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14 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Controle de Mancha-alvo em soja: resistências, performance dos fungicidas e danos em soja – MAIS SOJA

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Distribuída em praticamente todo o território nacional, a mancha-alvo causada pelo fungo (Corynespora cassiicola) é uma das principais doenças fúngicas que acometem a soja. Além de infectar mais de 400 espécies vegetais, o fungo pode sobreviver em restos culturais e sementes infectadas. Essas características contribuem para a persistência da mancha-alvo em áreas agrícolas, dificultando o controle efetivo da doença (Grigolli & Grigolli, 2019; Godoy et al., 2024).

Os principais sintomas da doença consistem no surgimento de manchas nas folhas, com halo amarelado e pontuação escura no centro, que causam desfolha. Em casos mais severos, também pode ocorrer manchas na haste e na vagem. O fungo também pode infectar raízes, causando podridão radicular e intensa esporulação (Grigolli & Grigolli, 2019). Dependendo da suscetibilidade da cultivar e severidade da doença, as perdas de produtividade podem chegar a 40% casos as devidas medidas de controle não sejam adotadas (Godoy et al., 2023).

Figura 1. Sintomas típicos de mancha-alvo (Corynespora cassiicola) em soja.
Fonte: Embrapa

Dentre as principais estratégias de manejo da mancha-alvo em soja, destacam-se o uso de cultivares resistentes, o tratamento de sementes com fungicidas específicos, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras e o controle químico com o emprego de fungicidas registrados para a cultura (Soares et al., 2023).

De acordo com Godoy et al. (2018), a incidência dessa doença tem aumentado nas últimas safras em razão do aumento da semeadura de cultivares suscetíveis e da menor sensibilidade/resistência do fungo a fungicidas metil benzimidazol carbamato (MBC) e inibidores da quinona externa (IQe). Nesse sentido, o manejo químico da mancha-alvo requer a associação de fungicidas multissítio aos sítio-específicos, considerando a resistência genética já documentada do patógeno a diferentes ingredientes ativos (Grigolli & Grigolli, 2019).

No geral, o controle de doenças causadas por fungos necrotróficos como o agente causal da mancha-alvo, apresenta limitações significativas quando baseado exclusivamente no uso de fungicidas, sendo eficaz apenas quando empregado de forma integrada a outras práticas de manejo preventivo (Forcelini, 2010). No caso da mancha-alvo, já foram identificadas populações com mutações nos genes sdh, destacando-se B-H278 e C-N75S, esta última relatada em altas frequências e com tendência de aumento em sua ocorrência. Outras mutações, como B-H278R, B-I280V e D-V152, também foram registradas, embora restritas a isolados específicos. Essas alterações genéticas estão associadas à resistência do patógeno ao grupo das carboxamidas (SDHI), conforme relatado pelo FRAC – BR, e tendem a reduzir a eficácia no controle químico da doença.

Resultados obtidos nos ensaios realizados em rede desde 2011/2012  demonstram uma redução eficiência de alguns produtos em razão da menor sensibilidade do fungo Corynespora cassiicola aos fungicidas. Para o fungicida carbendazim menor eficiência foi associada à presença das mutações E198A e F200Y na β tubulina do fungo. Godoy et al. (2023), destacam ainda que a resistência aos IQe vem sendo relatada desde 2014 nas principais regiões produtoras de soja no Brasil, em número significativo de amostras, em razão da presença da mutação G143A que confere resistência completa. Já para SDHI, a partir de 2018 foram observadas a presença das mutações C-N75S e B-H278Y em isolados de C. cassiicola com sensibilidade reduzida aos fungicidas, com aumento significativo da C-N75S e decréscimo da B-H278Y em 2022. Outras mutações foram detectadas em isolados incluindo sdh B-H278R, B-I280V e D-V152I (figura 2).

