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14 de maio de 2026

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Com cenário positivo, preços do boi gordo seguem em alta

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta nas cotações nesta terça-feira (28). Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios segue positivo e tende a sustentar o movimento de valorização no curto prazo. A demanda aquecida no último bimestre e o posicionamento das escalas de abate continuam influenciando o ritmo dos negócios.

Iglesias destaca ainda o papel das exportações, que permanecem em níveis elevados e se consolidam como o principal fator de sustentação da demanda neste período.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 317,33 (a prazo)
  • Goiás: R$ 309,29
  • Minas Gerais: R$ 304,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 328,41
  • Mato Grosso: R$ 302,64

Mercado atacadista

O mercado atacadista também manteve preços firmes. Segundo Iglesias, a tendência é de alta nos valores das carnes no último bimestre, favorecida pela injeção de recursos do 13º salário, criação de vagas temporárias e confraternizações de fim de ano, fatores que elevam o consumo de proteínas de origem animal.

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 18,20/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,20/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,3607 para venda e R$ 5,3587 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3536 (mínima) e R$ 5,3876 (máxima).

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Agudo recebe oficina sobre prevenção de desastres climáticos no meio rural

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A oficina “Riscos no Campo e Planejamento Comunitário” foi realizada nesta quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Agudo, no Rio Grande do Sul, com foco em planejamento para prevenir, reduzir e enfrentar desastres climáticos no meio rural. A atividade reuniu agricultores, extensionistas, representantes da defesa civil, bombeiros, estudantes e agentes públicos em um município atingido pelos eventos extremos de maio de 2024.

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Agudo e outros cinco municípios — Santa Maria, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Restinga Seca e Paraíso do Sul — foram incluídos na ação porque tiveram áreas rurais fortemente afetadas pelo desastre climático registrado em maio de 2024.

A oficina foi ministrada por Abner Willian Quintino de Freitas, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e fundador da startup Hopeful, sediada no Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). De acordo com a organização, a empresa atua desde 2017 com treinamento de indivíduos e instituições em situações de desastre.

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O projeto é coordenado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi, com participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul/Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar), além de instituições de pesquisa, saúde pública e universidades. Em Agudo, também estão em andamento ações financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), como a recuperação de matas ciliares e a instalação de uma unidade demonstrativa de sistema agroflorestal.

Na parte técnica, o treinamento aborda procedimentos antes, durante e após desastres, além de práticas de conservação de solo e água, uso de bioinsumos e sistemas agroflorestais. A proposta é fortalecer a capacidade de resposta das comunidades rurais e acelerar a recuperação produtiva de áreas atingidas.

A oficina integra o projeto “Uma só saúde na agropecuária: diagnóstico e resiliência a desastres no contexto das mudanças climáticas no Estado do Rio Grande do Sul”, coordenado pelo pesquisador José Reck Júnior, do DDPA. Segundo a Seapi, uma nova oficina deve ser realizada ainda em 2026 e uma publicação técnica será produzida ao fim do projeto.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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SLC registra aumento de quase 5% na produtividade, mas tem queda no faturamento

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A SLC Agrícola aumentou a área de produção da safra 2025/26 em 12,8% ante o ciclo anterior, alcançando 830,3 mil hectares, anunciou a empresa ao lançar seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.

A soja permanece como a principal cultura da companhia, respondendo por 51,1% da área total, com 424,6 mil hectares, e produtividade estimada em 4.146 kg por hectare (69 sacas/ha), 4,7% acima do registrado na última temporada.

Contudo, a SLC registrou seis fazendas com produtividade acima de 4.800 kg por hectare (80 sacas/ha).

Em relação ao balanço dos três primeiros meses do ano, houve queda de 2,7% no faturamento ante ao mesmo período de 2025, com receita líquida de R$ 2,3 bilhões. De acordo com a empresa, o decréscimo se deve ao menor volume faturado de algodão em pluma, soja e caroço de algodão no trimestre.

