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Faesp vê suspensão de tarifas dos EUA como ‘avanço significativo’

A decisão do governo dos Estados Unidos de reduzir as tarifas de mais de 60 produtos brasileiros representa grande alívio financeiro para o agronegócio nacional. Essa é a avaliação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Segundo Tirso Meirelles, presidente da entidade, a suspensão também traz previsibilidade ao setor.
“Essa notícia reforça a importância do setor agropecuário brasileiro no contexto global. A tarifas extras penalizavam não apenas o produtor nacional, mas também os consumidores americanos, que viram sumir das prateleiras de supermercados alimentos que fazem parte da rotina diária das famílias e onde eles reconhecem qualidade. É uma vitória importante do agro”, disse Meirelles.
Apesar da boa notícia, o presidente da Faesp faz um alerta importante. De acordo com Meirelles, é preciso reforçar a diplomacia e continuar buscando novos mercados para garantir a rentabilidade dos produtores. Para a entidade, no entanto, o recuo do governo de Donald Trump representa o reconhecimento da qualidade e da importância estratégica dos produtos brasileiros no cenário global.
Repercussão nos setores mais afetados
Itens como carne, café e frutas figuraram entre os mais afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, que começou em agosto. Neste contexto, a Faesp reforça que diversificar mercados, ampliar acordos comerciais e investir em inovação e qualidade são caminhos essenciais para garantir que os produtos brasileiros continuem competitivos no cenário global.
Para Antonio Ginack Junior, da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, as sobretaxas fizeram com que os produtores saíssem da zona de conforto e procurassem novas oportunidades. “Os vendedores de carne bovina conseguiram abrir novos mercados. Além disso, o preço da arroba, ao invés de cair, aumentou aqui no Brasil”, afirma
A avaliação do setor cafeeiro paulista também é positiva. “A notícia é muito boa, já que os Estados Unidos são grandes importadores de café do Brasil. A preocupação era que eles procurassem outras origens devido as tarifas, fazendo com que trabalho de anos do setor fosse desfeito. Nesse sentido, a decisão traz a certeza de voltaremos a exportar forte para o mercado americano”, complementa Guilherme Vicentini, coordenador da Comissão de Cafeicultura da Faesp.
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Feijão carioca sobe no fim de abril, mas média mensal fica abaixo de março

O mercado de feijão carioca teve comportamentos distintos ao longo de abril, segundo dados do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgados nesta segunda-feira (4).
Na primeira quinzena, os preços recuaram com dificuldade de repasse ao varejo. Na segunda metade do mês, a menor oferta de lotes e a recomposição de estoques sustentaram alta nas principais praças.
Preços na última semana de abril
Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), o feijão carioca de notas 9 ou superior avançou 9,46% no Paraná, nas praças de Curitiba, Castro e Ponta Grossa.
Em Itapeva (SP), a alta foi de 8,87%, seguida por noroeste de Minas, com 7%, e Nordeste do Rio Grande do Sul, com 6,71%. Em Itapeva, a cotação chegou a R$ 395,43 por saca, o maior valor entre as regiões acompanhadas.
No caso do feijão carioca de notas 8 e 8,50, a reação foi mais intensa em parte das praças. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba registrou valorização de 23,87% no mesmo intervalo. Também houve alta em Sorriso (MT), de 7,85%, em Curitiba (PR), de 7,35%, em Itapeva (SP), de 6,49%, e no noroeste de Minas, de 6,18%.
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Apesar da recuperação no fim do mês, a média de abril do carioca de maior qualidade ficou 2,84% abaixo da de março. Ainda assim, permaneceu 25,8% acima de abril de 2025 e acumula alta de 43,9% em 2026. Para os padrões 8 e 8,50, a média mensal caiu 2,2% ante março, mas segue 34,8% acima da de um ano antes, com avanço de 40,1% no ano.
Cenário distinto para o feijão preto
No feijão preto tipo 1, o movimento foi diferente. A média de abril recuou 8,03% frente a março, pressionada pela maior oferta e pela proximidade da nova colheita.
Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), houve altas pontuais de 2,28% em Itapeva (SP), 1,91% na Metade Sul do Paraná e 1% no Oeste Catarinense. Em Curitiba (PR), porém, houve queda de 1,01%, com liquidez moderada.
Os dados do Cepea/CNA indicam que o mercado do feijão carioca encerrou abril mais ajustado, com disputa por lotes de melhor qualidade e migração de demanda para padrões intermediários. Já no feijão preto, a expectativa de entrada da nova safra e a maior disponibilidade mantêm o mercado pressionado no curto prazo. O levantamento divulgado não informa porta-voz nominal das instituições.
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Agro Mato Grosso
Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026
Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.
Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.
A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.
No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.
Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.
C/canaonline
Business
Com compradores retraídos, milho tem negociações limitadas

O mercado do milho brasileiro segue com aquisições apenas pontuais nas principais regiões do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores ainda relatam que, compradores priorizam utilizar quantidades em estoque enquanto vendedores seguram parte das vendas, preocupados com a irregularidade do clima. Esses fatores tem travado as negociações.
- As cotações do cereal em maior parte tem tido ajustes leves, apesar de ocorrer variações conforme a região:
- São Paulo: valorização sustentada pela restrição de vendedores
- Sul e Centro-Oeste: quedas nos preços foram registradas, impactados pelo avanço de colheita no Sul e os trabalhos de campo voltados para a soja no Centro-Oeste.
Apesar desse cenário, há pressão por parte dos produtores para avançar com as vendas nas próximas semanas, diante do progresso da colheita em algumas regiões.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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