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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Controle químico da mosca-branca em soja – MAIS SOJA

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Uma das pragas da atualidade com crescente participação em lavoura de soja é Bemisia tabaci, popularmente conhecida como mosca-branca, mas que na verdade é uma cigarrinha sugadora (figura 1). Os danos ocorrem principalmente em decorrência da sucção de seiva, transmissão de vírus e favorecimento da fumagina, que afetam o desenvolvimento e a produtividade da cultura (Suekane et al., 2013).

As ninfas, principalmente as do biótipo B da mosca-branca, ao se alimentarem, liberam grande quantidade de substância açucarada. Essa substância favorece a formação do fungo fumagina (Capnodium sp.), tornando as folhas pretas, que, ao receberem radiação solar, se desidratam e caem (Sosa-Gómez et al., 2023).

Figura 1. Mosca-branca  (Bemisia tabaci).

Além disso, a mosca-branca pode atuar como agente transmissor de viroses, tais como o vírus da “necrose-da-haste”, do grupo dos carlavírus, que com a evolução dos sintomas, pode levar a planta à morte, comprometendo a viabilidade da lavoura em casos mais severos.

Em termos produtivos, dependendo da cultivar, condições ambientais, período em que acomete a soja e densidade populacional da praga, perdas de produtividade variando entre 30% a 80% podem ser observadas caso as devidas medidas de controle não sejam adotadas (Tomquelski et al., 2020).

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Figura 2. Planta de soja infectada pelo vírus da necrose-da-haste.
Fonte: Adeney de Freitas Bueno – Embrapa.

A mosca-branca apresenta distribuição global (figura 3) e tem apresentado crescente participação nas lavouras brasileira, integrando atualmente o grupo das principais pragas da soja. Com ciclo relativamente curto (de 16 a 25 dias), ampla distribuição e elevada prolificidade (até 300 ovos por fêmea), é difícil controlar efetivamente a mosca-branca. No entanto, dada a capacidade em causar danos e reduzir a produtividade da soja, monitorar e controlar a mosca-branca é indispensável para a manutenção do potencial produtivo da lavoura.

Figura 3. Distribuição global de mosca-branca (Bemisia tabaci).
Fonte: EPPO Global Database (2025)

Embora haja estudos focados em determinar a influencia da densidade populacional e nível de controle da mosca-branca em soja, até então não há nível de ação pré-estabelecido para a praga. O controle da mosca-branca é realizado, quase que exclusivamente, pelo uso de inseticidas químicos e devido às características biológicas do inseto, há a preocupação sobre possíveis problemas de resistência aos inseticidas (Tomquelski et al., 2020).

De acordo com Tomquelski et al. (2020) Visando reduzir o risco de problemas com resistência do inseto a inseticidas, é fundamental realizar o monitoramento das áreas de cultivo e a alternância de produtos com mecanismos de ação distintos, associado ao uso racional destes produtos, com o objetivo de reduzir a pressão de seleção de indivíduos resistentes.

Para tanto, é preciso conhecer o comportamento do inseto e a eficiência dos inseticidas. A mosca-branca coloniza a parte inferior da folha (abaxial), e conforme observado por Pozebon et al. (2019), a maioria das ninfas tende a se concentrar nos terços médio e inferior da planta, enquanto a maioria dos adultos se concentra no terço superior da planta.

Figura 4. Distribuição típica de ninfas e adultos de Bemisia tabaci em folíolos de soja.
Crédito da figura: Tiago Colpo, adaptado de Pozebon et al (2019).

Ainda que o nível de ação para o controle da mosca-branca não tenha sido definido, sugere-se realizar o controle químico da praga ao observa a presença de 5 a 10 ninfas por folíolo para prevenir danos mais severos. Em função do curto ciclo de vida, a praga costuma-se reestabelecer rapidamente, contudo, conforme observado por Arneman et al. (2019), pulverizações sequenciais, iniciadas no começo da infestação, aumentam significativamente a eficiência do controle da mosca-branca.

Atualmente, 35 inseticidas químicos estão registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o controle da mosca-branca (Bemisia tabaci) na cultura da soja (Agrofit, 2025). Além disso, o Brasil conta com 43 inseticidas biológicos registrados para o controle dessa praga, sendo a maioria formulada à base dos fungos Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e Paecilomyces fumosoroseus (Pozebon, 2024).

