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14 de maio de 2026

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Brasil estima colheita de 354,8 milhões de toneladas de grãos

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O Brasil colherá 354,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativa da Companhia Nacional Abastecimento (Conab). Em termos de área, a previsão para o atual ciclo é que o total utilizado para a produção seja de 84,4 milhões de hectares, o que corresponde a um crescimento de 3,3% na comparação com a safra anterior.

A segunda estimativa para a atual safra de grãos, divulgada nesta quinta-feira (13) pela Conab, indica que a produtividade média nacional ficará em 4,2 mil quilos por hectare.

A companhia, no entanto, alerta que as projeções podem variar, a depender das condições climáticas das regiões produtoras – o que inclui as áreas do sul onde ocorreram, recentemente, “eventos adversos”, bem como irregularidades pluviométricas no Mato Grosso e atraso de precipitações no Goiás.

Soja

No caso da soja, a Conab projeta um aumento de 3,6% na área a ser semeada, chegando a 49,1 milhões de hectares produzindo, segundo a estimativa, um total de 177,6 milhões de toneladas.

O plantio da oleaginosa segue “dentro da média dos últimos 5 anos, porém atrasado quando se compara com o percentual registrado em período semelhante da temporada anterior, com destaque para Goiás e Minas Gerais”, destacou a companhia ao informar que, nos dois estados, “não foram registrados índices de chuvas satisfatórios para o avanço da semeadura”.

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No Mato Grosso, o plantio segue em ritmo semelhante ao registrado na última safra.

“Porém, com a instabilidade climática registrada em outubro, a implantação da cultura não foi feita nas condições consideradas ideais, onde algumas áreas semeadas no início de outubro sentiram os efeitos de déficit hídrico, comprometendo a população de plantas por hectare e o estabelecimento inicial da oleaginosa”, detalha o levantamento.

Milho

A produção total estimada para as três safras de milho no período é 138,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o resultado representa uma redução de 1,6% na comparação com o ciclo anterior. Em termos de área cultivada, a Conab projeta um crescimento de 7,1%, na primeira safra.

“As baixas temperaturas ocorridas durante certos períodos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, retardaram a emergência e o desenvolvimento inicial da cultura, mas ainda sem interferir no potencial produtivo”, informou a Conab.

Algumas lavouras tiveram impactos negativos por conta de “intensas precipitações, fortes ventos e granizos ocorridos no início de novembro no Paraná, posteriores aos levantamentos realizados em campo”, acrescentou a companhia.

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Arroz e Feijão

O levantamento da Conab projeta um total de 11,3 milhões de toneladas de arroz a serem colhidas nesta temporada. O resultado é 11,5% menor do que o obtido na safra anterior. Segundo a companhia, essa queda decorre da diminuição da área de cultivo.

“No Rio Grande do Sul, principal estado produtor do grão, a semeadura alcança mais de 78% do previsto, apesar de em algumas áreas ter ocorrido atraso na operação, devido aos volumes de chuva que impediam a entrada de maquinário no campo”, destacou a Conab.

A colheita estimada para as três safras de feijão é 3,1 milhões de toneladas, volume que, segundo a Conab, é semelhante ao ciclo anterior. A primeira safra apresenta queda de 7,3% na área plantada, totalizando 841,9 mil hectares.

O total a ser produzido deve ficar em 977,9 mil toneladas, resultado 8% inferior ao obtido na safra passada.

“O plantio segue em andamento nos principais estados produtores, já concluído em São Paulo, Paraná com 91% e Minas Gerais com 44%”, destacou a Conab.

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Culturas de inverno

Com relação às culturas de inverno, a safra 2025 já se encontra em sua fase de colheita, tendo, na produção de trigo, o principal produto semeado. O segundo levantamento da Conab a safra de grãos indica 7,7 milhões de toneladas a serem colhidas.

As condições climáticas das principais regiões produtoras são consideradas “favoráveis” pela Conab, para as culturas

“Entretanto, a redução dos investimentos em insumos, especialmente fertilizantes e defensivos, tornou as lavouras mais suscetíveis a doenças e limitou o pleno aproveitamento do potencial produtivo, resultando em espigas menores e com menor número de grãos”, alerta a companhia.

“Vale destacar que no Paraná, as chuvas intensas, registradas no início de novembro, podem influenciar as lavouras que ainda permanecem em campo”, acrescentou.

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Pai de aluno suspeito de envolvimento em lista de “estupráveis” é denunciado por intimidação na UFMT

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Boletim de ocorrência foi feito por alunos após abordagem dentro da universidade

O pai de um estudante apontado como possível envolvido no caso da lista de alunas “estupráveis” da UFMT foi denunciado por ameaçar alunos dentro do campus da universidade, em Cuiabá. Segundo relatos registrados em boletim de ocorrência, ele teria afirmado que, caso o filho não se forme, “os demais também não vão se formar”.

