Agro Mato Grosso
Embrapa Milho e Sorgo debatem papel do ESG na transformação das organizações e do setor MT

Temos um desafio muito grande no mundo que é produzir com sustentabilidade.
No agro, os desafios são ainda maiores: devemos mitigar ao máximo as emissões de carbono e estar atentos e sensíveis às questões sociais e ambientais. Dessa forma, esse evento é uma oportunidade de unirmos pesquisa, setor produtivo e indústria, em prol de alternativas para produzirmos com mais eficiência e sustentabilidade”. Com essa afirmação, o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo Vinícius Guimarães destacou a importância do primeiro Encontro Regional sobre ESG e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva de Milho & Sorgo , realizado no último dia 25 de novembro em parceria com a Laborsan Agro .
O evento reuniu especialistas, pesquisadores, empresas e lideranças do setor agropecuário e da indústria para debater os desafios e as oportunidades da sustentabilidade, trazendo uma visão atualizada sobre o papel do ESG na transformação das organizações e no fortalecimento da cadeia produtiva. ESG, sigla em inglês para Ambiental , Social e Governança (Environmental, Social and Governance ), descreve um conjunto de práticas e políticas que as empresas devem adotar para se tornarem mais sustentáveis e responsáveis. Os pilares do ESG buscam o equilíbrio entre esses três aspectos, avaliando o impacto de uma empresa no meio ambiente, seu relacionamento com funcionários e comunidades e a qualidade de sua gestão e transparência.
A analista Marisa Prado , gestora do Programa Embrapa ESG na Prática e responsável pela área de Sustentabilidade Corporativa da Empresa, trouxe a importância do tema no contexto regional, nacional e internacional, mostrando a necessidade de sinergia entre os diversos setores para que haja mais sustentabilidade nas organizações. “Ver tantas instituições públicas e privadas reunidas na Embrapa Milho e Sorgo, em prol de se organizarem no novo cenário climático para cumprir as exigências regulatórias em termos de ESG, nos impacta de forma muito positiva. O mais importante é perceber em cada apresentação, em cada painel, excelentes estratégias, muita ‘alma envolvida’ e muita vontade em fazer com que a sustentabilidade aconteça na prática”, reforçou. “A Embrapa Milho e Sorgo reuniu diferentes empresas de diversos setores da agricultura, do comércio e da indústria, estabelecendo uma troca de experiências sobre as ações de cada instituição no contexto ESG, em uma iniciativa pioneira nesse contexto. Dessa forma, para a Embrapa, é uma forma de estreitar relacionamentos e firmar parcerias, beneficiando a população com ações sustentáveis”, reforçou o pesquisador Décio Karam, coordenador do evento.
Painéis e debates mostram iniciativas sustentáveis
Com uma ampla programação que apresentou as conexões entre ambientes rurais e urbanos, o Encontro Regional bebidas sobre ESG e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva de Milho & Sorgo trouxe ações e estratégias seguras de empresas que atuam na área de produção de biocombustíveis, fertilizantes, nutrição vegetal e animal, commodities, na área de produtos biológicos, sementes, implementos agrícolas, logística, reflorestamento e siderurgia, passando também por instituições que atuam em segmentos industriais e urbanos, como no ramo de supermercados, supermercados, fabricantes de produtos de limpeza, fabricantes de veículos pesados e até experiências de empresas que atuam na indústria da beleza, trazendo ainda oportunidades de linhas de crédito para iniciativas ESG. “Os projetos de sustentabilidade começam com as próprias pessoas. A sustentabilidade será incorporada à nossa realidade somente quando todos forem sustentáveis”, resumiu o CEO da NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola Cláudio Nasser de Carvalho.
Agro Mato Grosso
AMAGGI adquire 40% da FS e fortalece presença no etanol de milho MT

