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28 de julho de 2026

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Flávio Dino suspende todos os processos sobre a Moratória da Soja

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (5) a suspensão de todos os processos e investigações em andamento sobre a chamada Moratória da Soja, acordo firmado em 2006 entre grandes tradings exportadoras, entidades do agronegócio e organizações ambientais.

A decisão também paralisa as apurações conduzidas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que vinha investigando 15 executivos de tradings por suspeita de formação de cartel, conforme revelou a Folha de S.Paulo nesta terça (4).

O pedido de tutela provisória foi apresentado pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), defensora da manutenção do pacto.

O que é a Moratória da Soja

O acordo, criado em 2006, estabelece o monitoramento via satélite e auditorias independentes da produção de soja na Amazônia Legal, com o objetivo de barrar compras de áreas desmatadas ilegalmente e evitar boicotes internacionais aos grãos brasileiros.

A medida é elogiada por entidades ambientais e exportadores, mas criticada por parte dos produtores, que alegam que a moratória funciona como uma forma disfarçada de cartelização, restringindo concorrência e impondo barreiras comerciais.

STF centraliza debate

Na decisão, Flávio Dino determinou que todas as ações e inquéritos fora do Supremo sejam suspensos até que a Corte julgue o mérito das três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que tratam do tema.

Segundo o ministro, o julgamento do STF terá efeito vinculante e definirá a legalidade ou não da moratória em todo o país.

Dino argumentou que a medida evita o que chamou de “transbordamento de litígios”, com decisões conflitantes entre diferentes instâncias. Para ele, o pacto ajudou a “fortalecer a credibilidade internacional do Brasil” na proteção ambiental e na imagem de país produtor de commodities sustentáveis.

Cade e Aprosoja reagem

O Cade havia determinado a suspensão da moratória em 2023, por entender que o acordo fere a livre concorrência. A decisão, porém, foi revertida por liminar da Justiça Federal, que manteve a validade do pacto até 31 de dezembro de 2025.

A Superintendência-Geral do órgão abriu na semana passada investigação administrativa contra executivos de grandes tradings, apontando indícios de cartelização no controle da compra e comercialização da soja amazônica.

Em nota, a Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) afirmou respeitar a decisão de Dino, mas reiterou confiança no trabalho técnico do Cade e no julgamento do plenário do Supremo.

“A Aprosoja-MT reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, certa de que o trabalho técnico do Cade contribuirá para assegurar a livre concorrência, a isonomia entre produtores e o cumprimento da legislação brasileira”, declarou a entidade.

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TCE vai auxiliar Várzea Grande na busca por solução para dívida bilionária de precatórios herdada de gestões anteriores

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Tribunal de Contas apoiará medidas para reduzir o impacto dos precatórios nas contas públicas

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), garantiu nesta terça-feira (28) o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para buscar alternativas que ajudem a enfrentar a dívida de precatórios do município, estimada em mais de R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a criação de uma mesa técnica para discutir medidas que reduzam o impacto do passivo nas contas públicas.

Segundo Flávia, a dívida foi acumulada ao longo de décadas e exige atuação conjunta entre o Município, os órgãos de controle e o Judiciário para preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade dos serviços públicos. A prefeita destacou que, em um ano e meio de gestão, a administração já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que o Tribunal vai colaborar na construção de soluções para recuperar a capacidade financeira de Várzea Grande. Entre as medidas em discussão estão o apoio à aprovação de um projeto que autoriza acordos com credores e a análise de mudanças na distribuição do ICMS.

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Bombeiros resgatam três vítimas após batida e capotamento de caminhonetes no interior

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Colisão ocorreu em Campo Novo do Parecis. Um dos motoristas sofreu fraturas graves e sangramento e foi levado ao hospital

 

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã desta terça-feira (28.7), três vítimas de um acidente de trânsito envolvendo duas caminhonetes na BR-364, nas proximidades da Fazenda Flamingo, em Campo Novo do Parecis (a 396 km de Cuiabá).

A equipe do 3º Núcleo Bombeiro Militar (3º NBM) foi acionada às 8h30, por meio do telefone de emergência 193, para atender a ocorrência. Conforme as informações iniciais, o acidente aconteceu quando uma das caminhonetes realizava uma conversão na pista e foi atingida pela outra.

Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram uma das caminhonetes sobre a pista de rolamento e a outra capotada às margens da rodovia, em meio à vegetação. Imediatamente, a equipe iniciou o atendimento pré-hospitalar às três vítimas.

Em uma das caminhonetes, um dos passageiros apresentava hemorragia e recebeu atendimento para controle do sangramento por meio de um curativo compressivo, além dos demais procedimentos de atendimento pré-hospitalar. O condutor do veículo estava consciente, orientado e relatava dores na região torácica.

Já o condutor da outra caminhonete apresentava desorientação, sangramento pela boca e pelo ouvido, fraturas nos membros inferiores e suspeita de fratura pélvica. Após serem estabilizadas, as três vítimas foram encaminhadas a uma unidade hospitalar, onde receberam atendimento médico especializado.

 

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Petróleo, clima e tensões globais redesenham cenário para soja, milho, café e boi gordo

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Montagem: Canal Rural

O mercado das principais commodities agrícolas iniciou a semana sob influência de fatores climáticos e geopolíticos. Segundo o consultor em agronegócio Carlos Cogo, o comportamento dos preços de soja, milho, café e boi gordo dependerá, principalmente, da evolução do clima nas principais regiões produtoras, do mercado de petróleo e do ritmo das exportações.

“Na soja e no milho, o mercado continua monitorando o clima nos EUA. No caso do milho, também acompanha a evolução da colheita da segunda safra no Brasil. No café, o clima chuvoso tem atrapalhado a colheita brasileira e influenciado as cotações globais. Já no boi, o foco está no ritmo das exportações, que começa a desacelerar com a preocupação em relação ao preenchimento da cota destinada ao mercado chinês”, afirmou.

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Cogo também destacou que o petróleo voltou ao centro das atenções após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, a queda da commodity energética pressionou as commodities agrícolas, especialmente aquelas ligadas à produção de biocombustíveis.

“O petróleo em queda reduz a demanda por biodiesel, derruba o preço do óleo de soja, a principal matéria-prima do biodiesel. Isso acaba pressionando todo o complexo da soja”, explicou.

Na soja, o consultor afirmou que o clima segue como o principal fator de formação dos preços nos Estados Unidos. Conforme o relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 63% das lavouras norte-americanas estão em condições boas ou excelentes, índice inferior aos 70% registrados no mesmo período do ano passado.

“Há previsão de temperaturas acima da média nas próximas duas semanas, mas também são esperadas chuvas próximas da média histórica. Isso deve aliviar parte da preocupação. Não há, neste momento, um prognóstico de quebra de safra para os Estados Unidos, mas o clima continua sendo um importante vetor de preços”, disse.

O consultor lembrou que, após acumular alta de 4,2% na semana passada, impulsionada pelas tensões geopolíticas e pelo avanço do petróleo, os contratos futuros da soja iniciaram esta semana em forte queda.

“As cotações recuaram porque o petróleo perdeu força. Com isso, diminui a competitividade do biodiesel, cai o preço do óleo de soja e todo o complexo acaba sendo pressionado”, afirmou.

Cenário do milho

Para o milho, Cogo destacou que o cenário também é influenciado pelas condições climáticas nos Estados Unidos. Atualmente, 63% das lavouras apresentam condições boas ou excelentes, abaixo dos 73% observados no mesmo período do ano passado.

Além disso, o consultor chamou atenção para o atraso da colheita da segunda safra brasileira. “A colheita da segunda safra alcança 58% da área, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 66%. Esse atraso continua sendo acompanhado pelo mercado”, ressaltou.

Segundo ele, a queda do petróleo também afeta o milho ao reduzir a competitividade do etanol produzido a partir do cereal. Por outro lado, a intensa onda de calor na Europa ajuda a limitar perdas mais expressivas nas cotações.

“O mercado acompanha essa onda de calor, principalmente na França e na Espanha, porque ela aumenta os riscos para as lavouras europeias e acaba oferecendo sustentação aos preços”, explicou.

O clima no mercado de café

No mercado de café, Cogo afirmou que as chuvas nas áreas produtoras brasileiras seguem atrasando a colheita e sustentando a volatilidade das cotações internacionais.

“O clima chuvoso continua dificultando o avanço da colheita no Brasil e influencia diretamente o comportamento dos preços do café no mercado global”, disse.

Boi gordo

Já para o boi gordo, o consultor destacou que a atenção está voltada ao desempenho das exportações brasileiras.

“O ritmo de embarques começou a desacelerar nas últimas semanas por causa da preocupação com o preenchimento da cota destinada ao mercado chinês. Esse é o principal fator de atenção para o setor neste momento”, concluiu o especialista.

O post Petróleo, clima e tensões globais redesenham cenário para soja, milho, café e boi gordo apareceu primeiro em Canal Rural.

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