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3 de agosto de 2026

Business

Mato Grosso registra atraso recorde no plantio e vendas de soja no pior nível em cinco anos

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A irregularidade das chuvas atrasou o plantio da soja em até 60 dias em alguns municípios de Mato Grosso, como Canarana e Diamantino, elevando a apreensão dos produtores quanto à produtividade. Áreas que deveriam estar concluídas no fim de outubro ainda aguardam umidade para entrar na terra.

Em Canarana, o presidente do Sindicato Rural, Lino Costa, explica que muitas propriedades ainda não encerraram a semeadura. Ele lembra que outubro já deveria marcar o fim dos trabalhos, mas a chuva falhou em diversas regiões. O receio, segundo ele, é que cada dia perdido reduza o potencial produtivo, já que “não é a mesma produtividade de você plantar em uma janela bem ideal do plantio da soja”.

Diamantino enfrenta cenário semelhante. O presidente do Sindicato Rural, Altemar Kroling, relata ao Patrulheiro Agro que o município acumula quase dois meses desde o início da semeadura sem conseguir finalizar todas as áreas. Conforme ele, o atraso é evidente e parte dos agricultores já considera replantios. “Um ano bem atípico”, resume.

Apesar do ritmo lento, Diamantino já cultivou 98% dos 400 mil hectares previstos para a safra 2025/2026, mas boa parte foi implantada fora da janela ideal.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mercado travado e incerteza nas vendas

A instabilidade climática também afeta o ritmo de comercialização. Os preços travados e os custos elevados também têm levado os produtores a segurar as negociações, o que mantém o mercado ainda mais lento neste início de safra.

Kroling confirma a cautela. Ele conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que o produtor esperava melhores condições para “travar” parte da produção e agora observa a safra americana para retomar as vendas. A aposta é em uma possível alta, já que, de acordo com ele, se o preço da saca, hoje na média de US$ 20 na região, subisse para US$ 23 “mudaria bem o cenário em cima do custo de produção”.

O Sindicato Rural de Diamantino estima que entre 35% e 40% da produção futura foi comercializada — o pior nível dos últimos cinco anos.

Cautela domina decisões de venda

Em Canarana, Lino Costa reforça que o produtor tenta equilibrar riscos antes de negociar. Parte da estratégia é não comprometer toda a safra antecipadamente, preservando volume caso haja perda por questões climáticas. Ele observa que alguns agricultores já iniciaram trocas e vendas.

Em Água Boa, o presidente do Sindicato Rural, Geraldo Antônio Delai, diz que o mercado opera em um dos momentos mais pressionados dos últimos anos. Para ele, o produtor evita precipitar decisões porque “nós estamos no fundo do poço dos preços da soja, e ela não tem reagido assim substancialmente para que estimulem o produtor a vender”. Ele pondera, entretanto, que esperar até a colheita pode ser arriscado e acredita, olhando o histórico da oferta, que preços melhores podem surgir adiante.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reforçam essa lentidão. A safra 2024/25 alcançou 97,12% de comercialização, enquanto a safra 2025/26 registra apenas 36,08% vendida — mais de sete pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

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Business

Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

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O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.

A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.

Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.

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Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.

Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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Agro Mato Grosso

Colheita do milho entra na reta final e já alcança 96,8% da área em MT

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Trabalhos avançam acima do ritmo da safra passada; produção deve atingir recorde de 57 milhões de toneladas, impulsionada por produtividade histórica

A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso entrou na reta final e já alcança 96,77% da área cultivada, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na última semana de julho, os trabalhos avançaram 6,11 pontos percentuais, mantendo o Estado ligeiramente à frente do ritmo registrado no mesmo período da safra anterior.

Com praticamente todas as regiões em fase de conclusão da colheita, apenas o Sudeste mato-grossense ainda concentra áreas mais expressivas por colher. Segundo a analista do Imea, Milena Bezerra, o encerramento dos trabalhos deve ocorrer nas próximas semanas.

“A colheita do milho de segunda safra já caminha para a reta final aqui em Mato Grosso, com cerca de 97% da área total colhida. De forma geral, os trabalhos seguem ligeiramente acima do observado no mesmo período da safra 2024/25”, afirma.

As regiões Médio-Norte e Norte praticamente concluíram a retirada dos grãos do campo. Já o Sudeste apresenta 85,61% da área colhida, sendo a região que registrou o maior avanço semanal, de 18,02 pontos percentuais, resultado da intensificação das operações em lavouras que atingiram o ponto ideal para a colheita.

Umidade reduz ritmo final – Embora a colheita esteja próxima do fim, a tendência é de redução no ritmo das operações.

De acordo com Milena Bezerra, grande parte das áreas remanescentes está dispersa e muitos produtores preferem aguardar a diminuição da umidade dos grãos antes de concluir a retirada da produção.

“Nessas áreas remanescentes, muitos produtores aguardam a redução da umidade dos grãos para facilitar a armazenagem. Nas próximas semanas, a expectativa é de encerramento da colheita na maior parte do Estado, com exceção da região Sudeste, que deve demandar um pouco mais de tempo”, explica.

Mesmo com essa desaceleração prevista, Mato Grosso mantém vantagem de 0,39 ponto percentual em relação ao desempenho registrado no mesmo período da safra 2024/25.

Safra histórica – Além do avanço da colheita, o Imea mantém a projeção de uma safra recorde em Mato Grosso.

As mais de 800 avaliações de campo realizadas em 82 municípios apontaram produtividade média de 128,64 sacas por hectare, o maior rendimento já registrado no Estado.

O desempenho, aliado à expansão da área cultivada, deverá resultar em uma produção estimada em 57,06 milhões de toneladas, volume 2,92% superior ao da safra anterior.

Segundo o instituto, o resultado é consequência das condições climáticas favoráveis durante praticamente todo o ciclo da cultura, garantindo elevado potencial produtivo nas principais regiões agrícolas.

Liderança nacional – Maior produtor de milho do Brasil, Mato Grosso consolida mais uma vez sua posição de liderança nacional.

A expectativa é que, com a conclusão da colheita nas próximas semanas, o Estado confirme uma das maiores safras de sua história, reforçando sua importância para o abastecimento interno, as exportações e a cadeia de proteína animal, que utiliza o milho como principal insumo para a produção de rações.

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