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28 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Atenção à inoculação e nutrientes no sulco de plantio – MAIS SOJA

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Na hora de selecionar os produtos para aplicação na lavoura, é fundamental considerar não apenas o tipo de insumo, mas também a sua compatibilidade com biológicos e inoculantes. Essa atenção é cada vez mais importante diante da ampla oferta de soluções no mercado, que exigem do produtor cuidado para garantir a segurança e eficiência das misturas.

Um exemplo é o boro, micronutriente essencial ao desenvolvimento das plantas. Diversas fontes desse elemento estão disponíveis, e tanto a matéria-prima quanto o produto final podem variar entre fabricantes. Essas diferenças podem afetar diretamente a eficácia dos inoculantes e produtos biológicos, caso sejam aplicados juntos sem estudos de compatibilidade, podendo ocorrer reações físicas ou químicas indesejadas.

Cuidados importantes

Em solos com baixos teores de boro, uma prática comum é fornecer parte da dose recomendada junto aos inoculantes e biológicos no sulco de plantio. Isso é possível, mas requer cuidados quanto à fonte utilizada e sua compatibilidade. Caso contrário, o resultado pode ser comprometido. O engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul, explica que não existe uma incompatibilidade inerente entre o boro e o Bradyrhizobium – bactéria que desempenha papel crucial na FBN – em condições normais de campo, pois o boro é essencial tanto para o crescimento das plantas quanto para a fixação biológica de nitrogênio (FBN).

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“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca. Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas. “Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.

Demanda por nitrogênio

Ele cita o exemplo da soja, que apresenta alta demanda por nitrogênio e depende fortemente da fixação biológica. Por isso, é indispensável uma boa inoculação com Bradyrhizobium japonicum.  Contudo, ao adicionar boro no sulco junto aos inoculantes, o produtor deve certificar-se da compatibilidade físico-química da fonte escolhida, pois nem toda formulação é adequada para uso combinado.

Reconhecida pelo investimento contínuo em pesquisa e inovação, a empresa mineira Satis desenvolveu o Humicbor, uma fonte de boro solúvel enriquecida com substâncias húmicas, extrato de algas e polióis. O produto conta com laudo técnico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que demonstrou que a adição de boro não interferiu no crescimento da cepa de Bradyrhizobium em estudo, comprovando sua compatibilidade e segurança de uso.

Com o avanço das tecnologias biológicas no campo, cresce também a necessidade de cautela na escolha e combinação dos insumos. Optar por produtos com comprovação científica e qualidade assegurada é o melhor caminho para quem busca produtividade e sustentabilidade na lavoura.

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Sobre a Satis

Especialista em desenvolver soluções em nutrifisiologia, biológicos e adjuvantes para o campo, a Satis com 25 anos de atuação no mercado brasileiro volta seu olhar ao futuro para, cada vez mais, entender e se antecipar às necessidades dos produtores com soluções adequadas para o agronegócio sustentável. Seu conceito “Lavoura saudável. Negócio sustentável” traduz e reforça a conexão da empresa com o campo e a importância de uma produtividade mais inteligente, alcançada com tecnologias e manejos adequados para garantir maior rentabilidade sem prejuízos ao meio ambiente.

A cultura da inovação, fomentada por meio de pesquisas em seu Campo Experimental em Araxá (MG), sua cidade-sede, conhecimento técnico e parcerias, é fundamental nessa jornada. Como resultado, a Satis oferece um amplo portfólio que contribui para o fortalecimento da raiz às folhas e melhor absorção de nutrientes, especialmente das lavouras de soja, milho, feijão, algodão,  cana-de-açúcar,café, trigo e HF. E sem descuidar, também, de tecnologias de aplicação que auxiliam as pulverizações agrícolas, reduzindo perdas e potencializando a ação dos produtos. A saúde das plantas é o primeiro passo para o bom desempenho das safras e a perenidade dos negócios.

Fonte: Assessoria de Imprensa Satis



 

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Sustentabilidade

Eucalipto vira peça estratégica para expansão do etanol de milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A expansão da produção de etanol de milho no Centro-Oeste está criando uma nova demanda no agronegócio: a biomassa utilizada para gerar energia nas usinas. Em Mato Grosso do Sul, o cenário parte de uma condição diferente da observada em outros estados, principalmente pela existência de uma cadeia florestal consolidada após mais de uma década de expansão da silvicultura.

Diferentemente das usinas de cana-de-açúcar, que podem utilizar o bagaço resultante da moagem como fonte de energia, as plantas tradicionais de etanol de milho precisam recorrer a fontes externas de biomassa para alimentar as caldeiras.

