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12 de outubro de 2026

Sustentabilidade

GreenLight Biosciences submete às autoridades regulatórias brasileiras o primeiro fungicida à base de RNA do país – MAIS SOJA

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A GreenLight Biosciences, pioneira no uso do RNA para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas sustentáveis, submeteu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), à Anvisa e ao Ibama o primeiro produto à base de RNA pulverizável para uso agrícola no Brasil submeteu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), à Anvisa e ao Ibama o primeiro produto à base de RNA pulverizável para uso agrícola no Brasil. Trata-se de uma solução inédita para o controle do oídio, doença causada pelo fungo Uncinula necator e que afeta de forma significativa a viticultura nacional. Esta doença fúngica se manifesta como uma camada pulverulenta branca distinta nas folhas, ramos e cachos de uva e, se não for controlada, pode comprometer gravemente a saúde da videira, reduzir a produtividade e diminuir significativamente a qualidade da fruta, afetando o amadurecimento, os níveis de açúcar e o valor de mercado.

O manejo do oídio é vital para manter as videiras saudáveis e garantir a estabilidade econômica da indústria da uva e do vinho. As estratégias de controle atuais geralmente envolvem o manejo com fungicidas, saneamento do vinhedo e seleção estratégica de variedades de uvas resistentes. O novo produto da GreenLight Biosciences visa complementar essas práticas, oferecendo um novo modo de ação, que é crucial para o manejo de resistência e para reduzir a dependência de produtos químicos existentes.

Desenvolvida com tecnologia de RNA, a inovação representa um avanço e um marco histórico para a agricultura brasileira ao reunir alta eficiência e segurança ambiental.

Giuvan Lenz, diretor de Desenvolvimento de Produto da GreenLight Biosciences

Segundo Giuvan Lenz, diretor de Desenvolvimento de Produto da GreenLight Biosciences, a solução reduz de forma expressiva o tempo e o custo de desenvolvimento quando comparada a defensivos químicos e sementes geneticamente modificadas. “Hoje, um produto químico leva em média oito anos e custa cerca de US$ 300 milhões para ser desenvolvido. Já o nosso processo é, em média, dez vezes mais barato, com custos atuais na ordem de US$ 30 milhões. Além disso, conseguimos encurtar o ciclo de desenvolvimento e registro significativamente”, afirma.

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A tecnologia apresenta ainda um perfil diferenciado no campo. Enquanto alguns fungicidas tradicionais enfrentam restrições de aplicação durante o florescimento e deixam resíduos que dificultam exportações, o produto à base de RNA atua de forma altamente seletiva, não apresenta fitotoxicidade e não causa impacto sobre organismos não-alvo. “Como nosso produto não gera resíduos, não é exigido o estabelecimento de LMR (Limite Máximo de Resíduo), um dos fatores que mais encarecem e retardam o registro”, explica Lenz.

Esse diferencial atende diretamente às demandas de mercados importadores como a União Europeia e América do Norte, conhecidos por rigorosas exigências sanitárias e ambientais. A solução pode representar uma alternativa estratégica aos produtores, já que, enquanto outros defensivos não podem ser aplicados até várias semanas antes da colheita, a tecnologia da GreenLight Biosciences pode ser aplicada até poucos dias antes, sem risco de inviabilizar embarques internacionais.

Outro diferencial é logístico, a solução da GreenLight Biosciences não requer cadeia fria para transporte ou armazenamento, reduzindo custos e barreiras de adoção. Um produtor do Vale do São Francisco, por exemplo, não precisa investir em câmaras frias para estocar o produto. Essa praticidade aumenta a competitividade da tecnologia e a democratiza. A formulação também se destaca pela compatibilidade operacional, podendo ser misturada a outros defensivos químicos sem necessidade de manejo diferenciado.

“O produtor poderá utilizá-la exatamente da mesma forma que já trabalha com outros insumos, sozinho, em conjunto com outros produtos ou de forma intercalada com químicos convencionais. Isso facilita a adoção e garante eficiência sem alterar sua rotina no campo”, completa.

Segurança reforça perfil inovador

Outro pilar central da solução é a segurança. Segundo Lenz, o produto foi concebido com foco em segurança tanto para o aplicador quanto para o meio ambiente, com critérios técnicos definidos desde a fase inicial de desenvolvimento.
“Nossos produtos são seguros por design. No processo de seleção por bioinformática, o gene selecionado para silenciamento não pode ter nenhuma sobreposição com o código genético de humanos, mamíferos, aves, peixes ou qualquer outro organismo que não seja alvo. Isso garante, desde o princípio, a segurança do produto”, explica Lenz.

