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19 de junho de 2026

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“Agora que estamos descobrindo o que é Sistema Plantio Direto”, diz Jônadan Min Ma

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O plantio direto está presente em quase toda a produção agrícola brasileira, especialmente nas lavouras de soja. No entanto, o Sistema Plantio Direto (SPD) — que envolve um conjunto completo de práticas de manejo do solo, rotação de culturas e cobertura permanente — ainda é realidade em apenas entre 10% a 15% das áreas produtivas do país.

“Agora que estamos descobrindo o que é Sistema Plantio Direto”, afirma Jônadan Min Ma, presidente da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto.

Ele lembra que, embora a prática tenha começado há mais de cinco décadas, o verdadeiro conceito ainda está em construção.  Segundo Jônadan, entrevistado do programa Direto ao Ponto, o plantio direto foi o início de uma grande transformação.

“O plantio direto foi o primeiro passo. Não revolver o solo. Proteger o solo da erosão, que é terrível. Quem convive com erosão, plantar hoje de tarde, dá uma chuva pesada de madrugada e amanhecer e lá no campo ver ela lavoura perdida… Eu vivi quantas vezes isso? Eu não dormia à noite”.

Mesmo após mais de meio século, ele observa que ainda há muito a evoluir. “Mesmo após 52 anos, nós estamos vendo que o nosso plantio direto tem que evoluir. Sair hoje dos 36 milhões de hectares de plantio direto, alguns falam 40 milhões pelo IBGE Desses 40 milhões de hectare de plantio direto aqui no Brasil, apenas, no máximo, 10% a 15% adotam verdadeiramente o Sistema Plantio Direto, que é na sua concepção total com todos os preceitos básicos sendo implantados”.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Evento mundial vai reunir experiências em Brasília

Com o objetivo de aprofundar o debate e promover a troca de experiências, o Brasil realizará entre 7 e 9 de julho de 2026, em Brasília, o 20º Encontro Nacional e o 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto.

“Temos ainda muito para aprender, tem muito para troca de experiência e por isso nós realizamos bianualmente. É novidade para caramba. E a principal novidade, eu acredito que seja a questão do carbono”, explica.

Conforme Jônadan, o Brasil tem papel importante na discussão global. “Nós hoje conseguimos sequestrar carbono, tanto quanto nas áreas muito bem manejadas há mais de 40 anos. Nós estamos conseguindo sequestrar mais carbono do que nas áreas de mata nativa, no bioma natural que está do lado da área implantada”, salienta ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Três décadas de experiência no campo

A experiência prática de Jônadan com o sistema começou no final da década de 1980, na Fazenda Boa Fé, em Uberaba (MG), onde a família cultiva soja, milho, trigo, arroz, cana-de-açúcar e pecuária. “Em 1988 resolvi testar o plantio direto. No início, tivemos queda de produtividade, o que é normal. É um período de transição, de adaptação do solo”, lembra.

A consolidação levou cerca de quatro anos. “Desde 1992, nosso solo está totalmente em plantio direto, sem arar, sem gradear, só com o plantio direto. Agora Sistema”, relata.

Hoje, ele reforça a importância da continuidade e da observação no campo. “Temos que ter paciência. O negócio não vem tudo de uma hora para outra, é uma mudança. Nem tudo que tem sucesso, tem um único só responsável, nem tudo que é fracasso também tem um só responsável. É sempre, geralmente é soma de fatores”, afirma.

E completa: “Nós agricultores temos que ter humildade de reconhecer que precisamos aprender sempre”.

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El Niño forte amplia risco para soja do Cerrado e safrinha 2026/27, diz Rural Clima

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O El Niño que começa a se instalar deve ter intensidade forte, com aquecimento do Pacífico acima de 2 graus, e pode trazer chuvas irregulares ao Cerrado desde o início da temporada 2026/27. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo sócio fundador e agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, em entrevista ao podcast Prosa Agro, do Itaú BBA. Segundo ele, o maior foco de risco está no milho de segunda safra, mas a soja também pode enfrentar problemas já na janela de plantio.

Segundo Santos, o padrão mais próximo para o episódio atual é 1997/98, e não 2023/24, com base no aquecimento do Pacífico observado entre janeiro e maio deste ano. Ele afirmou que anos de El Niño, historicamente, têm sido associados a safras com problemas no Brasil e disse que o risco de quebras não está descartado em Mato Grosso nem no Cerrado como um todo.

