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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Controle de Mancha-alvo em soja: resistências, performance dos fungicidas e danos em soja – MAIS SOJA

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Distribuída em praticamente todo o território nacional, a mancha-alvo causada pelo fungo (Corynespora cassiicola) é uma das principais doenças fúngicas que acometem a soja. Além de infectar mais de 400 espécies vegetais, o fungo pode sobreviver em restos culturais e sementes infectadas. Essas características contribuem para a persistência da mancha-alvo em áreas agrícolas, dificultando o controle efetivo da doença (Grigolli & Grigolli, 2019; Godoy et al., 2024).

Os principais sintomas da doença consistem no surgimento de manchas nas folhas, com halo amarelado e pontuação escura no centro, que causam desfolha. Em casos mais severos, também pode ocorrer manchas na haste e na vagem. O fungo também pode infectar raízes, causando podridão radicular e intensa esporulação (Grigolli & Grigolli, 2019). Dependendo da suscetibilidade da cultivar e severidade da doença, as perdas de produtividade podem chegar a 40% casos as devidas medidas de controle não sejam adotadas (Godoy et al., 2023).

Figura 1. Sintomas típicos de mancha-alvo (Corynespora cassiicola) em soja.
Fonte: Embrapa

Dentre as principais estratégias de manejo da mancha-alvo em soja, destacam-se o uso de cultivares resistentes, o tratamento de sementes com fungicidas específicos, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras e o controle químico com o emprego de fungicidas registrados para a cultura (Soares et al., 2023).

De acordo com Godoy et al. (2018), a incidência dessa doença tem aumentado nas últimas safras em razão do aumento da semeadura de cultivares suscetíveis e da menor sensibilidade/resistência do fungo a fungicidas metil benzimidazol carbamato (MBC) e inibidores da quinona externa (IQe). Nesse sentido, o manejo químico da mancha-alvo requer a associação de fungicidas multissítio aos sítio-específicos, considerando a resistência genética já documentada do patógeno a diferentes ingredientes ativos (Grigolli & Grigolli, 2019).

No geral, o controle de doenças causadas por fungos necrotróficos como o agente causal da mancha-alvo, apresenta limitações significativas quando baseado exclusivamente no uso de fungicidas, sendo eficaz apenas quando empregado de forma integrada a outras práticas de manejo preventivo (Forcelini, 2010). No caso da mancha-alvo, já foram identificadas populações com mutações nos genes sdh, destacando-se B-H278 e C-N75S, esta última relatada em altas frequências e com tendência de aumento em sua ocorrência. Outras mutações, como B-H278R, B-I280V e D-V152, também foram registradas, embora restritas a isolados específicos. Essas alterações genéticas estão associadas à resistência do patógeno ao grupo das carboxamidas (SDHI), conforme relatado pelo FRAC – BR, e tendem a reduzir a eficácia no controle químico da doença.

Resultados obtidos nos ensaios realizados em rede desde 2011/2012  demonstram uma redução eficiência de alguns produtos em razão da menor sensibilidade do fungo Corynespora cassiicola aos fungicidas. Para o fungicida carbendazim menor eficiência foi associada à presença das mutações E198A e F200Y na β tubulina do fungo. Godoy et al. (2023), destacam ainda que a resistência aos IQe vem sendo relatada desde 2014 nas principais regiões produtoras de soja no Brasil, em número significativo de amostras, em razão da presença da mutação G143A que confere resistência completa. Já para SDHI, a partir de 2018 foram observadas a presença das mutações C-N75S e B-H278Y em isolados de C. cassiicola com sensibilidade reduzida aos fungicidas, com aumento significativo da C-N75S e decréscimo da B-H278Y em 2022. Outras mutações foram detectadas em isolados incluindo sdh B-H278R, B-I280V e D-V152I (figura 2).

Figura 2. Média da porcentagem de controle da mancha-alvo com os fungicidas carbendazim, trifloxistrobina + protioconazol (tfz + ptz), piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade (pir + epz + fluxa), piraclostrobina + fluxapiroxade (pir + fluxa), bixafen + protioconazol + trifloxistrobina (bixa + ptz + tfz), proticonazol + fluxapiroxade (ptz + fluxa), azoxistrobina + protioconazol + mancozebe (az + ptz + mcz) e proticonazol + mancozebe (ptz + mcz) nos experimentos (n) cooperativos nas safras 2011/2012 (n=8), 2012/2013 (n=8), 2013/2014 (n=13), 2014/2015 (n=15), 2015/2016 (n=8), 2016/2017 (n=15), 2017/2018 (n=16), 2018/2019 (n=19), 2019/2020 (n=15), 2020/2021 (n=20), 2021/2022 (n=16), 2022/2023 (n=17) em diferentes regiões produtoras de soja no Brasil.
Fonte: Godoy et al. (2023)

A redução da sensibilidade de Corynespora cassiicola a diferentes grupos de fungicidas evidencia a importância do monitoramento contínuo da população do patógeno em distintas regiões produtoras. Nesse contexto, a adoção de estratégias antirresistência torna-se essencial, incluindo a limitação do uso de fungicidas do grupo das SDHI (carboxamidas), a, no máximo, duas aplicações por ciclo da soja, a associação com fungicidas multissítio e a rotação de modos de ação. Essas medidas são fundamentais para retardar a seleção de populações resistentes e, consequentemente, prolongar a vida útil das moléculas disponíveis para o controle da doença (Godoy et al., 2023).

Entre os fungicidas de melhor desempenho em relação à produtividade, os ensaios em rede conduzidos na safra 2024/2025 evidenciaram uma diferença de até 15% entre o tratamento mais produtivo e o menos produtivo (com o uso de fungicidas). Esse resultado reforça a relevância do posicionamento adequado dos fungicidas no manejo da mancha-alvo, destacando sua contribuição decisiva para a manutenção do potencial produtivo da cultura (Godoy et al., 2025).

Nesse cenário, o correto posicionamento dos fungicidas, aliado ao uso de multissítios em associação com produtos de sítio-específico e a rotação de mecanismos de ação, constitui uma das principais estratégias de manejo da mancha-alvo. Para ampliar a eficiência do controle, essas práticas devem ser integradas a medidas complementares, como a adoção de cultivares resistentes, o tratamento de sementes com fungicidas e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. A integração dessas abordagens é essencial para reduzir o impacto econômico da doença sobre a soja, manter a rentabilidade da lavoura, retardar a evolução da resistência do patógeno e garantir a sustentabilidade do sistema produtivo.

Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, Doenças, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 27/08/2025.

FRAC – BR. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA, Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas. Holambra – SP. Disponível em: < https://www.frac-br.org/_files/ugd/6c1e70_5494e2a5f1204eafa26ec81bce3aec6f.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 213, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1176454/1/Circ-Tec-213.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 203, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1164951/1/Circ-Tec-203-revista.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2022/2023: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 194, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1154756/1/Circ-Tec-194.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2017/18: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 139, 2018. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1094412/1/CT139ManchaAlvoOL.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GRIGOLLI, J. F. J.; GRIGOLLI, M. M. K. MANJEO DE DOENÇAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2018/2019, 2019. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-Safra-20182019.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, ed. 6, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1158639 >, acesso em: 27/08/2025.

Foto de capa: Maurício Stefanelo – Ceres Consultoria

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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