Diante da limitada diversidade de inseticidas químicos disponíveis para essa finalidade, torna-se essencial adotar estratégias que preservem a eficácia dos produtos atualmente registrados e contribuam para o manejo da resistência da praga. Nesse contexto, o uso criterioso das moléculas disponíveis, com adequada rotação de ingredientes ativos e mecanismo de ação ao longo do ciclo da cultura, é uma medida indispensável para o sucesso do manejo da mosca-branca.

Entre as alternativas para compor um programa de manejo eficaz e promover a rotação de modos de ação, destacam-se os inseticidas fisiológicos, como o novo Fiera® (Buprofezina). Trata-se de um inseticida seletivo, classificado como regulador de crescimento, com registro junto ao MAPA para o controle da mosca-branca, que atua principalmente sobre as fases jovens (ninfas) do inseto. Resultados recentes têm evidenciado sua efetividade no campo, especialmente quando utilizado de forma estratégica dentro do programa de manejo integrado.

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Além do Fiera®, outros inseticidas registrados também podem ser integrados ao programa de controle, inclusive em associação com produtos biológicos, o que pode potencializar os resultados e contribuir para a sustentabilidade do sistema de manejo. No entanto, é fundamental que qualquer decisão quanto ao uso de inseticidas, especialmente em aplicações sequenciais, considere rigorosamente a rotação de princípios ativos e modos de ação, conforme as diretrizes do IRAC-BR.

É importante lembrar que, além dos danos diretos causados pela sucção de seiva e injeção de toxinas, o ataque da mosca-branca pode interferir negativamente no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta (IRAC, 2013). Como já discutido, a ausência de controle adequado pode resultar em perdas significativas de produtividade.

Referências:

AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários, 2025. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 09/07/2025.

ARNEMANN, J. A. et al. MANAGING WHITEFLY ON SOYBEAN. Journal of Agricultural Science, v. 11, n. 9, 2019. Disponível em:  < https://www.researchgate.net/publication/334123812_Managing_Whitefly_on_Soybean >, acesso em:  08/07/2025.

EPPO GLOBAL DATABASE. Bamisia tabaci (BEMITA): Distribution. EPPO Global Database, 2025. Disponível em: < https://gd.eppo.int/taxon/BEMITA/distribution >, acesso em: 01/06/2025.

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IRAC-BR. RESISTÊNCIA DE MOSCA-BRANCA A INSETICIDAS. Comitê de Ação a Resistencia aos Inseticidas, IRAC-BR, 2013. Disponível em: < https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_e9a5d8f60a584e02aa5c5152b5a41e78.pdf >, acesso em: 09/07/2025.

POZEBON, H. MOSCA BRANCA: PRAGA EM ASCENSÃO. Mais Soja, 2024. Disponível em: < https://maissoja.com.br/mosca-branca-praga-em-ascensao/ >, acesso em: 09/07/2025.

POZENON, H.  DISTRIBUTION OF Bemisia tabaci WITHIN SOYBEAN PLANTS AND ON INDIVIDUAL LEAFLETS. The Netherlands Entomological SocietyEntomologia Experimentalis et Applicata, 2019. Disponível em: < https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/eea.12798 >, acesso em: 09/07/2025.

SOSA-GÓMEZ, D. R. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE INSETOS E OUTROS INVERTEBRADOS DA CULTURA DA SOJA. Embrapa, Documentos, n. 269, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1152855 >, acesso em: 08/07/2025.

SUEKANE, R. et al. DANOS DA MOSCA-BRANCA Bemisia Tabaci (GENN.) E DISTRIBUIÇÃO VERTICAL DAS NINFAS EM CULTIVARES DE SOJA EM CASA DE VEGETAÇÃO. Arq. Inst. Biol., 2013. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/aib/a/6tLzjL6L58DpztMgP5R6Gyf/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 08/07/2025.

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TOMQUELSKI, G. V. et al. EFICIÊNCIA DE INSETICIDAS PARA O CONTROLE DA MOSCA-BRANCA Bemisia tabaci BIÓTIPO B (Hemiptera: Aleyrodidae) EM SOJA NAS SAFRAS 2017/2018 E 2018/2019: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 158, 2020. Disponível em: <https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1121519/eficiencia-de-inseticidas-para-o-controle-da-mosca-branca-bemisia-tabaci-biotipo-b-hemiptera-aleyrodidae-em-soja-nas-safras-20172018-e-20182019-resultados-sumarizados-dos-ensaios-cooperativos>, acesso em: 09/07/2025.

