Sustentabilidade
Prognóstico climático para os meses de novembro, dezembro e janeiro no Brasil – MAIS SOJA

ANÁLISE CLIMÁTICA DE OUTUBRO
Em outubro de 2025, os maiores acumulados de chuva ocorreram no oeste da Região Norte e grande parte da Região Sul, com volumes que ultrapassaram 120 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo nessas áreas. No centro-norte da Região Nordeste e nordeste da Região Norte, menores acumulados de chuvas foram observados, reduzindo os níveis de umidade do solo. Já na parte central do Brasil, houve o retorno das chuvas em algumas áreas, mas ainda não foram suficientes para elevar os níveis de umidade da região.
Na Região Norte, os maiores volumes de chuva foram superiores a 150 mm sobre o Amazonas e no oeste do Acre. Volumes entre 40 mm e 100 mm ocorreram no restante da região, exceto no sul de Rondônia, nordeste do Pará e Amapá, onde os volumes foram inferiores a 40 mm, reduzindo a umidade do solo nestas áreas.
Grande parte da Região Nordeste teve acumulados de chuva abaixo de 50 mm, porém foram insuficientes para a recuperação do armazenamento hídrico no solo e avançar a semeadura dos cultivos de primeira safra sem irrigação. Somente no leste da Bahia e sul de Sergipe, os valores de chuva ultrapassaram os 70 mm.
Na Região Centro-Oeste, as chuvas apresentaram distribuição irregular, e os volumes ficaram abaixo de 100 mm. Os maiores acumulados foram registrados no noroeste e centro de Mato Grosso, além do sul de Mato Grosso do Sul, onde os totais superaram 120 mm. Este cenário contribuiu para a recuperação da umidade do solo em áreas pontuais, favorecendo a semeadura e o início do desenvolvimento da soja.
Na Região Sudeste, os acumulados de chuva foram acima de 120 mm no centro-sul de São Paulo e em grande parte do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em Minas Gerais, as chuvas ainda foram irregulares, não sendo suficientes para elevar os níveis de umidade do solo.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram acima de 150 mm no norte do Rio Grande do Sul, bem como, nas porções central e oeste de Santa Catarina e Paraná. Nas demais áreas, os acumulados variaram entre 70 mm e 100 mm. No geral, os volumes de chuva garantiram níveis de armazenamento de água no solo satisfatórios, favorecendo o manejo e o desenvolvimento das lavouras.
Em outubro, as temperaturas máximas foram acima de 32 °C nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, bem como no oeste da Região Sudeste. Em áreas da costa da Região Sudeste e na maior parte da Região Sul, os valores permaneceram abaixo de 30 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 20 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais, parte do Espírito Santo, leste de São Paulo e a Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.
1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA
Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 16 e 31 de outubro de 2025. Nesse período, registraramse valores entre -1 °C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 100°W e a linha de data, indicando a área de maior resfriamento das águas. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,8 °C em outubro. Esse comportamento indica um resfriamento significativo da região, configurando uma condição inicial para a formação do fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizado por desvios de TSM inferiores a -0,5 °C.


A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para o início do fenômeno La Niña durante o trimestre novembro, dezembro e janeiro de 2025/26, com probabilidade de 62% e persistência destas condições no próximo trimestre dezembro, janeiro e fevereiro de 2025/26, com uma probabilidade de 53%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO NOVEMBRO, DEZEMBRO E JANEIRO DE 2025/26
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas próximas ou acima da média na porção central da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste, bem como em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste. Nas demais localidades, são previstas chuvas abaixo da média, especialmente no oeste da região amazônica, sul da Região Nordeste e centro-sul da Região Sul. Ressalta-se que, as chuvas devem apresentar maior regularidade nos próximos meses, favorecendo a disponibilidade hídrica nesses locais.
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média no sudeste do Amazonas, parte central do Pará e sul de Tocantins, elevando os níveis de umidade do solo nestas localidades. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média, com destaque para a porção norte da Região Norte, bem como para a divisa do Amazonas com o Acre, Rondônia e sul do Pará.
Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e acima da média no centro-norte da região e abaixo da média nas porções central e sul da Bahia. Embora haja o retorno das chuvas nestas regiões, os níveis de umidade do solo ainda devem se manter baixos em novembro e dezembro, com recuperação prevista para janeiro, principalmente no oeste do Maranhão e da Bahia, bem como no sul do Piauí.
Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, o modelo do Inmet indica volumes próximos e acima da média, exceto em áreas do norte de Minas Gerais, sudeste de Mato Grosso do Sul e extremo-norte de Mato Grosso, onde as chuvas podem ficar abaixo da média. No geral, o cenário aponta para elevação dos níveis de umidade do solo ao longo dos próximos meses.
Em grande parte da Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média, exceto no centro-leste do Paraná e nordeste de Santa Catarina, onde são previstas chuvas próximas ou acima da média. No geral, os níveis de umidade do solo não deverão sofrer grande redução nos próximos meses, exceto na região centro-sul do Rio Grande do Sul, onde o armazenamento poderá ser mais baixo.
Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país, com temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Temperaturas acima 28 °C são previstas para o norte das Regiões Norte e Nordeste, bem como, no sudoeste de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul. No leste das Regiões Sudeste e Sul, as temperaturas podem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet (https://portal. inmet.gov.br).
Confira o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2025/2026 – 2° Levantamento completo, clicando aqui!
Fonte: Conab

Autor:Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2025/2026 – 2° Levantamento
Site: CONAB
Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.
O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.
A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.
Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.
O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.
Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.
Cotações de soja
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.
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Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.
Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.
Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.
Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.
Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.
Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.
Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.
Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.
Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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