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Compras chinesas de soja dos EUA trazem oscilação ao mercado de soja; saiba os preços

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Nesta quinta-feira (30), o mercado brasileiro de soja teve um dia de alta volatilidade nas negociações, operando nos dois territórios, positivo e negativo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a formação dos prêmios balizou esses movimentos e, de maneira geral, limitou as altas mais firmes observadas na bolsa.

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Silveira acrescenta que os preços melhoraram levemente na safra nova, enquanto no disponível as cotações ficaram mistas, com algumas oportunidades pontuais. Apesar disso, os negócios permaneceram travados. ”Poucas ofertas no dia e poucos players dispostos a fechar negócios”, destacou o analista.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para o óleo. Em sessão com grande volatilidade, o mercado oscilou entre os territórios positivo e negativo após notícias sobre o início de um acordo entre Estados Unidos e China.

A expectativa de retorno da demanda chinesa atuou como fator de suporte, embora ainda existam dúvidas sobre o impacto das medidas nos estoques norte-americanos.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a China concordou em comprar 12 milhões de toneladas de soja americana até o final do ano. O país também se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo comercial mais amplo com Pequim.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2025 fecharam com alta de 11,00 centavos de dólar por bushel (1,01%), a US$ 10,91¼ por bushel. A posição janeiro de 2026 teve cotação de US$ 11,07¾ por bushel, avanço de 13,25 centavos (1,21%).

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com ganho de US$ 6,90 (2,23%), a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 49,65 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,51 centavo (1,01%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,3792 para venda e R$ 5,3772 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3665 e a máxima de R$ 5,3955.

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Veja os preços da soja no Brasil em dia de alta em Chicago e no dólar

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação de negócios nesta terça-feira (3), com destaque para operações nos portos.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente combinou alta na Bolsa de Chicago e valorização do dólar, o que acabou estimulando as negociações.

Segundo ele, esse movimento favoreceu ajustes positivos. "Isso incentivou negócios, melhoria entre 2 a 3 reais dependendo da praça", disse. "Então o mercado foi mais movimentado, dado o contexto atual dos produtores segurando produto e focados na colheita", acrescentou.

O analista também destacou fatores externos que seguem influenciando as cotações. “A situação do Irã tem sustentado muito os preços do óleo por conta da correlação com o petróleo, o que mexe nos preços do grão por tabela. Além disso, a aversão a risco melhora a relação do dólar com outras moedas”, afirmou.

Para Silveira, o ambiente atual tende a favorecer reajustes positivos no Brasil, mas ainda com limites.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): avançou de R$ 123 para R$ 124;
  • Santa Rosa (RS): aumentou de R$ 124 para R$ 125
  • Cascavel (PR): foram de R$ 117 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): tiveram alta de R$ 107 para R$ 109
  • Dourados (MS): evoluíram de R$ 110 para R$ 113
  • Rio Verde (GO): passou de R$ 110 para R$ 112
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 128 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande (RS): foi de R$ 129 para R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Silveira ressalta que a disparada do petróleo e a confirmação do presidente Donald Trump de que irá viajar até Pequim para tratar de tarifas e acordos comerciais ajudaram a sustentar cotações, em dia volátil.

Ao mesmo tempo, o conflito no Oriente Médio e o fechamento do Canal de Ormuz continuam sendo ponto positivo para os preços. Em contrapartida, o dólar firme, a aversão ao risco, as dúvidas sobre a demanda chinesa e o avanço da colheita no Brasil foram fatores de pressão, em um dia marcado por muitas oscilações nos preços.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%, a US$ 11,55 3/4 por bushel.

A posição maio teve cotação de US$ 11,70 1/2 por bushel, com elevação de 6,50 centavos de dólar ou 0,55%.

Já nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,57% a US$ 314,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 62,82 centavos de dólar, com ganho de 0,08 centavo ou 0,12%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,87%, sendo negociado a R$ 5,2612 para venda e a R$ 5,2592 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2324 e a máxima de R$ 5,3430.

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Primeiro centro de excelência em tecnologia rural deve ser concluído ainda em 2026

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Foto: Divulgação

O Sistema Faesp/Senar e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estão construindo no município de São Roque, interior do estado de São Paulo, um dos maiores centros de excelência em tecnologia rural do Brasil.

A previsão é que o espaço — o primeiro do tipo do Senar no país e com cerca de nove mil metros de área construída — fique pronto ainda em 2026 e tenha 24 cursos, com capacidade para receber até cinco mil alunos a cada ano.

