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11 de junho de 2026

Business

Cautela marca mercado de cacau em outubro

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Os preços do cacau voltaram a subir na semana encerrada em 24 de outubro, após um período de correção. Em Nova York, o contrato mais negociado fechou a 6.319 dólares por tonelada; em Londres, a 4.518 libras. As altas semanais foram de 7,19% e 10,03%, respectivamente, mas o movimento reflete mais um ajuste técnico do que uma mudança estrutural no mercado.

Queda nas moagens indica demanda enfraquecida

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, parte das oscilações recentes foi influenciada pelos dados de moagem do terceiro trimestre, principal termômetro da demanda global por cacau. Na Ásia, a Cocoa Association of Asia (CAA) registrou queda de 17,08% no volume processado em relação ao mesmo período de 2024, com destaque para a Malásia, onde a retração chegou a 35%. Ainda assim, Indonésia e Singapura mostraram desempenho positivo, o que amenizou o resultado regional.

Na Europa, segundo a analista de inteligência de mercado Carolina França, da Hedgepoint, o recuo foi menor do que o esperado. “O déficit das importações líquidas vem diminuindo gradualmente, sinalizando uma leve recuperação da atividade ao longo do ano”, explica. Já nos Estados Unidos, a National Confectioners Association (NCA) registrou alta de 3,22% na moagem, impulsionada pela entrada de novos participantes e pelo aumento das importações.

Preços altos mantêm pressão sobre o setor

Apesar das variações positivas nas cotações, o cenário ainda é de cautela. França observa que os preços historicamente elevados continuam comprimindo as margens da indústria e restringindo o consumo. “Mesmo com algumas correções, os custos seguem elevados, e o impacto no consumo permanece evidente”, afirma.

O movimento mais recente de alta também foi sustentado por menor oferta da Costa do Marfim e pelas discussões sobre a Regulamentação Antidesmatamento da União Europeia (EUDR). Segundo o relatório Cocoa Barometer, apenas 40% dos grãos do país foram rastreáveis na última safra, o que aumenta a preocupação do mercado europeu com o abastecimento.

Na reta final de outubro, a alta perdeu força, e investidores ampliaram posições vendidas em Londres, reforçando o tom de prudência. A expectativa agora se volta para os resultados financeiros das principais processadoras e fabricantes de chocolate, que devem indicar o rumo do mercado no início da safra 2025/26.

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Emater/RS-Ascar revisa números da safra de verão no Rio Grande do Sul

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) divulgou, nesta quinta-feira (11/06), uma reavaliação da Safra 2025/2026 de grãos de verão no estado. Com a colheita praticamente concluída, o levantamento atualiza os números de soja, milho, milho silagem, feijão e arroz. O material foi publicado no Informativo Conjuntural e também traz informações sobre a implantação das culturas de inverno.

Na soja, restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística, segundo a Emater/RS-Ascar. A produtividade média estadual foi revisada para 2.707 quilos por hectare, 14,8% abaixo dos 3.180 quilos por hectare projetados antes do plantio. A área efetivamente plantada somou 6.697.172 hectares, recuo de 1,5% frente aos 6.796.172 hectares da safra 2024/2025, conforme comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção foi estimada em 18.132.401 toneladas, 32,9% acima das 13.643.986 toneladas do ciclo anterior.

No milho, a colheita atingiu 98% da área de 812.540 hectares, 13,1% superior à semeada na safra passada. A produtividade estadual foi reestimada em 7.362 quilos por hectare, com variação mínima em relação à projeção inicial de 7.376 quilos por hectare. A produção foi calculada em 5.981.614 toneladas, alta de 13,1% sobre as 5.290.051 toneladas colhidas anteriormente.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para o milho silagem, a colheita supera 99% da área. A Emater/RS-Ascar informou que parte das lavouras destinadas a grãos foi redirecionada para ensilagem após danos provocados por geadas. A produtividade média foi revisada para 36.878 quilos por hectare, 3,8% abaixo da estimativa inicial. A área plantada ficou em 349.085 hectares, e a produção alcançou 12,87 milhões de toneladas, 0,7% abaixo da safra anterior.

No feijão, a primeira safra foi concluída com produtividade de 1.726 quilos por hectare e produção de 41.320 toneladas. Na segunda safra, a colheita avançou para 85%, com produtividade revista para 1.414 quilos por hectare e produção estimada em 13.880 toneladas. No arroz, em entressafra, a área efetivamente plantada foi de 891.908 hectares, com produtividade de 8.703 quilos por hectare e produção de 7.762.464 toneladas, 11,4% inferior ao ciclo anterior.

