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12 de maio de 2026

Sustentabilidade

Pesquisadores identificam substância inédita e promissora para o desenvolvimento de novos bioinsumos – MAIS SOJA

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A partir do isolamento de um fungo endofítico, microrganismos que vive nos tecidos vegetais, encontrado em uma planta medicinal tropical do gênero Piper, uma equipe formada por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do United States Department of Agricuture ( USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em português) e da Embrapa Meio Ambiente (SP) identificou substâncias com potencial herbicida e antifúngico. Entre elas, uma inédita na literatura científica — batizada pelos cientistas como composto “2” (5,10-di-hidroxi-1,7-dimetoxi-3-metil-1H-benzo[g]isocromeno-6,9-diona) — que apresentou desempenho comparável ou superior a alguns pesticidas sintéticos já comercializados.

O estudo representa o primeiro registro da atividade biológica dessa substância, ampliando o leque de moléculas naturais que podem ser exploradas para o desenvolvimento de defensivos agrícolas alternativos aos pesticidas sintéticos. “Esses microrganismos endofíticos são um reservatório promissor e ainda pouco explorado de metabólitos bioativos, capazes de gerar soluções inovadoras para a agricultura”, avalia o professor da UFMG Luiz Henrique Rosa.

Microrganismos aliados invisíveis

Foto: Debora Barreto (fungos endofíticos saindo de dentro do tecido foliar)

Fungos endofíticos vivem no interior de tecidos vegetais durante parte ou todo o ciclo de vida da planta e sem causar sintomas aparentes de doença. Pelo contrário: em muitos casos, estabelecem uma relação de simbiose harmônica, em que ambos os organismos saem ganhando. Enquanto o fungo encontra proteção e nutrientes, a planta recebe substâncias químicas que podem fortalecê-la contra herbívoros e patógenos.

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“Essa capacidade de produzir metabólitos variados já despertava o interesse científico há algumas décadas”, afirma Rosa. “No entanto, o ritmo das descobertas tem se intensificado com a demanda por bioinsumos que substituam ou complementem pesticidas sintéticos. Além de reduzir impactos ambientais e riscos à saúde humana, os defensivos de origem biológica podem enfrentar um dos maiores problemas atuais do campo: a resistência crescente de pragas e doenças a produtos químicos sintéticos convencionais”, destaca o professor.

Sobre o fungo isolado

Foto: Debora Barreto (frações do extrato bruto do fungo Fusarium)

Entre os microrganismos endófitos isolados, destacou-se um fungo identificado como Fusarium sp. UFMGCB 15449. O gênero Fusarium, pertencente à família Nectriaceae, é um dos mais presentes no planeta, com mais de 70 espécies descritas. Amplamente encontrado no solo, em plantas e em substratos orgânicos, o grupo é conhecido tanto por sua capacidade de causar doenças em culturas agrícolas quanto por produzir substâncias de interesse biotecnológico.

De acordo com a pesquisadora da UFMG Debora Barreto, algumas espécies de Fusarium são reconhecidas como importantes produtoras de micotoxinas, capazes de interferir no sistema imunológico de plantas e animais. Ao mesmo tempo, pesquisas anteriores já haviam registrado a ação antimicrobiana de endófitos desse gênero em cafeeiros e em espécies medicinais como Dioscorea zingiberensis. “O estudo conduzido pela equipe da UFMG, da Embrapa Meio Ambiente e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aprofunda essa linha de investigação, revelando novas possibilidades de uso”, acredita ela.

O fungo estudado foi coletado no Parque Estadual da Floresta do Rio Doce (MG), em julho de 2017, e armazenado na Coleção de Micro-Organismos e Células da UFMG. A identificação envolveu técnicas avançadas de biologia molecular, incluindo análise de sequências de DNA e comparação com dados depositados no GenBank, banco de dados que permite o acesso da comunidade científica às informações mais atualizadas e abrangentes sobre sequências de DNA.

Apesar da confirmação do gênero Fusarium, os cientistas não conseguiram determinar a espécie com precisão, devido às complexidades taxonômicas do grupo. Isso não é incomum, já que Fusarium apresenta registros variáveis e inconsistentes ao longo da literatura científica. Ainda assim, a caracterização morfológica e genética foi suficiente para avançar nos testes com os metabólitos produzidos.

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Substâncias metabólicas encontradas e o potencial do “composto 2”

O extrato do fungo foi submetido em um bioensaio em sementes de alface (Lactuca sativa) e grama-de-bent (Agrostis stolonifera), modelos vegetais comuns em estudos de herbicidas. Três metabólitos foram isolados: anidrofusarubina (potencial antimicrobiano e antibacteriano), javanicina (atividade antimicrobiana) e o composto “2”.

