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10 de junho de 2026

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Plantas em alerta: elicitores no auxílio à defesa para lavouras mais produtivas

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Entendimento de como microrganismos acionam resistência das plantas ao estresse biótico abre caminho para lavouras mais produtivas e sustentáveis

A agricultura moderna enfrenta desafios crescentes, com perdas significativas na produtividade causadas por doenças e pragas. Patógenos como fungos, bactérias e vírus são responsáveis por uma parcela considerável dessas perdas, forçando os produtores a investirem intensamente no controle químico.

Contrariando a percepção comum, as plantas apresentam uma defesa secreta contra patógenos. Ao longo de milhões de anos de coevolução com microrganismos, as plantas desenvolveram um sofisticado sistema imunológico, capaz de reconhecer invasores e ativar uma série de mecanismos de defesa. Este “sistema imunológico” vegetal é a chave para a sobrevivência das plantas em ambientes hostis e representa uma fronteira promissora para a inovação agrícola.

A indução de resistência é um mecanismo fundamental para as plantas se defenderem de patógenos e insetos. Isso significa que, após um contato inicial com microrganismos (benéficos ou patogênicos) ou substâncias específicas (elicitores), a planta se torna mais resistente a ataques ou infecção subsequentes. É como se a planta desenvolvesse um “estado de alerta”, permitindo-lhe reagir de forma mais rápida e intensa quando uma ameaça real se manifesta.

Essa ferramenta promove resistência a doenças e aumenta a produção de compostos de interesse, sendo fundamentais para o manejo sustentável. As plantas possuem mecanismos para resistir localmente à infecção, incluindo a imunidade desencadeada por padrões moleculares (PTI) e a imunidade desencadeada por efetores (ETI).

Ainda, possuem dois tipos de imunidade vegetal sistêmica, conhecidos como Resistência Sistêmica Adquirida (SAR) e Resistência Sistêmica Induzida (ISR). Estes mecanismos se relacionam entre si, mas cada um tem um sinalizador (gatilho), uma via e alcance distintos. Com base nesses mecanismos, destacamos como eles funcionam e como o uso de elicitores pode ser uma ferramenta valiosa no manejo integrado de doenças.

SAR x ISR: vias de resistência

A resistência sistêmica das plantas a patógenos pode ser obtida por duas vias principais. A primeira é a Resistência Sistêmica Adquirida (SAR), que depende do contato direto da planta com o patógeno. Após a infecção, a planta desenvolve uma espécie de “memória imunológica”. Este tipo de resistência requer ácido salicílico, de modo que as regiões infectadas enviam sinais para as partes ainda saudáveis, ativando defesas naturais e preparando todo o organismo contra futuros ataques.

Um dos mecanismos característicos da SAR é a resposta hipersensível, em que, no ponto da infecção, ocorre a morte celular programada. Neste caso, ocorre o isolamento do patógeno, impedindo que ele se mova para outros órgãos da planta, já que não encontra mais tecidos vivos com vasos condutores para se espalhar.

Além disso, a SAR ativa genes relacionados à patogênese, que estimulam a produção de enzimas e proteínas com ação direta contra fungos e bactérias. Esse tipo de resistência é especialmente importante contra patógenos biotróficos, que precisam de células vivas para completar seu ciclo.

A segunda via é a Resistência Sistêmica Induzida (ISR), que não depende da infecção, mas sim da interação da planta com microrganismos benéficos do solo, como rizobactérias. Esses organismos funcionam como elicitores, e o estabelecimento da ISR depende da sensibilidade da planta aos hormônios ácido jasmônico e etileno. Dessa forma, a planta entra em um estado de alerta, conhecido como “priming”, ficando preparada para responder mais rápido e de forma robusta a futuros ataques.

As defesas acionadas pela ISR incluem a produção de enzimas como quitinases e glucanases, que degradam a parede celular de fungos e oomicetos; e peroxidases, que reforçam as paredes celulares por meio da lignificação, criando barreiras físicas contra a penetração de patógenos; além da liberação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de metabólitos secundários com ação antimicrobiana.