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Além do cuidado nessa etapa de desenho das sequencias a serem utilizadas, a formulação prioriza o uso de componentes já aprovados para agricultura, priorizando sempre baixo impacto toxicológico. “Não faria sentido termos um RNA de fita dupla extremamente seguro e, ao mesmo tempo, adicionar surfactantes ou adjuvantes fora desse perfil de toxicologia. Toda a formulação é pensada para manter um perfil de segurança elevado”, afirma.

O produto também apresenta rápida degradação no solo sem geração de metabólitos tóxicos. Diferentemente de algumas moléculas químicas que se ligam às partículas do solo e persistem por longos períodos, a solução da GreenLight Biosciences se decompõe de forma rápida e inofensiva. Além disso, o RNA serve de alimento para micro-organismos, tornando o processo de degradação natural e rápido. Essa combinação amplia a segurança não apenas para o operador no momento da aplicação, mas também para o consumidor, os organismos benéficos, a água e a biodiversidade.

A tecnologia que chega ao Brasil não é OGM (organismo geneticamente modificado) e não altera o código genético das plantas ou de outros seres vivos. “É importante reforçar que nosso produto não modifica o genoma. Inclusive, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) já avaliou e classificou a tecnologia como não OGM, o que nos dá respaldo para comunicar essa informação com clareza e por não ser um OGM, permite apresentar um pacote de estudos que reduz o tempo de apresentação ao processo regulatório”, destaca Giuvan e complementa: “Essa solução é segura, sustentável e não se enquadra na categoria de transgênico. Essa clareza ajuda a reduzir riscos de interpretação equivocada e a acelerar a chegada da tecnologia ao produtor brasileiro”.

Testes de campo comprovam flexibilidade e eficácia global

O processo de pesquisa começou nos Estados Unidos, com análises de bioinformática para identificar genes-alvo para o desenvolvimento da molécula de RNA. Em seguida, testes de laboratório, em placas de Petri e bioensaios iniciais, deram lugar a avaliações em plantas, em ambiente controlado de casa de vegetação. Depois, os resultados foram levados para estações experimentais próprias da companhia, na Califórnia (EUA) e em Sevilha (Espanha). A fase seguinte envolveu ensaios em diferentes regiões agrícolas, incluindo Brasil, Chile, Argentina, México e países da Europa.

Nos ensaios realizados no Brasil, especialmente no Vale do São Francisco (Bahia e Pernambuco), o produto demonstrou níveis de controle iguais ou superiores às referências químicas tradicionais. As avaliações mostraram que doses entre 16 e 20 gramas de ingrediente ativo por hectare (aproximadamente o equivalente a um ou dois sachês de açúcar aplicados em 10 mil metros quadrados) são suficientes para garantir alta eficácia.

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“São doses extremamente baixas, mas que entregam resultados consistentes. Na comparação com os padrões de mercado ficamos no mesmo patamar ou até acima em determinados cenários — o que pode significar ainda, na prática, uma redução no número de aplicações de defensivos”, afirma.

No Chile, em Rancagua, região de alta incidência de oídio em uva de mesa, a dose de 20 gramas superou o desempenho dos padrões de mercado.

Próximos passos e portfólio em expansão

O lançamento no Brasil será o primeiro de uma série de produtos que a GreenLight Biosciences pretende submeter às autoridades regulatórias. Ainda neste ano, está prevista a submissão de outro produto focado no controle de ácaros, ampliando a oferta de soluções seguras e de baixo impacto ambiental no país.

Os produtos à base de RNA oferecem vantagens em termos de segurança alimentar e sustentabilidade, não deixando resíduos químicos nos alimentos e sendo seguros para aplicadores, consumidores e para o meio ambiente

“Os produtos à base de RNA apresentam vantagens em segurança alimentar e sustentabilidade, não deixam resíduo químico nos alimentos e são seguros para aplicadores, consumidores e para o meio ambiente. O uso dessas tecnologias deve contribuir decisivamente para maior produtividade e qualidade, mantendo os padrões exigidos pelos mercados interno e de exportação e posicionar o Brasil na vanguarda da inovação agrícola”, finaliza Lenz.

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Sobre a GreenLight Biosciences 

Fundada em 2008, a GreenLight Biosciences está na vanguarda da pesquisa com RNA na agricultura. Ao oferecer soluções baseadas em RNA eficazes e fáceis de usar para agricultores em todo o mundo, a GreenLight Biosciences está viabilizando uma produção de alimentos mais resiliente e ambientalmente protegida. Como líder em RNA para agricultura, a empresa é a única com soluções RNA registradas e aprovadas, no mundo. Inúmeras patentes protegem a plataforma de fabricação da empresa.

