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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Bioinsumos no Brasil: política pública ou força de mercado? – MAIS SOJA

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Por Luis Eduardo Pacifici Rangel, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Ex-secretário de Defesa Agropecuária e Ex-Diretor de Análises Econômicas e Políticas Públicas do MAPA

Nos últimos anos, os bioinsumos se tornaram protagonistas de uma nova narrativa sobre sustentabilidade na agricultura brasileira. São produtos biológicos – como inoculantes, biofertilizantes e agentes de controle biológico – que substituem ou complementam fertilizantes e defensivos químicos, prometendo ganhos de produtividade com menor impacto ambiental. No papel, o Brasil parece ter encontrado o caminho para uma transição verde: uma série de planos e programas foi lançada para impulsionar o setor, como o Plano ABC+, o Programa Nacional de Bioinsumos (PNB) e as Políticas Estaduais de Agroecologia e Produção Orgânica.

Mas o que dizem os dados? Um estudo recente — Bioinsumos e Sustentabilidade: Evidências Empíricas sobre Adoção, Políticas e Estrutura de Mercado no Brasil — analisou de forma quantitativa se essas políticas realmente influenciaram a adoção de bioinsumos no país. A conclusão surpreende: as políticas públicas, embora bem-intencionadas, não têm efeito mensurável sobre a adoção desses produtos. O avanço dos bioinsumos parece seguir mais a lógica do mercado e das vantagens comparativas da agricultura tropical do que a força das políticas de governo.

O estudo será divulgado durante a COP 30, em Belém do Pará, pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS). A publicação estará disponível na página oficial do instituto (www.idsbr.org), como parte de uma série de análises sobre transição verde e inovação agroambiental. A iniciativa busca ampliar o debate sobre o papel das políticas públicas e do mercado na consolidação da bioeconomia brasileira, destacando o protagonismo da agricultura tropical na construção de soluções.

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A corrida dos bioinsumos e a promessa das políticas verdes

Desde a criação do Programa Nacional de Bioinsumos, em 2020, o tema ganhou status estratégico na política agrícola brasileira. O decreto que instituiu o PNB previa nada menos que uma revolução tecnológica: ampliar o uso de bioinsumos, reduzir custos e mitigar impactos ambientais. O plano dialogava diretamente com outros instrumentos, como o Plano ABC (de agricultura de baixo carbono) e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), compondo um mosaico de políticas ambientais e produtivas.

Essa multiplicidade de iniciativas fez o Brasil despontar como um dos países mais avançados na agenda de bioinsumos. Segundo a FAPESP (2023), existiam mais de 600 produtos registrados e cerca de 170 biofábricas em operação, tratando mais de 25 milhões de hectares — um mercado que cresce cerca de 20% ao ano. Em algumas culturas, como a soja, o uso de inoculantes se tornou praticamente universal.

O cenário é, sem dúvida, promissor. Mas será que esse crescimento foi induzido por políticas públicas ou pela própria dinâmica do mercado?

Analisando o efeito das políticas: o que os números mostram

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O estudo analisou dados de 2014 a 2023 em todas as 27 unidades da federação, utilizando dois métodos estatísticos clássicos: regressão Logit, para medir a probabilidade de adoção dos bioinsumos, e Diferença-em-Diferenças (DiD), para estimar o impacto causal das políticas públicas.

Os resultados foram claros: nenhuma das principais políticas públicas apresentou efeito estatisticamente significativo sobre o uso de bioinsumos, seja para defensivos biológicos, seja para inoculantes.

O Plano ABC e o PNB mostraram associação positiva — ou seja, parecem andar junto com o crescimento da adoção —, mas sem impacto causal. Em outras palavras, as regiões onde essas políticas estavam presentes já estavam avançando no uso de bioinsumos por outros motivos, especialmente estrutura de mercado, crédito e capacidade técnica.

A exceção parcial foi o crédito sustentável, que apresentou relação positiva com o uso de inoculantes. Isso sugere que os instrumentos financeiros — mais do que as políticas regulatórias — são capazes de acelerar a difusão dessas tecnologias. A influência direta de políticas normativas, como a PNAPO, foi pequena ou até negativa em alguns casos, possivelmente porque muitos produtores desenvolvem seus próprios bioinsumos em fazendas (“on farm”), fora do sistema formal de registro.

Em resumo: o mercado respondeu mais rápido do que a política.

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Do incentivo à realidade: quando a política é “café-com-leite”

Essa constatação levanta uma questão incômoda, mas necessária: as políticas de bioinsumos são realmente motores de mudança ou apenas acompanham uma tendência inevitável?

No Brasil, é comum que políticas ambientais e agrícolas surjam mais como respostas a um movimento já em curso — ou, como diria o senso comum, políticas “café-com-leite”: iniciativas que buscam emoldurar uma transição que já acontece, em vez de provocá-la.

O caso dos bioinsumos ilustra bem esse dilema. O uso de inoculantes na soja, por exemplo, é uma prática consolidada há décadas, anterior a qualquer marco regulatório recente. Já os defensivos biológicos vêm crescendo impulsionados pela demanda de grandes produtores por alternativas mais seguras, pela pressão dos mercados consumidores e pela própria competitividade das tecnologias tropicais.

As políticas, nesse contexto, não criaram o fenômeno, mas o legitimaram. Serviram para dar moldura institucional a uma transformação que já tinha base econômica sólida. É um tipo de política pública de “sinalização”: transmite ao mercado que o governo apoia o setor, mas não altera os fundamentos da decisão produtiva.

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A força da agricultura tropical e da inovação de mercado

O estudo mostra que os bioinsumos brasileiros evoluem por mérito próprio. A agricultura tropical tem vantagens comparativas únicas: diversidade biológica, clima favorável, e um ambiente de inovação que permite o desenvolvimento de microrganismos e formulações adaptadas às condições locais.

