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18 de maio de 2026

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Sistema inédito promete agilizar a regularização ambiental em MT

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A regularização ambiental em Mato Grosso ganhou um novo impulso com a implantação de dois módulos inéditos integrados ao Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR). Lançada pelo governo do estado por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), a ferramenta tecnológica foi desenvolvida para reduzir o passivo de quase 25 mil cadastros pendentes em assentamentos e ampliar a eficiência da regularização em todo o estado.

Os novos módulos, chamados Assentamento e Compensação, foram lançados nesta segunda-feira (17) e prometem dar celeridade a processos que, em alguns casos, poderiam levar anos para serem concluídos, garantindo mais segurança jurídica para produtores rurais.

Desafios e as soluções tecnológicas

O Módulo Assentamento permite organizar e destravar processos antigos, validando de forma conjunta e em poucas horas todos os lotes de uma área coletiva. Já o Módulo Compensação tem como objetivo viabilizar ajustes de reserva legal, oferecendo soluções para propriedades com passivos anteriores a 2008.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Segundo a secretária de estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a solução para os assentamentos é integrada e eficiente.

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“O assentamento vai ser analisado como um todo e a partir do lançamento das informações ambientais o sistema é capaz de emitir em poucas horas todos os cadastros de um assentamento e permite com rapidez que o ele como todo seja regularizado”, explicou no lançamento.

Atualmente, Mato Grosso acumula 262 mil análises ambientais concluídas. Destes, de acordo com a Sema-MT, mais de 147 mil cadastros já passaram por algum tipo de verificação. São 34 mil CAR validados, 23 mil analisados com pendências e outros 45 mil ainda sem análise.

Entretanto, a pasta do governo do estado ressalta que o maior gargalo está justamente nos assentamentos: quase 25 mil cadastros ainda aguardam a primeira verificação técnica.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou a importância das inovações para o setor. “Dois passos importantes. Dois sistemas que vão permitir um avanço na área ambiental no estado, que vai ter uma dinâmica mais simplificada para trazer mais segurança jurídica e, consequentemente, mais investimento em todas as áreas do agro do nosso estado”.

Mato Grosso avança na frente

O estado já conta com mais de 600 produtores rurais que assinaram o termo de compromisso e agora poderão concluir o processo de regularização com a nova tecnologia. Com a solução, Mato Grosso se torna pioneiro.

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“Isso acaba fechando todas as lacunas que existiam no código florestal no que diz respeito a aplicabilidade prática dele. Mato Grosso é o primeiro estado da federação a ter a solução completa, ou seja, tanto a possibilidade de regularizar dentro de unidades de conservação como em áreas privadas”, pontuou a secretária Mauren Lazzaretti.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O governador Mauro Mendes reforçou o empenho do estado. “Mato Grosso é hoje o estado que tem o maior número de validação. Nós estamos na frente da maioria dos estados e aqui nós temos dificuldades adicionais. Nós temos três biomas, o que torna mais complexo a aplicação daquilo que estabelece a nossa lei, a nossa realidade, mas independente disso nós temos feito muitos esforços e investimentos ao longo dos últimos anos e já estamos avançando”, disse.

Assentamento pioneiro

O primeiro teste da tecnologia aconteceu no Assentamento Pai Herói, em Tabaporã, no médio-norte do estado. Em uma área de quase 94 hectares, as 46 famílias assentadas tiveram o CAR revisado, analisado e validado de forma mais rápida.

“Esse assentamento já foi piloto de regularização fundiária e agora ele tem a regularização ambiental. Esse é o modelo que nós queremos para produção nos assentamentos de pequenos produtores em Mato Grosso, com isso eles vão ter acesso a crédito e ter condições de receber outros benefícios para a produção sustentável que realizam no assentamento”, frisou Mauren Lazzaretti.

Produtores rurais que esperavam há anos agora celebram a conquista. Para Denício Cavalari da Silva, a regularização traz um novo horizonte para o campo. “É um alívio, porque hoje a área é regularizada com esse documento. Então para nós é uma conquista muito grande”, comemora o produtor que já está com um projeto para iniciar a produção de legumes.

Sérgio Aparecido dos Santos, que esperava há oito anos, vê a oportunidade de crescer. “Já investi em várias coisas, então estou devendo ainda, agora com esse documento aqui, garanto que vai melhorar muito”, projetou.

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Alexandre Régio Leite, secretário de Meio Ambiente de Tabaporã, acredita que o CAR em mãos dos produtores abre portas para novos investimentos e melhoria da qualidade de vida dos assentados.

“Com o CAR em mãos desses assentados podemos de uma certa forma solicitar mais investimentos tanto do governo quanto de empresas privadas [instituições financeiras] e de uma certa forma transformar a atividade deles e a qualidade de vida deles. Tem mais de mil assentados lá, então o próximo passo é regularizar o CAR desses outros também”, afirmou.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Próximos passos e a compensação

Com 68 municípios já operando o CAR Digital e mais de 25 mil cadastros processados, Mato Grosso espera destravar milhares de processos.

A secretária de Meio Ambiente projeta as próximas etapas: “Nós faremos a partir de agora, com a publicação do decreto, um chamamento a esses produtores rurais para que eles possam acessar o sistema, lançar as informações e habilitar as áreas para que elas possam ser oferecidas para que o processo de compensação possa acontecer dentro do sistema agora”.

Para Lazzaretti, a estratégia de compensação é fundamental para coibir o desmatamento. “Esse modelo que estamos implementando em Mato Grosso, em que alguém que está produzindo pode financiar por um período a manutenção de outra área compensando, hoje ao meu ver é a estratégia mais consistente para o desmatamento evitado”, concluiu.


