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11 de maio de 2026

Business

Mercado global de bioestimulantes chega a US$ 4,47 bi e sinaliza maturidade

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O mercado global de bioestimulantes atingiu US$ 4,47 bilhões, de acordo com o novo Relatório do Mercado Global de Bioestimulantes 2025 da DunhamTrimmer.

O documento será apresentado no Congresso Mundial de Bioestimulantes em Barcelona, na Espanha, de 1 a 4 de dezembro de 2025.

A análise projeta uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9,9% até 2030. Essa é a primeira vez que as projeções de crescimento futuro caíram abaixo dos índices de referência de dois dígitos historicamente associados ao setor mais amplo de biológicos. No entanto, em vez de fraqueza, a consultoria enfatiza que isso reflete a evolução natural de um mercado forte.

O sócio-diretor da DunhamTrimmer, Manel Cervera, afirma que “dois fatores explicam fundamentalmente esse resultado: vários dos maiores mercados estão mostrando sinais precoces de maturidade enquanto, ao mesmo tempo, a massa crítica do mercado aumentou substancialmente. Assim, mesmo quando o crescimento absoluto permanece forte, as taxas de crescimento relativo declinam.”

O relatório ainda revela que os valores absolutos do mercado aumentarão em mais de meio bilhão de dólares anualmente até o final da década, ressaltando a expansão robusta, mesmo que moderada, do segmento.

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América Latina lidera

A América Latina consolidou sua posição como o mercado líder tanto em valor quanto em crescimento, com o Brasil contribuindo com metade da receita da região.

Já os Estados Unidos mantêm seu status como o maior mercado individual do mundo, com a DunhamTrimmer citando o impacto significativo dos principais distribuidores norte-americanos que evoluíram para potências de formulação.

A classificação em quarto lugar da Europa pode surpreender os observadores, dado a liderança histórica das empresas europeias no desenvolvimento do mercado internacional.

Embora os mercados mediterrâneos tenham criado importantes líderes da indústria, a consultoria destaca que o crescimento em outras partes da região não atingiu a massa crítica para elevar as trajetórias gerais. No entanto, o crescente interesse na certificação CE poderia revigorar o mercado unificado da UE de 27 países.

A África permanece relativamente pequena no geral, com restrições estruturais, incluindo o desenvolvimento de canais comerciais e a fragmentação do sistema agrícola, limitando a adoção generalizada, embora a DunhamTrimmer antecipe uma emergência acelerada como polo de crescimento no início da próxima década.

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Inovação de produtos e tendências

Os aminoácidos reafirmam sua posição de liderança entre as substâncias bioestimulantes, valorizados pela versatilidade nas formulações e forte alinhamento com os princípios de circularidade.

Os extratos de algas também mantêm um posicionamento premium como o segundo maior segmento, enquanto os ácidos húmicos e fúlvicos permanecem relevantes, particularmente à medida que a área irrigada se expande.

Como um potencial divisor de águas para o futuro, a DunhamTrimmer destaca o emergente mercado de Moléculas Bioestimulantes Únicas (SBM, na sigla em inglês), que está trazendo produtos que oferecem maior especificidade e eficácia mais consistente (com menor dependência das condições agronômicas) — potencialmente desbloqueando a adoção em larga escala em culturas anuais e cereais.

Pela primeira vez, o novo Relatório Global de Bioestimulantes subdivide o mercado por uso do produto. Impulsionado pela segmentação alinhada com o Regulamento UE 2019/1009 (Regulamento de Produtos Fertilizantes, ou FPR), a eficiência no uso de nutrientes (NUE) representa a maior categoria de aplicação de bioestimulantes, seguida de perto pela resistência ao estresse abiótico, que está capturando uma participação de mercado crescente em meio aos desafios climáticos em todas as geografias.

Culturas mais representativas

Frutas e hortaliças permanecem como o segmento de cultura primário, representando mais da metade da demanda total, embora as culturas anuais e cereais estejam se expandindo mais rapidamente — posicionadas para se tornarem o próximo grande motor de crescimento.

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Apesar do crescimento percentual moderado, a DunhamTrimmer conclui que a resiliência comprovada do setor através de interrupções pandêmicas e pressões inflacionárias, combinada com oportunidades tecnológicas emergentes, reforça fortemente o otimismo sobre o papel dos bioestimulantes em enfrentar os desafios agrícolas enquanto avançam os objetivos de sustentabilidade global.