O foco será na aplicação de inteligência artificial, conectividade e soluções tecnológicas avançadas para capacitar profissionais do setor e produtores rurais para lidar com as transformações digitais no campo.

O superintendente do Senar-SP, Fábio Carrion, ressalta que o centro está sendo concebido para ter uma vocação em bioinsumos e turismo rural combinados com big data, inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

“Essas tecnologias já existem, são necessárias e podem atender não exclusivamente o grande produtor, assim como o pequeno produtor. A gente vai trazer com isso uma contribuição bem forte, fazendo com que o pequeno, o médio e o grande produtor tenham um ganho de produtividade, ganhem escala em suas produções, consequentemente melhorando para muitas outras pessoas com geração de emprego e outros aspectos”, diz.

Já o gerente de Tecnologia e Inovação do Senar-SP, Alexandre Capelli, conta que a ideia da construção do centro veio por meio dos sindicatos rurais do estado, que apontaram as suas necessidades. De acordo com ele, as soluções serão individualizadas, ou seja, aplicáveis em diferentes regiões produtoras do estado. “A gente procura colocar os programas de informação profissional de acordo com cada cluster econômico local”, ressalta.

A ideia é que o centro de excelência em tecnologia rural não impacte apenas o estado de São Paulo, mas ganhe contornos nacionais por meio da sinergia com as ações do Instituto CNA, entidade sem fins lucrativos focada no desenvolvimento socioeconômico e técnico do agronegócio brasileiro.

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Feijão carioca encerrou fevereiro em patamar recorde, mostra indicador Cepea/CNA

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão encerrou fevereiro em alta, com destaque para o feijão carioca. Os preços médios da leguminosa atingiram os maiores níveis da série histórica do indicador Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.

O feijão preto também viu as cotações encerrarem o mês passado em aceleração, alcançando os patamares mais elevados desde janeiro de 2025.

De acordo com o indicador, na última semana do mês, entre 20 e 26 de fevereiro, a liquidez permaneceu moderada. As negociações seguiram cautelosas e concentradas na reposição do varejo, enquanto a oferta da primeira safra continuou restrita, sustentando o viés de alta.

Baixa disponibilidade do feijão carioca

A qualidade e disponibilidade de lotes de padrão superior de feijão carioca foram comprometidas pelas chuvas durante a colheita em Minas Gerais e Goiás, prejudicando, especialmente, os grãos de nota 9 ou acima.

Segundo o indicador Cepea/CNA, entre 20 e 27 de fevereiro, as altas foram generalizadas, com destaque para Curitiba, Paraná, com elevação de 9,40%, e Itapeva, com incremento de 8,18%, refletindo a maior disputa por grãos de melhor qualidade.

Já de janeiro para fevereiro, o preço médio do carioca acumulou valorização de 29,3%. Com isso, as médias de fevereiro superaram as de maio de 2025 e estabeleceram novo recorde nominal na série.

Grãos de notas 8 e 8,5

A valorização também foi consistente nos grãos de notas 8 e 8,5, impulsionada por atributos como coloração clara e escurecimento lento. Em Itapeva, as cotações subiram mais de 9% na semana analisada.

Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso também registraram preços firmes. No entanto, o avanço recente levou parte dos compradores a atuar com maior cautela no fim do mês.

Assim, diferentemente do observado no mesmo período de 2025, quando houve recuo entre janeiro e fevereiro, em 2026 o aumento mensal próximo de 26% reforça o movimento altista iniciado em janeiro.

Feijão preto

A demanda por feijão preto esteve mais comedida, influenciada pelos estoques previamente formados, conforme o indicador. Ainda assim, a preferência por lotes mais recentes manteve as cotações firmes.

Entre 20 e 27 de fevereiro, os preços subiram 3,97% em Itapeva, 2,37% em Curitiba, 1,52% na metade sul do Paraná e 0,66% no oeste catarinense. Na média mensal, fevereiro registrou alta de 15,2%, revertendo a queda observada no mesmo período do ano passado e levando os preços aos maiores níveis desde janeiro de 2025.

“O comportamento dos preços em fevereiro reflete uma combinação clara de oferta restrita e demanda ainda ativa, especialmente para os lotes de melhor qualidade”, diz o assessor técnico da CNA Tiago Pereira.

Segundo ele, a redução da produção no Sul e os impactos climáticos sobre a colheita limitaram a disponibilidade no mercado. “Ainda que a liquidez tenha sido moderada no fim do mês, o patamar atual de preços indica um mercado ajustado, que tende a permanecer sensível ao ritmo da segunda safra e às condições climáticas nas próximas semanas”, conclui.

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