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Projeção de boa safra pressiona cotações do milho, diz Cepea

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Estimativas para a temporada de produção de milho, divulgadas pela Conab, projetam uma crescente nas quantidades entre os relatórios de abril e maio. Por conta disso, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam que compradores, que hoje tem estoques confortáveis, aguardam um recuo nas cotações para realizar as negociações.

Dados da Conab mostram que a primeira safra 2025/26 está estimada em 28,46 milhões de toneladas, 14% superior ao da temporada anterior e 2% acima do relatório divulgado em abril. O aumento reflete no crescimento em área e produtividade nas regiões produtoras. O Cepea destaca que neste ano os estoques de passagem no início da temporada foram estimados como um dos maiores já registrados, o que ja transmitiu tranquilidade aos consumidores.

Ainda segundo centro de pesquisas, vendedores do cereal seguem flexiveis nas negociações, visto o cenário de quedas de preços, armazéns cheios e safras fortes.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Aplicativo GuardeÁgua terá capacitação em nove estados do Semiárido

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Solos e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) iniciam nesta terça-feira (19) uma série de oficinas sobre o aplicativo GuardeÁgua em nove estados do Semiárido. A ferramenta foi desenvolvida para identificar áreas apropriadas à construção de barragens subterrâneas, tecnologia usada para retenção de água no solo e apoio à produção agropecuária em regiões de baixa disponibilidade hídrica. A ação tem aporte financeiro do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

As primeiras capacitações ocorrerão no Rio Grande do Norte, em Santa Maria (RN), e na Paraíba, em Esperança (PB), das 8h às 17h. Também estão previstos treinamentos na Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas. No caso de Pernambuco e Alagoas, o material divulgado informa que ainda há data e, em Alagoas, também cidade a definir.

Lançado em dezembro de 2025, o GuardeÁgua foi desenvolvido pela Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento de Recife (UEP Recife), da Embrapa Solos, em parceria com a ASA. O aplicativo está disponível para Android e também tem versão web. Segundo a pesquisadora Maria Sonia Lopes da Silva, da Embrapa Solos, a ferramenta pode ser usada em campo mesmo sem internet, com sincronização automática dos dados quando a conexão é restabelecida.

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De acordo com a Embrapa, a análise considera informações de solo, relevo, clima, geologia e vegetação. A partir desses dados, o sistema classifica a área como “Apto”, “Restrito” ou “Inapto” para a implantação da barragem subterrânea. O usuário também pode baixar um relatório em PDF com a justificativa técnica do resultado.

A barragem subterrânea utiliza lona plástica de 200 micras instalada em valas com profundidade entre 1,5 metro e 6 metros, em áreas agrícolas de declive suave. A estrutura retém a água da chuva no perfil do solo, mantendo a umidade por vários meses. Isso permite cultivo por mais tempo, além de apoio à pequena irrigação e à dessedentação animal, conforme a necessidade da propriedade.

As oficinas terão parte teórica e atividades práticas em unidades de produção familiar. Além da seleção de áreas, o aplicativo reúne orientações gerais sobre manejo conservacionista do solo, uso da água, cultivos e acesso à Plataforma do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Segundo os organizadores, a expectativa é ampliar o uso da ferramenta por técnicos e agricultores como apoio à implantação de barragens subterrâneas no Semiárido. Como a agenda desta etapa não inclui Espírito Santo e Maranhão, a cobertura do treinamento permanece restrita aos estados com metas previstas no contrato firmado no âmbito do Programa Cisternas.

Fonte: embrapa.br

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Atraso na compra de fertilizantes eleva risco para a safra de soja 2026/27

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As entregas de fertilizantes no Brasil devem cair entre 10% e 15% em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas em 2025, segundo o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR). Em nota divulgada nesta segunda-feira (18), a entidade informou que o cenário está ligado a conflitos geopolíticos, aumento de custos e atraso nas compras feitas pelos produtores. O quadro atinge diretamente o planejamento da safra de soja 2026/27.

De acordo com o Sindiadubos-PR, apenas 50% dos fertilizantes necessários para a próxima safra de soja foram negociados até agora, abaixo da média histórica superior a 60% para este período. Segundo a entidade, a postergação das compras amplia o risco de concentração da demanda nos próximos meses.

O sindicato alerta que, se houver retomada mais forte dos pedidos entre junho e agosto, o país poderá enfrentar gargalos logísticos nos portos. A estimativa é de espera de até 60 dias para o descarregamento de navios. No mesmo período do ano passado, as filas para atracação variavam de 10 a 15 dias, conforme informou o presidente da entidade, Aluisio Schwartz.

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Na avaliação do Sindiadubos-PR, o ambiente de custos também pressiona a decisão de compra. A entidade cita a incidência de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas, os efeitos da tabela do frete mínimo e a alta do diesel. Além disso, o sindicato aponta restrição de crédito no campo, em meio ao avanço de recuperações judiciais no setor.

Segundo Schwartz, o custo de produção da soja está entre 50 e 55 sacos por hectare, diante de uma produtividade média de 60 sacos por hectare. Esse intervalo reduz a margem operacional e, de acordo com a entidade, pode limitar o uso de fertilizantes e comprometer o potencial produtivo da safra, caso o produtor adie ou reduza a adubação.

O cenário descrito pelo Sindiadubos-PR indica que o ritmo de negociação dos fertilizantes nos próximos meses será decisivo para o abastecimento e para o custo da safra 2026/27. A entidade também menciona risco climático associado ao El Niño, com possibilidade de seca no Centro-Oeste, mas não apresentou projeção consolidada de produção para a próxima temporada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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