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3 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Agroindústria deve somar mais de 200 mil empregos na região Centro-Oeste até 2027

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Em até 2 anos, o segmento de agroindústria nos quatro Estados da região Centro-Oeste devem ultrapassar 200 mil empregos. A informação foi confirmada durante a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, iniciativa itinerante promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, que encerrou sua passagem pela região Centro-Oeste na última semana, durante evento realizado na Expoind, feira de tecnologia industrial promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), no Centro de Convenções de Goiânia. O encontro reuniu representantes da indústria, do governo e de instituições de fomento para discutir os desafios e oportunidades da inovação nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Entre 1996 e 2022, o Centro-Oeste registrou crescimento de 173% no Valor de Transformação Industrial (VTI) — o maior do país. Esse avanço foi impulsionado principalmente pela modernização da agricultura e da pecuária, setores que têm puxado a industrialização regional. O dado é do Observatório Nacional da Indústria, da CNI. O estudo aponta ainda que a expansão do agronegócio deve gerar 207 mil novos postos de trabalho até 2027, sobretudo em segmentos tecnológicos como agritechs, biotechs e nanotechs, com destaque para bioprodutos, bioinsumos e soluções em saúde.

Ao apresentar o panorama da região, o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes, destacou a necessidade de fortalecer as cadeias produtivas que transformam a matéria-prima local em produtos de maior valor agregado. “Temos que olhar para esses números e entender: se somos um dos maiores produtores de algodão, por que não temos proporcionalmente a mesma quantidade de indústrias têxteis? Porque nossa energia é cara, nossa infraestrutura e regulação ainda têm gargalos”, observou.

Segundo ele, a Jornada é também um exercício de escuta, que busca identificar as principais demandas de cada região para aprimorar políticas públicas e estratégias empresariais. No Centro-Oeste, os principais desafios identificados foram: escassez de capital humano qualificado (34,6%), resistência cultural e baixa maturidade digital (24,5%), burocracia e regulação excessivas (20,3%), além da necessidade de valorizar a biodiversidade e a ciência nacional (16,6%) e reduzir custos de infraestrutura e tecnologia (16,6%).

Por outro lado, o levantamento também mostrou caminhos promissores. Entre as principais oportunidades, estão a transição digital como motor de competitividade (34,6%), o acesso a fomento e financiamento para inovação (23,1%), os ganhos em eficiência e continuidade dos negócios (16,9%), o fortalecimento dos ecossistemas regionais e da inovação aberta (14,3%) e o aproveitamento estratégico da biodiversidade, com foco na economia circular (11,1%).

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O encontro contou com a participação de representantes de deep techs, indústrias de diversos segmentos, Sebrae, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), governo de Goiás, BNDES, Finep e Embrapii, consolidando o encerramento da etapa regional com a proposta de transformar o potencial econômico do Centro-Oeste em riqueza tecnológica e inovação sustentável.

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Agro Mato Grosso

Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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