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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Posicionamento de biorreguladores interfere na produtividade da soja – MAIS SOJA

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O uso de biorreguladores e substâncias bioestimulantes em culturas como a soja busca potencializar a formação de componentes de produtividade e elevar o potencial produtivo da cultura, estimulando determinados comportamentos fisiológicos na planta. Dentre os principais biorreguladores utilizados em soja, destacam-se os produtos a base de fitormônios vegetais, isolados ou associados a micronutrientes essenciais para a planta.

Os fitormônios vegetais desempenham importantes papeis na fisiologia, crescimento e desenvolvimento vegetal, podendo induzir respostas fisiológicas, inclusive sob situações de estresse. No entanto, a quantidade requerida desses hormônios pelas plantas pode variar de acordo com o estádio de desenvolvimento e exigências da cultura, sendo essencial determinar esses períodos para melhor manejo hormonal da lavoura, levando em consideração não só a quantidade desses hormônios, mas também os fatores que influenciam em sua produção,  tais como nutrientes chaves.

Figura 1. Níveis Hormonais da planta em função da etapa de desenvolvimento.
Fonte: Rafael Rosolen T. Zafred

Nesse contexto, o posicionamento adequado dos biorreguladores e de produtos precursores de fitormônios, responsáveis por estimular sua síntese ou atividade, é determinante para o sucesso do manejo. A definição correta da dose e da época de aplicação é especialmente importante, uma vez que o desempenho dessas substâncias depende tanto da composição do bioproduto quanto da finalidade pretendida, como promover o crescimento vegetativo ou aumentar a tolerância a estresses abióticos. Assim, o momento de aplicação pode influenciar diretamente os ganhos produtivos decorrentes do uso de biorreguladores.

Ao avaliar o efeito da aplicação de um biorregulador em diferentes estádios do desenvolvimento da soja, Rezende et al. (2025) observaram que variáveis como altura de plantas, número de vagens por planta e produtividade foram sensivelmente influenciadas pela época de aplicação.

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No presente estudo, os autores analisaram um biorregulador considerado um precursor    de fitohormônios   (auxina,   citocinina,   giberelina   e   betaína), que apresentava em sua composição garantias mínimas de  zinco  (1,50%),  cobalto  (0,072%),  molibdênio  (0,727%),  níquel  (0,73%), enxofre  (0,785%),  potássio  (0,3%), e  carbono  orgânico  total  (6%), além disso de conter extratos húmicos e fúlvicos e extrato de algas (Ascophyllum nodosum).

As aplicações do biorregulador foram realizadas em distintos estádios do desenvolvimento da soja. Ao todo, foram realizados sete modos de aplicações, (controle/sem aplicação, tratamento de semente, sulco de  plantio,  estádio  V3;  estádio  V6,  estádio  V9  e  estádio  R1), utilizando a mesma dose do produto (200 mL/ha).

Com base nos resultados encontrados por Rezende et al. (2025), a produtividade da soja foi uma das variáveis mais influenciadas pelo posicionamento do biorregulador quanto a época de aplicação. De acordo com Rezende et al. (2025) a aplicação  realizada  no  estádio  V9,  proporcionou  o  maior resultado para a produtividade de grãos, diferindo do tratamento controle (Figura 2).  Nesse  caso,  a  produtividade  foi  significativamente  superior  em  relação  ao controle, com incremento de produtividade de mais de 35%.

Figura 2. Produtividade de plantas de soja em função da aplicação de biorregulado na dose de 200 mL/ha. Ipameri-GO, 2023.
Médias seguidas de mesma letra minúscula, para cada fator estudado, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ** significativo a 1% de probabilidade.
Fonte: Rezende et al. (2025)

Vale destacar que, sob condições de elevado estresse ou de desequilíbrio nutricional, mesmo o adequado posicionamento de biorreguladores pode não resultar em incrementos expressivos de produtividade, pois outros fatores limitantes passam a restringir o desempenho da cultura. Por outro lado, em ambientes sem restrições ao crescimento e desenvolvimento vegetal, observa-se que o uso de biorreguladores e/ou bioestimulantes pode promover ganhos significativos de produtividade, desde que, esses produtos sejam corretamente posicionados quanto à dose, época e finalidade de aplicação.

Confira o estudo completo desenvolvido por Rezende e colaboradores (2025) clicando aqui!



Referências:

REZENDE, L. S. et al. APLICAÇÃO DE BIORREGULADOR EM DIFERENTES ESTÁDIOS FENOLÓGICOS NA CULTURA DA SOJA. Revista Caderno Pedagógico, 2025. Disponível em: < https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/14290/8057 >, acesso em: 19/11/2025.

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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



FONTE
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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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