Connect with us
13 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Posicionamento de biorreguladores interfere na produtividade da soja – MAIS SOJA

Published

on


O uso de biorreguladores e substâncias bioestimulantes em culturas como a soja busca potencializar a formação de componentes de produtividade e elevar o potencial produtivo da cultura, estimulando determinados comportamentos fisiológicos na planta. Dentre os principais biorreguladores utilizados em soja, destacam-se os produtos a base de fitormônios vegetais, isolados ou associados a micronutrientes essenciais para a planta.

Os fitormônios vegetais desempenham importantes papeis na fisiologia, crescimento e desenvolvimento vegetal, podendo induzir respostas fisiológicas, inclusive sob situações de estresse. No entanto, a quantidade requerida desses hormônios pelas plantas pode variar de acordo com o estádio de desenvolvimento e exigências da cultura, sendo essencial determinar esses períodos para melhor manejo hormonal da lavoura, levando em consideração não só a quantidade desses hormônios, mas também os fatores que influenciam em sua produção,  tais como nutrientes chaves.

Figura 1. Níveis Hormonais da planta em função da etapa de desenvolvimento.
Fonte: Rafael Rosolen T. Zafred

Nesse contexto, o posicionamento adequado dos biorreguladores e de produtos precursores de fitormônios, responsáveis por estimular sua síntese ou atividade, é determinante para o sucesso do manejo. A definição correta da dose e da época de aplicação é especialmente importante, uma vez que o desempenho dessas substâncias depende tanto da composição do bioproduto quanto da finalidade pretendida, como promover o crescimento vegetativo ou aumentar a tolerância a estresses abióticos. Assim, o momento de aplicação pode influenciar diretamente os ganhos produtivos decorrentes do uso de biorreguladores.

Ao avaliar o efeito da aplicação de um biorregulador em diferentes estádios do desenvolvimento da soja, Rezende et al. (2025) observaram que variáveis como altura de plantas, número de vagens por planta e produtividade foram sensivelmente influenciadas pela época de aplicação.

Advertisement

No presente estudo, os autores analisaram um biorregulador considerado um precursor    de fitohormônios   (auxina,   citocinina,   giberelina   e   betaína), que apresentava em sua composição garantias mínimas de  zinco  (1,50%),  cobalto  (0,072%),  molibdênio  (0,727%),  níquel  (0,73%), enxofre  (0,785%),  potássio  (0,3%), e  carbono  orgânico  total  (6%), além disso de conter extratos húmicos e fúlvicos e extrato de algas (Ascophyllum nodosum).

As aplicações do biorregulador foram realizadas em distintos estádios do desenvolvimento da soja. Ao todo, foram realizados sete modos de aplicações, (controle/sem aplicação, tratamento de semente, sulco de  plantio,  estádio  V3;  estádio  V6,  estádio  V9  e  estádio  R1), utilizando a mesma dose do produto (200 mL/ha).

Com base nos resultados encontrados por Rezende et al. (2025), a produtividade da soja foi uma das variáveis mais influenciadas pelo posicionamento do biorregulador quanto a época de aplicação. De acordo com Rezende et al. (2025) a aplicação  realizada  no  estádio  V9,  proporcionou  o  maior resultado para a produtividade de grãos, diferindo do tratamento controle (Figura 2).  Nesse  caso,  a  produtividade  foi  significativamente  superior  em  relação  ao controle, com incremento de produtividade de mais de 35%.

Figura 2. Produtividade de plantas de soja em função da aplicação de biorregulado na dose de 200 mL/ha. Ipameri-GO, 2023.
Médias seguidas de mesma letra minúscula, para cada fator estudado, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ** significativo a 1% de probabilidade.
Fonte: Rezende et al. (2025)

Vale destacar que, sob condições de elevado estresse ou de desequilíbrio nutricional, mesmo o adequado posicionamento de biorreguladores pode não resultar em incrementos expressivos de produtividade, pois outros fatores limitantes passam a restringir o desempenho da cultura. Por outro lado, em ambientes sem restrições ao crescimento e desenvolvimento vegetal, observa-se que o uso de biorreguladores e/ou bioestimulantes pode promover ganhos significativos de produtividade, desde que, esses produtos sejam corretamente posicionados quanto à dose, época e finalidade de aplicação.

