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14 de maio de 2026

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Plantas em alerta: elicitores no auxílio à defesa para lavouras mais produtivas

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Entendimento de como microrganismos acionam resistência das plantas ao estresse biótico abre caminho para lavouras mais produtivas e sustentáveis

A agricultura moderna enfrenta desafios crescentes, com perdas significativas na produtividade causadas por doenças e pragas. Patógenos como fungos, bactérias e vírus são responsáveis por uma parcela considerável dessas perdas, forçando os produtores a investirem intensamente no controle químico.

Contrariando a percepção comum, as plantas apresentam uma defesa secreta contra patógenos. Ao longo de milhões de anos de coevolução com microrganismos, as plantas desenvolveram um sofisticado sistema imunológico, capaz de reconhecer invasores e ativar uma série de mecanismos de defesa. Este “sistema imunológico” vegetal é a chave para a sobrevivência das plantas em ambientes hostis e representa uma fronteira promissora para a inovação agrícola.

A indução de resistência é um mecanismo fundamental para as plantas se defenderem de patógenos e insetos. Isso significa que, após um contato inicial com microrganismos (benéficos ou patogênicos) ou substâncias específicas (elicitores), a planta se torna mais resistente a ataques ou infecção subsequentes. É como se a planta desenvolvesse um “estado de alerta”, permitindo-lhe reagir de forma mais rápida e intensa quando uma ameaça real se manifesta.

Essa ferramenta promove resistência a doenças e aumenta a produção de compostos de interesse, sendo fundamentais para o manejo sustentável. As plantas possuem mecanismos para resistir localmente à infecção, incluindo a imunidade desencadeada por padrões moleculares (PTI) e a imunidade desencadeada por efetores (ETI).

Ainda, possuem dois tipos de imunidade vegetal sistêmica, conhecidos como Resistência Sistêmica Adquirida (SAR) e Resistência Sistêmica Induzida (ISR). Estes mecanismos se relacionam entre si, mas cada um tem um sinalizador (gatilho), uma via e alcance distintos. Com base nesses mecanismos, destacamos como eles funcionam e como o uso de elicitores pode ser uma ferramenta valiosa no manejo integrado de doenças.

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SAR x ISR: vias de resistência

A resistência sistêmica das plantas a patógenos pode ser obtida por duas vias principais. A primeira é a Resistência Sistêmica Adquirida (SAR), que depende do contato direto da planta com o patógeno. Após a infecção, a planta desenvolve uma espécie de “memória imunológica”. Este tipo de resistência requer ácido salicílico, de modo que as regiões infectadas enviam sinais para as partes ainda saudáveis, ativando defesas naturais e preparando todo o organismo contra futuros ataques.

Um dos mecanismos característicos da SAR é a resposta hipersensível, em que, no ponto da infecção, ocorre a morte celular programada. Neste caso, ocorre o isolamento do patógeno, impedindo que ele se mova para outros órgãos da planta, já que não encontra mais tecidos vivos com vasos condutores para se espalhar.

Além disso, a SAR ativa genes relacionados à patogênese, que estimulam a produção de enzimas e proteínas com ação direta contra fungos e bactérias. Esse tipo de resistência é especialmente importante contra patógenos biotróficos, que precisam de células vivas para completar seu ciclo.

A segunda via é a Resistência Sistêmica Induzida (ISR), que não depende da infecção, mas sim da interação da planta com microrganismos benéficos do solo, como rizobactérias. Esses organismos funcionam como elicitores, e o estabelecimento da ISR depende da sensibilidade da planta aos hormônios ácido jasmônico e etileno. Dessa forma, a planta entra em um estado de alerta, conhecido como “priming”, ficando preparada para responder mais rápido e de forma robusta a futuros ataques.

As defesas acionadas pela ISR incluem a produção de enzimas como quitinases e glucanases, que degradam a parede celular de fungos e oomicetos; e peroxidases, que reforçam as paredes celulares por meio da lignificação, criando barreiras físicas contra a penetração de patógenos; além da liberação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de metabólitos secundários com ação antimicrobiana.

