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27 de setembro de 2026

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Sistema inédito promete agilizar a regularização ambiental em MT

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A regularização ambiental em Mato Grosso ganhou um novo impulso com a implantação de dois módulos inéditos integrados ao Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR). Lançada pelo governo do estado por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), a ferramenta tecnológica foi desenvolvida para reduzir o passivo de quase 25 mil cadastros pendentes em assentamentos e ampliar a eficiência da regularização em todo o estado.

Os novos módulos, chamados Assentamento e Compensação, foram lançados nesta segunda-feira (17) e prometem dar celeridade a processos que, em alguns casos, poderiam levar anos para serem concluídos, garantindo mais segurança jurídica para produtores rurais.

Desafios e as soluções tecnológicas

O Módulo Assentamento permite organizar e destravar processos antigos, validando de forma conjunta e em poucas horas todos os lotes de uma área coletiva. Já o Módulo Compensação tem como objetivo viabilizar ajustes de reserva legal, oferecendo soluções para propriedades com passivos anteriores a 2008.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Segundo a secretária de estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a solução para os assentamentos é integrada e eficiente.

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“O assentamento vai ser analisado como um todo e a partir do lançamento das informações ambientais o sistema é capaz de emitir em poucas horas todos os cadastros de um assentamento e permite com rapidez que o ele como todo seja regularizado”, explicou no lançamento.

Atualmente, Mato Grosso acumula 262 mil análises ambientais concluídas. Destes, de acordo com a Sema-MT, mais de 147 mil cadastros já passaram por algum tipo de verificação. São 34 mil CAR validados, 23 mil analisados com pendências e outros 45 mil ainda sem análise.

Entretanto, a pasta do governo do estado ressalta que o maior gargalo está justamente nos assentamentos: quase 25 mil cadastros ainda aguardam a primeira verificação técnica.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou a importância das inovações para o setor. “Dois passos importantes. Dois sistemas que vão permitir um avanço na área ambiental no estado, que vai ter uma dinâmica mais simplificada para trazer mais segurança jurídica e, consequentemente, mais investimento em todas as áreas do agro do nosso estado”.

Mato Grosso avança na frente

O estado já conta com mais de 600 produtores rurais que assinaram o termo de compromisso e agora poderão concluir o processo de regularização com a nova tecnologia. Com a solução, Mato Grosso se torna pioneiro.

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“Isso acaba fechando todas as lacunas que existiam no código florestal no que diz respeito a aplicabilidade prática dele. Mato Grosso é o primeiro estado da federação a ter a solução completa, ou seja, tanto a possibilidade de regularizar dentro de unidades de conservação como em áreas privadas”, pontuou a secretária Mauren Lazzaretti.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O governador Mauro Mendes reforçou o empenho do estado. “Mato Grosso é hoje o estado que tem o maior número de validação. Nós estamos na frente da maioria dos estados e aqui nós temos dificuldades adicionais. Nós temos três biomas, o que torna mais complexo a aplicação daquilo que estabelece a nossa lei, a nossa realidade, mas independente disso nós temos feito muitos esforços e investimentos ao longo dos últimos anos e já estamos avançando”, disse.

Assentamento pioneiro

O primeiro teste da tecnologia aconteceu no Assentamento Pai Herói, em Tabaporã, no médio-norte do estado. Em uma área de quase 94 hectares, as 46 famílias assentadas tiveram o CAR revisado, analisado e validado de forma mais rápida.

“Esse assentamento já foi piloto de regularização fundiária e agora ele tem a regularização ambiental. Esse é o modelo que nós queremos para produção nos assentamentos de pequenos produtores em Mato Grosso, com isso eles vão ter acesso a crédito e ter condições de receber outros benefícios para a produção sustentável que realizam no assentamento”, frisou Mauren Lazzaretti.

Produtores rurais que esperavam há anos agora celebram a conquista. Para Denício Cavalari da Silva, a regularização traz um novo horizonte para o campo. “É um alívio, porque hoje a área é regularizada com esse documento. Então para nós é uma conquista muito grande”, comemora o produtor que já está com um projeto para iniciar a produção de legumes.

