Sustentabilidade
Componentes de rendimento ótimos para altas produtividades de soja – MAIS SOJA

A produtividade da soja pode ser compreendida como uma variável complexa sujeita a interferência direta e indireta de diversos fatores, os quais podem atuar de forma isolada ou em conjunto. Dentre os fatores relacionados a formação da produtividade da soja, destacam-se os componentes diretos (primários) e indiretos (secundários) da produtividade.
Os componentes primários são aqueles que, quando alterados, afetam diretamente a produtividade da soja. Já os componentes secundários, são aqueles que quando alterados, afetam os componentes primários (Zanon et al., 2018).
Dentre os principais componentes primários de produtividade da soja, destacam-se o número de plantas por área, o número de legumes por planta, o número de grãos por legumes e o peso de grãos. Já os principais componentes secundários da produtividade são a altura de plantas e o número de nós. Embora não afetem diretamente a produtividade da soja, os componentes secundários podem exercer influência sobre os componentes primários, afetando consequentemente a produtividade da cultura.
Juntos, esses componentes são responsáveis por compor a produtividade da soja. Mesmo variando entre cultivares e tipo de crescimento, número de legumes por metro, número de grãos por legume, peso de mil grãos e estatura de plantas são alguns dos componentes de produtividade mais relacionados ao aumento produtivo.
Estudos conduzidos pela Equipe FieldCrops demonstram que para elevadas produtividades, há valores agronômicos ótimos de número de grãos por legume (2,2), peso de mil grãos (207 g), estatura de planta (104 cm) e número de nós (18), sendo que, diante desses valores “ótimos” dos componentes de produtividade, pode-se inferir que em uma lavoura com 1836 legumes por m², 2,2 grãos por legume e peso de mil grãos de 207 g, há potencial para produzir 8,3 ton ha-1, o que corresponde a 139,3 sacas de soja por hectare (Tagliapietra et al, 2022).
Figura 1. Relação entre a produtividade de grãos (ton ha-1) e o número de legumes por m², número de grãos por legume, peso de mil grãos e altura de plantas em soja para cultivo irrigado (círculos azuis) e sequeiro (círculos amarelos).
Vale destacar que a interação entre genética, ambiente e manejo exerce influência direta sobre a produtividade da soja. Esses fatores, mesmo quando os componentes de produtividade estão em níveis considerados ideais, podem estar associados às lacunas de produtividade observadas em campo, limitando o pleno potencial produtivo da cultura. Segundo Tagliapietra et al. (2022), entre os fatores de maior impacto na redução da produtividade destacam-se a disponibilidade hídrica e nutricional (Figura 2), que contribuem significativamente para a diferença entre o potencial produtivo e a produtividade efetivamente alcançada (produtividade atual).
Figura 2. Fatores que definem o potencial de produtividade (azul), que limitam a produtividade alcançável (amarelo) e que reduzem a produtividade atual (vermelho) em relação ao nível e situação de produção.

Veja Mais: Impacto da perda dos cotilédones na produtividade da soja
Quer se tornar um expert em fisiologia vegetal?
Conheça a pós-graduação em Fisiologia e Manejo de Lavouras, um programa de especialização completo, com módulos exclusivos e diploma reconhecido pelo MEC.
Clique no banner abaixo e garanta sua vaga com a condição especial da Black +Soja
Referências:
TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.
ZANON, A. J. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2018.

Sustentabilidade
Produtores de algodão lançam iniciativa para fortalecer o manejo integrado de pragas e o combate a doenças nas lavouras – MAIS SOJA

