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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Semeadura de soja ultrapassa 60% em MT; estado está entre os mais adiantados

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O plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso atingiu 60,05% da área estimada, conforme boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados de 24 de outubro. Na semana anterior, o índice era de 43,57%. No mesmo período do ano passado, o avanço era de 55,73%.

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Dados da Conab

No Brasil, o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o plantio da soja alcançou 21,7% da área total prevista até 18 de outubro, frente a 11,1% na semana anterior. Na comparação anual, o ritmo está 23,3% mais acelerado.

Segundo a Conab, São Paulo lidera o plantio, com 40% da área semeada, seguido por Mato Grosso (39,8%), Paraná (39%), Mato Grosso do Sul (34%), Tocantins (7%), Bahia (6%), Minas Gerais (6%), Goiás (5%) e Santa Catarina (3%).

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Sustentabilidade

Semeadura do trigo avança no RS em ritmo heterogêneo devido ao clima – MAIS SOJA

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A semeadura de trigo prossegue no Estado de forma heterogênea devido às condições meteorológicas ocorridas no período. Nas regiões onde choveu, foi possível a retomada da semeadura. Contudo, onde as chuvas foram mais frequentes, a operação foi realizada apenas em curtas janelas de tempo firme. Nas lavouras com boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento das plantas estão adequados.

Já onde o tempo ficou predominantemente estável, o excesso de umidade no solo, somado à alta nebulosidade e à elevada umidade do ar, limitou o progresso das máquinas de plantio.

A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, aproximadamente 9 mil hectares foram implantados, e há perspectiva de aceleração da semeadura nos próximos dias em função do restabelecimento da umidade do solo e da proximidade do encerramento da janela considerada ideal para o cultivo.

Na de Caxias do Sul, a semeadura evolui lentamente, chegando a aproximadamente 5% da área prevista para a safra, concentrada nos municípios de menor altitude. Na de Frederico Westphalen, a semeadura alcança 90% do previsto para a safra. As atividades de manejo se concentram no controle de plantas daninhas, por meio da aplicação de herbicidas pré e pós-emergentes. Nas áreas semeadas mais cedo, iniciou a adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Ijuí, a emergência e o estabelecimento inicial da cultura estão apropriados, com uniformidade de germinação e bom vigor das plantas. Na de Passo Fundo, a semeadura do trigo avança na região. As lavouras se encontram nas fases de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, com adequado estabelecimento inicial.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, que concentra a maior área destinada à cultura na região, a semeadura atingiu 50% do previsto para a safra. Na de Santa Rosa, a semeadura está em 57%, favorecida pelas propícias condições de umidade do solo, que proporcionaram boa germinação e estabelecimento inicial das plantas.

De modo geral, as lavouras apresentam condição satisfatória, embora o desenvolvimento vegetativo inicial esteja abaixo do esperado devido à baixa incidência de radiação solar, fator que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular.

Observa-se ainda a adoção de menor nível tecnológico nesta safra, caracterizada pela redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como uma estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Essas áreas poderão ser utilizadas tanto para a produção de grãos quanto para cobertura do solo, conforme a evolução das condições climáticas. Há registros pontuais de ocorrência de corós, exigindo monitoramento e adoção de medidas de controle. Na de Soledade, as lavouras implantadas apresentam boa evolução e adequado estabelecimento inicial.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Ovalor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,58%, passando de R$ 66,88 para R$ 67,94.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Safras & Mercado estima queda de 27% na produção de trigo da Argentina em 2026/27 – MAIS SOJA

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A Safras & Mercado estima que a Argentina produzirá 21,87 milhões de toneladas de trigo na safra 2026/27. Caso se consolide, será uma redução de 27% em relação ao ciclo anterior.

A produtividade média é projetada em 3,6 toneladas por hectare, queda de 20% frente ao ano anterior. A oferta total deverá alcançar 31,2 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 9,8 milhões de toneladas.

A área total a ser semeada é estimada em 6,2 milhões de hectares, recuo de 4% em comparação com a safra 2025/26.

A maior produção é esperada na província de Buenos Aires, com 10,6 milhões de toneladas, seguida por Córdoba, com 3,5 milhões de toneladas, Santa Fé, com 3,3 milhões de toneladas, e Entre Ríos, com 2,1 milhões de toneladas.

As informações são da Safras News LatAm.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Calagem do solo e custos: o perigo das soluções “mágicas” – MAIS SOJA

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O agricultor vive um momento bastante desafiador. O mercado apresenta um conjunto de situações que tornam difíceis as tomadas de decisão – como elevação dos custos e dos insumos.

Nesse cenário, surgem soluções “mágicas” ou que prometem milagres no cultivo. Em contraponto, profissionais pregam a adoção de técnicas consagradas de calagem do solo, com produtos já comprovados cientificamente.

Essa postagem tem o objetivo de proteger o patrimônio do agricultor, trazendo-o de volta para a ciência do solo de forma prática. Fique conosco até o final e saiba mais!

. 5 pontos para o agricultor ficar de olho

1. A armadilha: o “barato que sai caro”

Precisamos desmistificar as promessas de calcários em outros formatos que não sejam pó. Sim, há produtos diferenciados, em outros formatos. Porém, não se trata de calcários, dentro do que é preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Também surgem fórmulas “superconcentradas”, que prometem substituir calcário. As mensagens enchem os olhos, com a promessa de reduzir custos na aplicação e no frete.

Lembre-se: o calcário agrícola é vendido acompanhado de documentação que apresenta suas características, como a granulometria, por exemplo. A autorização do MAPA também é citada nessa documentação e pode ser checada no site do ministério.

2. A matemática do solo gera neutralização real

A correção da acidez é uma reação química que depende de quantidade, ou seja, massa. Para neutralizar o alumínio tóxico e elevar o pH de um hectare de área plantada ou pastagem, o solo precisa de volume real de Cálcio e Magnésio.

O Cálcio é essencial para os tecidos da planta. Já o Magnésio surge na clorofila e garante a energia da lavoura.

3. O tripé da calagem tradicional

O calcário traz vários benefícios, mas há 3 principais: fornecimento de Cálcio e Magnésio, melhoria do ambiente para as raízes da planta e aumento da eficiência dos fertilizantes, como os conhecidos NPK.

4. Alerta: prejuízo duplo à vista!

O agricultor não perde apenas o dinheiro investido quando se socorre do produto “milagreiro”, mas perde também o potencial produtivo da safra inteira porque o solo continuará ácido.

E, em algum momento, esse desequilíbrio trará prejuízos.

5. “Mas o que devo ficar de olho nos produtos que corrigem a acidez do solo?”

A orientação é seguir um “passo a passo” que ajuda a identificar eventuais falhas. Exigir o PRNT e o registro no Mapa é uma ação necessária. Fazer a análise do solo é fundamental.

Em resumo

A aplicação de calcário permanece como a prática mais segura, barata e eficiente para o bolso do produtor.

Em momentos de custos altos, a melhor estratégia é errar menos.

Proteger o seu solo com o calcário e a orientação técnica correta é a única garantia de que todo esforço se transformará em sacas colhidas no final da temporada.

Esse vídeo do pesquisador Heitor Cantarella, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), aborda medidas simples que podem ser adotadas.

Fonte: Abracal

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