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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja brasileira lidera em rastreabilidade e soluções sustentáveis para atender à EUDR

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A rastreabilidade da soja foi o tema central do evento Agro em Código, realizado em São Paulo e promovido pela Embrapa, GS1 e Cubo. O encontro reuniu especialistas, entidades do setor e empresas para discutir soluções que atendam às exigências da EUDR, nova lei antidesmatamento da União Europeia, que passa a exigir comprovação de origem legal e ausência de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

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Stanley Oliveira, chefe geral da Embrapa Agricultura Digital, abriu o evento destacando a importância da tecnologia para os produtores e o protagonismo da Embrapa.

“Queremos tornar a jornada mais leve para os agricultores, socializando soluções digitais que estejam ao alcance de todas as classes do setor. A Embrapa está comprometida em colocar a ciência e a tecnologia a serviço da sustentabilidade e da rastreabilidade”

Embrapa Trace e rastreabilidade

Um dos destaques do evento foi a plataforma Embrapa Trace, como um certificado digital capaz de integrar, validar e organizar todas as evidências de sustentabilidade da soja. A plataforma permite rastrear desde fazendas e áreas de produção até armazéns, transportes e origens dos lotes, oferecendo equivalência, reconhecimento, transparência e não redundância, pilares essenciais para atender à EUDR.

Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, explicou o papel central da Embrapa. “A Embrapa entra desenvolvendo soluções integradas e protocolos digitais que permitem que tanto ações governamentais quanto o mercado privado acessem dados confiáveis e padronizados”, explicou.

O Embrapa Trace começou a ser validado com aporte do Mapa e do Banco Mundial para cadeias da carne bovina, couro, soja e café. A tecnologia permite mapear fazendas, validar dados, rastrear transportes e analisar armazéns, criando um ‘metacertificado’ que garante conformidade e integridade em toda a cadeia. De acordo com o apresentado, tem redução de gastos, acesso facilitado a mercados, credibilidade e cobertura completa.

“Cada etapa do processo abre oportunidades para novos protocolos, seja na validação de propriedade, análise de armazém ou rastreamento de transporte. É uma tecnologia que garante integridade e confiança de ponta a ponta”, comentou Alves.

EUDR e plataformas sustentáveis

No primeiro painel, o foco foi a legislação europeia. Em seguida Bruno Vilela, superintendente da Serpro, apresentou a plataforma Agro mais Sustentável, ferramenta digital gratuita de adesão voluntária que integra sistemas governamentais de identificação pessoal, cadastro de propriedades, conformidade trabalhista e ambiental.

“A plataforma vem justamente para atender à demanda global por uma agricultura mais sustentável. Já temos diversos produtores utilizando e qualificando sua produção”, explicou Vilela.

Visão da indústria

Pedro Garcia, gerente de sustentabilidade da Abiove, afirmou que a cadeia da soja brasileira já apresenta alto grau de preparação para cumprir as exigências europeias. ”Se a EUDR estivesse em vigor hoje, grande parte das empresas brasileiras já teria condições de fornecer todas as informações necessárias. O desafio é padronizar um documento oficial de aceitação, evitando que cada empresa crie seu próprio formato de comprovação”, disse.

Garcia reforçou que o setor precisa continuar evidenciando práticas consolidadas, como mapeamento de fazendas, controle de áreas e critérios ambientais rigorosos, complementadas pela Moratória da Soja.

Financiamento verde e tecnologias digitais

O evento também destacou o papel da taxonomia sustentável e do crédito verde. Instituições financeiras apontaram que produtores com alto nível de rastreabilidade e boas práticas agrícolas tendem a ter acesso facilitado a financiamentos. 

Tecnologias como inteligência artificial, big data e blockchain aparecem como reforços estratégicos para aumentar a confiabilidade dos dados e reduzir gargalos históricos, como a dificuldade de rastrear toda a origem dos volumes de soja na cadeia.

O setor

Ficou evidente que a soja brasileira está preparada para atender às exigências internacionais, com sistemas sólidos de controle, rastreabilidade, validação e mapeamento. A integração entre Embrapa Trace, Agro mais Sustentável e protocolos privados cria um ambiente seguro e confiável, fortalecendo a posição do Brasil como líder global em produção sustentável e consolidando a Embrapa como protagonista na construção de uma cadeia transparente e tecnológica.

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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