Entre os materiais utilizados estão cavacos e resíduos de madeira, principalmente de eucalipto. Também podem ser empregados outros resíduos florestais e agrícolas, dependendo da estrutura e da tecnologia de cada planta.

Com a expansão da indústria, a disponibilidade dessa matéria-prima passa a integrar a própria equação econômica dos novos projetos.

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A questão que começa a ganhar relevância para o produtor sul-mato-grossense é direta: o Estado terá madeira suficiente para acompanhar o crescimento das usinas de etanol de milho?

Na avaliação do analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, a resposta precisa considerar não apenas o volume total de florestas plantadas, mas também localização, produtividade, finalidade da madeira, contratos de fornecimento e custo logístico.

“O crescimento da indústria de etanol de milho amplia a demanda por biomassa e cria uma nova variável econômica para o setor. Não basta olhar apenas para a quantidade de madeira disponível no Estado. É preciso avaliar onde essa madeira está, qual é o seu custo de produção e transporte e quanto desse estoque poderá efetivamente ser destinado à geração de energia”.

Um estudo da Consultoria Agro do Itaú BBA estima que a capacidade instalada de etanol de milho no Brasil pode passar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões de litros em 2030. Em Mato Grosso, principal polo da atividade, a projeção é de crescimento de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.

No cenário analisado pelo banco, seriam necessários aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto para atender à demanda energética projetada para Mato Grosso em 2030, enquanto o Estado possui atualmente cerca de 165 mil hectares. A diferença potencial é de aproximadamente 218 mil hectares.

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Mato Grosso do Sul parte de outra realidade

Em Mato Grosso do Sul, a expansão da indústria ocorre sobre uma base florestal construída principalmente pela cadeia de celulose.

Dados utilizados pela Aprosoja/MS, por meio do projeto SIGA-MS, apontam 1,985 milhão de hectares de eucalipto na safra 2025/2026, área que vem crescendo nos últimos anos.

A concentração da indústria de celulose na região de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo contribuiu para a formação de uma cadeia de produção florestal, fornecedores, viveiros, colheita e transporte que já opera no Estado.

“Mato Grosso do Sul possui uma estrutura florestal que reduz o desafio inicial de abastecimento, mas isso não significa que a oferta seja ilimitada. A expansão das usinas pode aumentar a competição pela biomassa e, principalmente, alterar o preço do insumo em determinadas regiões”.

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A existência de madeira no Estado não significa que todas as usinas terão acesso ao insumo nas mesmas condições.

O transporte representa uma parcela importante do custo da biomassa. Por isso, a distância entre a floresta e a indústria pode determinar a viabilidade econômica do fornecimento.

Esse fator ganha importância à medida que novos projetos são instalados fora dos tradicionais pólos florestais.

“Em biomassa, a localização é fundamental. Uma floresta pode estar disponível no Estado, mas, se estiver distante da usina, o custo do transporte pode reduzir ou até eliminar a vantagem econômica desse fornecimento”, explica o analista.

A avaliação indica que municípios próximos aos corredores florestais e industriais tendem a ter uma dinâmica diferente de regiões mais distantes, o que torna necessário acompanhar a formação dos preços da madeira por microrregião.

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Novas usinas ampliam mercado para o milho

Para o produtor de milho, a expansão da indústria representa também uma mudança na dinâmica de comercialização.

A instalação de novas plantas cria compradores próximos às regiões produtoras e aumenta a capacidade de transformação do cereal dentro do próprio Estado.

Em Mato Grosso do Sul, a Inpasa já opera unidades em Dourados e Sidrolândia. A planta de Sidrolândia, após a ampliação autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), passou a ter capacidade anual de 800 milhões de litros de etanol, 480 mil toneladas de DDGS, 46 mil toneladas de óleo de milho e 465 GWh de energia elétrica renovável.

Os números mostram que o impacto econômico da indústria vai além da compra do milho. Os coprodutos, como DDGS e óleo de milho, também ampliam a integração com cadeias como pecuária e produção de ração.

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“A transformação do milho dentro do próprio Estado agrega novas possibilidades de comercialização e cria demanda por serviços, logística, energia e outros insumos. Para o produtor, o efeito precisa ser analisado considerando toda a cadeia, e não somente o preço pago pelo grão”, pontua.

Atvos amplia presença no mercado de etanol de milho

Outro movimento relevante ocorre em Nova Alvorada do Sul. Em julho de 2026, a Atvos iniciou a construção de sua primeira planta de etanol de milho no Estado, integrada à unidade Santa Luzia.

O projeto prevê capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano e produzir 273 milhões de litros de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG e 13 mil toneladas de óleo de milho. O investimento anunciado é superior a R$ 1 bilhão.

A estrutura será integrada às operações já existentes de cana-de-açúcar, bioeletricidade e biometano.