Com o propósito de fortalecer o ambiente nacional de divulgação de pesquisas e iniciativas que vêm demonstrando eficácia no controle de pragas e doenças do algodoeiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza, na próxima quinta-feira,14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD.
O encontro reunirá especialistas, pesquisadores, consultores e representantes do setor produtivo para debater soluções voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos, à preservação das biotecnologias disponíveis no mercado e à redução dos custos de produção da cotonicultura brasileira.
Práticas sustentáveis na cotonicultura nacional
A realização do evento é parte do trabalho desenvolvido pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde a sua criação, em 2012, incentiva a adoção de práticas sustentáveis na cotonicultura nacional. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, “No ABR o manejo integrado de pragas é um tema prioritário por entendermos que o uso eficiente de insumos é estratégico para a cotonicultura nacional. As práticas fazem parte das exigências que os produtores participantes do programa devem cumprir”.
Carneiro ainda explica que o ABR acompanha as práticas utilizadas em campo com o objetivo de apoiar a adoção do manejo integrado de pragas, especialmente o uso de bioinsumos. “Em 2025, a Abrapa realizou um estudo com 470 fazendas certificadas pelo ABR e descobriu que 79,8% delas já fazem a utilização de bioinsumos no controle de pragas e doenças.”
Esse é terceiro workshop que a Abrapa e o ABR se dedicam ao tema. “Eventos como este são importantes para o compartilhamento de experiências e resultados aplicados na cultura do algodão em diferentes regiões do Brasil e até do mundo”, define o gerente.
Destaques da programação
A programação será dividida em três grandes blocos temáticos: manejo de bicudo e lagartas, manejo de doenças e uso de biológicos.
Ao longo do dia, os participantes acompanharão painéis técnicos sobre o cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas principais regiões produtoras do país, manejo integrado de pragas, destruição de soqueira, manejo de lagartas, fortalecimento do refúgio e estratégias para o controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.
O evento também abrirá espaço para discussões sobre o uso de ferramentas seletivas, biológicos e iniciativas colaborativas que contribuam para reduzir custos de produção e ampliar a eficiência no uso de insumos.
Entre os palestrantes confirmados estão especialistas de instituições como Embrapa Algodão, ESALQ, UFPel, UFRPE, Fundação Bahia, Fundação Chapadão, IMAmt e representantes do setor produtivo. O workshop contará ainda com participação de cotonicultores australianos e tradução simultânea português-inglês durante as apresentações e intervenções dos consultores convidados. O encerramento trará uma rodada de debates e um momento de networking entre os participantes.
Fonte: Assessoria
Sustentabilidade
Colheita do milho alcança 94% no RS com produtividade acima de 7,4 mil kg/ha – MAIS SOJA

A colheita de milho alcança 94% da área cultivada no Estado. A operação já foi finalizada em plantios realizados no período inicial e intermediário, conforme indicados noZoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). As áreas implantadas em período tardio ou em safrinha estão em enchimento de grãos (2%) e maturação (4%). As precipitações registradas em 07/05 interromperam temporariamente as operações de colheita em parte das regiões produtoras.
As produtividades se mantêm em níveis satisfatórios na maior parte das lavouras, apesar de perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas durante as fases críticas do ciclo, especialmente no Oeste do Estado.
As condições climáticas no primeiro decêndio de maio favoreceram o desenvolvimento das áreas remanescentes, especialmente em razão da adequada disponibilidade hídrica. De modo geral, as lavouras apresentam bom potencial produtivo para a época de implantação, apesar da redução no porte das plantas e da limitação parcial do rendimento, as quais foram afetadas pela restrição hídrica em fases anteriores.
As condições fitossanitárias estão apropriadas; há integridade de colmo e de espiga, o que favorece a manutenção da qualidade dos grãos em colheita. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/h
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita atinge cerca de 90% da área cultivada; 8% das lavouras se encontram em maturação; e o restante em enchimento de grãos, com potencial produtivo satisfatório para a época de semeadura. Em São Gabriel, os produtores participantes do Programa Milho 100% relataram bom desempenho das lavouras, com destaque para a sanidade foliar, de colmo e espiga. Em Bagé, os pequenos produtores realizam a dobra das plantas, visando acelerar a secagem e reduzir a incidência de fungos nos grãos.
Em Santana do Livramento, os ventos fortes, ocorridos em 07/05, ocasionaram tombamento de plantas em pontos isolados. Porém, não há risco de perdas significativas na colheita, que será realizada de forma manual ou mesmo mecanizada.
Na de Caxias do Sul, restam pequenas áreas a serem colhidas, principalmente em propriedades familiares da Serra e Hortênsias, onde é comum a colheita gradual, manual ou com máquinas de pequeno porte, e o armazenamento do grão em espiga ou a granel para consumo próprio.
Na de Pelotas, a colheita alcança 60%. As lavouras restantes se distribuem entre enchimento de grãos (14%) e maturação (26%). A produtividade média regional está em 4.809 kg/ha. As cerealistas da região retomaram o recebimento de milho para secagem e armazenamento, após interrupção para priorizar a operação na soja e no arroz.
Na de Santa Rosa, 3% estão em enchimento de grãos, 2% maduros e 95% colhidos. As produtividades seguem dentro das expectativas, variando entre 4.800 e 8.400 kg/ha em áreas de sequeiro e entre 10.800 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas. O milho safrinha está
predominantemente na fase de enchimento de grãos, favorecido pela boa umidade do solo.
Nas áreas destinadas à próxima safra, está sendo semeado mix de plantas de cobertura para incremento de matéria orgânica no solo. Na de Soledade, 75% foram colhidos. Nas áreas implantadas entre novembro e janeiro, predominam cultivos em enchimento de grãos (20%), além de 2% em maturação fisiológica e 3% em maturação de colheita. As condições de temperatura, umidade do solo e radiação solar continuam favoráveis ao desenvolvimento das lavouras tardias, promovendo evolução gradual do ciclo e definição dos componentes de rendimento.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,07%, de R$ 58,12 para R$ 58,08 em média no Estado.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Custos elevados e risco climático devem reduzir área de trigo no RS – MAIS SOJA

