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20 de maio de 2026

Business

CNA apresenta estudo inédito sobre custos e vantagens do uso de máquinas agrícolas no Brasil

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou um estudo inédito que orienta produtores de soja e milho na escolha da melhor estratégia para o uso de máquinas agrícolas, seja compra, aluguel ou terceirização. O material foi apresentado nesta quarta-feira (29), durante o evento Benchmark Agro: Custos de Produção 2025, na sede da entidade, em Brasília.

O painel de lançamento, intitulado “Terceirização e Aluguel de Máquinas: Alternativas para a Colheita de Grãos”, foi conduzido pelo produtor rural e presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, André Dobashi, com participação de Débora Simões, sócia-diretora de Estratégia e Soluções da Agroconsult, e do consultor de negócios agrícolas Vinicius Camargos.

Dobashi destacou que o estudo foi desenvolvido em parceria com a Agroconsult e não busca indicar uma única solução, mas oferecer informações e ferramentas para que o produtor tome decisões baseadas em dados técnicos e econômicos.

“A CNA, em parceria com a Agroconsult, desenvolveu o estudo e uma calculadora online para que o produtor possa comparar custos e benefícios da terceirização, do aluguel ou da compra de máquinas, considerando sua realidade e sistema de produção”, explicou.

Custos crescentes e crédito mais caro pressionam decisões

O levantamento “Máquinas Agrícolas: alugar, comprar ou terceirizar? Tome a decisão certa” foi elaborado a partir de dados do Projeto Campo Futuro e abrange 12 regiões estratégicas do Sul, Centro-Oeste e Matopiba+PA, responsáveis por mais de 80% da área de soja no país.

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Entre 2019 e 2025, os preços das máquinas agrícolas subiram fortemente: plantadeiras tiveram alta entre 131% e 225%, colheitadeiras entre 57% e 124%, e tratores entre 107% e 154%. No mesmo período, as taxas de juros do programa Moderfrota mais que dobraram, passando de 6% para até 13,5% ao ano, o que encareceu o financiamento e estimulou o interesse por alternativas como o aluguel e a terceirização.

De acordo com Débora Simões, cerca de 17% do Custo Operacional Total (COT) do produtor está relacionado às máquinas e à depreciação dos equipamentos.

“Esse custo pesa no bolso do produtor. Por isso, é importante oferecer condições e opções de mecanização mais flexíveis e adequadas à realidade de cada propriedade”, afirmou.

Terceirização é mais vantajosa na colheita

O estudo aponta que a terceirização se mostrou a opção mais vantajosa para a colheita em todas as regiões analisadas. O principal motivo é o alto custo de aquisição e manutenção das colheitadeiras, aliado à necessidade de uso concentrado em um curto período da safra.

Além de reduzir o capital imobilizado, a contratação de serviços especializados ajuda o produtor a lidar com a escassez de mão de obra qualificada. No entanto, a disponibilidade de prestadores de serviço durante o pico da safra ainda é um desafio, especialmente em áreas mais remotas ou de menor escala.

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Para o plantio, a terceirização foi mais viável em cinco das doze regiões avaliadas, principalmente onde não há segunda safra de milho. Já na pulverização, que exige frequência e agilidade, o modelo mais eficiente segue sendo o de frota própria.

Aluguel cresce entre produtores maiores

O aluguel de máquinas ainda tem participação limitada no segmento de grãos, mas vem crescendo entre produtores de maior porte e perfil empresarial. O modelo reduz o capital imobilizado e permite acesso a equipamentos modernos, embora a compra própria ainda apresente melhor viabilidade na maioria dos cenários analisados.

Referências internacionais reforçam tendência

A CNA também comparou a realidade brasileira com a de outros países. Nos Estados Unidos, o aluguel e a terceirização são práticas consolidadas, com ampla oferta de prestadores e contratos flexíveis. Na Argentina, cerca de 60% das operações mecanizadas são terceirizadas, em um setor já estruturado e tradicional.

Essas referências internacionais, segundo a CNA, confirmam a tendência de adoção crescente de modelos mais flexíveis de mecanização, diante de margens mais apertadas, custos elevados e crédito restrito.

Ferramenta online ajuda na simulação

Além do relatório técnico, a CNA disponibilizou uma calculadora online que permite ao produtor simular, de forma personalizada, os custos e a rentabilidade das diferentes opções para plantio, pulverização e colheita.

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A ferramenta, atualizada com dados do Projeto Campo Futuro e de mercado, oferece visualizações gráficas comparando os modelos de frota própria, aluguel e terceirização, e está disponível na página oficial do estudo Máquinas Agrícolas.

“O objetivo é apoiar a tomada de decisão. Cada produtor pode inserir seus dados e avaliar o que faz mais sentido para sua realidade”, resume Dobashi.

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Produtores debatem uso do cajueiro em sistemas agroflorestais no Ceará

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Agricultores familiares de diversos municípios do Ceará participaram, no dia 14 de maio, de uma oficina sobre sistemas agroflorestais (SAFs) com uso do cajueiro como eixo central do modelo produtivo. O encontro reuniu também pesquisadores, técnicos da extensão rural, empreendedores e gestores públicos. A iniciativa foi realizada pela Sítio Zen Agropecuária, em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, com foco na construção de alternativas para uma cajucultura mais sustentável no Semiárido brasileiro.

Durante a oficina, os participantes discutiram avanços e desafios da adoção de SAFs com cajueiro, modelo que combina diferentes espécies vegetais no mesmo sistema de produção. Segundo as instituições envolvidas, a proposta é ampliar a diversificação produtiva e reduzir a dependência de sistemas baseados em monocultivo, em uma região marcada por restrições climáticas e elevada variabilidade hídrica.

