Sustentabilidade
Milho/RS: Cultura apresenta desenvolvimento satisfatório e quadro fitossanitário estável no Estado – MAIS SOJA

A cultura do milho apresenta desenvolvimento satisfatório e quadro fitossanitário estável no Estado. As lavouras implantadas evoluem sob condições climáticas favoráveis, como adequada umidade do solo e alta luminosidade, o que têm contribuído para o vigor vegetativo e para o potencial produtivo das plantas. A grande amplitude térmica entre o dia e a noite também beneficiou o crescimento das plantas. A semeadura avança de forma significativa e, em grande parte das regiões produtoras, encontra-se em 83%.
As áreas mais adiantadas ingressam nas fases de floração (1 %) e de formação de grãos (4%). Nos cultivos semeados mais cedo, como na Região Noroeste, algumas lavouras iniciaram a maturação dos grãos. Já as áreas implantadas mais recentemente estão em fase vegetativa, recebendo os tratos culturais de rotina, como adubação nitrogenada de cobertura, controle de plantas daninhas e de pragas e aplicação preventiva de fungicidas.
A passagem de um ciclone extratropical em 07/11 gerou alerta entre os produtores, em razão do risco de acamamento de plantas em áreas cultivadas. Nas regiões da Campanha, Serra e nos Vales do Caí e do Taquari, os volumes de chuva e a intensidade dos ventos foram expressivos, mas não houve registro de danos relevantes às lavouras. No Médio Alto Uruguai, a ocorrência de granizo em 03/11 destruiu cerca de 1.500 hectares da cultura, e há necessidade de replantio das áreas.
A sanidade das lavouras está adequada. Foi efetuada aplicação preventiva de fungicidas e controle de plantas invasoras. Em locais onde há ocorrência de cigarrinha-do-milho e pulgões, a aplicação de inseticidas foi intensificada para evitar o aumento da população desses insetos. A aplicação conjunta de inseticidas e herbicidas têm sido adotada pelos agricultores para reduzir os custos de produção.
Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 g/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, 1% das áreas iniciou a floração, e o restante está em crescimento vegetativo. Em Cambará do Sul, São Francisco de Paula e São José dos Ausentes, a semeadura começou neste mês de novembro. De modo geral, as lavouras apresentam condição fitossanitária satisfatória.
Na de Erechim, 98% da área está em estádio vegetativo e 2% em floração. Na de Frederico Westphalen 4% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 24% em floração. O restante (2%) em enchimento de grãos. Há significativa incidência de cigarrinha-do-milho e de percevejo. O estado fitossanitário da cultura está adequado. Em Sarandi, Barra Funda e Novo Barreiro, os agricultores preparam as áreas destruídas pelo granizo no período anterior para nova semeadura.
Na de Ijuí, há aumento na incidência de cigarrinha-do-milho. Estão 89% das lavouras em estádio vegetativo, e 11% iniciaram a floração. Em Tenente Portela, 25% da área está em floração, e 15% entraram na fase de enchimento de grãos. Segue a aplicação preventiva de fungicidas nas lavouras.
Na de Pelotas, 30% da área foi semeada e apresenta adequada emergência.

Entre-Ijuís/RS.
Fotografia: Emater/RS-Ascar.
Na de Santa Rosa, 38% dos cultivos estão em floração, fase mais sensível para o déficit hídrico. Em relação ao aspecto fitossanitário, observou-se aumento no ataque de lagarta-do-cartucho, especialmente em híbridos mais suscetíveis, assim como problemas causados por pulgões, principalmente nas áreas semeadas mais cedo. Segue baixa a incidência de cigarrinha-do-milho.
Na de Soledade, 84% dos cultivos estão em crescimento vegetativo, e 13% iniciaram a floração. O restante entrou no estádio de enchimento de grãos. O avanço da colheita de fumo permitiu a liberação de áreas para o plantio de milho nesses locais. A condição fitossanitária das lavouras está satisfatória no momento.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,34%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 2,31 para R$ 2,52.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1993 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1893
Site: EMATER RS
Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Preços apresentam movimentos distintos dentre os estados – MAIS SOJA