Sérgio Aparecido dos Santos, que esperava há oito anos, vê a oportunidade de crescer. “Já investi em várias coisas, então estou devendo ainda, agora com esse documento aqui, garanto que vai melhorar muito”, projetou.

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Alexandre Régio Leite, secretário de Meio Ambiente de Tabaporã, acredita que o CAR em mãos dos produtores abre portas para novos investimentos e melhoria da qualidade de vida dos assentados.

“Com o CAR em mãos desses assentados podemos de uma certa forma solicitar mais investimentos tanto do governo quanto de empresas privadas [instituições financeiras] e de uma certa forma transformar a atividade deles e a qualidade de vida deles. Tem mais de mil assentados lá, então o próximo passo é regularizar o CAR desses outros também”, afirmou.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Próximos passos e a compensação

Com 68 municípios já operando o CAR Digital e mais de 25 mil cadastros processados, Mato Grosso espera destravar milhares de processos.

A secretária de Meio Ambiente projeta as próximas etapas: “Nós faremos a partir de agora, com a publicação do decreto, um chamamento a esses produtores rurais para que eles possam acessar o sistema, lançar as informações e habilitar as áreas para que elas possam ser oferecidas para que o processo de compensação possa acontecer dentro do sistema agora”.

Para Lazzaretti, a estratégia de compensação é fundamental para coibir o desmatamento. “Esse modelo que estamos implementando em Mato Grosso, em que alguém que está produzindo pode financiar por um período a manutenção de outra área compensando, hoje ao meu ver é a estratégia mais consistente para o desmatamento evitado”, concluiu.


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Derivado da cúrcuma combate fungo causador de micoses, aponta estudo

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Um estudo conduzido na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) revelou que um composto sintético derivado da curcumina – o princípio ativo da cúrcuma ou açafrão-da-terra – possui dupla ação contra o Trichophyton rubrum, fungo responsável pelas micoses mais comuns.

Em parceria com a Universidade de Saskatchewan (Canadá), os pesquisadores demonstraram que a molécula não apenas inibe o crescimento do patógeno, como também ajuda a controlar a resposta inflamatória do organismo.

O microrganismo é o principal agente de infecções superficiais na pele, pelos e unhas no mundo. No entanto, ele tem sido cada vez mais associado a doenças invasivas, particularmente em indivíduos imunocomprometidos e diabéticos.

“Nesses casos, os fungos podem ultrapassar a barreira cutânea, atingindo camadas mais profundas, incluindo a derme e a hipoderme, com potencial disseminação para os linfonodos e, em casos mais graves, para a corrente sanguínea”, conta Ana Lucia Fachin Saltoratto, pesquisadora da Unidade de Biotecnologia e professora do Curso de Medicina, Farmácia e Nutrição da Unaerp.

Combate

Um dos fatores que dificultam a eliminação desse patógeno é o fato de que, em geral, ele desencadeia respostas inflamatórias fracas no organismo, ou seja, ocorre uma discreta ativação do sistema de defesa do corpo.

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Além disso, algumas linhagens do T. rubrum apresentam resistência aos antifúngicos comerciais utilizados atualmente. Isso tem gerado um crescente interesse no desenvolvimento de novos agentes capazes de combater a infecção, particularmente os formulados com compostos naturais ou seus derivados.

Nesse cenário, a curcumina tem sido extensivamente pesquisada, pois estudos recentes demonstraram que a substância e seus análogos apresentam amplo espectro de atividades farmacológicas, incluindo efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antimicrobianos e antifúngicos, e agem sinergicamente com antifúngicos clássicos, promovendo a morte de diferentes espécies de fungos causadores de doença.

No entanto, a aplicação clínica da substância é limitada por sua baixa solubilidade em água, instabilidade química e baixa biodisponibilidade, ou seja, apenas uma pequena fração da substância consegue efetivamente chegar à circulação sanguínea e fazer efeito no organismo. Mesmo em altas doses, sua eficácia terapêutica é comprometida pela rápida degradação e eliminação.

