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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Uso dos pré-emergentes: sistema aplique-plante e plante-aplique – MAIS SOJA

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Os herbicidas pré-emergentes atuam diretamente sobre o banco de sementes do solo, impedindo que sementes em processo de germinação completem sua emergência. Com isso, reduzem de forma significativa os fluxos de emergência das plantas daninhas. Essa supressão inicial proporciona um ambiente mais favorável para o estabelecimento da cultura, livre da matocompetição nas fases iniciais. Além disso, contribui para a redução da população infestante e para uma emergência mais uniforme das plantas remanescentes, facilitando o manejo e melhorando a eficiência do controle de plantas daninhas na pós-emergência.

Em função do mecanismo de ação e da forma como atuam, os herbicidas pré-emergentes devem ser empregados após o controle das populações adultas das plantas daninhas (dessecação pré-semeadura). Em alguns casos em que há a necessidade da aplicação sequencial de herbicidas para o controle de altas infestações de plantas daninhas, é possível associar herbicidas pré-emergentes a herbicidas pós-emergentes na segunda aplicação da dessecação sequencial.

A dessecação sequencial consiste na realização de duas aplicações complementares de herbicidas com o objetivo de assegurar um controle mais eficiente das plantas daninhas antes da semeadura. A primeira aplicação envolve o uso de herbicidas sistêmicos, realizada entre 10 e 30 dias antes da semeadura, conforme as condições climáticas e o nível de infestação da área. A segunda aplicação ocorre de dois a três dias antes da semeadura, utilizando herbicidas de contato. Nesse momento, pode-se associar ou não a produtos com efeito residual (herbicidas pré-emergentes). Essa estratégia permite eliminar plantas daninhas remanescentes, reduzindo a matocompetição inicial e favorecendo o estabelecimento uniforme da cultura (Rizzardi, 2019).

Figura 1. Plantas remanescentes da dessecação pré-semeadura.
Modalidades de uso dos herbicidas pré-emergentes

Basicamente, há duas modalidades de aplicação dos herbicidas pré-emergentes na cultura da soja, a modalidade aplique-plante e a modalidade plante-aplique. Ambas as formas de aplicação apresentam vantagens de limitações. A maioria das moléculas e formulações modernas dos herbicidas pré-emergentes possibilita o manejo em ambas as modalidades, contudo, definir a modalidade de aplicação deve levar em consideração critérios técnicos, econômicos e operacionais, visando aumentar a performance dos herbicidas e reduzir os efeitos de fitotoxicidade na cultura agrícola.



Aplique-plante

Talvez a modalidade mais adotada para a aplicação dos herbicidas pré-emergentes, o aplique-plante consiste na aplicação do herbicida pré-emergente, isolado ou associado a outros herbicidas, antes da semeadura da cultura. Essa modalidade possibilita um maior ganho operacional, concentração as pulverizações, e em alguns casos ainda pode maximizar o controle das plantas daninhas remanescentes pelo sinergismo entre os herbicidas utilizados nessa pulverização.

Em contrapartida, o revolvimento do solo e da palhada na superfície durante o processo de semeadura, expõe uma camada não protegida pela aplicação do pré-emergente (figura 2). Sob condições adequadas de umidade, temperatura e luminosidade, novos fluxos de emergência de plantas daninhas podem ser observados próximo a linha de semeadura, resultando em uma matocompetição direta com a cultura.

Figura 2. Revolvimento parcial do solo e palhada em função da semeadura da soja.

Plante-aplique

Na modalidade plante-aplique, o herbicida pré-emergente é aplicado após a semeadura da cultura. Como principal vantagem, podemos destacar o maior controle dos fluxos de emergência, especialmente na linha de semeadura (figura 2). Contudo, esse método exige maior cautela e perícia. A aplicação do herbicida pré-emergente deve ser realizada imediatamente após a semeadura da cultura, não sendo recomendada a pulverização de herbicidas residuais após as sementes iniciarem o processo de germinação.

Figura 3. Ilustração do processo de germinação da semente de soja, culminando com o desenvolvimento de plântula normal.
Fonte: Krzyzanowski et al. (2024)

Nesse sentido, a modalidade plante-aplique exige maior cautela, conhecimento e planejamento, uma vez que a logística da aplicação do herbicida deve estar alinhada ao processo de semeadura. Além disso, há um maior cuidado com o posicionamento do herbicida pré-emergente quanto a dose e condições para aplicação, uma vez que o aumento equivocado da dose bem como a aplicação do herbicida sob condições adversas, pode causar efeitos fitotóxicos á soja, além de reduzir a eficácia do herbicida.