Para o inverno, a Emater/RS-Ascar informou avanço da semeadura de trigo, aveia-branca, canola e cevada. No caso do trigo, da aveia-branca, da canola e da cevada, a área de 2026 ainda está em levantamento.

O levantamento mostra a consolidação dos números da safra de verão no estado e indica o andamento inicial das culturas de inverno. O material divulgado não informa, porém, estimativas finais de área para trigo, aveia-branca, canola e cevada em 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Mercado acomodado? Preços do boi gordo encerram o dia estáveis enquanto frigoríficos reavaliam estratégias

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O mercado físico do boi gordo encerrou a quinta-feira (11) com preços acomodados nas principais praças pecuárias do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, parte das indústrias frigoríficas segue afastada das compras de gado, especialmente aquelas habilitadas a exportar para a China, enquanto reavaliam suas estratégias diante do atual cenário.

De acordo com o analista, um dos principais fatores de atenção é o preenchimento acelerado da cota brasileira de exportação para o mercado chinês. A expectativa é que as autoridades do país asiático emitam nos próximos dias um alerta indicando que cerca de 80% da cota já foi utilizada, o que pode provocar mudanças mais profundas no comportamento das indústrias no curto prazo.

Além da China, o mercado também acompanhou os desdobramentos da decisão da União Europeia de suspender as compras de produtos de origem animal do Brasil, fator que adiciona cautela ao setor exportador.

A arroba do boi gordo foi indicada em R$ 353,75 em São Paulo. Em Goiás, a referência média ficou em R$ 337,32, enquanto Minas Gerais registrou R$ 330,29. Já em Mato Grosso do Sul, a arroba foi cotada a R$ 352,61, e em Mato Grosso, a R$ 356,69.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguiram em queda ao longo do dia. Apesar disso, agentes do setor ainda esperam uma recuperação das cotações nas próximas semanas, impulsionada pelo aumento do consumo durante o mês de junho, especialmente em função dos jogos da seleção brasileira.

A carne bovina, no entanto, continua enfrentando dificuldades para competir com proteínas mais acessíveis ao consumidor, principalmente a carne de frango. No atacado, o quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,50 por quilo, a ponta de agulha em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro permaneceu cotado em R$ 27,00 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em forte queda, recuando 1,33% e fechando vendido a R$ 5,0995. A desvalorização da moeda norte-americana também permaneceu no radar do mercado pecuário, por seu impacto direto na competitividade das exportações brasileiras.

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Embrapa destaca avanços e desafios da inteligência artificial na agricultura tropical

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A inteligência artificial vem ampliando espaço no agronegócio brasileiro, com uso em atividades como detecção precoce de doenças em folhas e monitoramento de rebanhos por drones. O tema foi discutido durante painel promovido na Reunião de Pesquisa de Soja, em Londrina (PR), nos dias 10 e 11 de junho. No evento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou aplicações atuais da ferramenta e uma visão sobre o desenvolvimento voltado à agricultura tropical.

Segundo o material divulgado, o panorama foi apresentado por Stanley Oliveira, chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital. A exposição reuniu exemplos de uso da inteligência artificial já associados ao agronegócio, com foco em automação e agricultura de precisão.

Entre as aplicações citadas estão a identificação antecipada de doenças nas folhas e o acompanhamento de rebanhos com apoio de drones. O conteúdo fornecido não detalha quais culturas, sistemas produtivos ou regiões já utilizam essas soluções, nem informa escala de adoção, custos ou ganhos operacionais.

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No cenário internacional, Oliveira afirmou que a China lidera a robótica agropecuária e o uso massivo de constelações de satélites para mapeamento terrestre. Já os Estados Unidos concentram quase 40% das AgTechs do mundo, de acordo com a apresentação mencionada no evento.

No caso brasileiro, o destaque foi para o desenvolvimento de soluções voltadas à agricultura tropical. Esse recorte indica uma linha de adaptação tecnológica às condições de produção do país, embora o material não informe exemplos específicos de ferramentas, estágio de implementação ou prazos para expansão.

A discussão ocorreu em um encontro técnico ligado à pesquisa em soja, o que reforça a relação do tema com sistemas produtivos que dependem de monitoramento, coleta de dados e apoio à tomada de decisão no campo.

O painel apresentou a inteligência artificial como uma frente em evolução dentro do agronegócio, com aplicações já identificadas em lavouras e na pecuária. O material fornecido, porém, não traz números sobre adoção no Brasil nem detalha impactos econômicos diretos para produtores.

Fonte: embrapa.br

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