tanto ações governamentais quanto o mercado privado acessem dados confiáveis e padronizados”, explicou.

O Embrapa Trace começou a ser validado com aporte do Mapa e do Banco Mundial para cadeias da carne bovina, couro, soja e café. A tecnologia permite mapear fazendas, validar dados, rastrear transportes e analisar armazéns, criando um ‘metacertificado’ que garante conformidade e integridade em toda a cadeia. De acordo com o apresentado, tem redução de gastos, acesso facilitado a mercados, credibilidade e cobertura completa.

“Cada etapa do processo abre oportunidades para novos protocolos, seja na validação de propriedade, análise de armazém ou rastreamento de transporte. É uma tecnologia que garante integridade e confiança de ponta a ponta”, comentou Alves.

EUDR e plataformas sustentáveis

No primeiro painel, o foco foi a legislação europeia. Em seguida Bruno Vilela, superintendente da Serpro, apresentou a plataforma Agro mais Sustentável, ferramenta digital gratuita de adesão voluntária que integra sistemas governamentais de identificação pessoal, cadastro de propriedades, conformidade trabalhista e ambiental.

“A plataforma vem justamente para atender à demanda global por uma agricultura mais sustentável. Já temos diversos produtores utilizando e qualificando sua produção”, explicou Vilela.

Visão da indústria

Pedro Garcia, gerente de sustentabilidade da Abiove, afirmou que a cadeia da soja brasileira já apresenta alto grau de preparação para cumprir as exigências europeias. ”Se a EUDR estivesse em vigor hoje, grande parte das empresas brasileiras já teria condições de fornecer todas as informações necessárias. O desafio é padronizar um documento oficial de aceitação, evitando que cada empresa crie seu próprio formato de comprovação”, disse.

Garcia reforçou que o setor precisa continuar evidenciando práticas consolidadas, como mapeamento de fazendas, controle de áreas e critérios ambientais rigorosos, complementadas pela Moratória da Soja.

Financiamento verde e tecnologias digitais

O evento também destacou o papel da taxonomia sustentável e do crédito verde. Instituições financeiras apontaram que produtores com alto nível de rastreabilidade e boas práticas agrícolas tendem a ter acesso facilitado a financiamentos. 

Tecnologias como inteligência artificial, big data e blockchain aparecem como reforços estratégicos para aumentar a confiabilidade dos dados e reduzir gargalos históricos, como a dificuldade de rastrear toda a origem dos volumes de soja na cadeia.

O setor

Ficou evidente que a soja brasileira está preparada para atender às exigências internacionais, com sistemas sólidos de controle, rastreabilidade, validação e mapeamento. A integração entre Embrapa Trace, Agro mais Sustentável e protocolos privados cria um ambiente seguro e confiável, fortalecendo a posição do Brasil como líder global em produção sustentável e consolidando a Embrapa como protagonista na construção de uma cadeia transparente e tecnológica.

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

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Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

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As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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