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É importante separar, nesse caso, as fontes de energia: a planta de biometano da Atvos, também em Nova Alvorada do Sul, utiliza vinhaça e torta de filtro, resíduos da produção de cana, e recebeu investimento superior a R$ 350 milhões.

A integração das diferentes atividades, porém, reforça uma tendência de aproveitamento múltiplo de matérias-primas e resíduos dentro dos complexos agroindustriais.

O ponto de atenção para os próximos anos

Apesar da estrutura florestal consolidada, Mato Grosso do Sul ainda não possui, até o momento, um estudo público equivalente ao levantamento realizado pelo Itaú BBA para Mato Grosso que dimensione especificamente um eventual déficit ou superávit de biomassa energética diante da expansão projetada do etanol de milho.

Por isso, a evolução da oferta e da demanda deverá ser acompanhada de perto.

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Para a Aprosoja/MS, três indicadores ganham importância nos próximos ciclos: a velocidade de implantação das novas usinas, o comportamento regional dos preços da biomassa e a distância entre as áreas florestais e os polos consumidores.

“O produtor precisa acompanhar esse movimento porque a expansão do etanol de milho pode gerar efeitos em diferentes mercados ao mesmo tempo: milho, madeira, terras, arrendamento, logística e coprodutos. A informação antecipada é importante para que as decisões sejam tomadas com base na realidade econômica de cada região”, conclui Raphael.

Com uma base florestal já estabelecida e uma indústria de biocombustíveis em expansão, Mato Grosso do Sul parte de uma condição diferente de outros estados do Centro-Oeste. O desafio agora é acompanhar o ritmo de crescimento da demanda e entender como essa nova dinâmica poderá alterar os custos, os preços e as oportunidades dentro da cadeia produtiva.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

soja fica à espera de mudanças que podem mexer com o comércio global

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O mercado de soja atravessou os últimos dias com oscilações voláteis, mas sem conseguir estabelecer uma direção clara. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), as cotações seguem lateralizadas, embora permaneçam em níveis firmes. No Brasil, os preços também sustentam patamares importantes, mas a liquidez diminuiu diante do avanço da comercialização da safra atual.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os agentes continuam atentos a fatores que possam definir os próximos movimentos dos preços. Enquanto isso, o mercado segue à espera de novos sinais para sair do intervalo observado nas últimas semanas.

No cenário internacional, os fortes volumes de exportações programadas pelos Estados Unidos continuam dando sustentação ao mercado. A colheita norte-americana também avança sem grandes problemas até o momento.

O clima, porém, começa a ganhar espaço nas avaliações dos agentes. A previsão de maiores volumes de chuva nas próximas semanas pode influenciar o ritmo dos trabalhos no campo e acrescentar um novo fator de volatilidade às cotações.

“A janela climática para as próximas semanas mostra maiores precipitações esperadas, sendo um ponto de atenção para o mercado”, observa Silveira.

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Encontro EUA-China

Outro fator que mantém os operadores em espera é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O mercado acompanha a possibilidade de mudanças nas relações comerciais entre os dois países, principalmente em relação às tarifas.

De acordo com Silveira, eventuais alterações nas tarifas poderiam provocar movimentos mais fortes nas cotações e até estimular uma recuperação dos preços.

Enquanto Chicago aguarda novos fatores capazes de definir uma direção, o mercado brasileiro apresenta poucas novidades. Os preços tiveram comportamento misto nos últimos dias, mas permaneceram dentro de uma faixa relativamente estreita.

As cotações continuam firmes, porém os negócios diminuíram. A comercialização avançou de forma significativa nos últimos dois meses, reduzindo a necessidade de novas vendas por parte dos produtores.

Outro fator é o elevado volume de soja já movimentado pelos portos brasileiros. Mais de 105 milhões de toneladas já passaram pelo sistema portuário, o que contribui para um mercado mais abastecido e com menor pressão imediata por novos negócios.

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“Por isso, os negócios foram mais limitados, enquanto o produtor vai mudando o foco para o plantio da safra nova”, aponta Silveira.

Com a comercialização da safra atual mais avançada, o mercado começa a dividir as atenções entre os estoques disponíveis, o desempenho das exportações norte americanas, o clima e as decisões comerciais entre Estados Unidos e China. Esses fatores devem continuar influenciando o comportamento da soja nas próximas semanas.

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Sustentabilidade

Ceema: Alta em Chicago e geopolítica impulsionam cotações da soja no Brasil – MAIS SOJA

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Nestes quase 30 dias em que estivemos ausentes deste comentário, o mercado da soja registrou importante elevação das cotações em Chicago. O bushel da oleaginosa passou de US$ 12,56 no dia 27/08 para US$ 13,28 no dia 21/09, tendo recuado um pouco após esta data, para fechar a quinta-feira (24) em US$ 13,16, contra US$ 13,19 uma semana antes. Destacando que a média de agosto chegou a US$ 11,98/bushel, com aumento de 0,17% sobre a média de julho, porém, neste momento estando longe dos preços praticados.