Parceria estratégica une duas gigantes do agro com foco em inovação, descarbonização e expansão do setor
A união conecta duas empresas com forte atuação em Mato Grosso e protagonismo no agronegócio brasileiro, consolidando uma parceria com foco em crescimento sustentável, inovação e ampliação da competitividade no setor.
Sinergia entre produção de grãos e biocombustíveis
A transação simboliza a convergência entre importantes grupos do setor, reunindo a experiência da AMAGGI — referência global em grãos e fibras — com a expertise da FS, pioneira na produção de etanol a partir do milho no Brasil.
A FS se consolidou como uma das principais protagonistas do setor de biocombustíveis, destacando-se pela eficiência produtiva e pela baixa intensidade de carbono de seu etanol. Já a AMAGGI, que se aproxima de completar 50 anos, atua de forma integrada em toda a cadeia do agronegócio, incluindo produção, logística, comercialização e energia.
Para Blairo Maggi, o acordo reforça o alinhamento estratégico entre as companhias. Ele destacou a confiança na parceria, baseada em valores comuns e visão de longo prazo.
Parceria une capital nacional e internacional
O movimento também aproxima a AMAGGI do grupo americano Summit Agricultural Group, atual acionista da FS. Segundo o fundador da Summit, Bruce Rastetter, a parceria reúne empresas com forte complementaridade e visão compartilhada sobre o futuro dos combustíveis renováveis.
O CEO da Summit, Justin Kirchhoff, ressaltou que a operação abre caminho para ampliar a atuação da FS, destacando o potencial de crescimento da produção de combustíveis de baixa emissão de carbono.
Verticalização e expansão estratégica
A entrada da AMAGGI no negócio de etanol de milho reforça sua estratégia de verticalização e diversificação das operações. A companhia busca ampliar sua presença em segmentos industriais e energéticos, agregando valor à cadeia de grãos.
De acordo com o CEO da FS, Rafael Abud, a parceria representa um marco importante diante das oportunidades de expansão do setor e da crescente demanda global por soluções de descarbonização.
Já o CEO da AMAGGI, Judiney Carvalho, destacou que o investimento no etanol de milho está alinhado às metas de inovação e sustentabilidade da empresa, além de abrir novas frentes de crescimento.
Setor ganha força com foco em descarbonização
A operação reforça o papel do Brasil como protagonista na produção de biocombustíveis e evidencia a relevância do etanol de milho como alternativa sustentável no cenário global. A integração entre produção agrícola e indústria energética tende a gerar ganhos logísticos, maior eficiência e fortalecimento da competitividade internacional.
Com capacidade de processar mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra e produção anual de bilhões de litros de etanol, a FS vive um novo ciclo de expansão. Já a AMAGGI amplia seu portfólio e consolida sua posição como uma das principais forças do agronegócio brasileiro.
A parceria entre as duas empresas sinaliza um movimento estratégico de longo prazo, que une tradição, inovação e sustentabilidade para impulsionar o futuro do setor.
Agro Mato Grosso
Abrapa amplia ações para manejo sustentável no algodão

Evento técnico discutirá bicudo, lagartas, doenças e controle biológico nas lavouras
Com o propósito de fortalecer o ambiente nacional de divulgação de pesquisas e iniciativas que vêm demonstrando eficácia no controle de pragas e doenças do algodoeiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza, na próxima quinta-feira,14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD.
O encontro reunirá especialistas, pesquisadores, consultores e representantes do setor produtivo para debater soluções voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos, à preservação das biotecnologias disponíveis no mercado e à redução dos custos de produção da cotonicultura brasileira.
Práticas sustentáveis na cotonicultura nacional
A realização do evento é parte do trabalho desenvolvido pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde a sua criação, em 2012, incentiva a adoção de práticas sustentáveis na cotonicultura nacional. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, “no ABR o manejo integrado de pragas é um tema prioritário por entendermos que o uso eficiente de insumos é estratégico para a cotonicultura nacional. As práticas fazem parte das exigências que os produtores participantes do programa devem cumprir”.
Carneiro ainda explica que o ABR acompanha as práticas utilizadas em campo com o objetivo de apoiar a adoção do manejo integrado de pragas, especialmente o uso de bioinsumos. “Em 2025, a Abrapa realizou um estudo com 470 fazendas certificadas pelo ABR e descobriu que 79,8% delas já fazem a utilização de bioinsumos no controle de pragas e doenças”, afirma.
Esse é terceiro workshop que a Abrapa e o ABR se dedicam ao tema. “Eventos como este são importantes para o compartilhamento de experiências e resultados aplicados na cultura do algodão em diferentes regiões do Brasil e até do mundo”, define o gerente.
Destaques da programação
A programação será dividida em três grandes blocos temáticos: manejo de bicudo e lagartas, manejo de doenças e uso de biológicos.
Ao longo do dia, os participantes acompanharão painéis técnicos sobre o cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas principais regiões produtoras do país, manejo integrado de pragas, destruição de soqueira, manejo de lagartas, fortalecimento do refúgio e estratégias para o controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.
O evento também abrirá espaço para discussões sobre o uso de ferramentas seletivas, biológicos e iniciativas colaborativas que contribuam para reduzir custos de produção e ampliar a eficiência no uso de insumos.
Entre os palestrantes confirmados estão especialistas de instituições como Embrapa Algodão, Esalq, UFPel, UFRPE, Fundação Bahia, Fundação Chapadão, IMAmt e representantes do setor produtivo. O workshop contará ainda com participação de cotonicultores australianos e tradução simultânea português-inglês durante as apresentações e intervenções dos consultores convidados. O encerramento trará uma rodada de debates e um momento de networking entre os participantes.
Agro Mato Grosso
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