Os resultados do encontro serão organizados em um documento técnico. A expectativa é que esse material sirva de base para a concessão de crédito rural por órgãos financiadores voltado à implantação de sistemas agroflorestais com cajueiro. O conteúdo também deverá reunir informações práticas e técnicas para apoiar decisões de produtores e agentes públicos. O texto original não informa valores de investimento, área potencial de adoção nem prazos para disponibilização do documento.

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De acordo com a Embrapa Agroindústria Tropical, o diálogo entre agricultores, pesquisadores e instituições busca formar uma rede de articulação para conectar produtores que hoje atuam de forma dispersa. O projeto também utiliza métodos da sociologia rural para transformar experiências de campo em registros técnicos e científicos acessíveis.

Na prática, esse tipo de sistematização pode apoiar a formulação de políticas públicas, a estruturação de indicadores financeiros e de sustentabilidade e a avaliação da viabilidade econômica e ecológica dos SAFs com cajueiro. Para a agricultura familiar do Semiárido, a discussão envolve manejo, diversificação de renda e organização produtiva.

O próximo passo é consolidar as contribuições da oficina em um documento técnico que permita avaliar, com base metodológica, a adoção dos sistemas agroflorestais com cajueiro. Até a conclusão desse material, ainda não há detalhamento público sobre critérios de financiamento, escala de implantação ou indicadores consolidados de desempenho produtivo.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa realiza workshop sobre cadeia produtiva do camu-camu em Roraima

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vista (RR). O encontro será realizado no auditório da Embrapa Roraima, no Distrito Industrial, com foco em agricultores, pequenos e médios produtores, extrativistas, comunidades tradicionais, assistência técnica, estudantes, pesquisadores e empreendedores rurais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta quarta-feira (20), pelo site da unidade.

Segundo a Embrapa, o objetivo do workshop é ampliar o intercâmbio técnico-científico e institucional para fortalecer a cadeia produtiva do camu-camu na Amazônia. A programação aborda manejo, tecnologias de produção, pós-colheita, beneficiamento e inclusão socioprodutiva, com enfoque na economia circular.

De acordo com Edvan Chagas, pesquisador da Embrapa responsável pelo evento, a proposta é integrar conhecimentos sobre cultivo e uso da fruta. O camu-camu é apresentado pela organização como uma espécie silvestre amazônica de interesse econômico e nutricional, com destaque para a alta concentração de vitamina C.

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No primeiro dia, a agenda começa às 7h30, com credenciamento dos participantes. Em seguida, haverá o lançamento do livro “Sabores da Amazônia, receitas de camu-camu, pitadas de vitamina C e antioxidantes”, de Maria Luiza Grigio, pesquisadora do Serviço de Fiscalização da Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Roraima. A programação inclui ainda exposições sobre cultivo e manejo da fruta, com pesquisadores do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, além de experiências socioprodutivas apresentadas pela Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima.

À tarde, uma mesa-redonda reunirá representantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), de empresas privadas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No segundo dia, os participantes farão visita técnica ao Banco Ativo de Germoplasma de Camu-camu, no campo experimental Serra da Prata, em Mucajaí, e acompanharão atividades práticas sobre pós-colheita e beneficiamento.

A programação indica foco em pesquisa, transferência de tecnologia e articulação entre instituições e setor produtivo. Mais informações e a agenda completa estão disponíveis no site da Embrapa Roraima, no menu “Cursos e eventos”.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa amplia presença em ranking internacional de cientistas mais citados

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou de 24 para 30 pesquisadores entre os mais citados do mundo no ranking da plataforma Research.com, um avanço de 25% em relação a 2025. O levantamento, divulgado com dados coletados em novembro de 2025, avaliou 175.448 cientistas de mais de 70 países em 26 disciplinas. A maior presença da estatal brasileira aparece em áreas diretamente ligadas ao agro, como Ciência de Plantas e Agronomia e Ciências Animais e Veterinárias.

De acordo com a Research.com, a classificação utiliza o Discipline H-index (D-index), indicador que considera o número de artigos publicados e a quantidade de citações recebidas em cada área específica. A seleção combinou bases bibliométricas como OpenAlex e CrossRef e incluiu apenas pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

Na Embrapa, a área com maior participação foi Ciência de Plantas e Agronomia, com 15 nomes listados. Entre eles estão Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves e José Ivo Baldani. Mariangela Hungria também aparece em Microbiologia, enquanto Valeria Pacheco Batista Euclides é citada em Ciência de Plantas e Agronomia e em Ciências Animais e Veterinárias.

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Em Ciências Animais e Veterinárias, a empresa reúne oito pesquisadores no ranking, entre eles Luciana Regitano, Marcos Tavares Dias, Maurício Alencar e Ana Carolina Chagas. A lista ainda inclui três pesquisadores em Ecologia e Evolução, dois em Ciências Ambientais e um nome em cada uma das áreas de Ciência de Materiais, Biologia e Bioquímica e Engenharia e Tecnologia.

Para o setor agropecuário, o resultado indica presença relevante da pesquisa brasileira em frentes como melhoramento genético, microbiologia do solo, produção animal, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico. Essas áreas formam a base técnica de soluções aplicadas à produtividade, ao manejo e à adaptação dos sistemas de produção. O levantamento, no entanto, não detalha projetos específicos, impactos econômicos mensurados ou desdobramentos operacionais imediatos para produtores.

Segundo a própria Research.com, o objetivo do ranking é identificar especialistas de destaque por área e país, além de indicar temas de maior influência na ciência atual. No caso da Embrapa, a ampliação de presença em disciplinas ligadas ao agro reforça a visibilidade internacional da pesquisa pública brasileira, embora o estudo não apresente projeções sobre efeitos diretos no curto prazo sobre as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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