PTI x ETI: camadas da imunidade

O reconhecimento de uma ameaça é o primeiro e crucial passo na ativação da imunidade vegetal. As plantas possuem uma rede complexa de receptores, localizados tanto na superfície celular quanto no interior das células, que são especializados em detectar elicitores. Existem dois grandes sistemas de reconhecimento que operam em camadas distintas.

A primeira linha de defesa, é conhecida como imunidade desencadeada por Pamp (PTI). Ela é ativada quando receptores reconhecem padrões moleculares típicos de patógenos (Pamps) ou de microrganismos (Mamps), como a quitina fúngica, a flagelina bacteriana e os polissacarídeos. Essa resposta pode ser acionada por estímulos endógenos que estão associados a danos (Damps) (Figura 1). Exemplos incluem a flagelina bacteriana (reconhecida pelo receptor FLS2) e a quitina fúngica. A PTI é uma resposta basal, rápida e de baixa intensidade, mas eficaz contra a maioria dos potenciais patógenos.

<b>Figura 1</b> - Esquema do mecanismo de defesa dos elicitores. Durante a infecção, padrões moleculares associados a patógenos (Pamps), como harpina e quito-oligossacarídeos (COS), são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs). Isso ativa a via de MAP quinases e fatores de transcrição WRKY, regulando genes de defesa. As respostas incluem fortalecimento da parede celular, resposta de hipersensibilidade (HR) e produção de espécies reativas de oxigênio (Eros) e óxido nítrico (ON). Também ocorre ativação de cinases de membrana (RLKs) e liberação de fitohormônios como etileno, ácido jasmônico (JA) e ácido salicílico (SA), que estimulam vias de sinalização, genes PR antimicrobianos e a propagação do sinal por toda a planta. Fonte: Anil; DAS; Podile, 2014
Figura 1 – Esquema do mecanismo de defesa dos elicitores. Durante a infecção, padrões moleculares associados a patógenos (Pamps), como harpina e quito-oligossacarídeos (COS), são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs). Isso ativa a via de MAP quinases e fatores de transcrição WRKY, regulando genes de defesa. As respostas incluem fortalecimento da parede celular, resposta de hipersensibilidade (HR) e produção de espécies reativas de oxigênio (Eros) e óxido nítrico (ON). Também ocorre ativação de cinases de membrana (RLKs) e liberação de fitohormônios como etileno, ácido jasmônico (JA) e ácido salicílico (SA), que estimulam vias de sinalização, genes PR antimicrobianos e a propagação do sinal por toda a planta. Fonte: Anil; DAS; Podile, 2014

A segunda linha de defesa é conhecida como imunidade desencadeada por efetores (ETI). Patógenos mais virulentos desenvolveram a capacidade de suprimir a PTI, injetando moléculas chamadas efetores dentro das células vegetais (Figura 1). Em resposta, as plantas desenvolveram uma segunda linha de defesa, mais robusta, mediada por proteínas R (Resistência). Essas proteínas R, frequentemente localizadas no citoplasma, reconhecem diretamente ou indiretamente os efetores patogênicos, desencadeando uma resposta imune mais intensa, que muitas vezes inclui a morte celular programada (Resposta de Hipersensibilidade – HR) no local da infecção, para conter a disseminação do patógeno. Normalmente, a ETI pode gerar uma SAR.

Receptores: sensores que iniciam resposta

Para que a planta possa ativar suas defesas, ela precisa primeiro perceber que há uma ameaça. Essa percepção é realizada por receptores, localizados tanto na superfície externa das células vegetais quanto em seu interior.

Esses receptores funcionam como “antenas” altamente especializadas, capazes de captar sinais específicos que indicam a infecção ou o ataque, iniciando a cascata de sinalização. Um dos tipos mais importantes são os receptores de reconhecimento de padrões (PRRs) que são divididos em Receptor-Like Kinases (RLKs) e Receptor-Like Proteins (RLPs). Eles estão situados na membrana plasmática e são responsáveis por detectar Pamps, Mamps, Damps e Hamps (padrões associados à herbivoria), desencadeando a defesa da planta.