Em janeiro, os preços do trigo apresentaram movimentos distintos dentre os estados acompanhados pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, os preços foram influenciados pelas diferentes condições de oferta e demanda. Enquanto em Santa Catarina e no Paraná as cotações cederam, pressionadas por liquidação de estoques, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, os valores estiveram mais firmes. No estado sulista, o bom fluxo das exportações deu suporte aos preços.
Em São Paulo, o movimento de avanço foi verificado pelo terceiro mês consecutivo e foi influenciado pela restrição vendedora. Levantamento do Cepea indica que, em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.158,92/tonelada em janeiro, recuos de 1,6% em relação a dezembro e de 18,3% em relação a janeiro/25 e o menor patamar real desde março/18 (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de dezembro/25).
No Paraná, a média mensal foi de R$ 1.178,66/t, baixa de 0,4% na comparação mensal e de 15,2% na anual e também a menor desde outubro/23, em termos reais. Já no Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.050,89/t em janeiro, a mais elevada em três meses, com avanço mensal de 1,4%, mas queda anual de 16,1%. Em São Paulo, o preço médio atingiu R$ 1.257,25/t em janeiro, avanço de 0,4% frente ao de dezembro, porém, recuo de 19,9% em relação a janeiro/25.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Algodão/MT: Semeadura alcança 67,75% da área estimada para este ciclo – MAIS SOJA

Em fev/26, o Imea divulgou o relatório de Oferta e Demanda do algodão de Mato Grosso para o ciclo 2025/26. Com as estimativas mantidas para o consumo interno do estado em 46,22 mil toneladas e para o fluxo interestadual em 606,43 mil toneladas, a demanda total foi projetada em 2,69 milhões de toneladas, representando aumento de 1,02% em relação à safra 2024/25.
Dentro desse volume, a projeção de exportações ficou estimada em 2,04 milhões de toneladas, retração de 1,67% frente à estimativa anterior. Ao mesmo tempo, com o ajuste
negativo na produção do ciclo, os estoques finais foram projetados em 815,21 mil toneladas, o que corresponde a uma redução de 13,94% no comparativo anual. Desse volume total, 701,42 mil toneladas devem estar comercializadas, porém deverão ser escoadas apenas para o ciclo seguinte.
Confira os principais destaques do boletim:
- PROGRESSO: a semeadura do algodão da safra 2025/26 em Mato Grosso avançou 19,94 p.p. na última semana, atingindo 67,75% até a última sexta-feira (30/01).
- QUEDA: o preço do óleo de algodão recuou 11,54% em relação à semana passada, influenciado pela menor demanda no mercado, o que reduziu o ritmo das negociações.
- REDUÇÃO: a paridade dez/26 registrou retração de 2,58% no comparativo semanal, ocasionada pela queda do dólar, em meio à incerteza gerada por movimentos geopolíticos.
O Imea divulgou a nova estimativa para a safra do algodão mato-grossense do ciclo 2025/26.
De acordo com o relatório, a área total de cultivo para a cotonicultura foi estimada em 1,42 milhão de hectares, redução de 0,83 % em relação à estimativa anterior e 8,06% no comparativo com a safra 2024/25.
Conforme apontado desde as primeiras projeções, parte dessa redução está ligada aos elevados custos de produção observados para a safra, o que tem pressionado a margem de rentabilidade do produtor. Considerando a produtividade média para o estado em 290,88 @/ha, a produção de algodão em caroço ficou em 6,21 milhões de toneladas, queda de 0,79% em relação à projeção anterior e redução de 15,13% no comparativo com o consolidado da safra 2024/25. Já a produção de pluma ficou prevista em 2,56 milhões de toneladas, redução de 0,79% ante a projeção anterior e 15,16% ante o estimado da safra passada.
Nesse contexto, o ritmo de semeadura e o comportamento climático ao longo do ciclo da cultura serão determinantes na definição da real produção da temporada.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
Milho/MT: Imea mantém area projetada em 7,39 mi de ha, 1,83% superior à temporada passada – MAIS SOJA

