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5 de maio de 2026

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Fungo brasileiro produz substância mais potente que glifosato, aponta estudo

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Pesquisadores brasileiros e norte-americanos identificaram uma molécula natural capaz de superar o desempenho de pesticidas tradicionais. O composto foi produzido por um fungo encontrado em uma planta tropical e mostrou alto potencial para o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas mais eficientes e sustentáveis.

Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Embrapa Meio Ambiente e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisou um fungo endofítico isolado de uma planta medicinal tropical do gênero Piper. Esses microrganismos vivem dentro dos tecidos vegetais sem causar danos. Em muitos casos, atuam como aliados naturais das plantas.

O fungo estudado pertence ao gênero Fusarium e foi coletado no Parque Estadual da Floresta do Rio Doce, em Minas Gerais. A partir dele, os cientistas identificaram três metabólitos (substâncias químicas produzidas durante o metabolismo de um organismo) com ação herbicida e antifúngica. Entre eles estava um composto nunca descrito antes na literatura científica.

O novo metabólito, chamado de “composto 2”, apresentou resultados superiores aos de herbicidas sintéticos como glifosato e clomazona. Os testes mostraram que pequenas concentrações foram suficientes para inibir a germinação de plantas daninhas e reduzir o crescimento de espécies usadas em bioensaios.

Molécula natural supera produtos químicos convencionais

Os ensaios ocorreram com sementes de alface e grama-de-bent, modelos amplamente usados pela indústria. Em ambos os testes, o composto impediu o desenvolvimento das plantas. A performance foi comparável ou superior à dos químicos usados como referência.

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O composto também se destacou no controle do fungo Colletotrichum fragariae, patógeno que afeta várias culturas. A molécula formou zonas de inibição maiores que fungicidas naturais conhecidos, como carvacrol e timol.

Segundo a pesquisadora Sonia Queiroz, da Embrapa Meio Ambiente, o resultado reforça o potencial dos micro-organismos endofíticos. Eles podem gerar soluções eficazes e com menor impacto ambiental. Ela destaca que o setor busca alternativas devido ao avanço da resistência de pragas e aos limites ambientais impostos pelo uso de químicos tradicionais.

Biodiversidade brasileira impulsiona inovação

A descoberta mostra como a biodiversidade brasileira pode gerar moléculas inéditas com aplicação prática na agricultura. O professor Luiz Henrique Rosa, da UFMG, lembra que os endófitos ainda são pouco explorados. Ele destaca que esses microrganismos funcionam como verdadeiras fábricas naturais de compostos bioativos.

Para a agricultura, o achado tem peso estratégico. O uso de bioinsumos cresce em várias regiões do mundo e responde à demanda por defensivos mais seguros, eficientes e sustentáveis.

Próximos passos para transformar a molécula em produto

Os cientistas afirmam que novas etapas são necessárias. Entre elas estão estudos de segurança ambiental, testes de toxicidade e análises detalhadas dos mecanismos de ação. O desempenho em condições reais de lavoura também será avaliado.

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Além disso, os pesquisadores observaram um fenômeno chamado hormese. Em doses muito baixas, o composto estimulou o crescimento vegetal. Esse efeito pode abrir novas aplicações no futuro.

Mesmo sem a identificação completa da espécie do fungo, a caracterização genética permitiu avançar com segurança nos testes. O artigo foi assinado por pesquisadores da UFMG, USDA e Embrapa Meio Ambiente.

Caminho aberto para defensivos mais sustentáveis

Os resultados reforçam o papel estratégico do Brasil na pesquisa de bioinsumos. A biodiversidade nacional pode gerar moléculas capazes de reduzir a dependência de químicos sintéticos e ampliar a eficiência no controle de pragas.

Os cientistas acreditam que o estudo marca o início de uma nova linha de pesquisa. Se confirmado em etapas futuras, o composto poderá integrar herbicidas e fungicidas de nova geração.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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