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PTI x ETI: camadas da imunidade

O reconhecimento de uma ameaça é o primeiro e crucial passo na ativação da imunidade vegetal. As plantas possuem uma rede complexa de receptores, localizados tanto na superfície celular quanto no interior das células, que são especializados em detectar elicitores. Existem dois grandes sistemas de reconhecimento que operam em camadas distintas.

A primeira linha de defesa, é conhecida como imunidade desencadeada por Pamp (PTI). Ela é ativada quando receptores reconhecem padrões moleculares típicos de patógenos (Pamps) ou de microrganismos (Mamps), como a quitina fúngica, a flagelina bacteriana e os polissacarídeos. Essa resposta pode ser acionada por estímulos endógenos que estão associados a danos (Damps) (Figura 1). Exemplos incluem a flagelina bacteriana (reconhecida pelo receptor FLS2) e a quitina fúngica. A PTI é uma resposta basal, rápida e de baixa intensidade, mas eficaz contra a maioria dos potenciais patógenos.

<b>Figura 1</b> - Esquema do mecanismo de defesa dos elicitores. Durante a infecção, padrões moleculares associados a patógenos (Pamps), como harpina e quito-oligossacarídeos (COS), são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs). Isso ativa a via de MAP quinases e fatores de transcrição WRKY, regulando genes de defesa. As respostas incluem fortalecimento da parede celular, resposta de hipersensibilidade (HR) e produção de espécies reativas de oxigênio (Eros) e óxido nítrico (ON). Também ocorre ativação de cinases de membrana (RLKs) e liberação de fitohormônios como etileno, ácido jasmônico (JA) e ácido salicílico (SA), que estimulam vias de sinalização, genes PR antimicrobianos e a propagação do sinal por toda a planta. Fonte: Anil; DAS; Podile, 2014
Figura 1 – Esquema do mecanismo de defesa dos elicitores. Durante a infecção, padrões moleculares associados a patógenos (Pamps), como harpina e quito-oligossacarídeos (COS), são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs). Isso ativa a via de MAP quinases e fatores de transcrição WRKY, regulando genes de defesa. As respostas incluem fortalecimento da parede celular, resposta de hipersensibilidade (HR) e produção de espécies reativas de oxigênio (Eros) e óxido nítrico (ON). Também ocorre ativação de cinases de membrana (RLKs) e liberação de fitohormônios como etileno, ácido jasmônico (JA) e ácido salicílico (SA), que estimulam vias de sinalização, genes PR antimicrobianos e a propagação do sinal por toda a planta. Fonte: Anil; DAS; Podile, 2014

A segunda linha de defesa é conhecida como imunidade desencadeada por efetores (ETI). Patógenos mais virulentos desenvolveram a capacidade de suprimir a PTI, injetando moléculas chamadas efetores dentro das células vegetais (Figura 1). Em resposta, as plantas desenvolveram uma segunda linha de defesa, mais robusta, mediada por proteínas R (Resistência). Essas proteínas R, frequentemente localizadas no citoplasma, reconhecem diretamente ou indiretamente os efetores patogênicos, desencadeando uma resposta imune mais intensa, que muitas vezes inclui a morte celular programada (Resposta de Hipersensibilidade – HR) no local da infecção, para conter a disseminação do patógeno. Normalmente, a ETI pode gerar uma SAR.

Receptores: sensores que iniciam resposta

Para que a planta possa ativar suas defesas, ela precisa primeiro perceber que há uma ameaça. Essa percepção é realizada por receptores, localizados tanto na superfície externa das células vegetais quanto em seu interior.