Fonte: Assessoria de Imprensa GreenLigth Biosciences



 

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Sustentabilidade

calor pode reduzir produtividade mesmo com chuva na safra 2026/27

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O produtor de soja terá de acompanhar não apenas o volume de chuva, mas também as temperaturas e a distribuição das precipitações durante a safra 2026/27. Com o avanço do El Niño, algumas regiões podem enfrentar excesso de umidade, enquanto outras devem ter chuva abaixo da média e calor intenso. Mesmo quando chove, as temperaturas elevadas podem acelerar o ciclo da cultura e comprometer a produtividade.

Em entrevista ao Radar Rural, videocast do Canal Rural, o meteorologista Artur Müller destacou que o calor é um dos principais pontos de atenção para o Brasil Central. Segundo ele, não é necessário que uma região enfrente uma onda de calor para registrar temperaturas acima de 40 °C.

“Não precisa ser onda de calor para passar de 40”, afirmou.

O cenário exige atenção principalmente nas áreas de sequeiro, que dependem das chuvas para o desenvolvimento das lavouras. Além de aumentar a perda de água do solo, as temperaturas elevadas podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e favorecer a pressão de pragas.

Assista ao episódio do Radar Rural:

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Calor pode acelerar o ciclo da soja

A combinação entre temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode comprometer o desenvolvimento da soja, mesmo em regiões que recebem precipitações ao longo da safra.

De acordo com Müller, o calor aumenta a evapotranspiração, processo pelo qual a água é transferida do solo e das plantas para a atmosfera. Com isso, a umidade disponível pode diminuir mais rapidamente, especialmente quando as chuvas são insuficientes ou mal distribuídas.

“Isso deve acelerar o ciclo do cultivo, diminuir a produtividade. Se não tem uma boa palhada, aumenta a evapotranspiração”, explicou.

O meteorologista também chamou a atenção para as temperaturas durante a noite. Noites mais quentes podem favorecer uma maior pressão de pragas nas lavouras, acrescentando outro fator de preocupação para o produtor.

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Por isso, a análise das condições climáticas precisa considerar mais do que o acumulado de chuva. A distribuição das precipitações, a temperatura e a capacidade de retenção de água do solo também influenciam o resultado da safra.

Quais regiões exigem mais atenção?

Os efeitos do El Niño não devem ser iguais em todo o país. Segundo Müller, a tendência é de condições mais secas e quentes em parte do Norte, do Nordeste e do Brasil Central, enquanto áreas do Sul e do Sudeste podem registrar volumes elevados de chuva.

No extremo norte de Minas Gerais, em direção ao Matopiba, a combinação de precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas merece atenção. O meteorologista citou projeções de volumes inferiores a 100 milímetros em 30 dias em algumas localidades, condição que pode prejudicar o desenvolvimento da soja.

“Isso é um problema, porque não vai desenvolver bem essa soja”, afirmou.

Em outras áreas do Brasil Central, a situação pode ser menos crítica, com volumes de chuva que ainda permitam o desenvolvimento das lavouras, embora abaixo do ideal. Müller ressaltou, porém, que a situação varia de uma região para outra e que os produtores precisam acompanhar as condições específicas de suas propriedades.

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No Norte, a preocupação também envolve os impactos da estiagem sobre os rios. Mesmo com previsão de chuva em áreas de Acre e Rondônia, os volumes podem não ser suficientes para recompor as bacias hidrográficas, o que representa um risco para a logística de escoamento da safra pelo Arco Norte.

Já no Sul, o principal ponto de atenção é o excesso de precipitação. O Rio Grande do Sul tem características de solo que, segundo o meteorologista, podem agravar os efeitos tanto da chuva excessiva quanto de períodos prolongados sem precipitação.

Além do risco de alagamentos, o El Niño pode favorecer temporais com granizo, rajadas intensas de vento e outros fenômenos capazes de provocar danos às lavouras.

Müller ponderou, contudo, que estar em uma área de risco não significa que determinado evento climático necessariamente ocorrerá. A confirmação depende do acompanhamento das previsões de curto prazo.

Excesso de chuva também pode atrasar o plantio

Enquanto algumas regiões precisam de mais precipitação, outras podem enfrentar dificuldades para avançar com a semeadura justamente por causa do excesso de umidade no solo.