Este forte aumento em Chicago, além das especulações climáticas sobre a safra dos EUA, vem da pressão do preço do petróleo no mercado mundial, com o mesmo tendo atingido a pouco mais de US$ 100,00/barril neste período de setembro, devido a continuidade da guerra no Oriente Médio e da piora no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Aliás, na Europa existe um grande temor de que este último saia da região dos dois países em conflito e se espalhe pelo continente, resultando em uma guerra mais ampla e destruidora. Alguns analistas chegam a falar que o mundo estaria às portas da 3ª Guerra Mundial. Junta-se a isso a forte especulação dos Fundos em Chicago.

Dito isso, importante se faz alertar que o último relatório do USDA, sobre oferta e demanda, divulgado neste mês de setembro, não revelou perdas na futura safra de soja dos EUA cuja colheita iniciou neste mês de setembro. Ao contrário, o mesmo até aumentou a produção esperada, agora indicando uma colheita de 123,4 milhões de toneladas, com estoques finais estadunidenses em 8,4 milhões, com pequena baixa em relação a agosto. Já a produção mundial foi mantida em 442 milhões de toneladas e os estoques finais mundiais mantidos em 124 milhões. Por sua vez, mesmo com o aumento no preço mundial do petróleo, o óleo de soja, após atingir a 71,28 centavos de dólar por libra-peso no dia 10/09, recuou para 66,82 centavos no dia 24/09, sendo esta a quarta mais baixa cotação desde o dia 30 de junho em Chicago.

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Por sua vez, o farelo se manteve firme, atingindo a US$ 375,20/tonelada curta no dia 24/09, a mais alta cotação desde o dia 11 de julho de 2024. Enfim, lembrar que os Fundos estão muito comprados em Chicago devendo, assim que a ocasião se apresentar, iniciar um movimento mais amplo de correção, vendendo contratos, fato que pode pressionar para baixo as cotações dependendo da intensidade do movimento.

Por outro lado, os embarques de soja, pelos EUA, na semana encerrada em 17/09, chegaram a 759.200 toneladas, superando levemente as expectativas do mercado. Na comparação anual, o desempenho também foi superior, já que na mesma semana de 2025 haviam sido embarcadas 565.600 toneladas, o que representa crescimento de aproximadamente 34%. A China respondeu por 59% destes embarques.

Enquanto isso, a colheita da soja nos EUA atingia a 12% da área no dia 20/09, contra 8% na média histórica. De forma mais conjuntural, nesta semana os preços brasileiros da soja se mantiveram firmes, em alta. No Rio Grande do Sul, onde muitas praças estão sem cotação, a média semanal atingiu a R$ 141,72/saco. No final de agosto esta média estava em R$ 131,38. Ou seja, no período o saco de soja ganhou pouco mais de 10 reais junto ao produtor gaúcho. Nas demais praças nacionais o produto oscilou entre R$ 139,00 e R$ 145,00/saco. Um mês atrás os valores ficavam entre R$ 130,00 e R$ 140,00/saco. Ou seja, um aumento entre 5 e 9 reais por saco no período, dependendo da região do país. Auxiliou para isso a boa demanda pelo produto nacional, a relativa escassez do mesmo agora na entressafra, fato que elevou o prêmio nos portos (US$ 1,85/bushel para setembro, em Paranaguá), e a manutenção de um câmbio ao redor de R$ 5,15 por dólar.

No front externo, o mercado olha os resultados da nova reunião entre os presidentes da China e dos EUA. Xi Jinping chegou nesta quinta-feira (24) à capital norteamericana. Dentre os assuntos em discussão, existe a possibilidade de aumento nas compras de soja estadunidense pela China, fato que fortalece Chicago. Já no front interno, destaque para o início do plantio da nova safra de soja no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. No conjunto do país, 0,5% da área esperada havia sido semeada até o dia 18/09. Vale lembrar que no Mato Grosso, no momento, há umidade insuficiente no solo para um plantio adequado.

Enfim, embora os preços tenham perdido um pouco de fôlego nestes últimos dias, o produto posto nos portos segue com preços firmes. Para a soja disponível os mesmos seguem acima dos R$ 160,00/saco, enquanto a soja da safra 2026/27 continua trabalhando acima dos R$ 150,00 nos portos (R$ 155,00 para entrega em fevereiro e pagamento em abril, e R$ 151,00 para entrega em março, também com pagamento em abril).

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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