Esses receptores funcionam como “antenas” altamente especializadas, capazes de captar sinais específicos que indicam a infecção ou o ataque, iniciando a cascata de sinalização. Um dos tipos mais importantes são os receptores de reconhecimento de padrões (PRRs) que são divididos em Receptor-Like Kinases (RLKs) e Receptor-Like Proteins (RLPs). Eles estão situados na membrana plasmática e são responsáveis por detectar Pamps, Mamps, Damps e Hamps (padrões associados à herbivoria), desencadeando a defesa da planta.

Um exemplo clássico é o receptor FLS2 (RLKs), que reconhece a flagelina, uma proteína presente no flagelo de muitas bactérias. Ao detectar a flagelina, o FLS2 desencadeia uma série de eventos intracelulares que alertam a planta para a presença bacteriana.

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Os NRLs (receptores com domínio de ligação a nucleotídeos e repetições ricas em leucina) são a principal classe de receptores intracelulares responsáveis por detectar efetores de patógenos dentro das células vegetais, desencadeando respostas imunes potentes e específicas. Ativam a segunda linha de defesa (ETI), reconhecem efetores que escapam da detecção por PRRs de membrana e desencadeiam respostas como morte celular programada (hipersensibilidade).

Peptídeos sinalizadores

Uma vez que um receptor detecta uma ameaça, essa informação precisa ser transmitida e amplificada dentro da planta para que uma resposta de defesa adequada seja montada. É aqui que entram os peptídeos sinalizadores, comunicando o estado de perigo entre as células e os tecidos da planta.

Os peptídeos sinalizadores não atacam o patógeno diretamente. Eles ativam os mecanismos naturais de defesa da planta, como produção de fitoalexinas, reforço da parede celular e expressão de genes protetores, preparando-a para resistir melhor às doenças e manter produtividade com mais eficiência e segurança.

Peptídeo flg22 em plantas

Entre os Mamps mais bem estudados, está o flg22, um peptídeo de 22 aminoácidos derivado da proteína flagelina bacteriana, proteína que compõe os flagelos bacterianos – estruturas responsáveis pela locomoção dessas células. Quando fragmentos como o flg22 entram em contato com a planta, eles são rapidamente reconhecidos pelo receptor FLS2, localizado na membrana celular.

Figura
2 - O peptídeo flg22 é reconhecido pelo receptor FLS2, em conjunto com BAK1 e
BIK1, ativando uma série de respostas de defesa na planta, como a produção de
ROS, mudanças na expressão gênica e a síntese de hormônios e fitoalexinas.
Flg22 - peptídeo derivado da flagelina bacteriana. FLS2 – FLAGELLIN-SENSING 2
(receptor do flg22). BAK1 – BRI1-ASSOCIATED RECEPTOR KINASE 1 (correceptor de
FLS2). MAPKs – Mitogen-Activated Protein Kinases (cascata de proteínas quinases
ativadas por mitógenos). EROs – Espécies reativas de oxigênio. RBOHD –
Respiratory Burst Oxidase Homolog D (NADPH oxidase envolvida na produção de
EROs. Adaptado de Sanguankiattichai et al. (2022)&nbsp; &nbsp;&nbsp;
Figura 2 – O peptídeo flg22 é reconhecido pelo receptor FLS2, em conjunto com BAK1 e BIK1, ativando uma série de respostas de defesa na planta, como a produção de ROS, mudanças na expressão gênica e a síntese de hormônios e fitoalexinas. Flg22 – peptídeo derivado da flagelina bacteriana. FLS2 – FLAGELLIN-SENSING 2 (receptor do flg22). BAK1 – BRI1-ASSOCIATED RECEPTOR KINASE 1 (correceptor de FLS2). MAPKs – Mitogen-Activated Protein Kinases (cascata de proteínas quinases ativadas por mitógenos). EROs – Espécies reativas de oxigênio. RBOHD – Respiratory Burst Oxidase Homolog D (NADPH oxidase envolvida na produção de EROs. Adaptado de Sanguankiattichai et al. (2022)    

Esse reconhecimento funciona como um sinal de que há um microrganismo presente e coloca a planta em estado de defesa (Figura 2). A partir daí, diferentes respostas são disparadas em sequência: alterações nos níveis de cálcio (Ca²⁺) dentro das células, ativação de enzimas sinalizadoras como as MAPKs, produção de fitoalexinas e reforço da parede celular com calose, além do fechamento dos estômatos. Entre essas respostas, destaca-se a chamada explosão oxidativa, caracterizada pelo acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs) e óxido nítrico (NO), que ajudam a conter a infecção e ainda sinalizam outras células a se prepararem. Esse exemplo mostra como um simples fragmento proteico é capaz de acionar uma rede complexa de defesas nas plantas.

