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4 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Em MT, ministro Fávaro destaca atuação dos adidos agrícolas e reforça estratégias de promoção do agro brasileiro

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Nesta quarta-feira (24), durante o lançamento do escritório da ApexBrasil em Cuiabá (MT), foi realizada a “Reunião de Trabalho: Adidos Agrícolas e Entidades do Agro de Mato Grosso”.

O encontro, liderado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ao lado do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, permitiu apresentar o trabalho desenvolvido pelos adidos agrícolas, as oportunidades comerciais nos países em que atuam e a relevância da parceria entre governo e setor privado para a promoção internacional do agro brasileiro.

Também estavam no encontro o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, o senador Jaime Campos, o assessor especial do ministro, Carlos Augustin, e o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira.

Durante o evento, o ministro Fávaro ressaltou a importância do encontro para evidenciar a atuação integrada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “Este foi um dia de trabalho para mostrar o esforço conjunto do Mapa, da ApexBrasil, do Ministério das Relações Exteriores e do MDIC, sob a coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin, na ampliação das exportações brasileiras e no papel estratégico desempenhado pelos nossos adidos agrícolas”, afirmou.

Fávaro também destacou o fortalecimento da rede de adidos desde o início da atual gestão. “O Brasil contava com 29 adidos espalhados pelo mundo. Ao assumirmos, recebemos do presidente Lula a missão de restabelecer boas relações diplomáticas e transformá-las em oportunidades comerciais. Ele nos pediu 200 novos mercados abertos para os produtos agropecuários. O trabalho foi tão intenso e tão conectado que estamos chegando a 500 mercados abertos. Esse avanço exigiu ampliar a nossa representação no exterior. Passamos de 29 para 40 adidos, que estão aqui hoje, e chegaremos a 54, considerando os substitutos já definidos para os postos que terão renovação até o fim do ano”, ressaltou.

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Ao longo da reunião, os adidos agrícolas detalharam suas áreas de atuação, ressaltando o papel estratégico que desempenham na negociação de protocolos sanitários e fitossanitários, na abertura e ampliação de mercados para produtos agropecuários brasileiros, no monitoramento regulatório e na identificação de barreiras tarifárias e não tarifárias, bem como no mapeamento de oportunidades comerciais e de investimentos para o setor produtivo. Também destacaram sua atuação no apoio à importação de insumos e bens de interesse do agronegócio, além do trabalho contínuo de articulação com autoridades locais, organismos internacionais e o setor privado para fortalecer a presença do Brasil nos mercados globais.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, definiu o encontro como um momento histórico. “Reunir todos os adidos agrícolas brasileiros em um estado como Mato Grosso, grande responsável pelo saldo positivo da balança comercial, demonstra a força e o potencial do agronegócio nacional. Mato Grosso é referência global, com cadeias consolidadas, como soja, milho, algodão e carne bovina, que impulsionam as exportações e fortalecem as reservas internacionais do país”, afirmou.

MATO GROSSO: OPORTUNIDADES PARA EXPORTAÇÕES E INVESTIMENTOS

Durante a reunião, a ApexBrasil apresentou estudo mostrando que, em 2024, o estado exportou US$ 27,6 bilhões, consolidando-se como o principal exportador da região Centro-Oeste (55%) e contribuindo com 8,2% das exportações brasileiras.

Os principais parceiros comerciais do estado concentram-se na Ásia, com destaque para China, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Bangladesh, sendo a China o maior destino das vendas externas mato-grossenses.

Entre os produtos mais exportados estão soja, milho não moído, farelo de soja, alimentos para animais, farinhas de carne, algodão e carne bovina.

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Pane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Agro Mato Grosso

Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

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Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

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O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

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Agro MT