Em fev/26, o Imea manteve as estimativas para a safra de milho 25/26 em MT frente à divulgação anterior. A área permaneceu projetada em 7,39 mi de ha, 1,83% superior à temporada passada, sustentada pela maior demanda interna pelo cereal, e os avanços nas exportações do estado. Quanto à produtividade, o cenário é de incerteza, uma vez que as condições climáticas ao longo do ciclo serão determinantes para o desempenho final, motivo pelo qual o Instituto manteve como referência a média das últimas três safras, estimada em 116,61 sc/ha, 8,38% inferior ao observado no ciclo anterior, marcado por rendimento recorde.
Ademais, andamento da colheita da soja tem favorecido o progresso na semeadura do milho, que segue acima do registrado na safra passada, contudo a produtividade ainda apresenta incertezas, em função das variáveis ao longo do ciclo. Diante da manutenção da área e do rendimento, a produção de milho para a safra 25/26 em MT ficou estimada em 51,72 mi de t, queda de 6,70% ante a safra 24/25.
Confira os principais destaques do boletim:
- AUMENTO: com oscilações negativas no dólar norte-americano, a cotação em Chicago subiu 0,89% ante a última semana, e fechou na média de US$ 4,29/bu.
- REDUÇÃO: com a elevação no nível de oferta regional, em especial no sul do país, a precificação do milho na B3 retraiu 1,76% no comparativo semanal, e ficou na média de R$ 68,71/sc.
- RECUO: pautado pela manutenção das taxas de juros nos EUA e no Brasil, mantendo o diferencial de juros em favor do real, o dólar Ptax caiu 2,08% em relação à última semana.
Na última semana, o preço médio do milho disponível no estado fechou em R$ 46,66/sc, com recuo de 1,30% ante a semana anterior.
O movimento foi influenciado pela maior oferta no estado e por um mercado mais lento nas últimas semanas. A queda do dólar também reduziu a atratividade das exportações, limitando o suporte das vendas externas aos preços no mercado doméstico. No mercado interno, embora o setor de etanol de milho siga como um importante demandante, as indústrias operam, em sua maioria, com estoques mais confortáveis, o que reduz a necessidade de aquisições mais intensas no curto prazo.
Dessa forma, o ambiente de negócios seguiu menos aquecido, com menor volume de negociações. Para as próximas semanas, o mercado deve seguir atento aos desdobramentos do câmbio, à evolução da demanda industrial e ao avanço da semeadura do milho, que tende a reforçar as expectativas de oferta, fatores que podem influenciar pontualmente a formação dos preços no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade6 horas agoMilho/BR: Colheita avança e chega à 8,6% da área total – MAIS SOJA
Business20 horas agoBrasil já registra 144 casos de ferrugem asiática na safra 25/26
Sustentabilidade7 horas agoChicago fecha em baixa no trigo sob influência da ampla oferta global – MAIS SOJA
Sustentabilidade24 horas agoCNA, Embrapa e Epagri estimam perdas de US$ 25,8 bilhões provocadas pela cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA
Business11 horas agoEmbrapa usa satélites para mapear banana e pupunha e fortalecer a agricultura familiar
Sustentabilidade23 horas agoCasos de ferrugem-asiática em lavouras comerciais chegam a 260 na safra 2025/2026 – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoChicago fecha em baixa no milho seguindo queda do petróleo e dólar forte – MAIS SOJA
Featured20 horas agoPrimeira segunda-feira de fevereiro: preços de soja subiram ou caíram? Confira os números
