Esses fatores explicam por que o Brasil ocupa posição de destaque no mercado global. O índice de concentração de mercado (HHI) mostra que o setor de inoculantes é altamente competitivo — com dezenas de empresas ativas e baixa concentração. Já o segmento de controle biológico apresenta concentração moderada, mas também com crescimento rápido e diversificação tecnológica.

O avanço das biofábricas privadas, cooperativas e startups evidencia uma dinâmica de livre mercado que se retroalimenta: quanto mais produtores adotam bioinsumos, mais atrativo se torna o investimento privado no setor. É uma transição que se sustenta pela competitividade, e não apenas por incentivos públicos.

O contraste com países de clima temperado é marcante. Lá, as condições ambientais limitam o uso de alguns agentes biológicos e o mercado tende a depender mais de subsídios e regulações. Aqui, a natureza é aliada — e isso muda tudo.

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Por que as políticas ainda não fazem diferença?

Há várias razões para a falta de impacto direto das políticas públicas sobre a adoção de bioinsumos:

  • Dados fragmentados e ausência de monitoramento. O país ainda carece de bases integradas que permitam acompanhar, de forma sistemática, a produção, o uso e os impactos dos bioinsumos. Sem dados confiáveis, as políticas não conseguem calibrar seus instrumentos.
  • Defasagem entre formulação e implementação. O Programa Nacional de Bioinsumos, por exemplo, foi lançado apenas em 2020 e ainda está em fase de consolidação institucional. Avaliar seus resultados antes de uma década de maturação é prematuro.
  • Distância entre o normativo e o operacional. Muitas políticas estabelecem diretrizes genéricas, mas não trazem mecanismos efetivos de incentivo, monitoramento ou avaliação. O resultado é um conjunto de boas intenções com pouca capacidade de indução real.
  • Capacidade institucional desigual. Estados com maior estrutura técnica e número de agrônomos apresentam maior adoção de defensivos biológicos, independentemente da presença de políticas. Isso mostra que o capital humano pesa mais que a política formal.
  • Força do crédito privado. O crédito sustentável — principalmente via bancos públicos e programas verdes — mostrou ser o único instrumento com correlação significativa. Isso indica que políticas financeiras têm mais poder de transformação do que marcos regulatórios isolados.

O mercado se move: a bioeconomia como vetor espontâneo

Apesar da fraca evidência de impacto das políticas, o setor de bioinsumos cresce de forma acelerada. Esse crescimento espontâneo não é um problema — pelo contrário, é um sinal de que o mercado está maduro.

O Brasil vive uma transição silenciosa, em que a lógica de custo-benefício e inovação tecnológica supera o papel tradicional do Estado como indutor. Os produtores percebem vantagens econômicas claras: menor gasto com fertilizantes, redução de riscos ambientais e até ganhos de imagem junto a compradores internacionais.

É o tipo de evolução que desafia a teoria clássica de política pública: nem sempre é preciso subsidiar o que já é competitivo. Em alguns casos, o melhor papel do Estado é não atrapalhar, garantindo regras claras, fiscalização equilibrada e apoio técnico.

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A nova Lei nº 15.070/2024, que regulamenta de forma unificada a produção e o uso de bioinsumos, é um passo importante nessa direção. Mas seu sucesso dependerá da qualidade da regulamentação infralegal e da capacidade de integrar dados e instrumentos de crédito — um desafio que ainda está em aberto.

Política pública ou livre mercado?

A grande pergunta que emerge é: as políticas de bioinsumos refletem uma estratégia de Estado ou apenas acompanham o mercado?

Se as políticas são “café-com-leite” — bem-intencionadas, mas inócuas — o risco é criar uma sensação de avanço institucional sem alterar a realidade produtiva. Por outro lado, se o setor de bioinsumos continuar crescendo de forma autônoma, o Brasil pode estar diante de um raro caso de convergência entre sustentabilidade e competitividade de mercado.

Isso não significa que o Estado deva se ausentar. Mas talvez precise mudar de papel: em vez de tentar empurrar a adoção, deve garantir a infraestrutura institucional e técnica que sustente o crescimento — dados públicos confiáveis, capacitação de agrônomos, linhas de crédito bem calibradas e marcos regulatórios coerentes.

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Conclusão: rumo a uma política de maturidade

Os resultados do estudo sugerem que o futuro dos bioinsumos no Brasil não será determinado apenas por decretos, mas pela sinergia entre ciência, mercado e governança.

As políticas públicas continuam importantes como legitimadoras e estruturadoras, mas o verdadeiro motor da transição sustentável parece ser a força econômica da agricultura tropical. A tecnologia é competitiva, o mercado é vibrante e os produtores estão dispostos a adotar soluções biológicas quando elas fazem sentido econômico.

A pergunta que fica é provocadora: o governo quer liderar uma revolução verde, com políticas consistentes e base de dados sólida? Ou continuará apenas emoldurando uma tendência que o mercado já abraçou sozinho?

Talvez o desafio do Brasil não seja inventar políticas novas, mas fazer as existentes funcionarem de verdade — com foco, coerência e transparência. Só assim a sustentabilidade deixará de ser um discurso e se tornará um ativo competitivo real da agropecuária brasileira.

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Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo (SP), com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, por sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. Não podemos deixar de lembrar que a evolução da civilização só foi possível devido à agricultura. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa, assim como a larga experiência dos agricultores, seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: Link. Acompanhe também o CCAS nas redes sociais:

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Fonte: Assessoria de Imprensa CCAS



 



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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



FONTE
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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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