Por essa razão, os pesquisadores se propuseram a analisar a ação antifúngica de moléculas sintéticas inspiradas na curcumina. Os compostos foram aplicados em diversas concentrações sobre o fungo cultivado em laboratório em condições controladas. A molécula denominada 2102 foi a que se mostrou mais efetiva, ou seja, foi necessária uma concentração menor desse curcuminoide para paralisar o crescimento do fungo.

O grupo então testou o efeito do composto 2102 em cultura de macrófagos humanos, células que constituem a primeira linha de defesa do sistema imune. Os resultados indicam que a substância não é tóxica e foi bem tolerada.

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Na sequência, foi feito um ensaio visando mimetizar uma infecção profunda pelo T. rubrum. “Usamos uma linhagem celular [de macrófagos humanos] que permite estudar a interação entre o fungo e as células imunológicas presentes nesses tecidos”, explica a pesquisadora.

Avaliação

Os pesquisadores então avaliaram nessa linhagem celular a liberação de citocinas – substâncias secretadas pelos macrófagos que atuam como mensageiros químicos para regular a inflamação.

Para isso, compararam macrófagos infectados pelo fungo sem nenhum tratamento (grupo-controle) com macrófagos infectados e tratados com o análogo da curcumina.

Observou-se que as células tratadas com o composto 2102 liberaram menos citocinas (indicando um efeito anti-inflamatório) e aumentaram a produção de substâncias oxidantes (a “munição” usada pelas células de defesa para matar patógenos).

Apesar da resposta promissora obtida no experimento, ainda são necessários alguns passos para que a substância possa ser aplicada na prática, como testes em animais e ensaios de segurança em humanos.

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O próximo passo da equipe da Unaerp será sequenciar o material genético do T. rubrum a partir de amostras obtidas de pacientes infectados.

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Cursos gratuitos oferecem 34 vagas para capacitação na área rural

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A Secretaria Municipal de Pesca e Agropecuária está com inscrições abertas para novas vagas nos cursos gratuitos de capacitação profissional que serão realizados durante o mês de outubro, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Projeto de Educação Ambiental Rede Observação. As formações acontecerão no Centro de Apoio ao Produtor Rural, em Cantagalo.

Ao todo, estão disponíveis 34 vagas, distribuídas em três cursos: Equideocultura: ferrageamento e casqueamento, Mulheres em Campo e Avicultura: estrutura de legalização. As capacitações são voltadas a pessoas interessadas em ampliar conhecimentos e desenvolver atividades relacionadas ao meio rural.

Para participar, é necessário ter idade mínima de 16 anos e Ensino Fundamental incompleto. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Inscrições

As inscrições serão realizadas exclusivamente de forma presencial, no dia 30 de setembro, das 8h às 17h, no Centro de Apoio ao Produtor Rural, em Cantagalo, Rio de Janeiro. No momento da inscrição, os interessados deverão apresentar RG, CPF e comprovante de residência.

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Cursos e datas

  • Equideocultura: ferrageamento e casqueamento: será realizado de 5 a 10 de outubro e contará com 10 vagas.
  • Mulheres em Campo: terá encontros nos dias 6, 13, 20 e 27 de outubro, das 9h às 17h, com 12 vagas.
  • Avicultura: estrutura de legalização, SIM e SISB: será realizado de 21 a 23 de outubro, também das 9h às 17h, com 12 vagas.

O resultado da seleção será divulgado no dia 2 de outubro, no Jornal Oficial do Município de Rio das Ostras.

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Oito mitos e verdades que todo consumidor deveria conhecer sobre azeite

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Os azeites virgens e extra virgens concentram compostos fenólicos, propriedades antioxidantes benéficas à saúde humana. De acordo com a coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, o produto é rico em gorduras monoinsaturadas, particularmente o ácido oleico (ômega 9), além de conter ômega 6 e ômega 3.