Foto de capa: Prof. Jonas Arnemann – UFSM

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Como dobrar a produção de soja? – MAIS SOJA

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Enquanto a média nacional da soja patina nas 60 sacas por hectare, um método baseado na construção do perfil do solo através da saturação de magnésio está reescrevendo o teto produtivo no Brasil. A técnica, que fundamentou o recorde de 135,49 sc/ha da Agro Mallon no CESB 2025, será revelada pelo consultor Leandro Barcelos na série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja“.

Com o objetivo de entregar independência técnica ao produtor, as aulas mostram como destravar a absorção de nutrientes e garantir resiliência hídrica. As inscrições para o treinamento online são limitadas e se encerram nesta terça-feira, dia 05/05.

Método inédito

Diferentemente de abordagens que buscam apenas tornar o cálculo de calagem mais preciso, o método desenvolvido por Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma: não se trata apenas de neutralizar o pH, mas de desenhar a arquitetura química do perfil do solo. Com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar a produtividade, a proposta rompe com o modelo tradicional baseado em cálcio e recomendações padronizadas, ao introduzir um cálculo por saturação na CTC em diferentes camadas do solo, permitindo que a planta desenvolva raízes mais profundas e aumente sua resistência a períodos de estresse hídrico.

O método de Barcelos fundamentou o recorde da Agro Mallon (Fazenda Santa Bárbara, Canoinhas/SC) no 17º Desafio do CESB (2025), com a marca histórica de 135,49 sc/ha. “O produtor aprendeu a olhar para o cálcio, mas esqueceu que o magnésio é o motor da clorofila e da absorção de fósforo. Sem o equilíbrio correto entre esses elementos, você pode aplicar o melhor adubo do mundo no sulco ou a lanço, que a planta não conseguirá processar”, afirma Barcelos.

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O Fim do “Voo às Cegas” na Adubação

O especialista alerta que a calagem convencional, muitas vezes aplicada apenas para elevar o pH do solo, tornou-se um dos maiores desperdícios financeiros do agronegócio. “O foco exclusivo no Cálcio ignora que o Magnésio é o fator limitante oculto na maioria das fazendas. Mesmo em solos considerados ‘corrigidos’, a falta de equilíbrio de bases trava o motor da clorofila e impede a absorção de fósforo, pago a peso de ouro”, explica o agrônomo.

Para romper essa barreira, a proposta de Barcelos substitui as receitas de balcão pelo cálculo por saturação de Magnésio na CTC (%Mg/CTC), analisando rigorosamente tanto a camada de 0 a 20 cm quanto a de 20 a 40 cm. Essa construção de perfil em profundidade é o que elimina a “barreira invisível” que condena a soja a explorar apenas a superfície. Além disso, Barcelos traz um alerta decisivo sobre a eficiência do insumo. “O carbonato de Magnésio tem maior dificuldade de dissociação que o de Cálcio. Se você não domina essa dinâmica química, o investimento fica parado na superfície e não vira produtividade”, explicou.

Dominar a química do perfil do solo permite que a planta nasça forte o suficiente para suportar janelas críticas de estresse hídrico, acessando reservas de água que o manejo comum não alcança. Segundo Barcelos, essa autonomia técnica é o que garante a segurança do produtor diante de um calendário agrícola apertado.

“Não adianta investir fortunas em fertilizantes de última geração se a porta de entrada da planta está bloqueada. É o paradoxo que vejo em todo o Brasil, lavouras morrendo de sede com água disponível logo abaixo, simplesmente porque o perfil do solo foi tratado como um depósito de insumos e não como um sistema biológico vivo”, pontua Leandro.

O Caso do CESB 2025

A prova de fogo desse manejo ocorreu na safra 2024/2025. Sob a consultoria de Leandro Barcelos e o uso do Método da ARDS (A Raiz da Solução), o produtor Charles Adriano Breda (gestor da fazenda AgroMallon) conseguiu colher mais de 135 sacas por hectare, mesmo enfrentando 18 dias de veranico.

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A resiliência hídrica, segundo o método, é fruto direto da correção do perfil do solo. Quando o magnésio e o cálcio estão em equilíbrio, a planta consegue aprofundar o sistema radicular para acessar o CAD (Capacidade de Água Disponível) em camadas de até 1,5 metros de profundidade.

“Um segredo técnico que poucos dominam é a relação entre Potássio e Magnésio. Muitos tentam aumentar o K para ganhar peso de grão, mas sem o Magnésio adequado na CTC, ocorre a inibição competitiva. O resultado? O produtor gasta com adubo, o nutriente compete entre si e a planta perde produtividade. O equilíbrio é o que destrava o sistema.”