Resultados LUMINUS

De acordo com informações da UPL Brasil, oficialmente registrado no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) LUMINUS se destaca como o único produto no mercado desenvolvido com base no componente flg-22, um inovador indutor de defesa vegetal. Sua exclusiva tecnologia de síntese e formulação permite a aplicação foliar direta, garantindo resultados comprovados no controle de doenças foliares em soja e milho (Figura 3, 4 e 5). LUMINUS representa um marco na agricultura moderna, unindo ciência, inovação e sustentabilidade para fortalecer as plantas de forma natural e eficaz.

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<b>&nbsp; Figura 3</b> - Área abaixo da curva de progresso de&nbsp;Septoria glycines&nbsp;e&nbsp;Cercosposa&nbsp;spp., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 5 Ensaios em diferentes localidades - Rio Verde - GO 2 ensaios, Luís Eduardo Magalhães – BA, Dourados – MS, Conchal – SP. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan&nbsp; (p&lt;0,05).&nbsp; Programa de Aplicação&nbsp; - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha&nbsp; aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol&nbsp; aos 30 DAE (tratamento 5)&nbsp;&nbsp;
  Figura 3 – Área abaixo da curva de progresso de Septoria glycines e Cercosposa spp., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 5 Ensaios em diferentes localidades – Rio Verde – GO 2 ensaios, Luís Eduardo Magalhães – BA, Dourados – MS, Conchal – SP. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p<0,05).  Programa de Aplicação  – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)  
<b>Figura 4 </b>- Área abaixo da curva de progresso de Corynespora cassiicola., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 3 Ensaios em diferentes localidades  Rio Verde - GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p&lt;0,05). Programa de Aplicação  - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)
Figura 4 – Área abaixo da curva de progresso de Corynespora cassiicola., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 3 Ensaios em diferentes localidades Rio Verde – GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan (p<0,05). Programa de Aplicação – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol aos 30 DAE (tratamento 5)
<b>Figura 5 - </b>Produtividade (sacas/ha) e % de incremento em relação a Testemunha. safra 2024/25. Média de 6 Ensaios em diferentes localidades  Rio Verde - GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT, Dourados – MS, Conchal –SP,  Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p&lt;0,05). Programa de Aplicação  - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)
Figura 5 – Produtividade (sacas/ha) e % de incremento em relação a Testemunha. safra 2024/25. Média de 6 Ensaios em diferentes localidades Rio Verde – GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT, Dourados – MS, Conchal –SP, Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan (p<0,05). Programa de Aplicação – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol aos 30 DAE (tratamento 5)

Considerações finais

As plantas contam com um sistema imune sofisticado e multiestratificado, capaz de reconhecer patógenos, ativar sinalizações complexas e desencadear respostas locais e sistêmicas. O avanço no entendimento desses mecanismos abriu caminho para soluções aplicadas diretamente no campo, como os elicitores, que ativam as defesas vegetais de forma segura e compatível com insumos químicos, permitindo sua integração ao manejo integrado de pragas e doenças.

O Brasil, líder mundial no uso de bioinsumos, vem convertendo esse conhecimento em produtos comerciais, que reduzem a dependência de defensivos químicos, diminuem a pressão de seleção sobre patógenos e agregam sustentabilidade aos sistemas produtivos.

