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6 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Gesso agrícola como ferramenta de manejo para a melhoria do solo – MAIS SOJA

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A qualidade da solo é  determinante para a sustentabilidade e rentabilidade dos sistemas de produção. O solo é considerado o principal substrato de produção em lavouras comerciais, servindo como base de sustentação, água e nutrientes para o desenvolvimento vegetal. Compreendido como um sistema trifásico, coloidal e aberto, o solo está sujeito a interferência e alteração por diversos fatores bióticos e abióticos,  que podem atuar de forma conjunto ou isolada, alterando características químicas, físicas e biológicas do solo.

Dentre as características químicas do solo que afetam o crescimento e desenvolvimento vegetal, destaca-se a acidez do solo. Solos ácidos normalmente estão associados a presença de alumínio tóxico (Al3+). Esse alumínio disponível atua de forma negativa, reduzindo e/ou até inibindo o crescimento das raízes das plantas. Para reduzir a toxicidade de Al3+ no solo, uma das alternativas mais difundidas é a calagem. Entretanto, por apresentar baixa mobilidade do solo, a ação do calcário é limitada as camadas superiores do solo, fato que dificulta o controle da acidez em sistemas de produção consolidados como sistema plantio direto.

Como alternativa para mitigar os efeitos da acidez do solo sobre a crescimento e desenvolvimento vegetal, ferramentas como o gesso agrícola tem sido empregadas em sistemas de produção que não se preconizam o revolvimento do solo. O gesso agrícola, é utilizado principalmente como condicionador de solo, para a melhoria do perfil do solo, bem como fonte de nutrientes para as culturas agrícolas. De acordo com Sousa; Lobato; Rein, (2005), o gesso agrícola melhora o ambiente radicular em profundidade no solo, promovendo a melhor distribuição de raízes, nas camadas mais profundas, possibilitando maior absorção de água e nutrientes pelas plantas, e maior tolerância a períodos de déficit hídrico.

Figura 1. Exemplo de uma comparação teórica da atividade de Al3+ entre dois solos que possuem as mesmas concentrações de Al3+ em solução, com e sem aplicação de gesso.
Fonte: Zoca & Penn (2017)

Ao aplicar o gesso agrícola no solo, os íons Ca2+ e SO42- são liberados ao meio, e o CaSO40, devido a sua alta mobilidade, desce para as camadas mais profundas no perfil do solo, formando pares iônicos (CaSO40, MgSO40 e KSO4– ), aumentando nelas a concentração de cálcio, magnésio e potássio. O cálcio (Ca2+) substitui os íons alumínio dos sítios de troca do solo, enquanto os íons sulfato (SO42-) reagem com este alumínio livre na solução, formando complexos de alumínio-sulfato, que não são tóxicos (Vitti et al., 2015).

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No entanto, sabe-se que o  gesso agrícola não é capaz de elevar o pH do solo, logo, seu uso não é recomendado com essa finalidade. Contudo, estudos demonstram que o uso adequado do gesso agrícola favorece a distribuição de raízes no perfil do solo, melhorando características da planta como comprimento de raízes, o que pode ser importante sob condições de estresse hídrico por déficit hídrico (Santos et al., 2017). Resultados similares comprovando a melhor distribuição de raízes no perfil do solo em função da utilização do gesso agrícola também foram obtidos por Sousa; Lobato; Rein (2005).

Além dos efeitos na distribuição de raízes, conforme observado por Zandoná et al. (2015)  o gesso agrícola aumenta os teores de Ca2+, redistribui o Mg2+ para as camadas de 10-20 cm e 20-40 cm e diminui os teores de Al3+ na camada de 20-40 cm, favorecendo assim o melhor crescimento e desenvolvimento das raízes. Vale destacar que o gesso agrícola normalmente é oriundo de um subproduto da fabricação de ácido fosfórico, e apresenta em média, 15% de Enxofre (S) e 18% de Cálcio (Ca) em sua composição, atuando como fonte desses nutrientes (Embrapa, 2010)

Nesse contexto, mesmo não sendo capaz de corrigir o pH do solo, o gesso agrícola é capaz de melhorar as condições químicas do solo, favorecendo o crescimento e desenvolvimento radicular, e consequentemente melhorando a distribuição de raízes no solo e a tolerância das plantas a períodos de estresse (figura 2), sendo portanto, uma importante ferramenta para o aumento da sustentabilidade e rentabilidade dos cultivos agrícolas.

Figura 2. Utilização relativa da lâmina de água disponível no perfil de um Latossolo Argiloso pela cultura do milho, depois de um veranico de 25 dias, por ocasião do lançamento de espigas, para tratamentos sem aplicação e com aplicação de gesso agrícola.
Fonte: Sousa; Lobato; Rein (2005)

Veja mais: Alelopatia de espécies na cultura da soja


Referências:

EMBRAPA. PRODUTORES DEVEM FICAM ATENTOS AO USO DO GESSO AGRÍCOLA. EMBRAPA, NEWS, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/18119102/produtores-devem-ficar-atentos-ao-uso-do-gesso-agricola >, acesso em: 14/10/2025.

SANTOS, E.L. et al. CRESCIMENTO DE RAÍZES E PRODUTIVIDADE DE SOJA INFLUENCIADOS PELA ESCARIFICAÇÃO E GESSAGEM. Resumos expandidos da XXXVI Reunião de Pesquisa de Soja, 2017. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1081050/1/p24.pdf >, acesso em: 14/10/2025. ,

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SOUSA, D. M. G.; LOBATO, E.; REIN, T. A. USO DO GESSO AGRÍCOLA NOS SOLOS DO CERRADO. Embrapa, Circular Técnica, n. 32, 2005. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/568533/1/cirtec32.pdf >, acesso em: 14/10/2025.

