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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Densidade Agronômica Ótima (DAO) no milho – MAIS SOJA

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Nas últimas décadas, a produtividade de híbridos modernos de milho tem aumentado significativamente, o que é atribuído, principalmente, ao incremento da densidade de plantas (Tollenaar & Lee, 2002; Assefa et al., 2018). A densidade que proporciona a maior produtividade em uma cultura é denominada Densidade Agronômica Ótima (DAO). A DAO é definida em função do ambiente e do nível tecnológico de produção, representando o equilíbrio entre a diminuição da produtividade da planta individual e o aumento da produtividade da comunidade vegetal (Schwalbert et al., 2018).

O valor da DAO para o milho tem apresentado contínuas alterações ao longo do tempo, em grande parte devido ao melhoramento genético e às novas práticas de manejo. Por exemplo, nas décadas de 70, 80 e 90, os valores de DAO eram dee 7,1, 7,9 e 8,5 plantas m-2, respectivamente (Assefa et al., 2018). As modificações estruturais da planta promovidas pelo melhoramento genético, como a perda da capacidade de perfilhamento em híbridos modernos cultivados no Brasil, possibilitaram um aumento na eficiência de produção de grãos, mesmo sob alta densidade. Atualmente, os híbridos compensam as variações na densidade de plantas com adaptações no tamanho e na massa das espigas (Figura 1).

Figura 1. Efeito da densidade de plantas na massa e tamanho da espiga de milho.
Fonte: Equipe Field Crops

Teoricamente, o aumento do número de plantas em um determinado ambiente deveria promover um incremento contínuo de produtividade. Contudo, a limitação de recursos faz com que a interação entre genótipo, ambiente e manejo regule o potencial produtivo. Em um estudo conduzido pela Equipe FieldCrops, híbridos de milho foram testados em ambientes de alta produtividade (AP) e baixa produtividade (BP), ambos sob irrigação

No caso do genótipo superprecoce, observa-se que, no ambiente de AP, a produtividade aumenta à medida que a densidade é elevada, atingindo um máximo entre 100 e 120 plantas ha-1, Por outro lado, no ambiente de BP, não ocorre o mesmo incremento de produtividade (Figura 2). Esta diferença reforça que a produtividade é regulada pela complexa interação entre genótipo, ambiente e manejo.

Figura 2. Relação entre a produtividade de grãos e a densidade de plantas de milho, em função do ambiente de produção (ambiente de alta produtividade, representado pela faixa verde; ambientes de baixa produtividade, representado pela faixa vermelha).
Adaptado de: Friedrich et al. (2022).

Nesse estudo, a DAO para o ambiente de AP foi identificada em 111 mil plantas ha-1, resultando em uma produtividade de 19 t ha-1. Já para o ambiente de BP, a densidade que proporcionou a maior produtividade (9 t ha-1) foi de 60 mil plantas ha-1. Ao analisar a relação entre os componentes de produtividade (número de espigas por área, número de grãos por fileira, número de fileiras e peso de grãos) e a densidade de semeadura, identificou-se que o número de grãos por fileira é o componente mais penalizado quando a densidade é aumentada nos ambientes AP e BP (Friedrich et al., 2022). Isso é explicado pelo alto abortamento de óvulos devido à intensa competição intraespecífica, que é mais acentuada durante o período de floração (Figura 3).

Figura 3. Relação entre a densidade de plantas e demais componentes de produtividade de milho. Grãos por fileira (A), fileiras por espiga (B) e peso de mil grãos (C) em ambientes de alta produtividade (AP) e baixa produtividade (BP).
Adaptado de: Friedrich et al. (2022).
Referências Bibliográficas

ASSEFA, Y. et al. Analysis of Long Term Study Indicates Both Agronomic Optimal Plant Density and Increase Maize Yield per Plant Contributed to Yield Gain. Scientific Reports, v. 8, n. 1, 2018. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41598-018-23362-x >, acesso: 02/11/2025

FRIEDRICH, E. D. et al. Agronomic optimal plant density for corn in subtropical environments. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 57, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pab/a/kmXqLnHPjhknnjf6cpBXdDD/?lang=en >, acesso: 03/11/2025

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

TOLLENAAR, M.; LEE, E. A. Yield potential, yield stability and stress tolerance in maize. Field Crops Research, v. 75, n. 2-3, p. 161–169, 2002. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429002000242 >, acesso: 02/11/2025



 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

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Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

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As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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