Confira o estudo completo desenvolvido por Rezende e colaboradores (2025) clicando aqui!



Referências:

REZENDE, L. S. et al. APLICAÇÃO DE BIORREGULADOR EM DIFERENTES ESTÁDIOS FENOLÓGICOS NA CULTURA DA SOJA. Revista Caderno Pedagógico, 2025. Disponível em: < https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/14290/8057 >, acesso em: 19/11/2025.

Advertisement

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Exportações de soja avançam e milho ganha espaço no mercado interno – MAIS SOJA

Published

on


As exportações de soja de Mato Grosso do Sul mantiveram desempenho positivo em agosto de 2026. O Estado embarcou 530,5 mil toneladas, volume 36,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valores, as vendas externas chegaram a US$ 239,1 milhões, alta de 48,9% na comparação anual. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que registrou queda de 3,2% no volume exportado e crescimento de 5% em valores no mesmo período.

O desempenho confirma a importância da soja para o comércio exterior sul-mato-grossense. A China permanece como principal destino, concentrando 81,2% das exportações do produto, seguida por Vietnã e Paquistão.

Embora agosto tenha apresentado redução de 43,1% no volume embarcado em relação a julho, o resultado anual permanece positivo e coloca a soja entre os principais produtos da pauta exportadora do Estado.

“A soja continua apresentando um desempenho bastante relevante nas exportações de Mato Grosso do Sul, com crescimento superior ao observado no cenário nacional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Advertisement

Milho muda de destino e fortalece o processamento dentro de MS

Em agosto, Mato Grosso do Sul exportou 100,1 mil toneladas de milho, ante 498 mil toneladas no mesmo período de 2025. Em valores, os embarques passaram de US$ 99 milhões para US$ 21,7 milhões.

Apesar da redução nas exportações, o movimento revela uma transformação na dinâmica do cereal dentro da economia estadual. O boletim econômico da Aprosoja/MS aponta que o milho está apresentando atraso no período de exportação, mas também destaca uma mudança: o grão passa a ser direcionado como matéria-prima para transformação dentro do Estado.

Na avaliação de Linneu, esse processo representa uma oportunidade de agregação de valor à produção sul-mato-grossense.

“Parte da produção que antes poderia seguir diretamente para outros países passa a encontrar demanda em Mato Grosso do Sul, como matéria-prima para processos de transformação. Isso fortalece o mercado interno, movimenta a indústria e agrega valor à produção estadual”.

Advertisement

O cenário também ajuda a explicar por que os números de exportação precisam ser analisados em conjunto com a evolução da atividade industrial.

“O milho está deixando de ser visto somente como um produto para exportação e passa a ocupar uma posição importante como insumo para a indústria. É um movimento positivo porque cria novas possibilidades de mercado para o produtor e aproxima a produção agrícola das cadeias de transformação que estão se desenvolvendo no Estado”, destaca o analista.

Celulose assume liderança nas exportações

A mudança na dinâmica dos grãos ocorre em um cenário de diversificação da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul. Em agosto, a celulose assumiu pela primeira vez a liderança entre os produtos exportados pelo Estado, com participação de 32,3% do total. Soja e resíduos ficaram em segundo lugar, com 28%, seguidos pela carne bovina, com 15,5%.

Balança comercial mantém superávit

Advertisement

O desempenho das exportações contribuiu para que Mato Grosso do Sul mantivesse um saldo positivo na balança comercial. Em agosto, o Estado registrou superávit de US$ 801 milhões, resultado de US$ 978 milhões em exportações ante US$ 176 milhões em importações.

Entre os produtos importados, o gás natural liderou, seguido por cobre e equipamentos industriais. A ureia apareceu na quarta posição, representando 3,2% das importações. O boletim destaca que a presença do fertilizante entre os principais produtos importados sinaliza a busca do Estado por atender à demanda de insumos necessária à produção agrícola.

Os dados integram os boletins de Exportações e Balança Comercial de Mato Grosso do Sul, elaborados pela equipe econômica da Aprosoja/MS com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do ComexStat.