Camila Ferreira de Pinho,
Rita de Cássia Silva,
Lucas Rêgo Mendonça Marinho,
UFRRJ;
Gabriela de Souza da Silva,
Halina Schultz,
Metabolic Biosolutions;
Diego Henrique Mendes Costa,
gerente de Pesquisa e Desenvolvimento UPL;
Edson Sentinello,
pesquisador Global Fungicidas UPL

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Governo Federal retoma produção da Fafen-BA em Camaçari

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O Governo Federal retomou as operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari (BA), com foco na ampliação da produção nacional de fertilizantes. A agenda ocorreu nesta quinta-feira (14), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Segundo o governo, a unidade tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas por dia de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a reativação da planta recebeu investimento de R$ 100 milhões. A estimativa oficial é de geração de 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos. Os fertilizantes nitrogenados são insumos usados para sustentar e elevar a produtividade agrícola, especialmente em sistemas intensivos de produção.

A Fafen-BA havia sido hibernada pela Petrobras em janeiro de 2019, após o anúncio de fechamento em 2018, no contexto do plano de desinvestimentos da companhia. Em 2020, a unidade foi arrendada à Unigel. As operações seguiram até 2023, quando foram paralisadas sob a justificativa de inviabilidade econômica ligada ao preço do gás natural. Em 2025, após acordo com a empresa, a Petrobras reassumiu as fábricas. A retomada da unidade baiana ocorreu em janeiro de 2026.

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Segundo dados apresentados pelo governo, o Brasil importa atualmente cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Durante a visita, Lula afirmou que o país “não pode importar 90% do fertilizante de que a nossa agricultura precisa”. Já André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária, disse que a reativação integra uma estratégia para ampliar a autonomia produtiva. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, com as plantas da Bahia, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul, o país poderá produzir 35% do fertilizante nitrogenado necessário.

No mercado de ureia, a Petrobras projeta atingir cerca de 20% de participação com a Fafen-BA, a Fafen-SE e a Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) em operação comercial. Com a entrada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), a expectativa é ampliar esse percentual nos próximos anos.

O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado pelo Mapa em 2022, estabelece como meta atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050. A estratégia prevê expansão da produção nacional, desenvolvimento tecnológico e uso de soluções adaptadas às condições brasileiras, incluindo alternativas com foco em sustentabilidade e reaproveitamento de resíduos.

Fonte: gov.br

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Produtores do RS iniciam plantio de inverno com avanço de canola e aveia-branca

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Os produtores do Rio Grande do Sul avançam na implantação das culturas de inverno à medida que se aproxima o fim da colheita de soja, milho, arroz e feijão 2ª safra. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (14), a canola e a aveia-branca já começaram a ser semeadas, em um cenário de boa reposição hídrica no solo, mas com limitações operacionais causadas pelas chuvas.

Na canola, a semeadura começou no fim de abril e segue pelo segundo decêndio de maio. As precipitações favoreceram a umidade do solo, mas reduziram o ritmo das operações e elevaram o risco de desuniformidade na emergência em áreas recém-implantadas. Predominam lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A Emater/RS-Ascar observa tendência de ampliação da área com canola, impulsionada pela busca de alternativas econômicas ao trigo e pela inserção da cultura em sistemas de rotação. Em 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare e produção de 285.481 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na regional de Ijuí, cerca de 45% da área projetada já foi semeada. Em Santa Rosa, o índice chega a 30%.

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Na aveia-branca, a semeadura avança conforme são liberadas as áreas de verão. A expectativa é de intensificação na segunda quinzena de maio. A tendência é de manutenção da área cultivada em relação à safra anterior, quando o estado registrou 393.135 hectares, produtividade média de 2.394 quilos por hectare e produção de 935.664 toneladas, também segundo o IBGE. A Emater/RS-Ascar relata cautela maior dos produtores nos investimentos, em razão da alta dos fertilizantes e de outros insumos.

