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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 31/10/2025 – MAIS SOJA

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Destaque da Semana – NY subiu cinco sessões seguidas até 30/out, impulsionada pela expectativa do encontro EUA-China na Coreia do Sul. No entanto, o resultado, apesar de trazer boas manchetes e um tom menos hostil, não mudou os fundamentos nem trouxe grandes anúncios. O mercado segue cauteloso, à espera de sinais concretos sobre os rumos da política comercial global.

Canal do Cotton Brazil – Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 30/out cotado a 65,12 U$c/lp (+1,6% vs. 23/out). O contrato Dez/26 fechou em 68,70 U$c/lp (+0,8% vs. 23/out).

Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 913 pts para embarque Nov/Dez-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 30/out/25.

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Altistas 1 – Tendência técnica levemente positiva – o contrato de Dez/25 se manteve acima de 64 c/lb, com faixa de negociação cerca de 100 pontos acima da semana anterior.

Altistas 2 – Preços maiores na Ásia – O índice Cotlook A (índice de referência do algodão posto Ásia) atingiu U$c 77,4 c/lb, maior nível desde setembro, sinalizando pedidas CIF mais firmes no Extremo Oriente e sustentando os prêmios das origens.

Altistas 3 – Possibilidade de redução dos juros – Nos EUA, inflação abaixo do esperado fortalece apostas de corte de juros de 25 pontos pelo FED, reduzindo o custo de carregamento e favorecendo recomposição de estoques.

Altistas 4 – Compras das fiações – Fiações com baixa cobertura aproveitaram os preços ainda atrativos para garantir volumes spot, sustentando negócios de curto prazo.

Altistas 5 – Com os resultados de setembro, as importações chinesas voltaram a um patamar mais normal para a média dos últimos sete anos. A tendência sazonal indica possibilidade de novos aumentos até janeiro, embora haja poucos sinais de uma recuperação sustentada.

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Baixistas 1 – Resultado morno do encontro EUA-China – Sem acordo amplo sobre algodão ou têxteis, o mercado devolveu parte dos ganhos no pregão seguinte, em movimento típico de “compra no rumor, venda no fato”.

Baixistas 2 – A colheita no Texas avança sem danos relevantes, com expectativa de produção de 3 milhões tons nos EUA mantendo um cenário de oferta confortável.

Baixistas 3 – Oferta global segue elevada – Produção 25/26 estimada em 25,75 milhões tons, ainda superior ao consumo (25,41 milhões tons), o que projeta aumento de estoques mundiais (dados Cotlook).

Baixistas 4 – Perspectiva negativa para commodities globais – Segundo o World Bank Commodity Markets Outlook, os preços globais das commodities devem cair 7% em 2025 e novamente 7% em 2026, atingindo o menor nível em seis anos.

Baixistas 5 – Os preços da fibra de poliéster (PSF) caíram fortemente nas últimas semanas, acompanhando a fraqueza do mercado de petróleo. Na China, as cotações estão abaixo de 40 U$c/lp, o nível mais baixo desde abril de 2024 — e, antes disso, não se via preços tão baixos desde dezembro de 2020.

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EUA 1 – O governo dos EUA permanece em shutdown desde 1º/out sem acordo orçamentário. Escritórios do FSA (que opera o programa de subsídios americano) retomaram operações com equipe mínima, mas sem previsão para pagamentos aos produtores.

EUA 2 – A ausência de anúncios concretos sobre o setor algodoeiro ao final da cúpula Trump-Xi (30/out) decepcionou o mercado dos EUA, que aguardava sinais sobre a retomada das compras chinesas de algodão americano.

EUA 3 – A Cotlook revisou a produção de algodão dos EUA para 2,92 milhões tons (anterior 3 milhões tons), com base no atraso de 25% na classificação vs. 2024. Motivo: condições climáticas adversas e infestações.

China 1 – A CCA aumentou a estimativa de produção chinesa de algodão para 7,28 milhões tons em 2025/26 (+9,2% anuais), com área plantada de 2,99 milhões ha (+1,8%).

China 2 – As importações chinesas foram mantidas em 1,1 milhão tons, consumo em 8,1 milhões e exportações em 20 mil, resultando em estoques finais de 10,11 milhões tons.

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Bangladesh 1 – As importações de algodão de Bangladesh em set/25 foram de 152.250 tons (maior volume desde jun/2024). Brasil foi o principal fornecedor (29%), superando a ZFA (23%) e a Austrália (18%).

Bangladesh 2 – No acumulado de 2 meses da safra, as importações de Bangladesh somaram 285.372 tons (-4% vs 2024). ZFA liderou (27%), seguida por Brasil (23%) e Austrália (17%).

Paquistão – O governo paquistanês estima produção de 1,16 milhão tons na safra atual, abaixo da meta de 1,73 milhão tons. A Cotlook revisou sua previsão para 1,19 milhão tons.