“Esses ácidos graxos são benéficos para a saúde cardiovascular, ajudando a melhorar o perfil lipídico, aumentar o colesterol bom (HDL) e reduzir o colesterol ruim (LDL). Além disso, o azeite é repleto de antioxidantes, como o hidroxitirosol, que exerce uma ação protetora no coração e no cérebro. Ele também é uma rica fonte de vitaminas E e K e esteróis vegetais, que auxiliam no controle do colesterol”, afirma a especialista.

O produto está cada vez mais presente no dia a dia do prato dos brasileiros. Segundo o Conselho Oleícola Internacional (IOC), o Brasil importou 80.768 toneladas de azeite na safra 2024/25, respondendo por cerca de 9% das importações mundiais e 3,1% do consumo global. Entre outubro de 2025 e março de 2026, as importações cresceram 40,5% na comparação com o mesmo período da safra anterior.

O diretor da Filippo Berio no Brasil, Eduardo Casarin, ressalta que o azeite é um ingrediente que reúne atributos nutricionais e gastronômicos. “O ácido oleico e os compostos fenólicos estão entre os componentes que despertam o interesse da ciência, enquanto o aroma, o sabor, o amargor e a picância ajudam a definir a experiência à mesa. Entender essas características é uma forma de fazer escolhas mais conscientes e aproveitar melhor o produto no dia a dia”, afirma.

Com o aumento do consumo e da oferta, também crescem as dúvidas sobre como escolher, utilizar e conservar o azeite. Confira alguns mitos e verdades:

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“O azeite é fonte de gordura monoinsaturada”

VERDADE

O ácido oleico é o principal ácido graxo do azeite e está associado a um perfil de gordura considerado favorável dentro de uma alimentação equilibrada.

VERDADE

Os compostos fenólicos estão presentes nos azeites virgens e extra virgens, obtidos diretamente das azeitonas por processos exclusivamente mecânicos. Esses compostos bioativos são estudados por suas propriedades antioxidantes, e sua concentração pode variar de acordo com fatores como a variedade da azeitona, o estágio de maturação e as condições de produção e armazenamento.

“Quanto mais picante, melhor o azeite”

MITO

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Amargor e picância são características sensoriais que podem estar relacionadas à presença de compostos fenólicos, mas não são, isoladamente, indicadores de qualidade.

“O azeite pode ser usado para cozinhar”

VERDADE

O azeite pode ser utilizado em diferentes preparações, incluindo refogados, assados e grelhados. Como outros óleos, não deve ser levado a temperaturas que provoquem fumaça excessiva.

MITO

A categoria extra virgem apresenta características específicas de qualidade e composição, mas diferentes tipos de azeite podem ser utilizados na alimentação, de acordo com a finalidade e a preferência do consumidor.

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VERDADE

Pode ser utilizado no preparo e na finalização de legumes, verduras, massas, grãos, peixes, carnes, molhos e marinadas, além de algumas sobremesas.

“A cor mais verde significa que o azeite é melhor”

MITO

A tonalidade pode variar conforme a variedade da azeitona, seu grau de maturação e outros fatores, e não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade.

A forma de conservação influencia a qualidade

VERDADE

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Luz, calor, oxigênio e tempo podem acelerar a deterioração do azeite; por isso, depois de aberto, o produto deve permanecer bem fechado e protegido da luz e do calor.

Amargor é sinal de azeite estragado

MITO

Em azeites virgens e extra virgens, certo grau de amargor pode ser uma característica sensorial natural e estar relacionado à presença de compostos fenólicos.

Além das características sensoriais, pesquisas científicas vêm investigando a relação entre o consumo de azeite e diferentes indicadores de saúde. Uma meta-análise publicada em 2024 pelo European Journal of Preventive Cardiology, que reuniu 30 estudos e mais de 2,7 milhões de participantes, encontrou associação entre maior consumo de azeite e menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

“Mais do que saber se um azeite é mais suave ou mais intenso, é importante entender suas características e como elas se relacionam com a forma de consumo. Azeite é um ingrediente versátil, que pode trazer sabor às refeições e fazer parte de uma alimentação equilibrada”, acrescenta Casarin.

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