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4 de agosto de 2026

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Plantio de soja no Brasil alcança 58,4% da área prevista, segundo Conab

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O Brasil segue avançando no plantio da safra 2025/26 de soja. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país semeou 58,4% da área prevista. Em 2024, a área semeada era de 66,1%. Na semana anterior, o índice era de 47,1%, representando um avanço de 24% no período.

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Plantio de soja pelo país

Segundo a Conab, São Paulo lidera a semeadura no país com 95%, seguido por Mato Grosso com 90,1%, Mato Grosso do Sul com 86%, Paraná com 79%, Goiás com 43% e Tocantins com 39%.

Já a Bahia aparece com 30% da área semeada, Minas Gerais com 29,6%, Santa Catarina com 22%, Rio Grande do Sul com 17%, Piauí com 12% e Maranhão com 9%.

Condições das lavouras de soja

Em Mato Grosso, o plantio segue para a finalização e a maioria das lavouras apresenta boas condições. O retorno das chuvas também possibilitou forte avanço na semeadura em Mato Grosso do Sul.

No Paraná, as áreas também estão, em sua maioria, em boas condições, embora algumas tenham sido impactadas por fortes chuvas e granizo, exigindo replantio. Além disso, no Rio Grande do Sul, o plantio acelerou na última semana com o retorno das precipitações.

As chuvas das últimas semanas permitiram grande avanço no plantio em Goiás. Algumas áreas semeadas no início de outubro, porém, foram afetadas por veranicos e precisarão ser replantadas.

Em Minas Gerais, o plantio avança com o retorno das chuvas, mas áreas plantadas no início de outubro foram prejudicadas pela ausência de precipitações e devem passar por replantio.

No estado de Tocantins, o plantio foi retomado após o retorno das chuvas. Há relatos de replantio em diversas regiões por causa da estiagem de outubro.

Por fim, o avanço da semeadura na Bahia, Piauí e Maranhã acontece com o avanço da semeadura ocorre com o retorno das precipitações.

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Cabo da PM é morto a tiros durante aula de artes marciais em projeto social de Várzea Grande

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Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi morto por homem de 33 anos que invadiu a estrutura do 25º BPM; alunos imobilizaram o atirador até a chegada da polícia

O cabo da Polícia Militar de Mato Grosso Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros na noite desta sexta-feira (4), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O militar ministrava aulas de lutas marciais em um projeto social ligado ao 25º Batalhão da Polícia Militar quando foi surpreendido pelo atirador.

Conforme a PM, um homem de 33 anos invadiu a estrutura comunitária e efetuou múltiplos disparos contra o policial. O cabo Aragão foi socorrido e levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Logo após o crime, os próprios alunos que participavam do treino reagiram, imobilizaram o agressor dentro do prédio e acionaram a polícia. Uma equipe da PM realizou a prisão e o atirador foi encaminhado à Central de Flagrantes de Várzea Grande. A Polícia Judiciária Civil investiga se a motivação do crime foi passional.

O comandante do 2º Comando Regional da PMMT, coronel Ricardo Mendes, lamentou a perda. “É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão”, declarou.

As informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente.

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Digitalização da admissão reduz custos operacionais; entenda

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Processos eletrônicos diminuem etapas manuais, organizam o fluxo de documentos e ajudam o RH a conduzir admissões com maior eficiência administrativa

A admissão de um novo colaborador envolve uma sequência de procedimentos que passa pela coleta de documentos, preenchimento de cadastros, assinatura de contratos, comunicação entre diferentes setores e organização das informações necessárias para o início das atividades.

Quando essas etapas são realizadas de forma manual, é comum que o processo exija conferências repetidas, impressão de documentos e trocas constantes de e-mails ou mensagens. A digitalização da admissão reorganiza esse fluxo ao concentrar as atividades em plataformas eletrônicas.

Mais do que substituir o papel por arquivos digitais, esse modelo altera a forma como as informações circulam dentro da empresa. Documentos podem ser enviados por meios eletrônicos, assinaturas podem ocorrer em ambiente digital quando aplicável, e o acompanhamento das etapas passa a acontecer em um único sistema. Essa reorganização reduz tarefas administrativas repetitivas e contribui para diminuir custos relacionados à operação do processo admissional.

Menos etapas manuais ao longo do processo

Em um fluxo tradicional, o Recursos Humanos costuma dedicar parte do tempo à conferência de documentos enviados em diferentes formatos, atualização de planilhas, arquivamento físico e comunicação com gestores para confirmar pendências.

Com a digitalização, muitas dessas atividades passam a ser centralizadas em uma plataforma de admissão. O colaborador encaminha os documentos por meio do sistema, acompanha solicitações pendentes e recebe orientações sobre as próximas etapas. Ao mesmo tempo, o RH consegue verificar quais informações já foram recebidas e quais ainda aguardam envio.

Essa organização reduz a necessidade de repetir contatos para solicitar documentos ou confirmar recebimentos, tornando o acompanhamento do processo mais objetivo.

Redução do uso de papel e armazenamento físico

Outro impacto está relacionado aos materiais utilizados durante a admissão. Contratos, formulários, fichas cadastrais e outros documentos que antes eram impressos podem, dependendo da natureza do documento e dos requisitos legais aplicáveis, ser produzidos, assinados e armazenados em formato eletrônico.

Essa mudança reduz despesas com impressão, cópias, transporte de documentos e arquivamento físico. Também facilita a localização de informações quando há necessidade de consultar registros admissionais, já que os arquivos permanecem organizados dentro da plataforma utilizada pela empresa.

Além da economia de materiais, a digitalização simplifica o gerenciamento do acervo documental, especialmente em organizações com grande volume de admissões ao longo do ano.

Comunicação entre áreas se torna mais organizada

A contratação de um novo colaborador envolve diferentes setores além do Recursos Humanos. Tecnologia da Informação, departamento pessoal, financeiro, gestor da área contratante e equipes responsáveis pela infraestrutura costumam participar da preparação para o início das atividades.

Quando essas etapas são registradas em uma plataforma integrada, cada responsável acompanha as tarefas sob sua responsabilidade e atualiza o andamento do processo diretamente no sistema. Isso reduz a dependência de controles paralelos e facilita a visualização das atividades já concluídas e das que ainda precisam ser executadas.

Esse acompanhamento também contribui para evitar retrabalho decorrente da falta de alinhamento entre as áreas envolvidas.

Tempo administrativo pode ser direcionado para outras atividades

A redução de custos operacionais não está relacionada apenas à diminuição de despesas com materiais. Parte desse ganho decorre da simplificação das rotinas administrativas.

Quando o RH dedica menos tempo à organização manual de documentos, conferências repetidas e atualização de controles paralelos, a equipe pode concentrar esforços em atividades relacionadas ao acompanhamento da integração dos novos colaboradores, organização de treinamentos, apoio às lideranças e planejamento de processos internos.

Esse aproveitamento mais eficiente do tempo contribui para uma gestão administrativa mais organizada, sem alterar as responsabilidades relacionadas ao cumprimento das exigências legais aplicáveis ao processo admissional.

A digitalização da admissão reduz custos operacionais ao reorganizar o fluxo de documentos, diminuir tarefas manuais, reduzir o uso de materiais físicos e facilitar a comunicação entre as áreas envolvidas na contratação. Quando integrada às rotinas do Recursos Humanos, essa forma de conduzir admissões oferece maior previsibilidade ao processo, melhora o acompanhamento das etapas e contribui para uma administração mais eficiente desde o início da relação de trabalho.

 

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Agro Mato Grosso

Em Jaciara, Celestino Piotto continua legado familiar e cultiva paixão de alimentar o mundo

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Aos 60 anos, o produtor rural de Jaciara carrega a história iniciada pelo avô e encontra na agricultura uma missão de vida que atravessa gerações

Muito antes de assumir a administração da propriedade rural em Jaciara, a trajetória de Celestino Piotto já havia começado pelas mãos do avô, que chegou à região no ano de 1950 acreditando no potencial da terra mato-grossense. Nove anos depois, parte da fazenda foi loteada para incentivar a colonização da região, ajudando a formar uma comunidade de produtores que, assim como a família Piotto, enxergavam no campo a oportunidade de construir uma vida.

Foi nesse ambiente que Celestino cresceu, enquanto o pai, vindo do interior de São Paulo, trazia consigo a experiência adquirida nas lavouras de café e os avós dedicavam-se à pecuária. Aos poucos, a família abriu novas áreas, formou pastagens, criou gado e iniciou o cultivo agrícola. O trabalho se tornou parte da rotina e, naturalmente, da identidade familiar.

Mesmo durante o período em que estudava em Cuiabá, nunca deixou de voltar para a fazenda nas férias. “Eu estudava em Cuiabá, mas nas férias de julho e de dezembro estava sempre aqui. Ficava junto do meu pai o tempo todo, acompanhando o trabalho. Sempre gostei disso.”

A decisão de permanecer no campo veio de forma espontânea. Em 1985, ao concluir os estudos, retornou definitivamente para a propriedade. O pai continuou cuidando das questões burocráticas, enquanto Celestino e o irmão passaram a conduzir as atividades da fazenda. Anos depois, o irmão mudou-se para Vila Bela da Santíssima Trindade, e Celestino permaneceu à frente do negócio da família. “Nunca pensei em desistir. Jamais. Isso aqui sempre foi a minha vida”, comenta.

Mais do que um local de trabalho, a fazenda representa a continuidade de uma história construída por várias gerações. Uma responsabilidade que, segundo ele, vai além da administração da propriedade, mas trata-se de preservar um legado. Para Celestino, esse legado nasce dentro de casa.

“Meu pai e minha mãe são o nosso esteio. São eles que nos ensinaram os valores que carregamos até hoje. A gente se espelha neles em tudo. Depois vem a família que construímos, a esposa, os filhos; é isso que dá sentido para continuar”, afirma.

Casado há 34 anos, ele divide a vida com a esposa e celebra a trajetória das três filhas: uma nutricionista, uma gastrônoma e a caçula, que cursa Medicina. Embora nenhuma delas esteja diretamente ligada à produção rural, Celestino fala da sucessão com naturalidade e esperança. “Minha mãe sucedeu meu avô, eu sucedi meus pais e agora precisamos fazer a sucessão para frente. Esse é o caminho. É assim que o legado continua.”

Ao olhar para trás, percebe que o amor pela agricultura nunca esteve ligado apenas ao trabalho. Está relacionado ao propósito que encontrou na atividade.  “Eu sinto muito orgulho de ser produtor rural. O planeta depende de nós. Assim como dependemos da chuva para produzir, as pessoas dependem daquilo que sai da nossa terra. Se a gente não produzir alimento, ele não aparece na gôndola do supermercado, nem dentro do freezer. Alguém precisa colocar a mão na massa, plantar e colher.”

Essa consciência faz com que veja a agricultura como uma das atividades mais essenciais para a humanidade. “Acho que, depois de Deus, o nosso maior compromisso é produzir alimentos. Todo mundo depende disso. Sem a agricultura, não existe vida.”

A fé também ocupa um lugar central na sua caminhada. É ela que fortalece o produtor diante das incertezas naturais da atividade e o lembra diariamente do verdadeiro significado do trabalho. Para Celestino, prosperar nunca significou acumular riquezas. “Nosso objetivo não é ser melhor do que ninguém ou enriquecer a qualquer custo. É prosperar, trabalhar com dignidade e alcançar nossos objetivos fazendo o que é certo.”

Ao longo das décadas, a Aprosoja Mato Grosso passou a fazer parte dessa caminhada. Segundo ele, a entidade se tornou uma importante aliada ao oferecer informações e suporte técnico que permitem ao produtor dedicar mais tempo ao que realmente importa: produzir.

“Ou a gente trabalha na fazenda ou cuida da burocracia. A Aprosoja MT ajuda justamente nisso. Quando precisamos de informações sobre logística, armazenagem ou outros assuntos importantes para o setor, ela já disponibiliza essas ferramentas. Isso facilita muito o nosso trabalho.”

Histórias como a de Celestino Piotto mostram que a agricultura não é feita apenas de máquinas, lavouras e números. Ela é construída por pessoas que transformam trabalho em propósito, preservam o legado de suas famílias e fazem da produção de alimentos um compromisso diário com toda a sociedade. É esse espírito que faz a diferença no campo e inspira as próximas gerações de produtores rurais.

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