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“Neste trimestre, o faturamento da soja foi impactado pelo mix de fazendas, cuja produtividade foi abaixo da média geral da companhia”, salienta a SLC.

A empresa ainda salienta que o desempenho observado no faturamento da soja no primeiro trimestre reflete um evento pontual, não representativo do desempenho anual, com expectativa de normalização ao longo dos próximos períodos, à medida que a melhor produtividade das demais regiões seja incorporada aos resultados.

Assim, o lucro líquido no primeiro trimestre foi de R$ 236,1 milhões, refletindo a redução do lucro bruto, além do aumento das despesas.

O EBITDA ajustado no primeiro trimestre foi de R$ 695,2 milhões, com margem de 30,7%, refletindo queda de 26,3% na comparação anual. “Esse desempenho foi impactado principalmente pela redução no resultado bruto das culturas, especialmente da soja, além do aumento das despesas administrativas e comerciais”, justifica a SLC.

A empresa avalia que a compressão de margem tende a ser revertida, com o faturamento de volumes de fazendas com maior produtividade nos próximos trimestres. A geração de caixa livre apresentou melhora de 4,6%, ainda que negativa, refletindo a sazonalidade do período e a maior necessidade de capital de giro para pagamentos de insumos da safra.

Irrigação e insumos

Durante o primeiro trimestre de 2026, a SLC Agrícola deu início à segunda fase das obras de irrigação na Fazenda Piratini, localizada em Jaborandi, na Bahia, com escavações para os reservatórios e canais de irrigação.

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Atualmente, a companhia conta com 19 mil hectares irrigados, com previsão de alcançar 53 mil hectares nos próximos anos, ampliando a previsibilidade produtiva, rentabilidade e a valorização das terras.

Por fim, a empresa ressalta que já realizou a compra de 100% dos fosfatados e 85% do cloreto de potássio, com 4,3% de aumento em dólar, tendo como base o planejamento agrícola da safra 2026/27. Os defensivos também já foram adquiridos, com 74,3% do volume necessário, e com queda de 6,3% em dólar.

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Endividamento e desafios da pecuária marcam abertura do Acricorte

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Endividamento, desafios e união do setor produtivo mato-grossense foram os três pontos que marcaram a abertura da 6ª edição do Acricorte, principal evento técnico da pecuária brasileira, em Cuiabá, nesta quinta-feira (14). Organizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o encontro deve reunir mais de quatro mil pessoas, entre produtores, técnicos e especialistas, em torno de uma vitrine tecnológica que conta com mais de 70 estandes.

O evento segue até sexta-feira (15) no Centro de Eventos do Pantanal. De acordo com o presidente da Acrimat, Luís Fernando Conte, o Acricorte não é apenas conhecimento, mas também a capacidade do produtor se reinventar e se adaptar.

“Falar de pecuária em Mato Grosso é falar de história. Nos últimos três anos enfrentamos uma das crises mais severas do setor com margens apertadas, mas conseguimos sobreviver, superar com resiliência”, disse.

A situação de endividamento dos produtores rurais brasileiros se soma à situação vivida por toda a nação, salientou o presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão. “Cerca de metade da população brasileira está endividada. No setor produtivo são mais de R$ 120 bilhões. Vivemos uma tempestade perfeita que envolve ainda questões internacionais. O Brasil é um país que tem jeito, mas a ausência da política causa miséria”.

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Acricorte foto viviane petroli canal rural mato grosso
Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o que torna o setor cada vez mais forte a cada crise “é a união”. Na sua avaliação “a união é o que faz a diferença. Não somos políticos, mas temos que fazer política para superar todos os desafios. À medida que nos unimos nos fortalecemos para superar os desafios”.

Presente na abertura do Acricorte, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, salientou que “a pecuária mato-grossense representa um orgulho para nós”. Ele reafirmou o compromisso do estado em “continuar melhorando a vida de todos os mato-grossenses”. “Mato Grosso se transformou em um país exportador”.


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