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20 de maio de 2026

Sustentabilidade

CNA alerta para gravidade do endividamento rural e defende aperfeiçoamento das regras de crédito – MAIS SOJA

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta (3), do 5º Brasília Summit, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e pelo jornal Correio Braziliense. O diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, palestrou no painel “Contratos, crédito e garantias: como aumentar a confiança jurídica nas operações rurais”.

Durante sua exposição, Lucchi destacou que os produtores rurais vivem um momento crítico em relação ao endividamento. Segundo ele, nos últimos anos, todos os fatores negativos atuaram simultaneamente sobre a produção agropecuária, agravando ainda mais o cenário no campo.

Ele citou a acentuada queda no preço das commodities como um dos principais elementos que pressionaram o setor e lembrou que a saca da soja, por exemplo, chegou a R$ 210 em 2021, e atualmente está próxima de R$ 110.

“Essa queda foi abrupta e se mantém até hoje. Se trouxermos as questões climáticas, que tanto afetaram o Sul do país, de 2013 até 2024, tivemos mais de R$ 732 bilhões de reais. Desse total, 57% foram ligados à agricultura e pecuária. Ou seja, somos um dos setores mais afetados.”

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Outro ponto sensível é a retração do seguro rural, argumenta Lucchi. Em 2021, o país somou 14 milhões de hectares segurados, cobrindo mais de 30% da área produtiva. Em 2025, a estimativa é fechar o ano com 3 milhões de hectares segurados, menos de 5%. Para Lucchi, essa queda agrava ainda mais a insegurança dos produtores.

O diretor da CNA lembrou que o endividamento rural saiu de 3,54% em outubro de 2024 para 11,4%. “Esse é o maior valor da série histórico no crédito livre, o último que tivemos foi em março de 2017, em torno de 5,91%. Isso acende uma luz vermelha de que temos um problema que precisamos discutir.”

Bruno Lucchi falou ainda sobre Recuperação Judicial (RJ) e reforçou que o problema não está na lei, mas na aplicação. Ele lembrou que o instrumento tem sido utilizado de forma distorcida, impulsionando uma “indústria da RJ” que induz produtores a aderirem sem pleno conhecimento dos efeitos sobre futuras concessões de crédito.

Sobre o Plano Safra, o diretor técnico observou que, mesmo com recursos disponíveis, o crédito não tem chegado ao produtor nas condições previstas. De acordo com ele, entre julho e outubro, houve retração de 17% nas contratações, um dos menores volumes dos últimos cinco anos na comparação histórica.

Lucchi associa esse movimento às maiores exigências dos bancos, à Selic elevada e a alta alavancagem dos produtores. Ele destacou a importância do momento para discutir o alto custo de transição do crédito, citando o exemplo de um produtor do Pronaf, com taxa de juros de 6,5% ao ano, no custeio, que acaba pagando 22,5% quando toma R$ 100 mil para a safra de milho.

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Como alternativas, ele defendeu o aprimoramento normativo para evitar restrições excessivas ao crédito rural. Bruno Lucchi reforçou que o setor não acredita em melhorias nos preços no próximo ano, mas é necessário aproveitar o momento para buscar outros mecanismos que tornem o crédito brasileiro mais forte.

Mesmo com previsão de uma safra semelhante ou ligeiramente maior, o diretor afirmou que redução dos pacotes tecnológicos preocupa, especialmente diante da possível volta do fenômeno La Niña e da baixa cobertura do seguro rural.

Fonte: CNA



 

FONTE
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Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Site: CNA

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Sustentabilidade

B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

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O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

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Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

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Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

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Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

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A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

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O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Milho segunda safra mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O milho segunda safra 2025/2026 segue com bom desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, mas o avanço do clima seco e o risco de geadas colocam os agricultores em alerta. De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, 71,5% das lavouras do Estado apresentam boas condições, enquanto 17,8% estão em situação regular e 10,7% em condições ruins.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste, oeste e sudoeste do estado, onde os índices de áreas classificadas como boas variam entre 75,4% e 92,1%. A região norte tem 92,1% das áreas em boas condições. Já a região oeste apresenta 84,6% das lavouras classificadas como boas.

Por outro lado, as regiões centro, sul, sul-fronteira e sudeste demonstram maior sensibilidade às condições climáticas. Nessas áreas, o percentual de lavouras classificadas como ruins é  23,8%, principalmente devido à irregularidade das chuvas e ao risco de estiagem e geadas durante o ciclo da cultura. Na região centro, que engloba municípios como Sidrolândia, Rio Brilhante e Campo Grande, 57,9% das áreas apresentam bom potencial produtivo, enquanto 23,8% já registram perdas.

Além disso, episódios climáticos recentes chama a atenção dos produtores. Na terceira semana de maio, municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul e Ivinhema foram atingidos por granizo, causando danos pontuais nas lavouras de milho.

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Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cenário ainda é favorável, mas dependerá do comportamento climático nas próximas semanas. “O cenário do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul é positivo, porém, o produtor precisa manter atenção redobrada às condições climáticas nas próximas semanas. Temos áreas do centro e sul do estado que já demonstram impacto da irregularidade das chuvas, além de ocorrências pontuais de granizo e risco de geadas durante a fase reprodutiva da cultura. Isso pode comprometer parte do potencial produtivo dessas regiões.”

O coordenador destaca ainda que o plantio realizado dentro da janela ideal ajuda a sustentar as expectativas produtivas da safra.

“Boa parte da área foi semeada dentro da janela mais favorável, o que contribui para manter o potencial produtivo. Ainda assim, o comportamento climático entre maio e junho será decisivo para consolidar os números projetados para esta safra.”

O levantamento da Aprosoja/MS também mostra mudança importante no perfil produtivo do estado. Nesta safra, o milho ocupará aproximadamente 46% da área anteriormente destinada à soja, percentual abaixo dos 75% registrados em anos anteriores. A redução está diretamente relacionada ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que influencia as decisões de plantio dos produtores.

No cenário climático, os modelos meteorológicos indicam 92% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no trimestre entre junho e agosto de 2026, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre. Entre os impactos esperados estão temperaturas acima da média histórica e maior frequência de ondas de calor.

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No mercado, o milho disponível em Mato Grosso do Sul foi cotado, em média, a R$ 51,14 por saca em 18 de maio. Já a comercialização da segunda safra 2026 alcançou 22% da produção estimada até o momento.

A estimativa atual do Projeto SIGA-MS indica o cultivo do milho em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS

FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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