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9 de setembro de 2026

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Programa devolve até 95% dos gastos sanitários de produtores artesanais

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo lançou o Feap SP Artesanal + Legal, nova modalidade de subvenção econômica para reembolsar despesas relacionadas às adequações sanitárias e estruturais de produções artesanais.

Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto busca com que produtores realizem as melhorias necessárias para a formalização e atendimento das normas de processamento de alimentos, especialmente no âmbito do Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp) em sua modalidade Artesanal, registro que certifica a qualidade, a tradição e a origem do produto.

De acordo com a SAA, o Feap SP Artesanal + Legal tem como finalidade enfrentar o principal desafio que ainda impede parte dos produtores de concluir o processo de formalização: o custo das adequações estruturais e sanitárias necessárias ao registro.

Reembolso diferenciado para mulheres

A subvenção permitirá o reembolso de até 95% das despesas para agroindústrias geridas exclusivamente por mulheres e até 90% para os demais beneficiários, limitada a R$ 50 mil por projeto.

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O programa determina que serão elegíveis gastos com obras, melhorias em instalações, aquisição de equipamentos novos e contratação de serviços técnicos especializados.

Os projetos deverão ser executados em até 12 meses e o reembolso ocorrerá após comprovação documental e vistoria técnica realizada pela Cati ou pela Fundação Itesp, podendo ser liberado de forma integral ou por etapas, conforme o cronograma aprovado.

“A subvenção permite que o produtor execute as melhorias necessárias, conquiste seu registro e avance no mercado formal com mais segurança e qualidade. É uma política de inclusão produtiva que fortalece o empreendedor e protege quem consome”, afirma o secretário executivo do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), Felipe Alves.

Expansão do setor

Anila e Eduardo Navarro. Foto: Divulgação: SAA

A iniciativa chega em um momento de forte expansão do setor artesanal paulista, impulsionada pela modernização das regras de inspeção implementadas pela Defesa Agropecuária em 2023.

Isso porque as Resoluções SAA nº 63 e nº 52 atualizaram processos, digitalizaram fluxos e instituíram uma equipe especializada em inspeção artesanal, criando um ambiente mais acessível para pequenos empreendedores.

Entre 1994 e 2022, o estado registrava em média um estabelecimento artesanal a cada 246 dias. Com a modernização iniciada em 2023, esse intervalo caiu para cerca de cinco dias, e hoje a média já pode chegar a apenas três dias por novo registro.

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Esse avanço permitiu que São Paulo alcançasse a marca de 200 produtores artesanais formalizados, distribuídos entre 96 estabelecimentos de carnes, 67 de lácteos, 17 de mel, 12 de ovos e 8 de pescados.

Exemplo disso é a queijeira Martina Sgarbi, que há cinco anos deixou a carreira de gerente financeira para se dedicar à produção de queijos artesanais. Ela iniciou o negócio em um laticínio alugado e conseguiu dar o passo decisivo para montar seu próprio estabelecimento graças ao Feap Mulher, linha exclusiva para mulheres agricultoras.

“Para os produtores artesanais, o fluxo de caixa é bem complicado, já que não trabalhamos em grande escala e a produção artesanal tem custos altos. O apoio para modernizar processos e investir em equipamentos para legalizar a produção é muito importante. A minha formalização abriu muitas portas e mudou os rumos da queijaria.”

Já a Casa do Ipê, conduzida por Anila e Eduardo Navarro, também representa esse movimento. O negócio nasceu após a pandemia como uma pequena padaria artesanal e evoluiu para incluir charcutaria, massas e restaurante, sempre priorizando ingredientes locais e produção própria. O casal começou a produzir os próprios produtos sem conservantes por conta de problemas de saúde do filho.

Para Eduardo, a chegada da subvenção fortalece toda a cadeia. “O Feap Artesanal + Legal nasce para impulsionar quem produz com dedicação, identidade e tradição. A produção artesanal movimenta a economia local e fortalece comunidades. Com essa nova subvenção, teremos condições para investir, ampliar e, principalmente, legalizar mais produtores. Isso abre portas, gera oportunidades e coloca o artesanal paulista em outro patamar”, considera.

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Leilão de Pepro negocia 13 mil toneladas de laranja em cinco estados

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O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou Cooperativa de Produtor Rural (Pepro) para apoio à comercialização e ao escoamento de laranja in natura da safra 2026/2027 negociou 13 mil toneladas da fruta em cinco estados. A operação, prevista no Aviso nº 57/2026, foi realizada na quinta-feira (3) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume arrematado corresponde a 36% das 36 mil toneladas ofertadas.

Os arrematantes, entre produtores e cooperativas, são do Rio Grande do Sul, de Sergipe, da Bahia, do Pará e do Paraná. Não houve negociação para o lote de São Paulo.