A cultura do trigo no Rio Grande do Sul se encontra em período de entressafra. Os produtores estão realizando as operações preparatórias para a implantação das lavouras, incluindo dessecação de plantas daninhas e manejo da cobertura vegetal do solo.
O cenário atual indica tendência de redução da área cultivada na próxima safra, influenciada por fatores econômicos, como a elevação dos custos de produção, principalmente fertilizantes, maior restrição ao crédito rural, cautela na contratação de seguro agrícola e limitação da cobertura dos instrumentos de mitigação de risco, especialmente em relação às perdas qualitativas do grão. Adicionalmente, os prognósticos de possível atuação de El Niño durante o inverno e a primavera ampliam a percepção de risco produtivo e contribuem para desestimular o plantio.
A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, iniciou o manejo das áreas para a implantação da cultura, especialmente nas com presença de plantas daninhas resistentes a herbicidas e necessidade de controle mais eficiente de azevém, cuja emergência está baixa até o momento. Em áreas antecedidas por plantas de cobertura, observa-se adequada proteção do solo. Continua a indefinição quanto à área a ser cultivada na próxima safra.
Na de Santa Rosa, observa-se tendência de redução de área cultivada em função das dificuldades de acesso ao crédito rural, limitações do Proagro e menor expectativa de rentabilidade em comparação a outras atividades produtivas. Em Santo Antônio das Missões, estima-se redução mínima de 30% da área cultivada em relação aos 21.000 hectares implantados na safra anterior. Parte dos produtores deverá optar pela implantação de mix de plantas de cobertura para a manutenção das áreas e supressão de plantas daninhas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,37%, passando de R$ 62,24 para R$ 63,09.
Fonte: Emater/RS
Business24 horas agoConsultoria estima produção superior a 40 bilhões de litros de etanol em 2026/27
Featured24 horas agoAdolescente de 13 anos e outros seis são detidos após execução em mata
Business23 horas agoProva piloto do 12º Censo Agro visita comunidade rural em Corumbá
Business6 horas agoConab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento
Sustentabilidade7 horas agoEmbrapa, Simbiose e Bioma levam inovação para reduzir dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados com a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo – MAIS SOJA
Sustentabilidade5 horas agoEm abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso9 horas agoAMAGGI adquire 40% da FS e fortalece presença no etanol de milho MT
Featured8 horas agoPolícia Civil qualifica 127 agentes para investigar crimes de gênero em Mato Grosso


















