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6 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Delegação chinesa visita Sinop e acompanha de perto a força da produção agrícola de MT

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Representantes da CFNA conhecem métodos de cultivo, qualidade dos grãos e modelos de produção sustentável adotados no estado

Encontro reforça aproximação comercial entre Brasil e China e destaca o papel estratégico da agricultura mato-grossense no mercado internacional

Sinop — segunda-feira, 17 de novembro, 16h05 — Uma delegação da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) desembarcou em Sinop, no norte de Mato Grosso, para conhecer de perto a realidade da produção agrícola local. A visita, articulada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), integra uma agenda de fortalecimento das relações entre o setor produtivo mato-grossense e o maior mercado consumidor de soja do mundo.

Pela manhã, o vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, recebeu os representantes chineses na sede do Sindicato Rural de Sinop, onde apresentou o funcionamento da entidade e os processos que envolvem a cadeia de produção de soja e milho no estado. A comitiva teve acesso a informações técnicas sobre manejo, classificação de grãos, logística e controle de qualidade — pilares fundamentais para a competitividade mato-grossense no cenário internacional.

Visita técnica a fazenda demonstra práticas sustentáveis e modelo produtivo

No período da tarde, a delegação se deslocou até a Fazenda Esperança, propriedade do produtor Invaldo Weis. No local, os visitantes puderam acompanhar o ciclo produtivo da soja destinada ao mercado asiático, desde o preparo do solo até a colheita, além de observar práticas sustentáveis aplicadas no campo.

O objetivo da visita foi aprofundar o entendimento dos representantes chineses sobre a produção local, garantindo maior transparência comercial e ampliando a confiança entre os países parceiros. A CFNA, responsável por parte significativa das importações de alimentos e commodities da China, tem buscado estreitar o diálogo com entidades brasileiras diante de um cenário global que demanda maior rastreabilidade e responsabilidade socioambiental.

Mato Grosso apresenta potencial produtivo e oportunidades de expansão

Ao comentar a visita, o vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, destacou que ampliar o diálogo com a China é essencial para garantir previsibilidade e competitividade às exportações mato-grossenses. Segundo ele, a visita proporciona uma oportunidade de evidenciar o rigor técnico da agricultura do estado e esclarecer dúvidas sobre sustentabilidade, tema em crescente destaque no mercado internacional.

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“Esperamos repassar aquilo que a Aprosoja MT realiza e mostrar um pouco da agricultura sustentável desempenhada no estado, as potencialidades de Mato Grosso e as possibilidades de aumentar a produção convertendo áreas de pastagens em áreas agricultáveis”, afirmou Redivo. Ele reforçou que o estado possui condições de expandir a produção sem desmatamento, utilizando sistemas integrados e recuperação de áreas já antropizadas.

Para os produtores, apresentar a realidade do campo mato-grossense a compradores e parceiros internacionais é uma forma de demonstrar transparência, reforçar a segurança alimentar global e valorizar práticas que conciliam produtividade e responsabilidade ambiental — debate que tem ganhado ainda mais relevância no contexto da COP30 e das discussões sobre comércio sustentável.

Aprosoja MT fortalece diálogo e amplia presença internacional

A ação integra um conjunto de iniciativas da Aprosoja MT voltadas à internacionalização do setor e ao fortalecimento de parcerias estratégicas. A entidade tem atuado para mostrar a outros países como funciona, na prática, o modelo produtivo mato-grossense, destacando investimentos em tecnologia, manejo responsável e capacidade logística.

Nos últimos anos, visitas técnicas, missões internacionais e intercâmbios têm contribuído para aproximar produtores brasileiros de compradores estrangeiros, fortalecendo vínculos comerciais e ajudando a consolidar Mato Grosso como uma das maiores referências globais em produção de soja.

Conclusão

A visita da delegação chinesa a Sinop reforça a relevância de Mato Grosso no cenário agrícola mundial e demonstra a importância do diálogo direto entre produtores e compradores internacionais. Ao abrir as portas para mostrar seus métodos de produção, sua infraestrutura e seu comprometimento com a sustentabilidade, o estado fortalece laços comerciais, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma relação mais transparente e duradoura com a China — principal destino da soja brasileira.

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Sugestão de imagem: Foto editorial de comitiva em visita a propriedade rural, com plantação de soja ao fundo (livre de direitos).

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Empresária é encontrada enterrada no quintal de residência em MT

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Uma mulher identificada como Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, foi encontrada morta no quintal da casa onde morava, no Parque Cuiabá, na capital, nesta terça-feira (5). O marido dela, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o crime à polícia.

Nessa segunda-feira (4), Jackson registrou um boletim de ocorrência informando o desaparecimento de Nilza. Depois, tentou registrar uma nova ocorrência informando que estava sofrendo extorsão.