Figura 2. Média da porcentagem de controle da mancha-alvo com os fungicidas carbendazim, trifloxistrobina + protioconazol (tfz + ptz), piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade (pir + epz + fluxa), piraclostrobina + fluxapiroxade (pir + fluxa), bixafen + protioconazol + trifloxistrobina (bixa + ptz + tfz), proticonazol + fluxapiroxade (ptz + fluxa), azoxistrobina + protioconazol + mancozebe (az + ptz + mcz) e proticonazol + mancozebe (ptz + mcz) nos experimentos (n) cooperativos nas safras 2011/2012 (n=8), 2012/2013 (n=8), 2013/2014 (n=13), 2014/2015 (n=15), 2015/2016 (n=8), 2016/2017 (n=15), 2017/2018 (n=16), 2018/2019 (n=19), 2019/2020 (n=15), 2020/2021 (n=20), 2021/2022 (n=16), 2022/2023 (n=17) em diferentes regiões produtoras de soja no Brasil.
Fonte: Godoy et al. (2023)

A redução da sensibilidade de Corynespora cassiicola a diferentes grupos de fungicidas evidencia a importância do monitoramento contínuo da população do patógeno em distintas regiões produtoras. Nesse contexto, a adoção de estratégias antirresistência torna-se essencial, incluindo a limitação do uso de fungicidas do grupo das SDHI (carboxamidas), a, no máximo, duas aplicações por ciclo da soja, a associação com fungicidas multissítio e a rotação de modos de ação. Essas medidas são fundamentais para retardar a seleção de populações resistentes e, consequentemente, prolongar a vida útil das moléculas disponíveis para o controle da doença (Godoy et al., 2023).

Entre os fungicidas de melhor desempenho em relação à produtividade, os ensaios em rede conduzidos na safra 2024/2025 evidenciaram uma diferença de até 15% entre o tratamento mais produtivo e o menos produtivo (com o uso de fungicidas). Esse resultado reforça a relevância do posicionamento adequado dos fungicidas no manejo da mancha-alvo, destacando sua contribuição decisiva para a manutenção do potencial produtivo da cultura (Godoy et al., 2025).

Nesse cenário, o correto posicionamento dos fungicidas, aliado ao uso de multissítios em associação com produtos de sítio-específico e a rotação de mecanismos de ação, constitui uma das principais estratégias de manejo da mancha-alvo. Para ampliar a eficiência do controle, essas práticas devem ser integradas a medidas complementares, como a adoção de cultivares resistentes, o tratamento de sementes com fungicidas e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. A integração dessas abordagens é essencial para reduzir o impacto econômico da doença sobre a soja, manter a rentabilidade da lavoura, retardar a evolução da resistência do patógeno e garantir a sustentabilidade do sistema produtivo.

Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, Doenças, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 27/08/2025.

FRAC – BR. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA, Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas. Holambra – SP. Disponível em: < https://www.frac-br.org/_files/ugd/6c1e70_5494e2a5f1204eafa26ec81bce3aec6f.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 213, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1176454/1/Circ-Tec-213.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 203, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1164951/1/Circ-Tec-203-revista.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2022/2023: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 194, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1154756/1/Circ-Tec-194.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2017/18: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 139, 2018. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1094412/1/CT139ManchaAlvoOL.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

GRIGOLLI, J. F. J.; GRIGOLLI, M. M. K. MANJEO DE DOENÇAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2018/2019, 2019. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-Safra-20182019.pdf >, acesso em: 27/08/2025.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, ed. 6, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1158639 >, acesso em: 27/08/2025.

Foto de capa: Maurício Stefanelo – Ceres Consultoria

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Sustentabilidade

Preços da soja sobem em praças brasileiras, mas semana deve terminar com poucas negociações

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Foto: R.R. Rufino/Embrapa

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos movimentos nesta quinta-feira (13), com altas pontuais em algumas praças. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, não foram observadas grandes movimentações na Bolsa de Chicago capazes
de provocar alterações mais expressivas no mercado físico.

Os prêmios seguem em níveis elevados, enquanto Chicago e o dólar registraram pequenas altas, observa Silveira. Nos portos, o analista destaca indicações subindo cerca de R$ 1,00 por saca.

No mercado interno, o basis permanece elevado, com disputa pela originação do grão, mas sem reporte de ofertas firmes por parte dos produtores. Diante desse cenário, Silveira avalia que a semana deve terminar com pequenas negociações.

Confira as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 140,00.
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 141,00.
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 133,00.
  • Dourados (MS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 130,00 para R$ 133,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja em grão fecharam com preços mistos e em uma estreita margem de oscilação nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi marcado por forte volatilidade.

O comportamento de outros mercados – o milho caiu forte, realizando lucros – e um movimento de correção pressionaram as cotações. Mas sinais de demanda chinesa limitaram as perdas. Nos subprodutos, farelo e óleo fecharam em queda.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 125.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2026/27.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 75.100 toneladas na semana encerrada em 06 de agosto.