O episódio aconteceu na quarta-feira (13) e foi comunicado à direção da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET). Conforme nota divulgada pela UFMT, câmeras de segurança registraram a abordagem. As imagens permanecem sob responsabilidade da instituição.

Após o caso, estudantes procuraram a Polícia Civil e formalizaram representação criminal. A universidade informou que também abriu comissão disciplinar para apurar os fatos tanto na FAET quanto na Faculdade de Direito, garantindo direito à defesa dos envolvidos.

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A investigação ocorre paralelamente ao inquérito que apura a criação de uma lista com nomes de alunas classificadas como “estupráveis”, denunciada no início de maio. O caso já é acompanhado pela Delegacia da Mulher e pelo Ministério Público de Mato Grosso.

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PM apreende armas, munições e fecha ponto de tráfico em Tangará da Serra

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Operação em dois bairros resultou na prisão de um casal de irmãos por tráfico e de um homem por posse ilegal de arsenal

Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional apreenderam, nessa quarta-feira (13.5), armas de fogo, 76 munições e 104 porções de drogas diversas durante abordagens no município de Tangará da Serra (252 km de Cuiabá). Nas ações, um homem foi detido por porte ilegal e um casal de irmãos foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

As equipes realizavam o patrulhamento tático e ostensivo no bairro Morada do Sol quando receberam informações da Agência Regional de Inteligência de que um homem estaria realizando disparos de arma de fogo em uma residência. Os policiais militares da 22ª Companhia Independente foram até o local e identificaram o suspeito, que estava acompanhado da esposa.

À PM, o homem negou ter realizado disparos, porém confessou que havia armas na casa para futura regularização dos armamentos. Durante buscas, foram localizadas duas espingardas de pressão, uma pistola calibre 6.35, uma pistola artesanal e 76 munições de calibres diversos.

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As equipes também encontraram dois socos ingleses. Aos fundos da casa, os policiais identificaram latas com marcas de disparos. Diante dos fatos, o suspeito e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Já no bairro Jardim Tarumã, as equipes receberam informações de que um homem estaria distribuindo cerca de 1,5 kg de entorpecentes acompanhado da sua irmã. Os policiais militares se deslocaram até o endereço, identificaram e abordaram a suspeita, que confirmou a denúncia.

Na casa, as equipes apreenderam 66 porções de substância análogas à maconha, 38 de cocaína, além de três aparelhos celulares, duas balanças de precisão e vários sacos ziplock para armazenamento dos entorpecentes.

Em seguida, os policiais militares localizaram o suspeito em uma bicicleta. O homem tentou fugir, mas foi abordado em seguida.

Ambos envolvidos foram encaminhados à delegacia para demais providências cabíveis sobre o caso.

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Com Assessoria 

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Preço da cesta básica chega a R$ 896 e quebra mais um recorde em Cuiabá

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O clima chuvoso e o prolongamento do fim da colheita da batata têm colaborado para os consecutivos aumentos da cesta básica em Cuiabá. As constantes altas no preço do produto ajudaram a elevar, mais uma vez, o custo da cesta, que atingiu R$ 896,80 nesta segunda semana de maio, quebrando um novo recorde.

Os dados obtidos pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também mostram que o valor atual está 6,39% maior em relação aos R$ 842,92 observados no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destaca o impacto climático no preço de alimentos sensíveis, como é o caso da batata.

“A continuidade da alta da cesta básica, que cada vez mais se aproxima dos R$ 900, reflete a persistência de pressões inflacionárias concentradas, principalmente, em alimentos sensíveis à sazonalidade e às condições climáticas.”

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O tubérculo segue com a maior variação entre os produtos da cesta básica, com alta de 18,79%, atingindo a média de R$ 8,34/kg na semana. Além disso, o preço também está 38,92% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo análise do IPF-MT, a reta final do período de colheita, somada aos registros de chuva em regiões produtoras, pode estar restringindo a oferta do produto, provocando a alta nos preços.

Wenceslau explica ainda que “mesmo com a estabilidade ou redução de preços em parte dos itens da cesta, as altas concentradas em produtos estratégicos continuam sustentando o avanço do preço médio da cesta básica”.

O arroz é um dos casos e apresenta acréscimo de 3,25%, chegando à média de R$ 5,12/kg. A alta pode estar associada à recuperação do mercado após desvalorizações anteriores, além da expectativa de uma safra menor, o que eleva a demanda pelo produto e pode gerar maior pressão sobre os preços.

Dentre os produtos com maiores variações de preço, a banana registra queda de 3,38% e atinge média semanal de R$ 8,16/kg. O tempo estável, com calor e baixo volume de chuvas nas plantações, favoreceu a produção, especialmente da variedade nanica, aumentando a oferta e contribuindo para a redução dos preços.

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O presidente da Fecomércio Mato Grosso reforça o reflexo dessas variações para o consumidor.

“Ainda que parte dos itens tenha apresentado estabilidade ou redução, o comportamento heterogêneo dos produtos não é suficiente para conter o avanço dos preços, intensificando a pressão sobre o poder de compra das famílias”, disse.

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