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Durante a entrevista, o meteorologista citou o Paraná como exemplo de como as condições podem variar dentro de um mesmo estado. Segundo ele, áreas do Centro-Leste paranaense estavam mais adiantadas no plantio, enquanto regiões do Oeste enfrentavam mais dificuldades em razão dos temporais e das chuvas frequentes.

“Conforme o produtor consegue colocar o maquinário em campo e tem umidade, vai avançando”, explicou.

A situação mostra por que os números gerais de plantio precisam ser interpretados com cautela. Mesmo quando o avanço da semeadura está acima do registrado na safra anterior, as condições podem ser bastante diferentes entre municípios e regiões produtoras.

Müller também alertou para a possibilidade de atraso no Paraná diante da previsão de novos volumes elevados de chuva. O excesso de precipitação pode dificultar a entrada das máquinas nas áreas de cultivo e comprometer o ritmo dos trabalhos no campo.

Produtor deve acompanhar previsões e condições da propriedade

Diante de um cenário de maior variabilidade climática, Müller recomendou o uso de ferramentas que permitam acompanhar as condições meteorológicas com mais precisão.

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Imagens de satélite e aplicativos ajudam a monitorar a aproximação de tempestades e as mudanças no tempo. O meteorologista também destacou a importância das estações meteorológicas instaladas nas propriedades rurais, que permitem medir a chuva registrada em cada área.

Com essas informações, o produtor consegue avaliar melhor a umidade disponível no solo e, no caso de áreas irrigadas, ajustar a necessidade de água das lavouras.

Müller ressaltou ainda que as ferramentas disponíveis no mercado nem sempre oferecem informações específicas para cada propriedade. Por isso, o acompanhamento especializado pode ajudar na interpretação dos dados e no planejamento das atividades.

A previsão de curto prazo é especialmente importante para decisões operacionais, como definir o melhor momento para entrar com máquinas no campo ou realizar atividades durante períodos de temperaturas elevadas.

El Niño forte não significa desastre em todas as regiões

Outro ponto destacado durante o Radar Rural foi a necessidade de diferenciar a intensidade do fenômeno de seus efeitos em cada localidade.

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Embora o El Niño altere a circulação atmosférica e favoreça determinados padrões de chuva e temperatura, isso não significa que todas as regiões enfrentarão os mesmos impactos ou que um evento extremo necessariamente ocorrerá.

Müller lembrou que os efeitos do fenômeno podem ser temporariamente mascarados por sistemas meteorológicos de curta duração, que atuam durante alguns dias ou semanas.

O meteorologista também criticou a disseminação de informações sem respaldo científico nas redes sociais, especialmente quando previsões são apresentadas de forma alarmista.

Para ele, o produtor precisa acompanhar dados e projeções atualizados, considerando que as condições climáticas podem mudar ao longo da safra.

A recomendação é observar as previsões para a própria região e combiná-las com as condições verificadas na fazenda. Em uma safra marcada por riscos distintos entre as áreas produtoras, entender quando e quanto chove, além de acompanhar as temperaturas, pode fazer diferença no planejamento das atividades e no resultado da lavoura.

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Sustentabilidade

Trigo/RS: Avanço final da safra é marcado por desafios climáticos e sanitários – MAIS SOJA

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Trigo: As lavouras apresentam avanço expressivo para as fases finais do ciclo, predominando as de enchimento de grãos (60%) e de maturação (27%), além da colheita já iniciada nas áreas mais precoces (4%). Entretanto, a sequência de chuvas, a elevada umidade, a baixa luminosidade, o granizo e os ventos fortes prejudicaram o potencial produtivo e aumentaram os riscos à qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e Noroeste do Estado, os eventos meteorológicos no período provocaram acamamento, debulha de espigas e perdas de estruturas reprodutivas em áreas atingidas por granizo, reduzindo as expectativas inicialmente projetadas para a safra.

Nas lavouras em maturação, a continuidade das chuvas também aumentou a preocupação com os parâmetros de qualidade do produto, especialmente quanto à redução do Peso Hectolitro (PH) e à atividade enzimática associada à germinação pré-colheita, resultando em menores valores de falling number (índice de queda), o que prejudica as características e o uso tecnológico dos grãos. Também, a elevada umidade durante o período reprodutivo favoreceu a incidência de giberela, manchas foliares, ferrugens, oídio e de outras doenças, e a dificuldade de acesso às lavouras restringiu a execução dos tratamentos fitossanitários.