A China liderou as compras, com 65.900 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 1.759.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 180,464 milhões de toneladas na temporada
2025/26, com aumento de 5,2% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

A projeção faz parte do 11º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 180,57 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,00 centavos de dólar, ou 0,08%, a US$ 11,82 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,97 3/4 por bushel, com retração de 1,25 centavos de dólar ou 0,10%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,10 ou 0,34% a US$ 314,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,38 centavos de dólar, com perda de 0,38 centavo ou 0,55%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,1913 para venda e a R$ 5,1893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1750 e a máxima de R$ 5,1985.

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Sustentabilidade

Atenção com mofo-branco deve ser redobrada no sistema canola – soja – MAIS SOJA

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Com o crescimento das áreas cultivadas na região Sul do Brasil em 2026, a canola vem ampliando sua presença no território nacional, especialmente em regiões com condições edafoclimáticas favoráveis ao desenvolvimento da cultura. Além de representar uma alternativa interessante para diversificar os sistemas produtivos e integrar a rotação de culturas, o cultivo da canola também pode contribuir para a geração de renda aos produtores. Entretanto, sua inserção em áreas agrícolas, especialmente em sistemas de sucessão canola–soja, exige atenção redobrada às práticas de manejo, a fim de minimizar possíveis impactos sobre a cultura subsequente.

Embora a canola proporcione importantes benefícios ao sistema de produção, é necessário considerar que a cultura está entre as principais hospedeiras do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), doença que pode reduzir em até em até 70% a produtividade da soja (Meyer et al., 2020). A ocorrência da do mofo-branco e a suscetibilidade ao patógeno podem variar de acordo com o híbrido de canola, com níveis de incidência que podem alcançar 57% em materiais mais suscetíveis. Nesse contexto, a escolha adequada do híbrido, associada à adoção de estratégias eficientes de manejo, torna-se fundamental para reduzir a pressão de inóculo e minimizar os riscos de ocorrência do mofo-branco, especialmente em áreas destinadas posteriormente ao cultivo da soja (Wenglarek et al., 2019).

Figura 1. Ciclo do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) na canola.
Adaptado: Canola Council of Canada (s.d.)

Além dos danos ocasionados diretamente a canola, um dos grandes problemas relacionados ao mofo-branco na cultura é a produção de escleródios (estruturas reprodutivas do fungo) na área de cultivo. Essas estruturas (figura 2) permitem ao fungo permanecer viável por um longo período até encontrar condições adequadas para a germinação e desenvolvimento da doença. Além de serem dispersos no solo, os escleródios do mofo-branco podem ser contidos nos resíduos culturais de plantas infectadas de canola.

Figura 2. Escleródios de mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) sobre o solo.
Foto: Lobo Junior & Santos (2013)

Sob condições ambientais adequadas, os escleródios germinam dando origem a apotécios, capazes de dispersar os ascósporos (esporos sexuados do patógeno), responsáveis por infectar a planta, dando origem ao mofo-branco (figura 3).

Figura 3. Germinação carpogênica de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum, com elevada formação de apotécios.
Foto: Maurício C. Meyer

Nesse contexto, em áreas de canola com histórico de mofo-branco, deve-se intensificar o monitoramento na soja cultivada em sucessão. Sempre que possível, recomenda-se adotar medidas preventivas, como o biocontrole na entressafra e o uso estratégico de fungicidas nos períodos de maior suscetibilidade da cultura, visando mitigar as perdas de produtividade.

Uma das principais estratégias de manejo em áreas com histórico de ocorrência do mofo-branco é reduzir a viabilidade dos escleródios via controle biológico. Estudos demonstram que dependendo do agente biológico, é possível obter uma redução de até 65% da viabilidade dos escleródios do mofo-branco, reduzindo consequentemente a incidência da doença na soja (Görgen et al., 2008). Dentre os principais bioinsumos utilizados com esse intuito, destacam-se espécies de Trichoderma spp. (dentre as principais, o T. harzianum, T. asperellum e o T. afroharzianum), assim como bactérias do gênero Bacillus, as quais podem ser associadas aos fungos do gênero Trichoderma para o biocontrole do mofo-branco.