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Canetas emagrecedoras: o impacto no frango e na demanda por grãos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O número de usuários de canetas emagrecedoras no mundo pode ultrapassar os 100 milhões até 2030, segundo relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio. Esse resultado deve-se à quebra de patentes de marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, fazendo com que os preços caiam exponencialmente e o consumo aumente.

Com a demanda crescente, aumenta também a preocupação com a possível redução do consumo de alimentos, uma vez que esse tipo de medicamento diminui o apetite de quem usa. Embora essa seja a lógica imediata, o estudo indica o oposto para o setor de grãos e para o consumo de proteína animal, com destaque para a carne de frango e os ovos.

Em um contexto em que o consumidor procura saciedade prolongada, as chamadas “proteínas magras” tendem a ser impactadas com maior intensidade. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de carne de frango podem ter um incremento de 12% a 15% no médio prazo.

Mudança na dieta e no comportamento

Em relatório lançado em abril deste ano, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já indica uma mudança estrutural no perfil do consumo global de proteínas.

O setor de ovos, por exemplo, atingiu a produção recorde de 62,3 bilhões de unidades em 2025. Segundo a ABPA, esse crescimento decorre da desmistificação do produto, que agora se consolida como essencial e saudável para o consumidor.

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Em relação à carne de frango, a entidade aponta que o consumo per capita se manteve elevado no ano passado, com 46,7 kg por habitante.

Oportunidades estratégicas para o Brasil

Diante desse cenário, surgem oportunidades estratégicas para o setor exportador de grãos. Isso porque o aumento do consumo dessas proteínas eleva a demanda por ração, que é composta majoritariamente por milho e farelo de soja, com cerca de 60% e 25%, respectivamente.

As projeções da consultoria indicam que em um cenário otimista de 5 a 7 anos, a demanda para uso em ração pode crescer até 10% para o cereal e 12% para o derivado da soja.

Além dos impactos nos embarques brasileiros, outro ponto destacado no relatório é a ascensão dos Smart Foods — alimentos formulados para maximizar a saciedade e a densidade nutricional. Com isso, abrem-se oportunidades para frigoríficos investirem nesse mercado.

Por outro lado, não são todos os setores que deverão ser beneficiados. Para ultraprocessados, carboidratos e açúcares, a perspectiva é de queda significativa no consumo, o que indica uma virada nos hábitos alimentares que irá demandar cada vez mais resiliência e mudança nas estratégias.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta nos motores biometano com economia de até 40% no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Business

Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra 2026/27 de soja em Mato Grosso deve registrar uma produção de 48,882 milhões de toneladas. É o que estima a primeira projeção para o ciclo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A cautela na oleaginosa aponta um volume 5,19% menor que o colhido no ciclo 2025/26, influenciada pelas incertezas climáticas e, principalmente, com os custos operacionais diante dos preços dos insumos, visto as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Fatores, inclusive, que preocupam em relação ao milho segunda safra, segundo o setor produtivo.

De acordo com o Imea, a área da safra futura deve crescer 0,25% e ficar em 13,046 milhões de hectares, “configurando como o possível menor crescimento dos últimos anos”, o que reflete um ambiente mais desafiador para o produtor rural.

Em relação a produtividade, a projeção aponta 62,44 sacas por hectare, decréscimo de quatro sacas por hectare em comparação às últimas duas safras, que registraram patamares recordes próximos a 66 sacas por hectare. O Instituto explica que a “redução está associada, principalmente, à mudança no padrão climático, com a transição de um cenário de La Niña, que favoreceu o desempenho recente das lavouras, para um ambiente com maior influência de El Niño, historicamente relacionado à impactos negativos no desenvolvimento da soja no estado”.

Milho é a maior preocupação

A perspectiva anunciada pelo Imea, na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, “é um número mais realistas” para o momento vivido. Conforme ele, além da questão do diesel, os fosfatados também passam pela região do Estreito de Ormuz.

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Beber afirma que são grandes as preocupações dos produtores rurais mato-grossenses com o ciclo 2026/27 diante das tensões geopolíticas, em especial com o milho.

“Nós temos uma forte preocupação, já que o milho tem segurado um pouco da rentabilidade do produtor rural. Nós já temos o conflito da Rússia com a Ucrânia e temos agora esse conflito no Irã, que é um grande fornecedor de nitrogenados aqui para o país e um grande importador de milho”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT frisa que a tendência para o próximo ciclo é uma redução de investimento em tecnologia, visando uma diminuição dos custos para que o produtor rural “consiga ter uma rentabilidade razoável”.


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