Um exemplo clássico é o receptor FLS2 (RLKs), que reconhece a flagelina, uma proteína presente no flagelo de muitas bactérias. Ao detectar a flagelina, o FLS2 desencadeia uma série de eventos intracelulares que alertam a planta para a presença bacteriana.

Os NRLs (receptores com domínio de ligação a nucleotídeos e repetições ricas em leucina) são a principal classe de receptores intracelulares responsáveis por detectar efetores de patógenos dentro das células vegetais, desencadeando respostas imunes potentes e específicas. Ativam a segunda linha de defesa (ETI), reconhecem efetores que escapam da detecção por PRRs de membrana e desencadeiam respostas como morte celular programada (hipersensibilidade).

Peptídeos sinalizadores

Uma vez que um receptor detecta uma ameaça, essa informação precisa ser transmitida e amplificada dentro da planta para que uma resposta de defesa adequada seja montada. É aqui que entram os peptídeos sinalizadores, comunicando o estado de perigo entre as células e os tecidos da planta.

Os peptídeos sinalizadores não atacam o patógeno diretamente. Eles ativam os mecanismos naturais de defesa da planta, como produção de fitoalexinas, reforço da parede celular e expressão de genes protetores, preparando-a para resistir melhor às doenças e manter produtividade com mais eficiência e segurança.

Peptídeo flg22 em plantas

Entre os Mamps mais bem estudados, está o flg22, um peptídeo de 22 aminoácidos derivado da proteína flagelina bacteriana, proteína que compõe os flagelos bacterianos – estruturas responsáveis pela locomoção dessas células. Quando fragmentos como o flg22 entram em contato com a planta, eles são rapidamente reconhecidos pelo receptor FLS2, localizado na membrana celular.

Figura
2 - O peptídeo flg22 é reconhecido pelo receptor FLS2, em conjunto com BAK1 e
BIK1, ativando uma série de respostas de defesa na planta, como a produção de
ROS, mudanças na expressão gênica e a síntese de hormônios e fitoalexinas.
Flg22 - peptídeo derivado da flagelina bacteriana. FLS2 – FLAGELLIN-SENSING 2
(receptor do flg22). BAK1 – BRI1-ASSOCIATED RECEPTOR KINASE 1 (correceptor de
FLS2). MAPKs – Mitogen-Activated Protein Kinases (cascata de proteínas quinases
ativadas por mitógenos). EROs – Espécies reativas de oxigênio. RBOHD –
Respiratory Burst Oxidase Homolog D (NADPH oxidase envolvida na produção de
EROs. Adaptado de Sanguankiattichai et al. (2022)&nbsp; &nbsp;&nbsp;
Figura 2 – O peptídeo flg22 é reconhecido pelo receptor FLS2, em conjunto com BAK1 e BIK1, ativando uma série de respostas de defesa na planta, como a produção de ROS, mudanças na expressão gênica e a síntese de hormônios e fitoalexinas. Flg22 – peptídeo derivado da flagelina bacteriana. FLS2 – FLAGELLIN-SENSING 2 (receptor do flg22). BAK1 – BRI1-ASSOCIATED RECEPTOR KINASE 1 (correceptor de FLS2). MAPKs – Mitogen-Activated Protein Kinases (cascata de proteínas quinases ativadas por mitógenos). EROs – Espécies reativas de oxigênio. RBOHD – Respiratory Burst Oxidase Homolog D (NADPH oxidase envolvida na produção de EROs. Adaptado de Sanguankiattichai et al. (2022)    

Esse reconhecimento funciona como um sinal de que há um microrganismo presente e coloca a planta em estado de defesa (Figura 2). A partir daí, diferentes respostas são disparadas em sequência: alterações nos níveis de cálcio (Ca²⁺) dentro das células, ativação de enzimas sinalizadoras como as MAPKs, produção de fitoalexinas e reforço da parede celular com calose, além do fechamento dos estômatos. Entre essas respostas, destaca-se a chamada explosão oxidativa, caracterizada pelo acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs) e óxido nítrico (NO), que ajudam a conter a infecção e ainda sinalizam outras células a se prepararem. Esse exemplo mostra como um simples fragmento proteico é capaz de acionar uma rede complexa de defesas nas plantas.

Resultados LUMINUS

De acordo com informações da UPL Brasil, oficialmente registrado no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) LUMINUS se destaca como o único produto no mercado desenvolvido com base no componente flg-22, um inovador indutor de defesa vegetal. Sua exclusiva tecnologia de síntese e formulação permite a aplicação foliar direta, garantindo resultados comprovados no controle de doenças foliares em soja e milho (Figura 3, 4 e 5). LUMINUS representa um marco na agricultura moderna, unindo ciência, inovação e sustentabilidade para fortalecer as plantas de forma natural e eficaz.

<b>&nbsp; Figura 3</b> - Área abaixo da curva de progresso de&nbsp;Septoria glycines&nbsp;e&nbsp;Cercosposa&nbsp;spp., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 5 Ensaios em diferentes localidades - Rio Verde - GO 2 ensaios, Luís Eduardo Magalhães – BA, Dourados – MS, Conchal – SP. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan&nbsp; (p&lt;0,05).&nbsp; Programa de Aplicação&nbsp; - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha&nbsp; aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol&nbsp; aos 30 DAE (tratamento 5)&nbsp;&nbsp;
  Figura 3 – Área abaixo da curva de progresso de Septoria glycines e Cercosposa spp., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 5 Ensaios em diferentes localidades – Rio Verde – GO 2 ensaios, Luís Eduardo Magalhães – BA, Dourados – MS, Conchal – SP. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p<0,05).  Programa de Aplicação  – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)  
<b>Figura 4 </b>- Área abaixo da curva de progresso de Corynespora cassiicola., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 3 Ensaios em diferentes localidades  Rio Verde - GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p&lt;0,05). Programa de Aplicação  - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)
Figura 4 – Área abaixo da curva de progresso de Corynespora cassiicola., (AACPD) e % de eficácia dos tratamentos na cultura da soja. safra 2024/25. Média de 3 Ensaios em diferentes localidades Rio Verde – GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT. Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan (p<0,05). Programa de Aplicação – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol aos 30 DAE (tratamento 5)
<b>Figura 5 - </b>Produtividade (sacas/ha) e % de incremento em relação a Testemunha. safra 2024/25. Média de 6 Ensaios em diferentes localidades  Rio Verde - GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT, Dourados – MS, Conchal –SP,  Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan  (p&lt;0,05). Programa de Aplicação  - azoxistrobina &amp; tebuconazol &amp; mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina &amp; proticonazol &amp; mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina &amp; ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha  aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol &amp; propiconazol  aos 30 DAE (tratamento 5)
Figura 5 – Produtividade (sacas/ha) e % de incremento em relação a Testemunha. safra 2024/25. Média de 6 Ensaios em diferentes localidades Rio Verde – GO, Luís Eduardo Magalhães – BA, Lucas do Rio Verde – MT, Dourados – MS, Conchal –SP, Dados Pesquisa e Desenvolvimento – UPL. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem pelo teste de Duncan (p<0,05). Programa de Aplicação – azoxistrobina & tebuconazol & mancozebe (40 DAE) + azoxistrobina & proticonazol & mancozebe (60 DAE e 75 DAE), picoxistrobina & ciproconcazol + mancozebe (85 DAE). Luminus dose de 150 ml/ha aos 30 DAE (tratamento 3), Luminus – dose de 150 ml/ha aos 30 e 40 DAE (tratamentos 4), difenoconazol & propiconazol aos 30 DAE (tratamento 5)

Considerações finais

As plantas contam com um sistema imune sofisticado e multiestratificado, capaz de reconhecer patógenos, ativar sinalizações complexas e desencadear respostas locais e sistêmicas. O avanço no entendimento desses mecanismos abriu caminho para soluções aplicadas diretamente no campo, como os elicitores, que ativam as defesas vegetais de forma segura e compatível com insumos químicos, permitindo sua integração ao manejo integrado de pragas e doenças.

O Brasil, líder mundial no uso de bioinsumos, vem convertendo esse conhecimento em produtos comerciais, que reduzem a dependência de defensivos químicos, diminuem a pressão de seleção sobre patógenos e agregam sustentabilidade aos sistemas produtivos.

Camila Ferreira de Pinho,
Rita de Cássia Silva,
Lucas Rêgo Mendonça Marinho,
UFRRJ;
Gabriela de Souza da Silva,
Halina Schultz,
Metabolic Biosolutions;
Diego Henrique Mendes Costa,
gerente de Pesquisa e Desenvolvimento UPL;
Edson Sentinello,
pesquisador Global Fungicidas UPL

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Mercado do boi gordo tem baixa nesta quarta-feira; confira as cotações da arroba

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Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou a quarta-feira (10) com preços mais baixos em meio às tentativas de compra da indústria em patamares inferiores. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem ajustando suas estratégias diante da perspectiva de esgotamento antecipado da cota de exportação para a China, previsto para ocorrer entre junho e julho.

De acordo com o analista, o cenário tem levado à necessidade de redução dos abates, além da diminuição ou até eliminação das bonificações pagas aos animais enquadrados no padrão China. O movimento já era esperado pelo mercado, uma vez que as exportações avançaram de forma acelerada ao longo do primeiro semestre, com forte direcionamento ao mercado chinês.

Mesmo com escalas de abate mais curtas, Iglesias avalia que ainda há pouca margem para uma valorização mais consistente da arroba no curtíssimo prazo, diante da postura cautelosa adotada pela indústria frigorífica.

Entre as principais praças pecuárias do país, a arroba foi cotada, em média, a R$ 353,17 em São Paulo, na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação ficou em R$ 338,21, enquanto Minas Gerais registrou média de R$ 330,88. Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 353,07, e em Mato Grosso, a R$ 357,30.

Atacado

No mercado atacadista, o movimento foi oposto. Os preços da carne bovina avançaram ao longo do dia, sustentados pela boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. A expectativa de consumo para junho também permanece positiva, especialmente às vésperas dos jogos da seleção brasileira.

Apesar da recuperação no atacado, a carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas concorrentes, sobretudo em relação à carne de frango. O quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,70 por quilo, a ponta de agulha em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro em R$ 27,00 por quilo.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial fechou a sessão em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1686 para venda e R$ 5,1666 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1590 e a máxima de R$ 5,1970.

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Embrapa entrega mais sementes brasileiras para ‘cofre do fim do mundo’ na Noruega

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A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em Svalbard, na Noruega. Foto: Embrapa

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, entregou nesta quarta-feira (10) uma nova remessa de sementes brasileiras ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. Ao todo, foram enviados 24 acessos de culturas como caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, que passam a integrar a maior reserva de segurança agrícola do planeta.

As novas amostras se somam aos mais de 8 mil materiais genéticos já depositados pela Embrapa no cofre norueguês desde 2012. O objetivo da estrutura, localizada no arquipélago de Svalbard, é preservar a biodiversidade agrícola mundial diante de ameaças como guerras, mudanças climáticas, pragas e desastres naturais.

O banco global conserva atualmente cerca de 1,38 milhão de amostras de sementes de mais de 5 mil espécies, oriundas de 223 países e territórios. As remessas são feitas por instituições de pesquisa e bancos genéticos de diversos países.

Segundo Silvia Massruhá, o envio reforça o papel estratégico da pesquisa agropecuária brasileira na segurança alimentar global.

“Essa iniciativa representa uma salvaguarda da biodiversidade agrícola mundial e reforça o compromisso da ciência brasileira com a segurança alimentar, a preservação dos recursos genéticos e a capacidade de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas”, afirmou.

Entre as culturas brasileiras já armazenadas no cofre estão arroz, feijão, milho, soja, trigo, forrageiras, hortaliças e fruteiras. De acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Juliano Pádua, os maiores volumes depositados são de arroz, feijão e milho, culturas consideradas essenciais para a segurança alimentar.

Brasil mantém maior banco de sementes da América Latina

Além do envio internacional, a Embrapa mantém em Brasília o maior banco de sementes da América Latina e um dos maiores do mundo. A estrutura abriga quase 126 mil amostras de 1.213 espécies diferentes, armazenadas em temperaturas de 18 graus negativos.

O banco genético vegetal da instituição tem capacidade para conservar até 600 mil amostras de sementes em quatro câmaras frias, com possibilidade de expansão para 900 mil materiais.

Segundo a Embrapa, o acervo inclui espécies vegetais, animais e microrganismos utilizados em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agropecuária, como bioinsumos, biofertilizantes e biodefensivos.

Cooperação internacional amplia foco em bioeconomia e sustentabilidade

A agenda da presidente da Embrapa na Noruega também inclui reuniões com ministérios, institutos de pesquisa e universidades para ampliar a cooperação científica internacional. Entre os destaques está a assinatura de uma carta de intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (Nibio).

O acordo prevê colaboração em áreas como bioeconomia, biotecnologia, segurança alimentar, sustentabilidade, manejo de solos, bioinsumos e recursos hídricos. A cooperação poderá envolver intercâmbio técnico, projetos conjuntos e missões científicas.

A Embrapa também visitou o Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos (Nofima), referência mundial em aquicultura e inovação em alimentos. As instituições discutem possíveis parcerias em economia circular, rastreabilidade, aproveitamento de resíduos agroindustriais e adaptação da aquicultura às mudanças climáticas.

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Em reunião pré-COP, setor busca fortalecer reconhecimento da agricultura nas metas climáticas

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Foto: Freepik

O agronegócio brasileiro acompanha de perto as discussões globais sobre mudanças climáticas. Em Bonn, na Alemanha, representantes de quase 200 países participam de uma das reuniões mais importantes que antecedem a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).

O encontro funciona como a principal etapa técnica de negociação antes da conferência e reúne debates sobre políticas e ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas em discussão estão adaptação, mitigação e perdas e danos.

Este é um ano considerado decisivo para as negociações relacionadas à agricultura dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Isso porque chega ao fim o atual mandato do Trabalho Conjunto de Sharm el-Sheikh para Ação Climática na Agricultura, mecanismo criado para discutir soluções específicas para o campo diante dos desafios climáticos.

“A gente tem acompanhado aqui as negociações em Bonn com a expectativa de que esse mandato seja renovado para que a agricultura e a pecuária continuam continuem sendo discutidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC) de forma a reconhecer o trabalho que os produtores rurais já fazem no campo”, assessora técnica de sustentabilidade da CNA, Amanda Roza.

Segundo Roza, o objetivo é ampliar o reconhecimento das ações já realizadas pelos produtores rurais, destacando tecnologias implementadas no campo, boas práticas produtivas e iniciativas voltadas à sustentabilidade.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acompanhar essas definições é estratégico para garantir que a produção agropecuária brasileira permaneça inserida de forma estruturada no regime climático internacional e tenha reconhecida sua contribuição para o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris.

“Temos acompanhado para levar os produtores rurais como que eles têm contribuído com o Acordo de Paris e com a convenção do clima e com as metas também climáticas aqui no Brasil”, afirma Roza. 

Expectativas

As discussões também começam a abrir caminho para os próximos passos das conferências climáticas. Entre os assuntos acompanhados está o chamado roteiro para o combate ao desmatamento apresentado pela presidência brasileira da COP30, além das primeiras expectativas para a COP31 e a definição da futura agenda de ação.

Segundo Roza, para a COP31, a presidência deverá apresentar uma agenda de ações que definirá os principais temas em discussão e indicará de que forma a agricultura será inserida nesse conjunto de iniciativas.

“Então, são duas semanas bem intensas de negociação e que a gente espera que a agricultura caminhe para ser cada vez mais reconhecida como uma solução climática”, destaca Roza.

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