Pulverizações seguidas por chuvas torrenciais podem acentuar os sintomas de fitotoxicidade pelo herbicida pré-emergente, especialmente se tratando de sementes mal cobertas. Sobretudo, estudos demonstram que, especialmente se tratando de espécies daninhas de difícil controle como o caruru (Amaranthus spp.), a modalidade plante-aplique  proporciona um melhor controle das populações daninhas em comparação a modalidade aplique-plante (Pedroso et al., 2020),

Vale destacar que independente da modalidade de aplicação dos herbicidas pré-emergentes, as condições climáticas e ambientais devem ser consideradas, uma vez que a performance dos pré-emergentes é altamente condicionada às condições de clima e ambiente no momento da aplicação.

Referências:

KRZYZANOWSKI, F. C. et al. AVALIAÇÃO DE PLÂNTULAS DE SOJA NO TESTE DE GERMINAÇÃO. Embrapa Soja, Comunicado Técnico, n. 113, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165567/1/Com-Tec-113.pdf >, acesso em: 20/10/2025.

PEDROSO, R. M. et al. PRE-EMERGENT HERBICIDE APPLICATION PERFORMED AFTER CROP SOWING FAVORS PIGWEED (Amaranthus spp.) AND WHITE-EYE (Richardia brasiliensis) CONTROL IN SOYBEANS. Revista Brasileira de Herbicidas, 2020. Disponível em: < https://www.weedcontroljournal.org/wp-content/uploads/articles_xml/2236-1065-rbh-S2236-10652020000190010048500472/2236-1065-rbh-S2236-10652020000190010048500472.pdf >, acesso em: 20/10/2025.

RIZZARDI, M. A. DESSECAÇÃO PRÉ-SEMEADURA. Up. Herb, 2019. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/dessecacao-pre-semeadura#:~:text=A%20desseca%C3%A7%C3%A3o%20sequencial%20compreende%20a,antes%20da%20semeadura%20da%20cultura. >, acesso em: 20/10/2025.

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Sustentabilidade

Line-up aponta importação de 7,591 mi de t de fertilizantes de 1/7 a 3/8 – Williams – MAIS SOJA

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De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 7,591 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º de julho a 3 de agosto.

Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (2,669 milhões de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,666 milhão de toneladas.

O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 27 de outubro de 2026.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em forte baixa em Chicago com avanço da colheita e melhora das lavouras nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita de trigo nos Estados Unidos, pela melhora das condições das lavouras de primavera e pela perspectiva de clima favorável nas principais regiões produtoras do país.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área até 2 de agosto, ante 81% na semana anterior, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. Já o trigo de primavera apresentou melhora nas condições das lavouras, com 55% das áreas classificadas entre boas e excelentes, ante 53% na semana anterior. A colheita da cultura também avançou para 5% da área.

A queda do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado agrícola. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as cotações da commodity, estimulando um movimento de vendas nas commodities agrícolas, incluindo o trigo.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,38 1/4 por bushel, com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,57 por bushel, com recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,83%.

Fonte: Agencia Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Milho 2ª Safra: 69,1% colhido no país entre desafios climáticos e boas produtividades – MAIS SOJA

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Milho 2ª Safra- 69,1% colhido. Em MT, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as boas produtividades têm sido mantidas. No PR, a colheita avança gradualmente, favorecida pelas janelas de tempo seco.

Em MS, a colheita foi interrompida no Sudoeste devido às chuvas, mas avançou nas demais regiões. Em GO, a redução da umidade dos grãos devido ao tempo seco favoreceu ao avanço da colheita. Em SP, a colheita continua atrasada no estado devido ao prolongamento do ciclo do cereal e a alta umidade dos grãos.

Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro e a baixa produtividade do cereal vai se confirmando. No TO, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as produtividades são consideradas satisfatórias. Na BA, a colheita se aproxima do fim.

No MA, a colheita foi finalizada nos Gerais de Balsas e avança nas demais regiões. As produtividades das lavouras tardias apresentam redução. No PI, a colheita avança normalmente e se aproxima da finalização. Devido à parada precoce das chuvas, as produtividades estão inferiores às do último ciclo.

No PA, a colheita foi finalizada nos polos de Redenção e da BR-163. Nos polos de Santarém e Paragominas, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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