Resultados Reais

A metodologia defendida por Leandro Barcelos é validada no campo por produtores de várias regiões do país, que transformaram o manejo em resultados históricos, mesmo sob pressão climática.

  • Eduardo Primon (Minas Gerais): O engenheiro agrônomo e produtor no Cerrado Mineiro, relata que o manejo focado nos pilares da raiz e fisiologia permitiu elevar a média global da fazenda de 70 para 90,5 sacas por hectare. Para ele, a planta precisa estar pronta para o “embate” contra o clima. “A soja é igual a um atleta de alta performance; qualquer manejo errado ou ‘tropeço’ no meio do caminho impede que se chegue às 100 sacas. Preparamos a planta para o estresse antes mesmo do plantio, o que nos garantiu recordes de 107 sacas em áreas monitoradas, mesmo com o clima adverso”, destaca Primon.
  • Márcio Natalli (Rio Grande do Sul): Em Boa Vista do Incra (RS), Natalli transformou a realidade da sua produção ao investir na construção do perfil do solo, elevando a sua média de 60 para 90 sacas por hectare. “Enquanto a vizinhança sentia o veranico, a nossa soja continuava verde e a procurar água no fundo. O salto para as 90 sacas é o resultado direto de um sistema radicular que trabalha onde o manejo comum não alcança. Sem raiz, não há teto produtivo que se sustente”, afirma o produtor.
  • Francisco Luçardo (Goiás): O produtor conseguiu romper a barreira das 70 sacas, atingindo o patamar das 100 sacas por hectare através do ajuste nutricional profundo. “Não basta apenas colocar adubo; é preciso garantir que o solo esteja equilibrado em profundidade para que a planta consiga absorver tudo o que oferecemos. Quando ajustamos esse equilíbrio, o investimento finalmente se transforma em produtividade real e grão no armazém”, resume Luçardo.
Capacitação e Independência Técnica

Para Leandro Barcelos, o papel do consultor estratégico é entregar o conhecimento certo que permita ao produtor retomar as rédeas da própria lavoura. “O produtor precisa parar de ficar na mão do balcão de vendas e de aceitar pacotes prontos. A lucratividade máxima só vem quando ele conquista a sua independência técnica, que é saber olhar para a análise de solo e decidir, com critério, o que e quando aplicar”, pontua.

A série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja” precede o evento presencial ARDS Experience e serve como porta de entrada para o Treinamento A Raiz da Solução 2.0. O programa é focado em construir um perfil de solo resiliente, respeitando o custo-benefício e a realidade financeira de cada fazenda.

As inscrições para a série gratuita estão na reta final e podem ser realizadas pelo link abaixo até terça-feira (05/05) clique aqui

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Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos Estados Unidos caiu 29,5% na semana encerrada em quarta-feira (30), totalizando 450.145 toneladas.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório semanal de inspeção de embarques. No mesmo período, milho e trigo registraram aumento nas inspeções.

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Segundo o USDA, o milho somou 2,03 milhões de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 22,4% frente à semana anterior. Já o trigo alcançou 434.204 toneladas, avanço de 17,4% na mesma comparação.

O relatório indica, portanto, comportamento distinto entre os principais grãos embarcados pelos Estados Unidos no fechamento de abril. Enquanto milho e trigo ganharam ritmo semanal nos portos, a soja apresentou desaceleração nas inspeções, dado que serve como referência para o fluxo efetivo de exportações.

No acumulado do ano comercial, o milho mantém desempenho acima do registrado no ciclo anterior. As inspeções do cereal estão 30,5% superiores às observadas no mesmo período do ano passado. No caso do trigo, o avanço acumulado é de 12%.

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A soja segue em direção oposta. De acordo com o USDA, o volume inspecionado no ano comercial está 23,5% abaixo do verificado em igual intervalo da temporada passada. Esse resultado mostra perda de ritmo nos embarques do grão norte-americano ao longo do ciclo atual.

O ano-safra considerado pelo USDA começa em 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja. O relatório não detalha, neste recorte, os destinos das cargas nem os fatores específicos para a variação semanal por produto.

Os dados reforçam que o monitoramento semanal das inspeções segue relevante para medir a competitividade dos grãos dos Estados Unidos no mercado externo. Nas próximas divulgações, a atenção deve permanecer sobre a soja, diante do recuo semanal e da defasagem acumulada no ano comercial.

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