A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em São Borja, metade dos 16 mil hectares plantados estão em maturação, e a colheita deve se iniciar em breve. O potencial produtivo está satisfatório, embora as chuvas no final do ciclo gerem preocupação quanto à qualidade final dos grãos. Em Maçambará, a elevada incidência de doenças foliares reduziu o potencial inicialmente estimado. Em São Gabriel, a infestação de azevém tem competido com a cultura. A redução da área foliar verde durante o enchimento, associada às manchas foliares, pode comprometer o peso dos grãos.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as lavouras estão no final do alongamento do colmo e em início do espigamento. A condição sanitária está adequada, embora o ingresso na fase de espigamento aumente a exposição das plantas às doenças.

Na de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em florescimento, 60% em enchimento de grãos, 23% em maturação e 7% colhidas. A incidência expressiva de giberela, associada ao excesso de chuva, pode comprometer a qualidade e a produtividade, inicialmente estimada em 2.965 kg/ha.

Na de Ijuí, o excesso de umidade e os danos provocados por granizo tendem a reduzir o potencial produtivo. Cerca de 50% dos cultivos estão em enchimento, 19% em final de floração, 28% em maturação e 3% colhidas. Nas áreas em enchimento, observa-se pouca evolução no crescimento dos grãos, e aumentam os sintomas de doenças nas espigas em final de floração. Em Santo Augusto, as primeiras áreas colhidas alcançaram 2.820 kg/ha, com PH 78. Contudo, a média regional das lavouras colhidas não ultrapassa 2.400 kg/ha, pois as cultivares mais suscetíveis à giberela apresentam redução de produtividade e de qualidade.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão em enchimento de grãos. As chuvas têm dificultado a execução dos tratamentos fitossanitários para o controle de doenças fúngicas. Na de Pelotas, predomina o enchimento de grãos, abrangendo 56% das lavouras; 36% estão em florescimento; e 8% em desenvolvimento vegetativo. A sequência de dias nublados, de chuvas e de baixa radiação solar tem prejudicado o enchimento dos grãos. A elevada umidade do solo dificultou o acesso de máquinas para os tratamentos fitossanitários.

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Na de Santa Maria, as chuvas intensas, acompanhadas de vento e granizo, ocorridas no final de setembro deverão provocar redução da produtividade regional. Na de Santa Rosa, 2% dos cultivos estão em floração, 46% em enchimento, 44% maduras e 8% colhidos. Os eventos meteorológicos provocaram perdas severas, especialmente nas áreas atingidas por granizo, como acamamento, debulha das espigas e, em determinados locais, perda total das estruturas reprodutivas. A incidência de giberela e brusone foi favorecida pelo tempo chuvoso e nublado.

Na de Soledade, cerca de 90% dos cultivos estão em enchimento de grãos, e 10% iniciam a maturação fisiológica. Prosseguiram os tratamentos fitossanitários contra manchas foliares, oídio, ferrugens e giberela nas áreas mais tardias. Nas lavouras bem manejadas, o
potencial produtivo está ótimo. Já as com menor nível tecnológico apresentam condição mais desuniforme.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,94%, passando de R$ 73,78 para R$ 74,47 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



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Sustentabilidade

Tem episódio novo do Soja Brasil no ar com alerta para o clima, desafios no plantio 26/27 e tecnologia no campo

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O episódio 62 do Soja Brasil já está no ar com uma série de reportagens sobre os desafios e as perspectivas para a safra 2026/27. A equipe continua a viagem pela China para mostrar como o país investe em pesquisa agrícola, melhoramento genético e rotação de culturas para aumentar a produtividade da soja e reduzir a dependência das importações.

O programa também acompanha o avanço do plantio e as dificuldades provocadas pelo excesso de umidade em algumas áreas. A chuva pode interromper os trabalhos no campo, dificultar a germinação das sementes e atrasar a janela de cultivo do milho safrinha, exigindo atenção dos produtores ao manejo do solo e ao planejamento da lavoura.

A previsão do tempo para a primavera e o início de outubro também está entre os destaques. O período pode registrar temperaturas próximas de 40 °C e chuvas irregulares em parte do país, enquanto outras áreas devem enfrentar volumes elevados de precipitação. As condições climáticas podem influenciar o ritmo do plantio e exigir cuidados redobrados no campo.

A edição mostra ainda as novidades em maquinário agrícola apresentadas durante a abertura nacional do plantio da soja 2026/27, em Mato Grosso. Entre os destaques estão soluções que integram plantio e pulverização, monitoramento em tempo real e tecnologias que podem reduzir em até 7% o consumo de fertilizantes.

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