Para o trigo e a cevada, o quadro é de maior restrição. A Emater/RS-Ascar indica tendência de redução de área nas duas culturas, influenciada por custos elevados, restrição ao crédito, limitações do seguro rural e aumento da percepção de risco climático diante da possibilidade de atuação de El Niño no inverno e na primavera.

No curto prazo, o avanço da safra de inverno dependerá da abertura de janelas de campo para semeadura e das definições de área ainda em levantamento pela Emater/RS-Ascar. O comportamento do clima e o custo de produção devem seguir como fatores centrais para o ritmo de implantação e para a distribuição regional das lavouras.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Nova Xavantina sofre com seca, pragas e prejuízos

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O cenário no campo em Nova Xavantina é de incerteza e aperto financeiro. A combinação de instabilidade climática, incidência de pragas e o aumento expressivo nos custos de produção reduziu drasticamente a rentabilidade dos agricultores na atual safra. Com perdas que chegam a 25 sacas por graneleiro em algumas áreas, o setor agora teme pela viabilidade do próximo ciclo.

A irregularidade das chuvas no início do plantio forçou muitos produtores a realizarem o replantio, elevando os gastos operacionais. Segundo o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Bruno Tolotti, embora existam casos isolados de boa produtividade, o município registra uma queda média de 8 a 10 sacas por hectare em comparação ao ano anterior.

O impacto é sentido de forma heterogênea dependendo da altitude e do tipo de solo. No Grupo Dalcin, que cultivou quase 5 mil hectares de soja, a variação entre áreas de serra e áreas baixas evidenciou o desafio técnico desta temporada. Enquanto as áreas mais altas registraram 71 sacas por hectare, as partes baixas, com solo mais arenoso e maior pressão de ervas daninhas como o pé-de-galinha, fecharam em apenas 47 sacas.

nova xavantina foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Custos corroem rentabilidade

Mesmo onde a produção foi considerada satisfatória em termos de volume, a conta final não tem fechado devido à alta dos insumos, especialmente fertilizantes. A margem de lucro ficou estreita, gerando preocupação sobre a capacidade de reinvestimento.

“A média final do grupo todo foi 57 sacas. Foi uma safra satisfatória, o problema é que os custos estão ficando maiores e a rentabilidade tem ficado muito menor. Tem produtor aqui que, no líquido, sobram R$ 95 ou R$ 97. Isso não paga a conta”, afirma a agricultora Emilly Miranda Castro Dalcin ao Patrulheiro Agro.

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Para o produtor José Almiro Muller, que cultivou 2,6 mil hectares, os problemas começaram na janela de plantio e se estenderam até a colheita com o ataque da mosca-branca. Mesmo com múltiplas aplicações de defensivos, a praga não foi controlada, reduzindo o peso do grão e gerando uma perda de 25 sacas por graneleiro de máquina.

Além dos problemas biológicos, o fator financeiro é apontado como o principal gargalo. “Recursos bancários ficaram muito altos, com taxas de 14,5% a 15%. O arrendamento junto com isso inviabiliza. Eu, com a minha família, não tive renda nos últimos três anos”, relata Muller ao Canal Rural Mato Grosso. Ele arrenda 1,7 mil hectares. O agricultor destaca ainda que a escassez de crédito oficial forçou a busca por recursos especiais com juros de até 30%.

milho pendoando foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Milho safrinha sob risco

A crise se estende agora para a segunda safra. Com a escassez hídrica de quase um mês e temperaturas elevadas, mais da metade das lavouras de milho foi plantada fora da janela ideal. A região de Nova Xavantina, por possuir altitude e índice pluviométrico menores que outras partes do Mato Grosso, sofre mais com o encurtamento do período de chuvas.

De acordo com Bruno Tolotti, da Aprosoja-MT, as perdas visuais no milho já são estimadas entre 30% e 40% em algumas propriedades. “Já faz algumas semanas que não chove no município e isso influencia diretamente quem plantou milho ou gergelim. O cenário é muito preocupante, pois não há perspectivas de chuva no curto prazo”, conclui.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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