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18 de junho de 2026

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‘Sem recursos, a lei não avança’, diz especialista sobre alterações no seguro rural

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou alterações na legislação do seguro rural. O projeto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), recebeu parecer favorável do relator, senador Jaime Campos (União-MT), que incluiu modificações relacionadas à subvenção, ao risco e aos fundos do programa. A proposta ainda precisa passar por votação suplementar na comissão antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

As mudanças chegam em um momento de fragilidade da política de seguro rural no país. O tema é considerado estratégico para os produtores, que enfrentam perdas recorrentes por eventos climáticos extremos, além de juros elevados e queda de produtividade.

Apenas mudança na lei não resolve, diz especialista

Para o advogado e especialista em seguro rural Leandro Costa, ouvido pelo Mercado & Cia, o texto aprovado moderniza pontos importantes da legislação, mas não ataca o principal gargalo: a falta de recursos orçamentários.

“A avaliação é positiva. Mas a mudança legislativa é o que menos é necessário neste momento. O mais urgente é a injeção de recursos financeiros”, afirma.

Costa destaca que países líderes em agricultura têm grande parte das lavouras seguradas, enquanto o Brasil opera muito abaixo do recomendado.

“Nos Estados Unidos e na Europa, mais de 90% das áreas são seguradas. Aqui, atingimos no máximo 16% em 2021. Na safra atual, dificilmente chegaremos a 2%. É totalmente inexpressivo”, explica.

Risco de colapso no campo

Com perdas recorrentes por clima, pragas e doenças, a baixa adesão ao seguro rural aumenta o risco financeiro para os produtores.

“Sem seguro, o produtor pode quebrar. Ele para de gerar emprego, renda e pagamento de impostos. É um efeito cascata perigoso”, alerta Costa.

O especialista lembra que a senadora Tereza Cristina defende que o seguro rural seja uma política de Estado, para evitar oscilações entre governos e garantir continuidade.

Orçamento minguado e contingenciamento

Costa também criticou o volume de recursos liberados pelo governo federal para a subvenção ao prêmio do seguro rural, e o contingenciamento de verbas já previstas.

“No ano passado, o orçamento estimado era de cerca de R$ 1 bilhão. Metade foi contingenciada. E do que restou, grande parte não chegou à ponta”, afirma.

Para a safra atual, segundo ele, a previsão era de aproximadamente R$ 600 milhões, mas parte significativa ainda não foi disponibilizada. “Há estimativas de que apenas R$ 300 milhões a R$ 400 milhões sejam liberados. Para o agronegócio brasileiro, isso não é nada.”

O advogado compara o cenário ao dos Estados Unidos. “Lá, são investidos cerca de R$ 25 bilhões por ano em subvenções ao seguro. No Brasil, estamos falando de 50 vezes menos, para um país tropical e muito mais vulnerável.”

Debate sobre valores e próximos passos

O setor produtivo defende que o seguro rural deveria contar com R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões anuais para garantir estabilidade e previsibilidade aos produtores. Costa, porém, é cético sobre a possibilidade de esse volume chegar na safra 2025/26.

“A expectativa é que menos da metade disso seja de fato desembolsada”, avalia.

Depois da votação suplementar na CCJ, o projeto segue para análise na Câmara dos Deputados, caso não haja pedido de vista ou manobras regimentais.

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Presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, recebe homenagem da Embrapa e celebra parceria no Projeto Soja Brasil

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Reprodução Canal Rural

E as homenagens durante o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 não param! Durante a cerimônia, Carina Rufino, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, coordenadora técnica do projeto Soja Brasil, prestou uma homenagem especial ao Canal Rural e ao presidente do veículo, Julio Cargnino.

“Temos uma tradição de homenagear aqueles que nos ajudam a ampliar nosso impacto. Como coordenadora tecnológica do Projeto Soja Brasil desde o início, acompanhei essa transformação de perto. Neste ano, o Canal Rural completa 30 anos, e quero fazer um agradecimento público ao Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, entregando esta medalha da Embrapa Soja”, disse.

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“Mais do que uma parceria, construímos um elo forte. Agradecemos a confiança no nosso trabalho e as portas que vocês abrem para que possamos nos aproximar cada vez mais do produtor. É um privilégio fazer esta entrega”, completou.

Ao receber a homenagem, Julio agradeceu emocionado. “É uma surpresa, mas ficamos muito honrados. Ao longo desses 30 anos do Canal Rural, a Embrapa sempre esteve ao nosso lado, levando informações e conhecimento ao produtor. Quem produz esse conhecimento são vocês. Nossa obrigação é fazer com que ele chegue ao campo”, afirmou.

“Quem produz esse conhecimento são vocês. Nossa missão é fazer com que ele chegue ao campo, levando informação, tecnologia e inovação ao produtor rural. Obrigado pelo reconhecimento e contem sempre conosco. Todas as unidades da Embrapa podem contar com a gente. É uma honra muito grande receber esta homenagem”, concluiu.

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Plantio do trigo avança de forma desigual no Rio Grande do Sul

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O plantio do trigo no Rio Grande do Sul segue de forma heterogênea, conforme as condições meteorológicas observadas nos últimos dias. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/6), a semeadura avançou nas regiões com retomada das chuvas, enquanto áreas com precipitações mais frequentes operaram apenas em curtas janelas de tempo firme. Onde há boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento da cultura são considerados adequados.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, o excesso de umidade no solo, a alta nebulosidade e a elevada umidade do ar limitaram o avanço das máquinas de plantio em parte do Estado. Na região administrativa de Santa Rosa, a umidade do solo favorece a germinação e o estabelecimento inicial das plantas. Ainda assim, o desenvolvimento vegetativo está abaixo do esperado em parte das áreas, em razão da baixa incidência de radiação solar, que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular.

O informativo também registra adoção de menor nível tecnológico nesta safra em algumas áreas de trigo, com redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Segundo a fonte, essas lavouras poderão ser destinadas tanto à produção de grãos quanto à cobertura do solo, a depender da evolução das condições climáticas.

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Entre as demais culturas de inverno, a semeadura da aveia-branca está praticamente concluída na maior parte das regiões produtoras. Nas áreas implantadas mais cedo, já há início do perfilhamento e realização de adubação nitrogenada em cobertura. A canola também está em fase final de implantação, favorecida pela umidade no solo, embora temperaturas mais baixas e menor radiação solar dificultem o desenvolvimento vegetativo inicial e o controle de plantas invasoras em algumas regiões.

No quadro das culturas de verão, a soja está tecnicamente colhida no Estado, e o milho alcança 99% da área cultivada. O material da Emater/RS-Ascar não informa estimativa consolidada de produtividade do trigo nem percentual estadual já semeado até o momento.

O cenário descrito pela Emater/RS-Ascar indica que o avanço do trigo no Estado segue condicionado pela distribuição das chuvas e pelas condições de operação no campo. O informativo divulgado nesta quinta-feira (18/6) não detalha prazo para conclusão do plantio nem projeção atualizada de produção para a cultura.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Portugal quer ser a porta de entrada dos produtos brasileiros na UE, diz conselheira agrícola

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Foto: Junner Schmidt

O Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap 2026), realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (18), reuniu conselheiros de embaixadas de diversos países para buscar entender o que as nações que eles representam esperam do Brasil.

A conselheira agrícola da Embaixada de Portugal, Joana Melo Leal, lembrou que o seu país apoiou, desde o início, o acordo entre Mercosul e União Europeia.

“Azeite e vinho são os principais produtos portugueses que chegam ao Brasil. Somos o principal exportador de vinho da Europa para o Brasil, com registros de 65 milhões de euros em vendas, mas queremos aumentar essa transferência por meio da redução de barreiras administrativas de forma recíproca, por isso, desejamos ser a porta de entrada dos produtos brasileiros na Europa. Se existe um setor em que a parceria de nossos países mais faz sentido é na agricultura”, declara.

De acordo com ela, o Brasil é o parceiro estratégico número um de Portugal por todos os laços históricos que unem as duas nações. “Mas queremos uma ligação ainda mais consistente por meio da partilha de conhecimento com ida de estudantes portugueses para cá e de brasileiros para lá. O Brasil é uma potencia mundial, um dos maiores produtores de alimentos no mundo e um país que tem apostado na ciência”, enfatiza.

A conselheira agrícola ainda destacou que Portugal e Brasil mantém parcerias de cooperação técnica nas áreas de gado de leite e de vinho. “Temos interesse em aprender as técnicas de fixação de carbono da agricultura brasileira, por isso, gostaríamos de um polo da Embrapa em Portugal.”

Acordo Mercosul Singapura

O primeiro-secretário da Embaixada de Singapura, Deng Huishan Wilson, também marcou presença no Fiap 2026 e exaltou o fato de o país asiático ter se firmado como o sétimo principal destino das exportações agropecuárias do Brasil no mundo. “Na Ásia, somos o segundo maior, atrás apenas da China. As proteínas animais do Brasil representam cerca de 50% das carnes congeladas que consumimos.”

Ele também comemorou a aprovação desta quarta-feira (17), pelo Senado Federal brasileiro, do acordo de livre comércio entre Mercosul e Singapura, assinado em 2023 no Rio de Janeiro e que deve entrar em vigor após a confirmação de todos os países-membros.

O acordo prevê que Singapura concederá isenção tarifária imediata e integral à totalidade de produtos exportados pelo Mercosul. Já o bloco comercial se compromete a eliminar, de forma progressiva, em até 15 anos, as tarifas incidentes sobre 95,8% dos produtos do país asiático, o que corresponde a 90,8% do total do valor atualmente importado.

“Queremos uma parceria aberta e livre. Singapura aguarda com expectativa a ratificação desse acordo. A simplificação dos procedimentos aduaneiros fará com que o despacho de mercadorias [entre os países] reduza de 48 horas para apenas 6 horas”, detalha. Segundo Deng, Singapura é um grande polo de entrada de países brasileiros para toda a Ásia.

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