Business
Roçadeira e trator lideram vendas de implementos agrícolas usados

A roçadeira foi o implemento agrícola usado mais vendido na OLX entre janeiro e agosto de 2025. O dado faz parte de um levantamento do marketplace, que analisou o desempenho de produtos do setor agro na plataforma, incluindo volume de vendas, número de anúncios e busca por itens de segunda mão.
Após a roçadeira, o trator aparece como o segundo equipamento mais comercializado, seguido pelo compressor, em terceiro lugar.
Implementos agrícolas usados mais vendidos
O ranking mostra que o interesse por máquinas e equipamentos usados segue forte entre produtores rurais, que buscam economia e praticidade na compra de implementos agrícolas.
Itens mais vendidos (jan–ago/2025):
- Roçadeira
- Trator
- Compressor
- Gerador
- Torno
- Empilhadeira
- Retroescavadeira
- Esquadrejadeira
- Escavadeira
- Grade
- Pá carregadeira
- Tobata
- Bobcat
Segundo Flávio Passos, vice-presidente de Autos e Bens de Consumo do Grupo OLX, os resultados refletem a diversidade da plataforma e a importância da economia circular.
“O levantamento ilustra o caráter democrático da OLX em termos de variedade de itens. É uma grande oportunidade poder apoiar o setor agrícola e transformar a forma como as pessoas compram e vendem produtos usados”, destaca o executivo.
Trator é o mais procurado e anunciado no mercado agro online
Além de ser um dos equipamentos mais vendidos, o trator lidera o ranking de implementos agrícolas mais procurados e anunciados na OLX.
Entre os itens mais pesquisados pelos usuários, a retroescavadeira ocupa a segunda posição e a escavadeira, a terceira. Nos anúncios, o trator também mantém a liderança, seguido pela roçadeira e o compressor.
Ranking dos itens agro mais procurados e mais anunciados na OLX (jan–ago/2025)
| Mais procurados | Mais anunciados |
|---|---|
| 1️⃣ Trator | 1️⃣ Trator |
| 2️⃣ Retroescavadeira | 2️⃣ Roçadeira |
| 3️⃣ Escavadeira | 3️⃣ Compressor |
| 4️⃣ Torno | 4️⃣ Torno |
| 5️⃣ Empilhadeira | 5️⃣ Empilhadeira |
| 6️⃣ Pá carregadeira | 6️⃣ Retroescavadeira |
| 7️⃣ Gerador | 7️⃣ Gerador |
| 8️⃣ Grade | 8️⃣ Escavadeira |
| 9️⃣ Roçadeira | 9️⃣ Pá carregadeira |
| 🔟 Compressor | 🔟 Grade |
Preços de equipamentos agrícolas usados: gerador cai e Bobcat dispara
Na comparação entre 2024 e 2025, o gerador registrou a maior queda de preço médio, passando de R$ 7.913 para R$ 5.070, uma redução de 36%. Em contrapartida, a Bobcat teve a maior valorização no período: o preço médio saltou de R$ 70.306 para R$ 110.700, alta de 57%.
Variação de preço médio dos implementos agrícolas usados na OLX (jan–ago/2024 x jan–ago/2025)
| Produto | Preço médio 2024 | Preço médio 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Gerador | R$ 7.913 | R$ 5.070 | 🔻 -36% |
| Roçadeira | R$ 1.031 | R$ 897 | 🔻 -13% |
| Grade | R$ 15.750 | R$ 14.391 | 🔻 -9% |
| Retroescavadeira | R$ 175.441 | R$ 163.753 | 🔻 -7% |
| Esquadrejadeira | R$ 7.241 | R$ 7.199 | 🔻 -1% |
| Tobata | R$ 14.003 | R$ 14.000 | ➖ 0% |
| Pá carregadeira | R$ 213.838 | R$ 225.533 | 🔺 +5% |
| Trator | R$ 61.467 | R$ 68.557 | 🔺 +12% |
| Escavadeira | R$ 190.532 | R$ 217.950 | 🔺 +14% |
| Compressor | R$ 2.550 | R$ 3.022 | 🔺 +19% |
| Empilhadeira | R$ 51.135 | R$ 64.984 | 🔺 +27% |
| Torno | R$ 29.296 | R$ 39.719 | 🔺 +36% |
| Bobcat | R$ 70.306 | R$ 110.700 | 🔺 +57% |
A OLX orienta compradores e vendedores a adotarem práticas seguras em transações online. Confira as principais recomendações:
- Não compartilhe dados pessoais ou número de celular;
- Desconfie de preços muito abaixo do mercado;
- Verifique a reputação do vendedor e informações da empresa;
- Prefira usar a Garantia OLX, que permite o pagamento dentro da plataforma;
- Solicite sempre nota fiscal;
- Combine entregas em locais públicos e movimentados;
- Nunca forneça códigos de confirmação recebidos por SMS ou e-mail;
- A OLX não envia anexos nem links externos por e-mail.
Business
Ana Repezza assume CropLife Brasil e prioriza diálogo com governo e inovação agrícola

A CropLife Brasil empossou, nesta segunda-feira (4), Ana Repezza como nova presidente da entidade. A executiva assume o cargo com foco em ampliar o diálogo institucional, avançar em pautas regulatórias e reforçar a presença do setor nos debates internacionais sobre inovação agrícola.
À frente da associação, Repezza será responsável por articular os interesses dos quatro segmentos representados pela CropLife: defensivos químicos, biológicos, sementes e biotecnologia. A gestão ocorre em um momento de desafios regulatórios e econômicos para o setor de insumos.
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Segundo a nova presidente, a prioridade será fortalecer a interlocução com o poder público. “Quero ampliar o diálogo produtivo com o governo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Temos temas com impacto direto na pesquisa e na segurança jurídica do setor”, afirmou.
A executiva também destacou o potencial do Brasil no cenário global. Para ela, o país pode avançar não apenas como exportador de alimentos, mas também como referência em ciência aplicada à agricultura tropical.
Entre as diretrizes da nova gestão estão o estímulo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização de boas práticas agrícolas e o fortalecimento da participação brasileira em discussões internacionais sobre segurança alimentar e inovação.
A escolha de Repezza foi feita pelo Conselho de Administração da CropLife Brasil, após um processo estruturado. Durante o período de transição, a entidade foi conduzida de forma colegiada.
Trajetória
Com mais de 25 anos de experiência, Ana Repezza tem atuação nas áreas de comércio exterior, relações institucionais e atração de investimentos. Antes de assumir a presidência da CropLife, esteve à frente da Diretoria de Negócios da ApexBrasil, onde liderou mais de 50 missões comerciais internacionais.
A executiva também foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com atuação na formulação de políticas comerciais e regulação de bens agrícolas e industriais.
Repezza é mestre em Gestão Internacional pela University of London, possui MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização pelo World Trade Institute, da Universidade de Berna. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.
A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.
No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.
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Atacado
No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.
Exportações
O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.
Comparações
Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
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Agro Mato Grosso
Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital
A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

A evolução da lenda
A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.
Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.
O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Tecnologia embarcada e foco no operador
A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.
O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.
No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.
Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.
DNA canavieiro preservado
Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.
Tradição e futuro no mesmo equipamento
Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro
“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.
O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.
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