Veja mais: Trichoderma e Bacillus: aliados no controle do mofo-branco na soja


Referências:

CANOLA COUNCIL OF CANADA. SCLEROTINIA STEM ROT. Canola Encyclopedia. Winnipeg: Canola Council of Canada, [s.d.]. Disponível em: < https://www.canolacouncil.org/canola-encyclopedia/diseases/sclerotinia-stem-rot/ >. Acesso em: 13/08/2026.

GÖRGEN, C. A. et al. CONTROLE DE Sclerotinia sclerotiorum COM O MANEJO DE Brachiaria ruziziensis E APLICAÇÃO DE Trichoderma harzianum. Embrapa, Circular Técnica, n. 81, 2008. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/216271/1/circ81.pdf >, acesso em: 13/08/2026.

LOBO JUNIOR, M.; SANTOS, P. F. MANEJO DO MOFO BRANCO. Revista Cultivar, 2013. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/963194/manejo-do-mofo-branco >, acesso em: 13/08/2026.

MEYER, M. C. et al. EXPERIMENTOS COOPERATIVOS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE Sclerotinia sclerotiorum NA CULTURA DA SOJA: RESULTADOS SUMARIZADOS DA SAFRA 2019/2020. Embrapa, Circular Técnica, n. 163, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/216581/1/CIRCULAR-TECNICA-163-online.pdf >, acesso em: 13/08/2026.

WENGLAREK, A. P. et al. EVOLUÇÃO DA INCIDÊNCIA DE MOFO BRANCO EM DIFERENTES HÍBRIDOS DE CANOLA. 7° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel, 2019. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1137944/1/2019-PA-I-Uniao-da-Vitoria-Mofo-branco-canola-Wenglarek-Resumo-congresso-Biodiesel.pdf >, acesso em: 13/08/2026.

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Sustentabilidade

Mercado de defensivo agrícola brasileiro e área potencial tratada aumentam 62% em cinco anos – MAIS SOJA

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A área potencial tratada com defensivos no Brasil aumentou 62,5% em cinco anos, da safra de 2020/21 para a de 2025/26, segundo a consultoria internacional Kynetec, De acordo com a consultoria, em valores, esse mercado cresceu 62,9% entre os dois períodos. No caso dos fertilizantes, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que o consumo subiu 20,3% de 2020 a 2025. Dados do IBGE apontam que, nesse intervalo, de 2020 a 2025, houve alta de 17,1% na área plantada adubada no país.

A área potencial tratada (PAT) é um indicador que mede o volume acumulado de aplicação de defensivos, multiplicando a área plantada pelo número de aplicações e pela quantidade de produtos utilizados no ciclo. Como uma mesma área pode receber diferentes produtos ou várias aplicações ao longo da safra, ela pode ser contabilizada mais de uma vez.

A PAT saiu de 1,6 bilhão de hectares em 2020/21 para chegar a 2,6 bilhões de hectares em 2025/26), conforme a Kynetec, movimentando R$ 61,4 bilhões em 20/21 e alcançando R$ 100 bilhões em 25/26. A área plantada adubada era de 85,4 milhões de hectares em 2020 e alcançou 100 milhões de hectares no ano passado, conforme o IBGE. A Anda divulgou que o consumo brasileiro de fertilizantes passou de 40,8 milhões de toneladas em 2020 para 49,1 milhão de toneladas no ano passado.

“Por trás de cada alimento que chega à mesa existe uma lavoura que precisou ser protegida. O crescimento da área tratada e adubada mostra que os insumos agrícolas são aliados fundamentais do produtor na missão de preservar o trabalho de quem produz e garantir que alimentos de qualidade continuem chegando, com segurança e regularidade, às famílias brasileiras e aos mercados de todo o mundo/’, afirma o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion.

Centurion comenta que os defensivos são infraestrutura essencial de proteção do campo brasileiro e os números refletem uma agricultura mais intensiva, tecnológica e exposta a desafios climáticos e fitossanitários. “O manejo eficiente é decisivo para preservar produtividade, reduzir perdas e garantir o abastecimento regular de alimentos, fibras e matérias-primas para o Brasil e o mercado internacional”, diz. Ele destaca a importância do Congresso Andav, maior feira mundial de distribuição de insumos agropecuários, que acontece em São Paulo, de 11 a 13 de agosto.