ITMF & IAF – A Abrapa apresentou a visão do algodão brasileiro para ajudar a aumentar a participação do algodão na matriz têxtil global nos próximos anos: inovação, qualidade, regularidade no fornecimento e sustentabilidade. O cenário que prevê uma reversão na atual tendência de perda de mercado do algodão foi apresentado pelo Diretor de Relações Internacionais Marcelo Duarte na ITMF Annual Conference & IAF World Fashion Convention 2025 na Indonésia (24-25/out).

ITMA Asia + CITME 1 – O Cotton Brazil participa com estande próprio em um dos maiores eventos da indústria têxtil mundial, com mais de 1700 expositores. O espaço recebeu grande visitação e reforça o posicionamento do algodão brasileiro no mercado global.

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ITMA Asia + CITME 2 – Durante a feira, foi lançado o Knowledge Hub. O serviço inclui uma plataforma interativa criada para apoiar as indústrias têxteis com informações técnicas, educacionais e de mercado sobre o algodão brasileiro, além de seminários e consultorias técnicas. O acesso pode ser feito em: https://cottonbrazilknowledgehub.com.

ITMA Asia + CITME 3 – Outro serviço lançado durante a feira foi o portal de download de relatórios completos de resultados HVI, uma evolução do sistema anterior baseado em relatórios com dados de múltiplos fardos para as fiações que já adquiriram o produto brasileiro. O acesso está disponível mediante cadastro em: https://qualitydatabase.abrapa.com.br/login.

Sou ABR 1 – O Sou de Algodão lançou a Política de Adesão do programa SouABR durante o Congresso Internacional da Abit (29-30/out) em São Paulo, reforçando o compromisso do algodão brasileiro com responsabilidade socioambiental e rastreabilidade.

Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 255 mil tons nas quatro semanas de outubro. A média diária de embarque é 10,9% maior em relação a out/24.

Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (30/10) foram beneficiados nos estados da BA (86%), GO (92,15%), MA (58%), MG (92%), MS (85%), MT (55,43%), PI (92,46%) PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 63,67%.

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Preços – Consulte tabela abaixo 

Quadro de cotações para 30-10

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com

Fonte: Abrapa



 

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FONTE

Autor:ABRAPA

Site: Abrapa

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Sustentabilidade

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador da Embrapa meio Ambiente Wagner Bettiol defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chamou atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Bettiol alerta que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destaca que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

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Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana. Esse debate aconteceu mo BioSummit 2026, de 6 a 7 de maio, em Campinas, SP.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos Alexandre Cruciol apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

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Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

O BioSummit

O BioSummit 2026 reuniu pesquisadores, produtores rurais, empresas, consultores, especialistas e estudantes para discutir o papel dos bioinsumos na agricultura sustentável e os desafios impostos pela mudança climática. O encontro abordou temas que vão do campo à mesa, envolvendo produção, colheita, transporte, processamento e comercialização de alimentos. Além disso, aprofundou a discussão sobre o papel dos bioinsumos na agricultura brasileira e mundial.

Na abertura, a CEO do FB Group e da Rebate Agro, Daiana Lopes, destacou a importância da produção sustentável aliada ao compartilhamento de conhecimento. Ela agradeceu a participação da comissão científica, patrocinadores, produtores e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

A jornalista especializada em agro Renata Maron ressaltou o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil. Segundo ela, o país atingiu em 2025 a potencial área tratada em cerca de 194 milhões de hectares cultivados com essas tecnologias, superando em quatro vezes a média global. O percentual de adoção passou de 22% para 47% em apenas cinco anos.

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Maron também destacou a contribuição da pesquisadora da Embrapa Mariângela Hungria nas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio, além de reconhecer o trabalho da comissão científica formada por Wagner Bettiol da Embrapa Meio Ambiente, Flávio Medeiros da Universidade Federal de Lavras (UFla) e Sergio Massari da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR).

O consultor do programa Globo Rural, o engenheiro agrônomo Chukichi Kurozawa, foi homenageado durante o evento pelos 27 anos de atuação no setor de difusão do conhecimento para a comunidade. Em seu agradecimento, afirmou ser um privilégio participar do encontro e receber a homenagem ao lado de pessoas que considera especiais.

A pesquisadora Kátia Nechet da Embrapa Meio Ambiente foi moderadora do painel “Onde estão os bioherbicidas?” A palestra foi ministrada pelo professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa, Robert Weingart Barreto, que trabalha com o tema há mais de 20 anos. Ela abordou aspectos históricos no desenvolvimento de bioherbicidas, destacando o projeto pioneiro no Brasil iniciado na Embrapa Soja, pelo pesquisador Yorinori Tadashi e os obstáculos que ainda existem nesta linha temática. Robert Barreto apresentou exemplos de controle que dão suporte e fortalecem o uso de fungos fitopatogênicos como agentes de controle biológico de plantas daninhas.

De acordo com Bettiol, o BioSummit é o principal evento sobre bioinsumos do Brasil e da América Latina. O evento permite que todos os atores envolvidos, desde a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização dos bioinsumos, bem como até a aplicação no campo, se encontrem num mesmo ambiente. Isso é fundamental para todos os setores relacionados com a atividade, pois ocorre uma troca intensa de informações nos dois dias do evento.

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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