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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Período de latência das principais doenças da soja – MAIS SOJA

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Embora as práticas de manejo voltadas ao controle fitossanitário da soja sejam amplamente conhecidas, a elevada pressão de patógenos, aliada às condições climáticas e ambientais favoráveis ao desenvolvimento das doenças, torna o controle cada vez mais desafiador. Diante disso, é indispensável maior perícia e assertividade na definição e no posicionamento das estratégias de manejo.

Para tanto, o monitoramento periódico das áreas de cultivo é determinante para o sucesso do controle. Alguns patógenos da soja apresentam comportamento necrotrófico e, portanto, são capazes de sobreviver em resíduos culturais, estando presentes na lavoura antes mesmo da semeadura. Outros, como o agente causal da ferrugem-asiática, são biotróficos e necessitam de um hospedeiro vivo para completar seu ciclo de vida.

Nesse contexto, o manejo de plantas daninhas na entressafra, visando eliminar hospedeiros alternativos de pragas e doenças, aliado à rotação de culturas com espécies não hospedeiras de fitopatógenos, é fundamental para reduzir a pressão de inóculo sobre a soja cultivada em sucessão. Além disso, a maioria das doenças fungicidas apresenta um intervalo entre a infecção e a manifestação dos sintomas, o que dificulta o controle assertivo nas fases iniciais da doença.

Na prática, especialmente em patógenos cuja infecção se inicia no terço inferior das plantas, quando os sintomas tornam-se visíveis nos terços médio e superior, é provável que as folhas e hastes inferiores já estejam comprometidas, reduzindo a eficiência das aplicações. Além disso, doenças como a cercosporiose e a antracnose podem apresentar longos períodos de latência (intervalo entre a infecção e a expressão dos sintomas), o que reforça a importância do manejo preventivo e do monitoramento contínuo, em detrimento de ações baseadas apenas na observação dos sintomas.

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Tabela 1. Período entre infecção e o surgimento dos primeiros sintomas das principais doenças da soja.

Nesse contexto, se tratando de doenças de elevado potencial destrutivo e difícil controle, como a ferrugem-asiática, o posicionamento das práticas de manejo,  especialmente o controle químico com fungicidas, deve ocorrer de forma preventiva à ocorrência da doença, a fim de reduzir o impacto negativo sobre a produtividade da cultura (FRAC-BR, 2018). Além disso, para doenças que apresentam longo período de latência, como o crestamento foliar, é fundamental a adoção de medidas integradas de manejo no sistema de produção, incluindo o uso de sementes livres do patógeno e o tratamento de sementes com fungicidas, antes da semeadura (Soares et al., 2023).

Referências:

CHANDA, A. K. et al. DEVELOPMENT OF A QUANTITATIVE POLYMERASE CHAIN REACTION DETECTION PROTOCOL FOR Cercospora kikuchii IN SOYBEAN LEAVES AND ITS USEFOR DOCUMENTING LATENT INFECTION AS AFFECTED BY FUNGICIDE APPLICATIONS. Phytopathology, 2014. Disponível em: < https://apsjournals.apsnet.org/doi/epdf/10.1094/PHYTO-07-13-0200-R >, acesso em: 29/10/2025.

FRAC-BR. RECOMENDAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO DA FERRUGEM DA SOJA. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, 2018. Disponível em: < https://www.frac-br.org/_files/ugd/6c1e70_3d59f8587b214c9bae67d6c309adc3c5.pdf >, acesso em: 29/10/2025.

KAVANASHREE, K. et al. MOLECULAR VARIABILITY OF Colletotrichum spp. ASSOCIATED WITH ANTHRACNOSE OF SOYBEAN. Legume Research- An International Journal, 2022. Disponível em: < https://arccjournals.com/journal/legume-research-an-international-journal/LR-4871?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 29/10/2025.

LE, T. T. T. et al. IDENTIFICATION OF THE FUNGUS Erysiphe Diffusa CAUSING POWDERY MILDEW DISEASE ON SOYBEANS IN VINH PHUC, VIETNAM. Vietnam Journal of Science, Technology and Engineering, 2017. Disponível em: < https://pdfs.semanticscholar.org/6407/17b9e544fe39c947a0f88041d30f2fd3371e.pdf?_gl=1*1uqdrac*_gcl_au*MTg4ODA1NjA5LjE3NjE3Mzk0Mzc.*_ga*MTg4MzUxNDE5NC4xNzYxNzM5NDM3*_ga_H7P4ZT52H5*czE3NjE3Mzk0MzYkbzEkZzAkdDE3NjE3Mzk0OTYkajYwJGwwJGgw >, acesso em: 29/10/2025.

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NORTH DAKOTA SOYBEAN COUNCIL, INTEGRATED DISEASE, WEED & INSECT MANAGEMENT WHITE MOLD. North Dakota Soybean Council, s. d. Disponível em: < https://ndsoybean.org/ndsc-soybean-research-program/integrated-disease-weed-insect-management/?utm_source=chatgpt.com# >, acesso em: 29/10/2025.

PROMIP. FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Promip, 2019. Disponível em: < https://promip.agr.br/ferrugem-asiatica-da-soja/ >, acesso em: 29/10/2025.

PUIA, J. D. et al. NUMBER OF LESIONS, SEVERITY AND INCUBATION PERIOD OF ISOLATES OF Corynespora cassiicola IN SOYBEAN CULTIVARS. Ciência Rural, 2023. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/4ZgrCxD4zHN4SRfvQ4XD8Hy/?format=pdf&lang=en&utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 29/10/2025.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, ed. 6, Documentos, n. 256, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1158639 >, acesso em: 29/10/2025.

ZHU, L. et al. TRANSCRIPTOMIC AND METABOLOMIC ANALYSES REVEAL A POTENTIAL MECHANISM TO IMPROVE SOYBEAN RESISTANCE TO Anthracnose. Frontiers in Plant Science, 2022. Disponível em: < https://www.frontiersin.org/journals/plant-science/articles/10.3389/fpls.2022.850829/full >, acesso em: 29/10/2025.

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Sustentabilidade

Chuvas excessivas alongam ciclo da soja no Oeste do Paraná, com plantio praticamente concluído – MAIS SOJA

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O plantio da safra de soja 2026/27 alcança 99,17% da área prevista no Oeste do Paraná, mas o excesso de chuvas e a redução da radiação solar têm provocado alongamento do ciclo das lavouras, atrasando o desenvolvimento e o início do florescimento. Os temporais registrados nos últimos dias também trouxeram granizo e danos pontuais em áreas produtoras, conforme avaliação do economista Ernani José Benincá, da Benincá Agro – Consultoria e Corretagem Ltda., em levantamento exclusivo à Agência Safras.

Segundo Benincá, restam apenas algumas áreas para a conclusão da semeadura, principalmente nos municípios de Catanduvas, Ibema e Campo Bonito. Enquanto isso, as primeiras lavouras implantadas já começam a entrar na fase reprodutiva, embora apresentem desenvolvimento mais lento em razão das condições climáticas.

“Novamente tivemos chuvas volumosas e, em alguns lugares, como na Linha Mandarina, em Toledo, houve incidência de granizo com algum prejuízo. O excesso de chuvas, associado às temperaturas mais baixas e à menor radiação solar, está provocando um alongamento do ciclo da soja”, explica Benincá.

O levantamento aponta que Palotina registrou 167 milímetros de chuva no último fim de semana, praticamente o dobro da média regional de 84 milímetros. Além da Linha Mandarina, o granizo também atingiu áreas próximas à Fazenda Monte Sion, na região de Toledo.

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A principal preocupação do especialista, entretanto, está relacionada à redução da luminosidade. Segundo ele, algumas lavouras apresentam aproximadamente 60 dias de ciclo e somente agora começam a florescer, enquanto em outras temporadas já estariam próximas ou dentro dos estádios reprodutivos R1 e R2.

“Tem soja com 60 dias de ciclo, porte baixo e entrenós curtos, que só agora está apresentando as primeiras flores. Em outros anos, com essa idade, as plantas praticamente já estariam em R1 ou R2. A menor radiação solar está ocasionando esse atraso”, observa.

Benincá avalia que o alongamento do ciclo, já estimado em quatro dias em relação ao ciclo médio, poderá aumentar nas próximas duas semanas caso persistam as condições de chuva e baixa luminosidade. O economista destaca que a situação exige atenção, especialmente porque a região já enfrenta precipitações acima do padrão habitual para o período.

Outro fator de preocupação envolve o aproveitamento dos fertilizantes aplicados nas lavouras. Conforme o especialista, o excesso de precipitações pode provocar perdas de parte do cloreto de potássio utilizado em cobertura, comprometendo a eficiência da adubação.

“Todas as aplicações de cloreto em cobertura ficam sujeitas a perdas com o excesso de chuvas. Isso representa tanto uma perda agronômica quanto financeira para o produtor”, ressalta.

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Por outro lado, a pressão de pragas permanece baixa, sem representar, neste momento, uma preocupação significativa para o desenvolvimento da cultura.

Apesar dos problemas climáticos, Benincá pondera que a disponibilidade de água continua sendo importante para o potencial das lavouras, desde que os excessos não provoquem danos mais expressivos.

“Enquanto houver chuvas, mesmo que tragam algum percentual de pequenas perdas, ainda é melhor trabalhar com barro do que com poeira. Aprendi a trabalhar com barro; com poeira, ainda não”, conclui.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Tempo estável favorece semeadura da soja em MS; 0,5% da área precisou ser replantada – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 foi favorecido pela melhora das condições climáticas e pela umidade  do solo. A semeadura alcançou 68,6% da área acompanhada, o equivalente a 3,3 milhões de hectares.

Para o analista técnico da Aprosoja/MS,Lucas Santana, o resultado representa uma recuperação do ritmo das operações em relação ao cenário registrado na segunda quinzena de outubro, quando as chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.

“Naquele período, o plantio havia alcançado 32% da área acompanhada. As operações ficaram paralisadas durante grande parte da semana devido às condições de umidade do solo. Também foram registrados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos, principalmente em áreas de solos arenosos e mistos”.

Com a melhora das condições para entrada das máquinas nas lavouras, a semeadura ganhou ritmo. A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com 76,2%, seguida pela região Centro, com 60,3%, e pela Norte, com 52,2%.

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Apesar do avanço das operações, os efeitos das chuvas ainda aparecem no levantamento do Projeto SIGA-MS. Foram identificados 22.718 hectares que precisaram ser replantados em Mato Grosso do Sul,  o que equivale a aproximadamente 0,5% da área estimada para a cultura.

A região Centro concentra a maior área replantada, com 13.213 hectares, seguida pela região Norte, com 9.435 hectares. Nas demais regiões, as ocorrências são pontuais.

Entre as principais causas estão o encharcamento, o selamento e a erosão laminar do solo, condições que podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas e exigir a realização de uma nova semeadura.

“O acompanhamento climático continua sendo importante para o planejamento da safra. A atuação do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades em Mato Grosso do Sul”.

Acesse o boletim completo, clicando aqui.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

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Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.

No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.

Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.

Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.

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No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

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Site: Conab

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Agro MT