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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise Ceema: Cotação do trigo ensaiou melhoria, mas não se sustentou e encerrou a semana com valores abaixo do registrado na semana anterior – MAIS SOJA

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Por Argemiro Luís Brum

A cotação do trigo, para o primeiro mês, igualmente ensaiou uma melhoria, porém, não se sustentou e a semana acabou encerrando com valores abaixo dos registrados no final da semana anterior. O fechamento da quinta-feira (20) ficou em US$ 5,27/bushel em Chicago, contra US$ 5,35 uma semana antes.

O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado então no dia 14/11, acabou aumentando a produção estadunidense para 54 milhões de toneladas, contra 52,4 milhões em setembro, enquanto os estoques finais nos EUA, para o ano 2025/26, subiram para 24,5 milhões, contra 23 milhões de toneladas em setembro. A produção mundial de trigo avançou para 828,9 milhões de toneladas, contra 816,2 milhões em setembro, e os estoques finais mundiais ficaram em 271,4 milhões, contra 264,1 milhões de toneladas em setembro. A produção brasileira para este novo ano está prevista em 7,7 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina chegaria a 22 milhões. O Brasil deverá importar 7,3 milhões de toneladas no novo ano. Assim, o preço médio ao produtor estadunidense, para 2025/26, está agora projetado em US$ 5,00/bushel. Portanto, no geral, tivemos um relatório baixista para o trigo.

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Dito isso, no Brasil os preços do cereal se estabilizaram em baixa, com o Rio Grande do Sul praticando R$ 55,00/saco e o Paraná valores entre R$ 64,00 e R$ 66,00.

A boa colheita atual, apesar do forte recuo na área plantada e das quebras no Paraná, segura os preços, enquanto a produção argentina caminha para um recorde. Enquanto o USDA indica 22 milhões de toneladas, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fala em 24 milhões. Isso, e mais um Real valorizado, favorece as importações, enfraquecendo os preços internos.

Segundo o último relatório da Conab, divulgado no dia 13/11, a área total com trigo no país ficou em 2,44 milhões de hectares, com recuo de 20,3% sobre 2024. A produtividade média está calculada em 3.145 quilos/hectare (52,4 sacos/ha). E a produção total brasileira ficaria em 7,69 milhões de toneladas, contra 7,89 milhões no ao anterior. O Paraná deverá colher 2,5 milhões, o Rio Grande do Sul 3,7 milhões e Santa Catarina 392.300 toneladas do produto.

No Rio Grande do Sul, até o dia 19/11, a colheita do trigo chegava a 77% da área, contra 89% na média (cf. Emater). Já no Paraná a mesma atingia a 96% da área no início da presente semana.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

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Sustentabilidade

Brasil deve colher 3,86 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, projeta StoneX – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.

Na Bahia, os elevados volumes de chuva impulsionaram novas revisões positivas de produtividade. Mesmo com redução de área plantada, o estado caminha para registrar a segunda maior safra de sua história. Já no Mato Grosso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção de 2,7 milhões de toneladas de pluma.

“As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, realça o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi. Ainda assim, completa, o resultado final dependerá da manutenção de um clima favorável nas próximas semanas, sobretudo em regiões do sul e oeste mato-grossense.

Apesar do avanço na produção, o balanço de oferta e demanda permanece inalterado. A StoneX manteve suas projeções de consumo e exportação, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, número considerado confortável para a temporada, embora ainda haja incertezas, especialmente no segundo semestre.

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“O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, conclui Bulascoschi.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX


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Sustentabilidade

Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA

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O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

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No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA – Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea

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As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.

Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Colheita internacional

Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.

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Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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