A movimentação de Jackson levantou suspeita da polícia, que iniciou as buscas. Os investigadores encontraram o corpo da vítima enterrado em um buraco para fossa, de pelo menos 2 metros, nos fundos da casa.

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Segundo a polícia, o buraco foi escavado por uma empresa especializada contratada por Jackson. Devido à profundidade, foi necessário o uso de um trator para desenterrar a vítima do local.

Jackson foi preso no local do crime. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

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Agro Mato Grosso

Tratores Valtra com tecnologia reforçam modernização do agro brasileiro

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A crescente demanda por produtividade e eficiência no campo tem impulsionado uma nova geração de máquinas agrícolas no Brasil. Em meio a esse movimento, a fabricante de tratores Valtra aposta na tecnologia desenvolvida na Finlândia para ampliar a eficiência das operações no agronegócio nacional.

Segundo o diretor comercial da empresa, Cláudio Esteves, a evolução das máquinas acompanha a própria transformação da agricultura brasileira, considerada uma das mais competitivas do mundo. “A agricultura brasileira é pujante e demanda muita tecnologia. O Brasil é visto por muitos como o celeiro do mundo, e a Valtra se coloca ao lado do produtor para entender essas demandas e ajudá-lo a produzir mais, com menor custo”, disse Esteves em entrevista à imprensa durante o test drive em Londrina (PR), onde a marca apresentou os lançamentos previstos para as feiras agropecuárias no primeiro semestre deste ano.

De acordo com ele, os novos equipamentos incorporam soluções voltadas principalmente à eficiência energética e ao aumento da produtividade no campo. Entre os avanços estão sistemas de agricultura de precisão e piloto automático com mapeamento do campo por satélite.

Dentro da cabine, o operador tem acesso a informações em tempo real sobre o funcionamento do trator e sobre a atividade no campo, como consumo de combustível, desempenho da operação e dados sobre o plantio. “O operador tem todas as informações importantes em telas ao alcance da mão. Isso inclui consumo, dados da operação e quantidade de sementes por segundo”, explicou Esteves.

Conforme informação da empresa, os tratores de entrada para a agricultura familiar custam R$ 200 mil em média, com potência de aproximadamente 80 cv. Para os grandes produtores, a série S possui tratores que custam cerca de R$ 2 milhões, com potência de 345 cv a 425 cv.

Feiras agrícolas impulsionam lançamentos de tratores

A estratégia de divulgação dos novos equipamentos passa principalmente pelas feiras agrícolas, consideradas pela empresa um dos principais pontos de contato com produtores rurais. A fabricante apresentou ao mercado brasileiro a nova linha de tratores de média potência da série A5 e A5 Hitech, quinta geração da tradicional linha da marca, com mudanças no design, melhorias no desempenho do motor e novos recursos de agricultura de precisão.

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Os equipamentos foram apresentados na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque (RS). Visualmente, os tratores passam a adotar um capô redesenhado e linhas mais modernas, alinhadas ao padrão internacional da empresa, mantendo a tradicional cor amarela.

No campo da engenharia, a série A5 passa a utilizar a nova geração de motores AGCO Power, com potências que variam de 105 a 145 cavalos. “A série A5 representa uma virada de chave para o segmento de média potência. Conseguimos integrar um visual moderno a uma engenharia de motor que entrega exatamente o que o produtor busca hoje, que é força e desempenho com o menor custo operacional”, afirma Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra.

Trator de ponta recebe prêmio internacional de design 

Lançado na edição 2025 da Agrishow, feira de Ribeirão Preto (SP), o modelo S6, produzido na Finlândia, recebeu o prêmio internacional de design Red Dot Design Award, considerado um dos mais importantes da categoria. “O prêmio celebra a melhor relação entre o homem e a máquina. Apenas três marcas de automotores ganharam esse prêmio, entre elas o trator Valtra S6”, disse Cláudio Esteves.

Com origem na antiga estatal finlandesa Valmet, a Valtra mantém seu principal centro de desenvolvimento tecnológico em Suolahti, na Finlândia, sendo que parte dos tratores vendidos no Brasil é produzida diretamente na planta europeia. A empresa chegou ao país no início da década de 1960 e foi uma das primeiras plantas de tratores instaladas no Brasil.

Tratores Valtra

O diretor comercial da Valtra ressalta que modelo S6 foi premiado por relação entre o homem e a máquina. (Foto: Tiago Lima/Divulgação Valtra)

Apesar da origem europeia, Esteves afirma que a empresa faz adaptações para atender às condições do agronegócio brasileiro. “Fazemos a tropicalização desses produtos no Brasil, porque nossa agricultura e nosso clima exigem um trabalho muito mais robusto do que as exigências europeias”, explica. Os modelos vindos da Finlândia são voltados principalmente para grandes operações agrícolas, como a produção de grãos, cana-de-açúcar e algodão.

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Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

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Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

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Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

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Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

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