O maior volume foi registrado no Rio Grande do Sul, com 5,3 mil toneladas. Em seguida aparecem Sergipe, com cerca de 4,4 mil toneladas; Bahia, com 1,8 mil toneladas; Pará, com 1,2 mil toneladas; e Paraná, com 285,6 toneladas. As operações ocorreram em leilões públicos por meio de Bolsas de Mercadorias credenciadas.

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No Rio Grande do Sul, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de Liberato Salzano e Região (Coopsalzano), de Liberato Salzano, arrematou 2,5 mil toneladas. A Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (Cecafes), de Erechim, arrematou 2,3 mil toneladas. Produtores de Constantina e Centenário arremataram, em conjunto, 515 toneladas.

Em Sergipe, a Cooperativa Nordestina de Industrialização de Produtos Agropecuários Ltda., de Poço Redondo, arrematou 3 mil toneladas. A Cooperativa de Produção, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Familiares de Cristinápolis arrematou 1,4 mil toneladas.

Na Bahia, a Cooperativa dos Citricultores do Estado da Bahia, de Rio Real, arrematou 1,2 mil toneladas. A Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte da Bahia (Coopealnor), também de Rio Real, arrematou 600 toneladas. No Pará, foram arrematadas 1,2 mil toneladas em Capitão Poço. No Paraná, o volume negociado foi de 285,6 toneladas em Alto Paraná.

Segundo a Conab, o Pepro prevê o pagamento de prêmio negociado em leilão diretamente ao produtor rural ou à cooperativa que comprovar a produção, a venda e o escoamento da laranja para indústria de processamento. Para esta operação, o preço mínimo foi fixado em R$ 28,76 por caixa de 40,8 quilos.

O resultado do leilão foi publicado logo após a realização da operação no site da Conab, com participação de agricultores familiares e cooperativas em cinco estados e concentração do maior volume no Rio Grande do Sul.

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Fonte: gov.br

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Embrapa Soja promove capacitação para classificadores de soja; saiba como participar

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Crédito:Antonio Neto

A Embrapa Soja promove, de 19 a 23 de outubro, o 1º Curso de Capacitação de Classificadores de Soja, na sede da instituição, em Londrina, no Paraná. Com o título “Capacitação/Qualificação de Classificadores – Produtos de Origem Vegetal: Habilitação/Atualização em Soja”, a formação tem como objetivo preparar profissionais para atuar na classificação do grão conforme os padrões oficiais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Inscreva-se aqui.

Segundo o pesquisador Maurício Albertoni Scariot, da Embrapa Soja, a capacitação busca habilitar os participantes para exercer legalmente a atividade. “Pretendemos habilitar os profissionais para atuarem como classificadores de soja, de acordo com os padrões oficiais de classificação estabelecidos pelo Mapa”, explica.

Para participar, é necessário ter concluído o curso online “Conhecimentos Gerais da Classificação Vegetal”, oferecido pela Escola Nacional de Gestão Agropecuária/Mapa. Além disso, os candidatos devem possuir formação como engenheiro agrônomo, engenheiro agrícola, engenheiro de alimentos, químico, técnico agrícola, técnico em agroindústria, técnico em alimentos, técnico em agropecuária ou técnico em agricultura.

Com carga horária de 40 horas, o curso será ministrado por instrutores credenciados junto ao Mapa. As disciplinas específicas sobre soja serão realizadas presencialmente, com aulas teóricas, demonstrações práticas utilizando amostras reais, exercícios individuais e em grupo, além do preenchimento de laudos e formulários.

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Para concluir a capacitação, os participantes deverão passar por uma avaliação de desempenho. Será necessário alcançar nota mínima de 7,5 nas avaliações práticas de soja e ter frequência mínima de 95% em cada disciplina, conforme explica Scariot.

A capacitação permitirá que os profissionais estejam preparados para atuar como classificadores de soja e, após a habilitação, possam integrar o Cadastro Geral da Classificação (CGC), tornando-se legalmente autorizados a exercer a atividade.

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EUA registram venda de 440 mil toneladas de soja para 2026/27

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Exportadores dos Estados Unidos relataram a venda de 440 mil toneladas de soja com entrega prevista para o ano comercial 2026/27, informou nesta quarta-feira o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Do volume total negociado, 340 mil toneladas têm como destino a China, principal mercado para a soja norte-americana. As outras 100 mil toneladas foram vendidas para destinos desconhecidos, conforme os dados divulgados pelo órgão.

Por lei, os exportadores são obrigados a informar ao USDA qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia. Também precisam ser reportadas, até o dia seguinte, operações de 200 mil toneladas ou mais destinadas a um mesmo país ou mercado.

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