A Ascenza Brasil, empresa de proteção de cultivos especializada em engenharia de formulação e em Processo de Aprimoramento de Tecnologia (ETP – Enhance Technology Process na sigla em inglês), leva ao Congresso Andav deste ano soluções mais eficientes, estáveis e sustentáveis desenvolvidas para atender a agricultores brasileiros de todos os tamanhos e diferentes cultivos. A participação da empresa na feira tem como tema “Eu Visto a Camisa do Agro”, para destacar a importância do produtor e de parcerias para o desenvolvimento do setor.

No congresso Andav, a Ascenza Brasil vai promover networking, troca de experiências e celebrar a agricultura nacional no estande N100, com a realização de happy hour nos dois primeiros dias. Centurion comenta que a Andav é uma grande vitrine e participar do evento pelo segundo ano consecutivo representa a oportunidade de fortalecer o relacionamento com distribuidores, consultores, pesquisadores e produtores rurais.

A empresa investe em inovação com soluções pensadas para a realidade do campo brasileiro, como a combinação de ingredientes ativos já consagrados em produtos mais eficientes, estáveis e sustentáveis, como o Asbelto Pro e o Squad; proteção biológica e botânica como o Timorex Gold; e ativos aperfeiçoados para demandas específicas, como o regulador vegetal Biseto e o fungicida Medeiro WG. Esses produtos serão apresentados durante a feira.

Relacionamentos

A Ascenza Brasil, braço brasileiro da multinacional portuguesa líder de mercado em países da Europa, conta com a expertise de manter relacionamento de qualidade com produtores, técnicos e outros agentes do agronegócio, independentemente do tamanho da lavoura. As soluções da empresa são baseadas em programas fitossanitários modernos e tecnológicos, que permitem maior estabilidade da produção e segurança alimentar em um cenário agrícola cada vez mais desafiador.

A engenharia de formulação e o Processo de Aprimoramento de Tecnologia são de grande relevância em um mercado cada vez mais competitivo. A Ascenza investe no desenvolvimento de sistemas de proteção inteligentes e novas tecnologias de formulação capazes de aumentar a eficiência agronômica, prolongar a vida útil dos produtos e contribuir para o manejo da resistência. O conceito de inovação da companhia é fazer a molécula trabalhar melhor.

“A inovação faz parte do DNA da Ascenza. Oferecemos um portfólio pensado para proteger os cultivos, aumentar a produtividade e contribuir para que o produtor entregue alimentos de alta qualidade, especialmente nas culturas de hortifrúti, onde a excelência é determinante”, afirma Centurion.

Hortifrúti

No Brasil, a Ascenza consolidou-se como referência no segmento de hortifrúti ao combinar um portfólio robusto de soluções registradas para frutas e hortaliças, assistência técnica de alta especialização e tecnologias que ajudam os produtores a aumentar produtividade, qualidade e competitividade em um dos setores mais exigentes e delicados do agronegócio brasileiro. A empresa possui um portfólio desenvolvido para atender a culturas de alto valor agregado, como tomate, batata, cebola, uva, citros, morango, melão, melancia, manga, mamão, hortaliças folhosas e outras frutas e legumes.

A companhia atua em um mercado historicamente carente de soluções registradas, onde ampliou sua presença justamente oferecendo produtos registrados para esse nicho, reduzindo uma lacuna técnica do setor e desenvolvendo programas de manejo voltados para o controle eficiente de pragas e doenças, ajudando produtores a atender mercados internos e de exportação.

A Ascenza Brasil também investe em geração de conhecimento técnico, ampliando sua equipe, promovendo treinamentos, conteúdos, programas de manejo específicos para diferentes culturas hortifrutícolas e fortalecendo canais de distribuição. Em 2025, a empresa registrou crescimento de 18% nas vendas e continua ganhando participação de mercado.

O head da Ascenza Brasil destaca que o agronegócio brasileiro é um dos grandes motores da economia nacional e o segmento de hortifrúti ocupa um papel estratégico nesse cenário. “O Brasil conquistou reconhecimento mundial pela capacidade de produzir com tecnologia, eficiência e responsabilidade, e temos convicção de que esse protagonismo continuará crescendo nos próximos anos”, afirma.

Centurion diz que o futuro do agro passa pela adoção de soluções cada vez mais inovadoras, sustentáveis e eficientes, capazes de elevar a produtividade, preservar recursos naturais e atender consumidores e mercados que exigem alimentos de qualidade produzidos de forma responsável. “É nesse futuro que a Ascenza acredita e para o qual trabalha todos os dias”, garante.

Fonte: Assessoria de imprensa



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