Para a soja, o alerta começa antes da produtividade. A Rural Clima projeta chuva antecipada em agosto, setembro e outubro no Cerrado, mas sem regularização definitiva. De acordo com o agrometeorologista, o cenário esperado é de pancadas intercaladas com veranicos e calor intenso, com normalização das chuvas apenas a partir de meados de novembro. Ele citou que temperaturas médias acima de 30ºC a 32ºC aumentam o estresse das plantas.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

No milho de segunda safra, a preocupação é maior. Santos afirmou que, se o plantio da soja se espalhar por uma janela mais longa, a colheita também tende a atrasar, empurrando a semeadura da safrinha. Ao mesmo tempo, a consultoria trabalha com a hipótese de interrupção das chuvas já na primeira quinzena de abril de 2027. Nesse quadro, o milho pode atravessar a fase reprodutiva com baixa umidade.

O agrometeorologista também chamou atenção para o Norte do País. Segundo ele, a seca sobre a bacia amazônica pode reduzir o nível dos rios e comprometer a operação do Arco Norte. Em 2024, barcaças chegaram a ficar paradas e, em alguns momentos, operavam com apenas 10% da carga, de acordo com Santos.

Durante o podcast, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz, afirmou que o risco climático ainda não está refletido nos preços. Santos disse que uma eventual reação das cotações dependerá do comportamento das chuvas no fim do ano, quando o plantio avançar e os veranicos deixarem o campo teórico.

As avaliações apresentadas pela Rural Clima indicam risco climático relevante para a safra 2026/27, sobretudo para a safrinha, mas o material não traz estimativas de quebra, área afetada ou impacto numérico sobre produção e preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Seminário da Embrapa revisa marco legal da agroecologia

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Um seminário técnico-científico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) discutiu, durante três dias, a revisão do marco legal em agroecologia e os rumos da pesquisa pública na área. Segundo o material fornecido, o encontro tratou dos avanços da agricultura sustentável, dos desafios da pesquisa em agroecologia e das perspectivas para o futuro. A programação também incluiu debates sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação.

De acordo com o conteúdo informado, o seminário teve como foco a pesquisa em agroecologia da Embrapa e reuniu discussões sobre o desenvolvimento da agricultura sustentável. O material não informa a cidade do evento nem o número de participantes.

Entre os principais objetivos apresentados, o encontro destacou o alinhamento de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação ao Plano Diretor da Embrapa. O debate também incluiu o fortalecimento dos diálogos com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e com a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Outro ponto citado foi a necessidade de planejamento para integrar conhecimentos tradicionais e tecnologia ao longo dos próximos 10 anos. Esse direcionamento foi apresentado no contexto das discussões sobre o futuro da pesquisa pública em agroecologia.

O material fornecido informa ainda que, ao longo dos três dias de evento, foram revisados avanços e desafios da atuação da Embrapa no tema. Não há, no entanto, detalhamento sobre medidas aprovadas, mudanças normativas específicas, prazos de implementação ou impactos operacionais diretos para produtores rurais.

Com base nas informações disponíveis, o seminário consolidou uma agenda de debate sobre agroecologia, pesquisa pública e planejamento institucional na Embrapa. O material divulgado não especifica deliberações finais, cronograma de execução nem efeitos diretos para as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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Presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, recebe homenagem da Embrapa e celebra parceria no Projeto Soja Brasil

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Reprodução Canal Rural

E as homenagens durante o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 não param! Durante a cerimônia, Carina Rufino, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, coordenadora técnica do projeto Soja Brasil, prestou uma homenagem especial ao Canal Rural e ao presidente do veículo, Julio Cargnino.

“Temos uma tradição de homenagear aqueles que nos ajudam a ampliar nosso impacto. Como coordenadora tecnológica do Projeto Soja Brasil desde o início, acompanhei essa transformação de perto. Neste ano, o Canal Rural completa 30 anos, e quero fazer um agradecimento público ao Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, entregando esta medalha da Embrapa Soja”, disse.

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“Mais do que uma parceria, construímos um elo forte. Agradecemos a confiança no nosso trabalho e as portas que vocês abrem para que possamos nos aproximar cada vez mais do produtor. É um privilégio fazer esta entrega”, completou.

Ao receber a homenagem, Julio agradeceu emocionado. “É uma surpresa, mas ficamos muito honrados. Ao longo desses 30 anos do Canal Rural, a Embrapa sempre esteve ao nosso lado, levando informações e conhecimento ao produtor. Quem produz esse conhecimento são vocês. Nossa obrigação é fazer com que ele chegue ao campo”, afirmou.

“Quem produz esse conhecimento são vocês. Nossa missão é fazer com que ele chegue ao campo, levando informação, tecnologia e inovação ao produtor rural. Obrigado pelo reconhecimento e contem sempre conosco. Todas as unidades da Embrapa podem contar com a gente. É uma honra muito grande receber esta homenagem”, concluiu.

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