Acesse os boletins clicando aqui e depois aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

Advertisement


FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Falta de lotes de qualidade de trigo sustenta preços no Paraná e no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de trigo atravessou a semana sob negociações pontuais e preços pouco homogêneos. A dificuldade para encontrar lotes aumentou, especialmente de qualidade adequada à moagem.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana, com poucas ofertas e compradores em busca de trigo. O tempo abriu na segunda e na terça-feira, mas a previsão de novas chuvas até domingo manteve as incertezas sobre a qualidade dos próximos lotes, parte do cereal já colhido apresentou problemas associados a doenças como a brusone.

No início da semana, a pressão de curto prazo no Norte do estado estava ligada à falta de espaço para armazenagem, depois que a safra recorde de milho safrinha ocupou parte relevante da capacidade disponível. “Produtores com necessidade de liberar estruturas encontram menor poder de negociação, enquanto moinhos capazes de receber trigo diretamente da lavoura pressionam por melhores condições de compra”, explicou o analista de Safras & Mercado Elcio Bento.

Ao longo da semana, porém, essa leitura foi cedendo lugar a um discurso diferente: a pressão pela necessidade de armazenagem foi tratada como pontual, e o principal entrave passou a ser a falta de oferta, sobretudo de trigo com qualidade. “A avaliação é de que os moinhos poderão precisar elevar as ofertas para atrair vendedores”, disse o analista Thiago Oleto na quinta-feira (10).

Advertisement

Nos preços, negócios no Norte do Paraná foram fechados próximos de R$ 1.500/t FOB, com vendedores pedindo valores acima desse patamar. Nos Campos Gerais, moinhos indicaram R$ 1.550/t CIF, equivalente a cerca de R$ 1.480 a R$ 1.500/t FOB. Para entrega imediata, as indicações giravam em torno de R$ 1.500/t CIF, recuando para R$ 1.450/t em outubro e R$ 1.400/t em novembro nos negócios futuros – patamares nos quais, segundo Bento, “praticamente não há interesse dos produtores nas vendas futuras”.

No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu reduzida diante do distanciamento entre compradores e vendedores. Moinhos sinalizaram interesse próximo de R$ 1.400/t, enquanto vendedores pediram R$ 1.500/t. “Um eventual equilíbrio poderia ocorrer ao redor de R$ 1.450 por tonelada, mas, por enquanto, não há disposição efetiva de compradores ou vendedores nesse nível”, observou Oleto.

A referência FOB interior, ainda vinculada à safra velha, avançou 5,7% na semana e 9,1% no mês, acumulando alta de 39,0% em 2026 e de 14,3% frente ao mesmo período do ano passado, reflexo, segundo os analistas, da menor disponibilidade de trigo no estado. A influência da safra nova só deve aumentar a partir de outubro, com a aproximação da colheita.

Fonte: Agência Safras



 

Advertisement
FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Mercado de arroz mantém firmeza, mas valorização perde intensidade com menor procura – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de arroz manteve a trajetória altista nesta semana, porém com perda de velocidade, sinalizando transição de uma fase de valorização para acomodação em patamar elevado. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“Na origem, produtores capitalizados permanecem firmes, restringindo ofertas e aguardando melhores condições”, explica o analista. A necessidade financeira continua sendo o principal mecanismo de abertura de lotes, fazendo surgir negócios pontuais sem caracterizar aumento estrutural da disponibilidade.

Assim, pondera o consultor, a retenção na fonte segue limitando o potencial de correção baixista. “Na ponta compradora, parte das indústrias reduziu a procura após recompor estoques nas últimas semanas”, acrescenta.

Essa postura diminui a pressão de compra e explica a desaceleração dos reajustes, mas não configura excesso de matéria-prima. “A queda de braço permanece concentrada na diferença entre as pedidas dos vendedores e a capacidade de pagamento por parte das unidades de beneficiamento”, destaca Oliveira.

Advertisement

A entrada de indústrias do Centro-Oeste, por sua vez, adiciona concorrência regional e pode elevar a disputa por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é restrita.

O vetor baixista está concentrado na menor necessidade industrial de reposição, enquanto os altistas permanecem na oferta restrita, retenção e concorrência interestadual. Para o analista, o ponto decisivo será a duração dessa combinação: se a indústria retornar antes de o produtor ampliar vendas, a valorização pode recuperar intensidade; se a procura permanecer contida e compromissos financeiros aumentarem a oferta, o mercado tende à estabilidade ou correção moderada.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,95%. Em relação a 2025, a valorização atingiu 22,46%.

Fonte: Agência Safras



 

Advertisement
FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT