Connect with us
20 de setembro de 2026

Business

Plantas em alerta: elicitores no auxílio à defesa para lavouras mais produtivas

Published

on

Entendimento de como microrganismos acionam resistência das plantas ao estresse biótico abre caminho para lavouras mais produtivas e sustentáveis

A agricultura moderna enfrenta desafios crescentes, com perdas significativas na produtividade causadas por doenças e pragas. Patógenos como fungos, bactérias e vírus são responsáveis por uma parcela considerável dessas perdas, forçando os produtores a investirem intensamente no controle químico.

Contrariando a percepção comum, as plantas apresentam uma defesa secreta contra patógenos. Ao longo de milhões de anos de coevolução com microrganismos, as plantas desenvolveram um sofisticado sistema imunológico, capaz de reconhecer invasores e ativar uma série de mecanismos de defesa. Este “sistema imunológico” vegetal é a chave para a sobrevivência das plantas em ambientes hostis e representa uma fronteira promissora para a inovação agrícola.

A indução de resistência é um mecanismo fundamental para as plantas se defenderem de patógenos e insetos. Isso significa que, após um contato inicial com microrganismos (benéficos ou patogênicos) ou substâncias específicas (elicitores), a planta se torna mais resistente a ataques ou infecção subsequentes. É como se a planta desenvolvesse um “estado de alerta”, permitindo-lhe reagir de forma mais rápida e intensa quando uma ameaça real se manifesta.

Essa ferramenta promove resistência a doenças e aumenta a produção de compostos de interesse, sendo fundamentais para o manejo sustentável. As plantas possuem mecanismos para resistir localmente à infecção, incluindo a imunidade desencadeada por padrões moleculares (PTI) e a imunidade desencadeada por efetores (ETI).

Ainda, possuem dois tipos de imunidade vegetal sistêmica, conhecidos como Resistência Sistêmica Adquirida (SAR) e Resistência Sistêmica Induzida (ISR). Estes mecanismos se relacionam entre si, mas cada um tem um sinalizador (gatilho), uma via e alcance distintos. Com base nesses mecanismos, destacamos como eles funcionam e como o uso de elicitores pode ser uma ferramenta valiosa no manejo integrado de doenças.

Advertisement

SAR x ISR: vias de resistência

A resistência sistêmica das plantas a patógenos pode ser obtida por duas vias principais. A primeira é a Resistência Sistêmica Adquirida (SAR), que depende do contato direto da planta com o patógeno. Após a infecção, a planta desenvolve uma espécie de “memória imunológica”. Este tipo de resistência requer ácido salicílico, de modo que as regiões infectadas enviam sinais para as partes ainda saudáveis, ativando defesas naturais e preparando todo o organismo contra futuros ataques.

Um dos mecanismos característicos da SAR é a resposta hipersensível, em que, no ponto da infecção, ocorre a morte celular programada. Neste caso, ocorre o isolamento do patógeno, impedindo que ele se mova para outros órgãos da planta, já que não encontra mais tecidos vivos com vasos condutores para se espalhar.

Além disso, a SAR ativa genes relacionados à patogênese, que estimulam a produção de enzimas e proteínas com ação direta contra fungos e bactérias. Esse tipo de resistência é especialmente importante contra patógenos biotróficos, que precisam de células vivas para completar seu ciclo.

A segunda via é a Resistência Sistêmica Induzida (ISR), que não depende da infecção, mas sim da interação da planta com microrganismos benéficos do solo, como rizobactérias. Esses organismos funcionam como elicitores, e o estabelecimento da ISR depende da sensibilidade da planta aos hormônios ácido jasmônico e etileno. Dessa forma, a planta entra em um estado de alerta, conhecido como “priming”, ficando preparada para responder mais rápido e de forma robusta a futuros ataques.

As defesas acionadas pela ISR incluem a produção de enzimas como quitinases e glucanases, que degradam a parede celular de fungos e oomicetos; e peroxidases, que reforçam as paredes celulares por meio da lignificação, criando barreiras físicas contra a penetração de patógenos; além da liberação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de metabólitos secundários com ação antimicrobiana.

Advertisement

PTI x ETI: camadas da imunidade

O reconhecimento de uma ameaça é o primeiro e crucial passo na ativação da imunidade vegetal. As plantas possuem uma rede complexa de receptores, localizados tanto na superfície celular quanto no interior das células, que são especializados em detectar elicitores. Existem dois grandes sistemas de reconhecimento que operam em camadas distintas.

A primeira linha de defesa, é conhecida como imunidade desencadeada por Pamp (PTI). Ela é ativada quando receptores reconhecem padrões moleculares típicos de patógenos (Pamps) ou de microrganismos (Mamps), como a quitina fúngica, a flagelina bacteriana e os polissacarídeos. Essa resposta pode ser acionada por estímulos endógenos que estão associados a danos (Damps) (Figura 1). Exemplos incluem a flagelina bacteriana (reconhecida pelo receptor FLS2) e a quitina fúngica. A PTI é uma resposta basal, rápida e de baixa intensidade, mas eficaz contra a maioria dos potenciais patógenos.

<b>Figura 1</b> - Esquema do mecanismo de defesa dos elicitores. Durante a infecção, padrões moleculares associados a patógenos (Pamps), como harpina e quito-oligossacarídeos (COS), são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs). Isso ativa a via de MAP quinases e fatores de transcrição WRKY, regulando genes de defesa. As respostas incluem fortalecimento da parede celular, resposta de hipersensibilidade (HR) e produção de espécies reativas de oxigênio (Eros) e óxido nítrico (ON). Também ocorre ativação de cinases de membrana (RLKs) e liberação de fitohormônios como etileno, ácido jasmônico (JA) e ácido salicílico (SA), que estimulam vias de sinalização, genes PR antimicrobianos e a propagação do sinal por toda a planta. Fonte: Anil; DAS; Podile, 2014
Figura 1 – Esquema do mecanismo de defesa dos elicitores. Durante a infecção, padrões moleculares associados a patógenos (Pamps), como harpina e quito-oligossacarídeos (COS), são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs). Isso ativa a via de MAP quinases e fatores de transcrição WRKY, regulando genes de defesa. As respostas incluem fortalecimento da parede celular, resposta de hipersensibilidade (HR) e produção de espécies reativas de oxigênio (Eros) e óxido nítrico (ON). Também ocorre ativação de cinases de membrana (RLKs) e liberação de fitohormônios como etileno, ácido jasmônico (JA) e ácido salicílico (SA), que estimulam vias de sinalização, genes PR antimicrobianos e a propagação do sinal por toda a planta. Fonte: Anil; DAS; Podile, 2014

A segunda linha de defesa é conhecida como imunidade desencadeada por efetores (ETI). Patógenos mais virulentos desenvolveram a capacidade de suprimir a PTI, injetando moléculas chamadas efetores dentro das células vegetais (Figura 1). Em resposta, as plantas desenvolveram uma segunda linha de defesa, mais robusta, mediada por proteínas R (Resistência). Essas proteínas R, frequentemente localizadas no citoplasma, reconhecem diretamente ou indiretamente os efetores patogênicos, desencadeando uma resposta imune mais intensa, que muitas vezes inclui a morte celular programada (Resposta de Hipersensibilidade – HR) no local da infecção, para conter a disseminação do patógeno. Normalmente, a ETI pode gerar uma SAR.

Receptores: sensores que iniciam resposta

Para que a planta possa ativar suas defesas, ela precisa primeiro perceber que há uma ameaça. Essa percepção é realizada por receptores, localizados tanto na superfície externa das células vegetais quanto em seu interior.

Esses receptores funcionam como “antenas” altamente especializadas, capazes de captar sinais específicos que indicam a infecção ou o ataque, iniciando a cascata de sinalização. Um dos tipos mais importantes são os receptores de reconhecimento de padrões (PRRs) que são divididos em Receptor-Like Kinases (RLKs) e Receptor-Like Proteins (RLPs). Eles estão situados na membrana plasmática e são responsáveis por detectar Pamps, Mamps, Damps e Hamps (padrões associados à herbivoria), desencadeando a defesa da planta.

Um exemplo clássico é o receptor FLS2 (RLKs), que reconhece a flagelina, uma proteína presente no flagelo de muitas bactérias. Ao detectar a flagelina, o FLS2 desencadeia uma série de eventos intracelulares que alertam a planta para a presença bacteriana.

Advertisement

Os NRLs (receptores com domínio de ligação a nucleotídeos e repetições ricas em leucina) são a principal classe de receptores intracelulares responsáveis por detectar efetores de patógenos dentro das células vegetais, desencadeando respostas imunes potentes e específicas. Ativam a segunda linha de defesa (ETI), reconhecem efetores que escapam da detecção por PRRs de membrana e desencadeiam respostas como morte celular programada (hipersensibilidade).

Peptídeos sinalizadores

Uma vez que um receptor detecta uma ameaça, essa informação precisa ser transmitida e amplificada dentro da planta para que uma resposta de defesa adequada seja montada. É aqui que entram os peptídeos sinalizadores, comunicando o estado de perigo entre as células e os tecidos da planta.

Os peptídeos sinalizadores não atacam o patógeno diretamente. Eles ativam os mecanismos naturais de defesa da planta, como produção de fitoalexinas, reforço da parede celular e expressão de genes protetores, preparando-a para resistir melhor às doenças e manter produtividade com mais eficiência e segurança.

Peptídeo flg22 em plantas

Entre os Mamps mais bem estudados, está o flg22, um peptídeo de 22 aminoácidos derivado da proteína flagelina bacteriana, proteína que compõe os flagelos bacterianos – estruturas responsáveis pela locomoção dessas células. Quando fragmentos como o flg22 entram em contato com a planta, eles são rapidamente reconhecidos pelo receptor FLS2, localizado na membrana celular.

Figura
2 - O peptídeo flg22 é reconhecido pelo receptor FLS2, em conjunto com BAK1 e
BIK1, ativando uma série de respostas de defesa na planta, como a produção de
ROS, mudanças na expressão gênica e a síntese de hormônios e fitoalexinas.
Flg22 - peptídeo derivado da flagelina bacteriana. FLS2 – FLAGELLIN-SENSING 2
(receptor do flg22). BAK1 – BRI1-ASSOCIATED RECEPTOR KINASE 1 (correceptor de
FLS2). MAPKs – Mitogen-Activated Protein Kinases (cascata de proteínas quinases
ativadas por mitógenos). EROs – Espécies reativas de oxigênio. RBOHD –
Respiratory Burst Oxidase Homolog D (NADPH oxidase envolvida na produção de
EROs. Adaptado de Sanguankiattichai et al. (2022)&nbsp; &nbsp;&nbsp;
Figura 2 – O peptídeo flg22 é reconhecido pelo receptor FLS2, em conjunto com BAK1 e BIK1, ativando uma série de respostas de defesa na planta, como a produção de ROS, mudanças na expressão gênica e a síntese de hormônios e fitoalexinas. Flg22 – peptídeo derivado da flagelina bacteriana. FLS2 – FLAGELLIN-SENSING 2 (receptor do flg22). BAK1 – BRI1-ASSOCIATED RECEPTOR KINASE 1 (correceptor de FLS2). MAPKs – Mitogen-Activated Protein Kinases (cascata de proteínas quinases ativadas por mitógenos). EROs – Espécies reativas de oxigênio. RBOHD – Respiratory Burst Oxidase Homolog D (NADPH oxidase envolvida na produção de EROs. Adaptado de Sanguankiattichai et al. (2022)    

Esse reconhecimento funciona como um sinal de que há um microrganismo presente e coloca a planta em estado de defesa (Figura 2). A partir daí, diferentes respostas são disparadas em sequência: alterações nos níveis de cálcio (Ca²⁺) dentro das células, ativação de enzimas sinalizadoras como as MAPKs, produção de fitoalexinas e reforço da parede celular com calose, além do fechamento dos estômatos. Entre essas respostas, destaca-se a chamada explosão oxidativa, caracterizada pelo acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs) e óxido nítrico (NO), que ajudam a conter a infecção e ainda sinalizam outras células a se prepararem. Esse exemplo mostra como um simples fragmento proteico é capaz de acionar uma rede complexa de defesas nas plantas.

Resultados LUMINUS

De acordo com informações da UPL Brasil, oficialmente registrado no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) LUMINUS se destaca como o único produto no mercado desenvolvido com base no componente flg-22, um inovador indutor de defesa vegetal. Sua exclusiva tecnologia de síntese e formulação permite a aplicação foliar direta, garantindo resultados comprovados no controle de doenças foliares em soja e milho (Figura 3, 4 e 5). LUMINUS representa um marco na agricultura moderna, unindo ciência, inovação e sustentabilidade para fortalecer as plantas de forma natural e eficaz.

Advertisement
<b>&nbsp; Figura 3</b> - Área abaixo da curva de progresso de&nbsp;Septoria glycines&nbsp;e&nbsp;Cercosposa&nbsp;spp., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 5 Ensaios em diferentes localidades - Rio Verde - GO 2 ensaios, Luís Eduardo Magalhães – BA, Dourados – MS, Conchal – SP. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan&nbsp; (p&lt;0,05).&nbsp; Programa de Aplicação&nbsp; - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha&nbsp; aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol&nbsp; aos 30 DAE (tratamento 5)&nbsp;&nbsp;
  Figura 3 – Área abaixo da curva de progresso de Septoria glycines e Cercosposa spp., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 5 Ensaios em diferentes localidades – Rio Verde – GO 2 ensaios, Luís Eduardo Magalhães – BA, Dourados – MS, Conchal – SP. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p<0,05).  Programa de Aplicação  – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)  
<b>Figura 4 </b>- Área abaixo da curva de progresso de Corynespora cassiicola., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 3 Ensaios em diferentes localidades  Rio Verde - GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p&lt;0,05). Programa de Aplicação  - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)
Figura 4 – Área abaixo da curva de progresso de Corynespora cassiicola., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 3 Ensaios em diferentes localidades Rio Verde – GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan (p<0,05). Programa de Aplicação – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol aos 30 DAE (tratamento 5)
<b>Figura 5 - </b>Produtividade (sacas/ha) e % de incremento em relação a Testemunha. safra 2024/25. Média de 6 Ensaios em diferentes localidades  Rio Verde - GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT, Dourados – MS, Conchal –SP,  Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p&lt;0,05). Programa de Aplicação  - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)
Figura 5 – Produtividade (sacas/ha) e % de incremento em relação a Testemunha. safra 2024/25. Média de 6 Ensaios em diferentes localidades Rio Verde – GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT, Dourados – MS, Conchal –SP, Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan (p<0,05). Programa de Aplicação – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol aos 30 DAE (tratamento 5)

Considerações finais

As plantas contam com um sistema imune sofisticado e multiestratificado, capaz de reconhecer patógenos, ativar sinalizações complexas e desencadear respostas locais e sistêmicas. O avanço no entendimento desses mecanismos abriu caminho para soluções aplicadas diretamente no campo, como os elicitores, que ativam as defesas vegetais de forma segura e compatível com insumos químicos, permitindo sua integração ao manejo integrado de pragas e doenças.

O Brasil, líder mundial no uso de bioinsumos, vem convertendo esse conhecimento em produtos comerciais, que reduzem a dependência de defensivos químicos, diminuem a pressão de seleção sobre patógenos e agregam sustentabilidade aos sistemas produtivos.

Camila Ferreira de Pinho,
Rita de Cássia Silva,
Lucas Rêgo Mendonça Marinho,
UFRRJ;
Gabriela de Souza da Silva,
Halina Schultz,
Metabolic Biosolutions;
Diego Henrique Mendes Costa,
gerente de Pesquisa e Desenvolvimento UPL;
Edson Sentinello,
pesquisador Global Fungicidas UPL

Continue Reading
Advertisement

Business

Conab diz que Brasil será, mais uma vez, o maior provedor de soja do mundo; quanto a produção deve crescer em 26/27?

Published

on


Divulgação Embrapa Soja

O mercado da soja teve uma semana marcada por projeções importantes para a safra 2026/27. No Brasil, a primeira estimativa oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para um crescimento mais moderado da produção da oleaginosa. No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao elevar a previsão para a safra norte-americana.

A Conab projeta produção de 181,64 milhões de toneladas de soja para a safra 2026/27, avanço de 0,7% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve crescer 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média está calculada em 3.683 quilos por hectare, recuo de 0,8%.

Apesar do crescimento mais moderado, a soja continua entre as principais responsáveis pelo avanço da produção brasileira de grãos. Para a Conab, o país deve manter a trajetória de expansão da oleaginosa e novamente superar a marca de 181 milhões de toneladas.

“ A soja vem mantendo uma trajetória constante de crescimento e é o produto que mais avança. Vamos ultrapassar novamente as 181 milhões de toneladas, garantindo outra grande safra. Seremos, mais uma vez, os maiores provedores do mundo, diante das quebras em outros países e do cenário de desabastecimento internacional”, afirmou o presidente da Conab, Silvio Porto.

Advertisement

Na temporada 2025/26, a produção brasileira chegou a 180,406 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

A área cultivada também avançou, passando de 47,346 milhões de hectares em 2024/25 para 48,608 milhões de hectares em 2025/26, crescimento de 2,7%. Já a produtividade subiu de 3.622 para 3.711 quilos por hectare no período.

USDA surpreende com safra maior nos EUA

Enquanto o Brasil deve apresentar um avanço mais contido, o USDA trouxe uma surpresa para o mercado internacional ao elevar a estimativa para a produção de soja dos Estados Unidos em 2026/27.

A safra norte-americana foi projetada em 4,535 bilhões de bushels, equivalentes a 123,4 milhões de toneladas. No relatório anterior, de agosto, a previsão era de 4,519 bilhões de bushels, ou cerca de 123 milhões de toneladas.

A revisão ocorreu mesmo com a produtividade sendo reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre.

Advertisement

O número também ficou acima da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,492 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 122,3 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos para 2026/27 foram estimados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas. Em agosto, a projeção era de 320 milhões de bushels, equivalentes a 8,71 milhões de toneladas.

O mercado esperava estoques finais de 289 milhões de bushels, ou 7,86 milhões de toneladas.

Para o esmagamento nos Estados Unidos, o USDA manteve a previsão em 2,78 bilhões de bushels. Já as exportações foram projetadas em 1,685 bilhão de bushels, acima dos 1,66 bilhão de bushels estimados anteriormente.

Produção mundial de soja

No cenário global, o USDA estima uma produção de 442,35 milhões de toneladas de soja em 2026/27, praticamente estável em relação à previsão de agosto, de 442,25 milhões de toneladas.

Advertisement

Os estoques finais mundiais estão projetados em 124,02 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado, de 123,1 milhões de toneladas.

Para a temporada 2025/26, os estoques finais foram estimados em 125,27 milhões de toneladas.

O USDA também manteve a previsão para a produção brasileira em 2025/26, em 180,5 milhões de toneladas. Para 2026/27, a estimativa segue em 186 milhões de toneladas.

Na Argentina, a projeção permanece em 49,5 milhões de toneladas para 2025/26 e em 50 milhões de toneladas para 2026/27.

China mantém demanda

Do lado da demanda, o USDA manteve as projeções para as importações chinesas de soja.

Advertisement

Para 2026/27, a expectativa permanece em 115 milhões de toneladas. Para 2025/26, o departamento trabalha com importações de 113 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior.

Com o Brasil projetando um crescimento mais moderado da produção e os Estados Unidos apresentando uma estimativa acima do esperado pelo mercado, o cenário para a soja passa a depender da evolução do clima, da produtividade e do comportamento da demanda dos grandes compradores globais ao longo da nova temporada.

O post Conab diz que Brasil será, mais uma vez, o maior provedor de soja do mundo; quanto a produção deve crescer em 26/27? apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Número de vinícolas cresce quase 5 vezes acima da média nacional em Goiás

Published

on


Foto: Emater Goiás

O número de vinícolas aumentou 9,1% em Goiás ao longo de 2025, ritmo quase cinco vezes superior à média brasileira. O estado chegou a 12 estabelecimentos registrados no período, enquanto o país alcançou 965, com avanço de 1,9% em relação ao ano anterior.

Os dados fazem parte do Anuário do Vinho 2026, primeira publicação específica sobre essa cadeia produtiva lançada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O levantamento mostra que Goiás concentra 70,6% das vinícolas registradas no Centro-Oeste. Das 17 empresas contabilizadas na região, 12 estão no estado, enquanto Mato Grosso e o Distrito Federal têm dois estabelecimentos cada, e Mato Grosso do Sul, um.

Vinhos registrados

As vinícolas goianas somavam 161 vinhos registrados no Mapa em 2025, média de 13,4 por estabelecimento. O levantamento contabiliza produtos formalmente registrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), por isso o número não corresponde necessariamente à quantidade de rótulos disponíveis comercialmente.

Advertisement

A quantidade de produtos coloca Goiás na sétima posição nacional em número de vinhos registrados. A média brasileira é de 16,8 por estabelecimento.

Dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apontam cerca de 116 produtores de uva, 410 hectares cultivados e presença da cultura em 55 municípios de Goiás.

As principais áreas produtoras estão nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste, em municípios como Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí. A produção de uva de mesa ainda predomina, mas a Agência também aponta potencial para ampliação do cultivo destinado à fabricação de sucos e vinhos.

Vinhos de inverno

A presença de Goiás nessa nova geografia da produção brasileira está relacionada também ao desenvolvimento de técnicas que permitiram levar a vitivinicultura a regiões antes pouco associadas ao vinho.

Pesquisa da Embrapa Uva e Vinho identifica no país uma terceira macrorregião produtora, mais recente, baseada nos chamados vinhos de inverno. O modelo começou em Minas Gerais e chegou, entre outros estados, a Goiás.

Nesse sistema, a videira passa por duas podas ao ano, com a colheita deslocada para o inverno, entre junho e agosto. Segundo a Embrapa, essa nova fronteira está presente em áreas de clima subtropical e tropical de altitude, com vinhedos localizados entre 600 e 1.200 metros.

Advertisement

A técnica altera o calendário tradicional da cultura e permite que a maturação das uvas ocorra em condições diferentes das encontradas na colheita de verão.

O post Número de vinícolas cresce quase 5 vezes acima da média nacional em Goiás apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Entenda o risco que o produtor leva para a lavoura ao comprar sementes piratas

Published

on


Foto: Divulgação – ABCSEM

Sementes produzidas e comercializadas fora do sistema oficial de produção, conhecidas como sementes “piratas ou tiradas (F2)”, podem ser importantes fontes de transmissão de patógenos de plantas e, por isso, representam um grande risco para as produções agrícolas.  

Um exemplo clássico é a dispersão de Acidovorax citrulli, agente causador da doença conhecida como mancha bacteriana do fruto, mancha aquosa do fruto ou BFB, sigla em inglês para bacterial fruit blotch.

Essa bactéria é transmitida por sementes e causa, sem dúvida, a mais devastadora doença das cucurbitáceas. Quando presente, pode levar a prejuízos gigantescos, além de inviabilizar a área para novos cultivos de cucurbitáceas.

Por este motivo, as empresas legalizadas investem em rigorosos processos de qualidade para garantir ao produtor que as sementes comercializadas por elas sejam livres da bactéria BFB.

De acordo com o diretor setorial de mudas da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), Ayrton Tullio essa bactéria foi, em muitos casos, dispersa nas áreas de produção de melão, no Vale do São Francisco, e de melancia, na região Centro-Oeste brasileira, pelo uso sistemático de sementes piratas, vendidas em garrafas do tipo pet.

Advertisement
Melão
Fotos: divulgação/ABCSEM

“A BFB é extremamente agressiva e como ainda não há tratamento químico eficiente para o controle da doença, ela pode sobreviver, inclusive sem causar sintomas, em outras culturas hospedeiras, como milho, tomate, pimentão e também em pastagens. Por isso, uma vez introduzida, dificilmente ela será eliminada”, alerta o profissional.

Neste contexto, diante de perdas frequentes na produção, associadas à presença da doença e ao aumento de custo na tentativa ineficaz de controle, muitos produtores acabam abandonando o cultivo de cucurbitáceas.

Segundo o diretor, muitas vezes pensando em economizar ou sem se atentar no momento da compra, o produtor utiliza sementes sem garantia de origem e compradas de forma totalmente irregular, em embalagens falsificadas ou acondicionadas em recipientes inadequados, sem critério fitossanitário ou mesmo registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Isso traz inúmeras consequências, inclusive contrárias à ideia inicial de economia pelo uso de insumos mais baratos, uma vez que as sementes piratas acarretam em prejuízos financeiros para o negócio, devido à possibilidade de má-formação dos frutos e disseminação de doenças, como é o caso de BFB, com grandes perdas na lavoura”, elucida Tullio.

Campanha de conscientização

Diante deste preocupante cenário, a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), enquanto representante do setor sementeiro de hortaliças, flores e plantas ornamentais brasileiro, lançou, em 2025, uma campanha de conscientização dos produtores quanto aos riscos e prejuízos do uso de sementes e mudas piratas.

Com o slogan “Sementes e mudas piratas, quem perde é o produtor”, a iniciativa também tem como objetivo validar as empresas e os produtores comprometidos com a comercialização legal e ética destes insumos agrícolas no país, marcando um novo capítulo na luta contra a pirataria. Neste sentido, lançou um selo oficial de combate à pirataria, buscando incentivar e promover a formalidade e o respeito às leis que regem o setor de sementes e mudas no país.

Advertisement

O post Entenda o risco que o produtor leva para a lavoura ao comprar sementes piratas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT