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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Sistema de produção Soja – Milho Safrinha x Fenómeno do ENOS, entendendo para manejar – MAIS SOJA

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O sistema de produção Soja – Milho safrinha é o predominante no Brasil e consiste na semeadura de milho após a colheita da soja. Este sistema está presente na maioria das regiões de produção de soja no Brasil (exceptuando o Rio grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e algumas regiões de altitude no Paraná (PR)) abrangendo uma área de 18 milhões de hectares (CONAB, 2025).

No Centro-Oeste, está prática de semeadura de milho após colheita da soja apresentou uma expansão significativa a partir dos anos 2000 (Battisti et al., 2020). Onde o principal desafio é o ajuste do ciclo de desenvolvimento das duas culturas de modo que haja disponibilidade hídrica para ambas. Nesse sentido a época de semeadura da soja faz com que muitas vezes não coincida com a época de maior potencial de produtividade ou menor risco climático.

O risco climático pode ser diminuído com o uso do índice El Niño Oscilação Sul (ENOS), para definir os períodos de semeadura da soja que apresentem menor risco climático para a sucessão soja-milho, estas janelas foram definidas com base em modelos de simulação que analisam a disponibilidade hídrica e térmica para altas produtividades no sistema (Nóia Junior & Sentelhas, 2019). Os resultados mostram que em anos de El Niño, o período de semeadura da soja se estende no Sul do Brasil, enquanto no Centro-Oeste e Nordeste é mais curto, comportamento inverso em anos de La Niña onde os períodos de semeadura são menores ou, até inviável em algumas regiões como Campo Mourão – PR (Figura 1.)

Figura 1. Faixas ótimas de semeadura para a soja, considerando a sucessão de soja e milho safrinha durante as fases La Niña (A) e El Niño (B), em diferentes locais no Brasil. Locais com * indica risco elevado para o cultivo de milho pós soja.
Adaptado de: Nóia Junior & Sentelhas (2019).

Essas estratégias minimizam perdas extremas de produtividade, principalmente do milho. Atrasos na semeadura da soja em setembro ou outubro podem impactar significativamente a produtividade do milho devido ao atraso em sua semeadura. O milho perde produtividade a uma taxa de -10 kg ha-1 por dia em anos de La Niña em Altamira/PA e de -12 kg ha-1 por dia em anos de El Niño. Esses resultados destacam o impacto do ENOS no risco de perdas, onde em anos de La Niña as regiões subtropicais (> -20° de latitude) enfrentam maiores riscos e em contrapartida em anos de El Niño, as maiores perdas ocorrem em áreas de baixa latitude (-5° de latitude), caso atrase a semeadura do milho (Figura 2).

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Figura 2. Anomalias de produtividade do milho safrinha durante os anos de La Niña, Neutro e El Niño em relação à produtividade média geral para cada data e local de semeadura, representada por sua latitude no Brasil. As anomalias de produtividade de milho safrinha foram obtidas subtraindo-se a produtividade média de cada data e local de uma determinada fase do ENOS a partir da produtividade média geral para a respectiva data e local de semeadura.
Adaptado de: Nóia Júnior & Sentelhas (2019).

No Sul do Brasil, uma comparação entre sistemas de produção revelou que o cultivo de soja exclusivo apresentou um incremento de 0,89 t ha-1 em relação ao cultivo de soja no sistema soja-milho safrinha (Figura 3). Essa diferença é atribuída à alteração no período de semeadura para épocas de menor potencial de produtividade de soja, além do uso de cultivares de ciclo mais curto, que possuem menor potencial produtivo. Portanto, a adoção do sistema soja-milho safrinha deve ser avaliada com cautela para garantir que a inclusão das duas culturas seja economicamente viável para o sistema de produção.

Figura 3. Produtividade da soja única versus soja no sistema de produção soja-milho safrinha. A cor azul representa os potenciais irrigados (PI) e a cor amarela, o potencial de produtividade de sequeiro (PS). A linha diagonal sólida preta indica y = x.
Fonte: Equipe Field Crops

Referências bibliográficas.

BATTISTI, R. et al. Rules for grown soybean-maize cropping system in Midwestern Brazil: Food production and economic profits. Agricultural Systems, v. 182, n. 102850, p. 102850–102850, 28 abr. 2020. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X18312691 >, acesso: 19/10/2025

CONAB. ACOMPANHAMENTO DA SAFRA BRASILEIRA 5o LEVANTAMENTO. [s.l: s.n.]. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/5o-levantamento-safra-2024-25/e-book_boletimzdezsafrasz-z5zlevantamentoz2025.pdf >, acesso: 12/10/2025

NÓIA JÚNIOR, R. DE S.; SENTELHAS, P. C. Soybean-maize off-season double crop system in Brazil as affected by El Niño Southern Oscillation phases. Agricultural Systems, v. 173, p. 254–267, jul. 2019. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X18312691 >, acesso: 19/10/2025

WINCK, J. E. M. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025

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Sustentabilidade

Produção de soja e milho muda perfil da mão de obra no campo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Mato Grosso do Sul registrou 16,7 milhões de toneladas de soja e 11,1 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026. O avanço da produção ocorre junto a mudanças no mercado de trabalho rural, com redução da quantidade de pessoas ocupadas diretamente nas lavouras e aumento da participação de atividades relacionadas à agroindústria, aos agrosserviços e ao suporte técnico.

Os dados do Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, elaborado pelo Cepea em parceria com a CNA, mostram que o agronegócio brasileiro empregou 28,40 milhões de pessoas em 2025, maior patamar da série histórica iniciada em 2012. O número representa 26,3% da população ocupada no país e corresponde a um aumento de 601.806 trabalhadores em relação a 2024.

Enquanto a agroindústria teve aumento de 1,4% nas contratações e os agrosserviços cresceram 6,1%, o segmento primário recuou 1,1%, com redução de 87.378 trabalhadores.

Na agricultura, a soja registrou queda de 6,9% na população ocupada, equivalente a 31.987 pessoas. No milho, a redução foi de 10%, ou 43.087 trabalhadores.

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Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, os dados refletem a tecnificação no campo.

“No caso da soja e do milho, a mecanização e a automação reduzem determinadas atividades manuais. Ao mesmo tempo, a cadeia produtiva mantém demanda por trabalhadores em áreas como agroindústria, agrosserviços, assistência técnica, logística, manutenção e operação de máquinas”.

Em Mato Grosso do Sul, a produção de soja e milho tem participação na economia estadual e nas exportações. Em 2025, o complexo soja respondeu por US$ 2,94 bilhões dos US$ 10,1 bilhões exportados pelo agronegócio do Estado.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que reúne informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada, também mostram esse movimento no Estado.

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com saldo positivo de 19.756 empregos formais. A agropecuária respondeu por 1.256 vagas, enquanto construção civil, serviços, indústria e comércio apresentaram saldos superiores.

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Os dados também apresentam variações relacionadas ao calendário agrícola. Em abril de 2026, a agropecuária registrou saldo negativo de 115 vagas no Estado. Em agosto de 2025, o setor teve saldo negativo de 175 vagas, período que coincidiu com o vazio sanitário da soja.

Com o encerramento do vazio sanitário em 15 de setembro e a liberação do plantio a partir de 16 de setembro, a demanda por mão de obra relacionada à soja volta a acompanhar o calendário da nova safra.

Remuneração

Um levantamento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apresenta diferenças de remuneração conforme o nível de escolaridade dos trabalhadores da agropecuária.

Nos municípios analisados, mulheres com ensino superior completo apresentaram remuneração média de R$ 5.138,46, enquanto aquelas com ensino médio tiveram média de R$ 2.378,29. Os dados são referentes ao levantamento realizado com base em informações da Rais e do Caged de 2021.

“A tecnologia aumenta a necessidade de trabalhadores preparados para operar máquinas, utilizar ferramentas digitais e atuar em atividades de gestão e suporte à produção. A qualificação passa a fazer parte da estrutura necessária para acompanhar as mudanças na agricultura”, finaliza Raphael.

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O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Indústria do trigo e autoridades debatem gargalos de fronteira para destravar comércio entre Brasil e Paraguai – MAIS SOJA

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Buscando soluções para minimizar os gargalos logísticos e a necessidade de garantir o abastecimento da indústria moageira nacional, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) promoveu, entre os dias 1º e 3 de setembro, o Giro Abitrigo – Paraguai. A iniciativa reuniu mais de 45 representantes de moinhos e de outros elos da cadeia do grão brasileiro para uma expedição que expôs desafios operacionais críticos, gerados, principalmente, pela burocracia na fronteira entre os dois países.

Durante os três dias, a comitiva conheceu a infraestrutura de transporte na região, com a visita ao Terminal Multilog, no Brasil, e à Algesa, no país vizinho. O grupo também visitou campos de trigo na região de Santa Rita, onde realizou uma visita técnica às lavouras locais e conheceu de perto o padrão de cultivo e os cuidados sanitários aplicados na produção do trigo paraguaio. O Giro ainda visitou a Cooperativa Colonias Unidas, em Obligado, para conhecer o programa de multiplicação de variedades e as tecnologias aplicadas na garantia de qualidade do grão, e o campo experimental da Cámara Paraguaya de Exportadores y Comercializadores de Cereales y Oleaginosas (CAPECO) e da Genética Vegetal del Paraguay S.A. (GENEPAR), onde acompanhou pesquisas e ensaios com novas variedades agrícolas voltadas a atender às exigências operacionais dos moinhos brasileiros.

No último dia do Giro, o grupo se reuniu com autoridades do Ministério da Agricultura do Brasil, do Ministério da Agricultura do Paraguai, da Receita Federal e agentes do comércio exterior para um encontro em que o gargalo logístico foi o tema central. Durante os debates, o setor industrial apontou que a simplificação dos trâmites aduaneiros no porto seco da Algesa e no Terminal Multilog é fundamental para destravar o potencial de trocas comerciais na região de fronteira.

“Colocamos um grande desafio para esse grupo, que é a redução do chamado custo fronteira, hoje uma grande barreira para o estímulo desse comércio. Segundo os operadores locais, estamos falando de quase 20 dólares por tonelada em custos operacionais de travessia. Trata-se de um valor expressivo dentro da precificação do mercado internacional do trigo, e qualquer melhoria operacional trará um estímulo imediato ao comércio entre Paraguai e Brasil”, apontou o superintendente da Abitrigo, Eduardo Assêncio.

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A urgência em otimizar o fluxo de importação ganha força diante de uma mudança estrutural no campo no Sul do Brasil. No Paraná, principal estado produtor, a migração de produtores para culturas alternativas de maior valor agregado vem reduzindo a área destinada ao cereal na safrinha. A estimativa da indústria é que o mercado paranaense precise importar entre 1,5 milhão e 1,7 milhão de toneladas de trigo no ciclo de 2027, posicionando o Paraguai como o fornecedor natural para suprir essa demanda no Sul e no Sudeste.

Boa qualidade e investimentos no trigo paraguaio

Do lado paraguaio, a resposta da cadeia produtiva envolve investimentos diretos em tecnologia e melhoramento genético para expandir a oferta e atender aos padrões exigidos pelos moinhos brasileiros.

“Tivemos a honra de receber a comitiva da Abitrigo, que esteve aqui com a intenção de conhecer nossas lavouras e de comprar nosso excedente exportável. Estamos trabalhando para retomar o patamar de 600 mil hectares de área cultivada com trigo no Paraguai”, afirmou o presidente da Cámara Paraguaya de Exportadores y Comercializadores de Cereales y Oleaginosas, José Berea.

A qualidade do grão paraguaio é apontada pela indústria como um diferencial técnico decisivo. Pela sua composição e força de glúten, o cereal importado do país vizinho atua como um melhorador de farinha para os moinhos paranaenses e paulistas, complementando a produção local, porém as questões burocráticas ainda dificultam as transações comerciais.

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“Compramos trigo paraguaio, mas foi a primeira vez que cruzei a fronteira para ir até os campos, conversar com produtores e com os desenvolvedores de genética. Enfrentamos certa burocracia na importação e vemos que a questão logística é um gargalo, mas aqui entendemos cada limitação, que nem sempre é apenas burocrática, mas envolve a logística e acertos entre os dois países”, avaliou o diretor de Originação e Financeiro da S.A. Moageira & Agrícola Irati, André Vosnika.

“É muito enriquecedor esse tipo de experiência, de poder entender os problemas que eles enfrentam versus os nossos. Para nós, principalmente do Paraná, o Paraguai é um fornecedor importante de trigo, e essa visita enriqueceu bastante o nosso conhecimento”, destacou o presidente do Conselho na Infasa e Belarina, Arnei Antônio Frasson.

Para o superintendente da Abitrigo, a aproximação direta entre industriais, produtores e órgãos governamentais abriu caminho para um novo ciclo de cooperação bilateral no mercado de grãos.

“O Giro Abitrigo superou as expectativas da organização e dos participantes. Conseguimos transmitir aos produtores e exportadores paraguaios as reais necessidades do mercado brasileiro, encontrando um setor altamente receptivo e empenhado em aprimorar suas entregas. A expectativa é que os alinhamentos operacionais e institucionais promovidos durante a expedição tragam resultados concretos para a cadeia do trigo em curto e médio prazo”, concluiu Assêncio.

Sobre a Abitrigo

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A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) representa as empresas moageiras responsáveis pela produção de farinha e derivados utilizados na fabricação de alimentos essenciais, como pães, massas e biscoitos. A entidade acompanha o mercado e atua na interlocução com os setores público e privado em temas relacionados ao abastecimento, custos e competitividade da cadeia do trigo.

Com atuação técnica e institucional, a Abitrigo monitora o cenário nacional e internacional, produz análises e contribui para o debate sobre políticas agrícolas, comércio exterior e logística, com foco na segurança do abastecimento e no acesso da população a produtos básicos da alimentação.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para setembro, outubro e novembro/26 – MAIS SOJA

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Análise climática de agosto

Em agosto de 2026, as chuvas foram acima de 90 mm na Região Sul, sul de São Paulo e na faixa litorânea da Região Nordeste, mantendo a umidade no solo com índices satisfatórios. Em grande parte do Centro-Oeste, do centro-norte de Minas Gerais, do interior do Nordeste, do leste do Amazonas, de Roraima, do Tocantins e grande parte do Pará, foram registrados acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores teores de armazenamento de água no solo.

Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 90 mm, desde o Rio Grande do Norte até Alagoas. Em parte destas áreas, o armazenamento de água no solo se manteve favorável, beneficiando o milho terceira safra. Já no semiárido e demais áreas do Sealba e Matopiba, os valores não ultrapassaram os 40 mm, ocorrendo a redução dos índices de umidade do solo. Nas áreas de final de ciclo, o tempo seco favoreceu a maturação e a colheita das lavouras. Maiores volumes de chuva, na Região Centro-Oeste, foram registrados somente no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados acima de 40 mm. Nas demais áreas, foram registrados baixos volumes e em algumas localidades não houve registro de precipitação.

O predomínio de tempo seco reduziu a umidade do solo e favoreceu o avanço da colheita de algodão, milho segunda safra, feijão terceira safra e trigo. Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no sul e leste da região, com volumes acima de 40 mm. Já no norte de São Paulo e em grande parte de Minas Gerais, registraram menos de 30 mm. As condições de tempo mais seco vêm favorecendo o andamento da colheita de culturas como
milho, algodão, trigo e feijão.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm no leste dos três estados, mas, principalmente, na parte sul do Rio Grande do Sul, onde os acumulados do mês ultrapassaram os 250 mm. Este cenário manteve os índices de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou pontualmente a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas. No restante da região, os acumulados de chuva variaram entre 70 mm e 100 mm, exceto no noroeste do Paraná, onde as chuvas foram inferiores a 40 mm.

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Em agosto, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Piauí e Maranhão. As menores máximas ocorreram, principalmente, na Região Sul e em áreas do leste das Regiões Sudeste e Nordeste.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram os 18 °C nas Regiões Norte e Nordeste, bem como em parte da Região Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 16 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 12 °C, ocorreram, principalmente, nas áreas serranas das Regiões Sudeste e Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Houve registro de episódios de geadas, principalmente, no Rio Grande do Sul.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 31 de agosto de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 2°C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até os 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 120°W, onde as anomalias foram acima de 3 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2°C durante agosto, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a persistência das condições de El Niño, fase quente, durante o trimestre setembro, outubro e novembro de 2026.

3. PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO SETEMBRO, OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. As chuvas acima da média são previstas para a Região Sul, além de áreas do oeste e sul da Região Centro-Oeste e parte sul da Região Sudeste.

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Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos índices de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de índices mais elevados de umidade do solo nessa área.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que deverá contribuir para a redução dos índices de umidade do solo. Ressalta-se, contudo, que a estação chuvosa na faixa leste da região se aproxima do fim, sendo esperada uma redução natural dos volumes de chuva nos próximos meses, característica do período de transição para a estação seca.

Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do norte e nordeste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente, em outubro e novembro.

Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, bem como em grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média.

Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas das porções central e oeste do Rio Grande do Sul, bem como no oeste de Santa Catarina, principalmente, em outubro.

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As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo e grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C. Destacam-se, ainda, que as áreas de maior altitude da Região Sul podem ter temperaturas abaixo de 15 °C, especialmente, em setembro.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte: Conab



 

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