Em concentrações de 1 mg/mL, todos os compostos mostraram atividade fitotóxica (adversa ao desenvolvimento das plantas) significativa, inibindo totalmente a germinação das sementes de plantas daninhas indesejadas —  efeito comparável ao herbicida sintético acifluorfeno na mesma dosagem. Ensaios adicionais com lentilha-d’água (Lemna), espécie frequentemente usada pela indústria de pesticidas para medir toxicidade, confirmaram o potencial. Os compostos apresentaram valores de IC50 (concentração necessária para reduzir o crescimento em 50%) bem inferiores aos de herbicidas amplamente utilizados, como glifosato e clomazona.

Para a pesquisadorada Embrapa Meio Ambiente Sonia Queiroz, em relação à atividade antifúngica, os testes contra o patógeno agrícola Colletotrichum fragariae também foram animadores. O metabólito “2” destacou-se com zonas de inibição mais amplas do que as de fungicidas naturais usados como referência, como o carvacrol e o timol. Os outros metabólitos, embora menos expressivos, também demonstraram atividade, indicando que há espaço para otimizações químicas.

Foto: Debora Barreto (fungos endofíticos)

Alternativas para a agricultura global

Os pesticidas sintéticos vêm sendo utilizados desde a década de 1940 para proteger lavouras contra ervas daninhas, insetos e fungos. Como resultado, houve um aumento da produtividade agrícola, mas também o surgimento de problemas ambientais, intoxicações humanas e desequilíbrios ecológicos.

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Atualmente, o setor agrícola enfrenta um dilema: manter a produção suficiente para alimentar quase 10 bilhões de pessoas até 2050, mas com menos impacto ambiental e maior eficiência no uso de recursos. “Nesse cenário, bioinsumos como os metabólitos de fungos endofíticos aparecem como alternativas promissoras, capazes de unir eficácia no campo e sustentabilidade, afirma Sonia Queiroz.”

O estudo reforça a importância da biodiversidade brasileira como um dos maiores patrimônios científicos do planeta. Florestas tropicais, cerrados e outros biomas abrigam microrganismos ainda pouco explorados, que podem gerar inovações em saúde, agricultura e indústria.

“No caso do Fusarium, endofítico isolado em Minas Gerais, o trabalho marca o início de um processo que pode culminar em novos herbicidas e fungicidas comerciais”, acredita o professor Luiz Henrique Rosa.

Para isso, os pesquisadores destacam que são necessárias etapas adicionais: estudos sobre os alvos moleculares dos metabólitos, análises de segurança ambiental e toxicológica, além da possibilidade de modificar estruturalmente as moléculas para aumentar sua eficácia.

Fronteira científica

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Os resultados iniciais abrem caminho para pesquisas mais aplicadas, incluindo a avaliação do desempenho dos compostos em condições de campo e sua integração em formulações comerciais. Também há interesse em explorar o fenômeno de hormese observado nos testes, em que doses baixas estimularam o crescimento vegetal, indicando potencial para usos diferenciados.

“Estamos diante de uma fronteira científica em que microrganismos invisíveis podem se transformar em aliados estratégicos da agricultura”, concluem os autores.

Trabalho publicado

Artigo sobre o trabalho de pesquisa pode ser acessado aqui. A autoria é de Debora Barreto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Charles Cantrell, Seong Kim, Joanna Bajsa-Hirsche, Prabin Tamang e Stephen Duke do United States Department of Agriculture, Agricultural Research Service, Natural Products Utilization Research Unit; Camila de Carvalho da UFMG; Sonia Queiroz da Embrapa Meio Ambiente; e Luiz Henrique Rosa da UFMG.

Fonte: Cristina Tordin – Embrapa Meio Ambiente

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FONTE

Autor:Cristina Tordin/Embrapa Meio Ambiente

Site: EMBRAPA

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Sustentabilidade

Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo – MAIS SOJA

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Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).

Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.

“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.

No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.

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“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.

Resultados a campo e portfólio

De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR.  Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.

Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.

“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

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Fonte: Sipcam Nichino



 

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12).
"Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.

Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 123
  • Santa Rosa (RS): R$ 124
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): R$ 108,50
  • Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
  • Rio Grande (RS): R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.

Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

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Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

O post Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

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Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.

Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.

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Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.

Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico

O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.

O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.

Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

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Sobre a ABMRA

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.

A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.

Fonte: Assessoria


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