VITTI, G. C. et al. ESTUDOS CONFIRMAM EFEITOS FAVORÁVEIS DO GESSO AGRÍCOLA À CULTURA DO MILHO. Visão Agrícola, n. 13, 2015. Disponível em: < https://www.esalq.usp.br/visaoagricola/sites/default/files/Esalq-VA13-Milho.pdf >, acesso em: 14/10/2025.

ZANDONÁ, R. R. et al. GESSO E CALCÁRIO AUMENTAM A PRODUTIVIDADE E AMENIZAM O EFEITO DO DÉFICIT HÍDRICO EM MILHO E SOJA. Pesq. Agropec. Trop., Goiânia, v. 45, n. 2, p. 128-137, abr./jun. 2015. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pat/a/4vGjxbpFzvRSZwVGKSGxqTN/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 14/10/2025.

ZOCA, S. M.; PENN, C. CHAPTER ONE – AN IMPORTANT TOOL WITH NO INSTRUCTION MANUAL: A REVIEW OF GYPSUM USE IN AGRICULTURE. Advances in Agronomy, 2017. Disponível em: < An Important Tool With No Instruction Manual: A Review of Gypsum Use in Agriculture – ScienceDirect >, acesso em: 14/10/2025.

 

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Sustentabilidade

Área de soja cultivada em Goiás na safra 2026/27 deve aumentar 0,9% – Seapa – MAIS SOJA

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Em entrevista à Agência Safras, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Leal, destacou que a área a ser cultivada com soja na safra 2026/27 no estado deverá aumentar 0,9% em relação à temporada anterior e deve atingir 5,1 milhões de hectares. “Para Goiás, a Conab projeta inicialmente uma produtividade média de 3.900 quilos por hectare, que tende a ser 0,1% menor ante à temporada anterior”, comenta.

Ele destaca que a expectativa está relacionada, entre outros fatores, aos riscos climáticos associados ao próximo ciclo, embora o aumento da área semeada deva compensar essa redução e permitir uma produção de soja estimada em 20,3 milhões de toneladas.

Ademar sinaliza que a confirmação de um El Niño de forte intensidade aumenta a preocupação dos produtores de Goiás com a disponibilidade hídrica no início da safra 2026/27. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as principais regiões produtoras do estado apresentam previsão de baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas, mantendo a umidade do solo em níveis reduzidos. “Esse cenário exige cautela na implantação das lavouras de soja e milho no sistema sequeiro, uma vez que chuvas isoladas podem não garantir a umidade necessária para a germinação e estabelecimento uniforme das plantas”, alerta.

Com a proximidade do plantio da soja, prevista para ocorrer com maior intensidade neste mês de outubro, a aquisição e o recebimento de sementes, fertilizantes e defensivos passam a ser prioridade no planejamento dos produtores.

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Custo de produção aparece como ponto de atenção em Goiás

Ele afirma que os custos de produção para a safra 2026/27 aparecem como um ponto de atenção em Goiás, devido ao peso de insumos como fertilizantes, sementes e combustíveis. O valor por hectare depende da tecnologia adotada, da região e das condições de compra de cada produtor. “A capacidade de investir em tecnologia varia conforme a situação financeira de cada produtor. Para a próxima safra, a tendência é de maior cautela na escolha desses investimentos, diante dos custos de produção e demais variáveis de mercado. A prioridade deve recair sobre tecnologias com retorno esperado para a realidade de cada propriedade, sem comprometer o custeio da lavoura”, analisa.

Segundo Ademar, o crédito rural permanece como um importante instrumento de financiamento da produção agropecuária em Goiás. Os recursos disponibilizados pelo Plano Safra 2026/2027 estão sendo contratados pelos produtores, contemplando as modalidades destinadas ao custeio, comercialização e investimentos. “O crédito de custeio continua sendo fundamental para viabilizar a aquisição de sementes, fertilizantes, defensivos, combustível e demais insumos necessários à produção. Além dos recursos do Plano Safra, os produtores contam com outras fontes de financiamento, incluindo recursos de instituições financeiras, cooperativas de crédito e mecanismos de financiamento privado” avalia.

Quanto ao endividamento dos produtores, Ademar entende que o acompanhamento dos indicadores de crédito rural permite identificar tendências e orientar políticas e instrumentos de apoio ao setor. “Goiás possui uma agropecuária diversificada e uma estrutura de financiamento consolidada. A manutenção de um ambiente de crédito adequado é fundamental para assegurar a continuidade dos investimentos, da produção e da competitividade do agro goiano”, conclui.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Dólar volta a cair e deve manter mercado brasileiro de soja pressionado – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de preços pressionados, com o dólar voltando a cair e seguindo abaixo de R$ 5,00. A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera no território positivo, mas os ganhos neste início de manhã não são animadores. Sem mudanças bruscas ao longo do dia, a comercialização vai seguir totalmente travada.

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja registrou forte queda nas cotações, em uma sessão completamente travada em termos de comercialização. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o recuo brusco do dólar pressionou fortemente as ofertas dos compradores, enquanto os vendedores permaneceram fora do mercado.

“O dólar teve uma queda brusca, enquanto os prêmios ficaram estáveis no spot e Chicago subiu pouco. Com isso, as cotações no físico derreteram”, resume Silveira.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 152,50 para R$ 147,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 153,50 para R$ 148,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 149,00 para R$ 143,00. Em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 147,00 para R$ 141,00, enquanto em Dourados (MS) caíram de R$ 147,00 para R$ 145,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação recuou de R$ 147,00 para R$ 141,00.

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Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 160,00 para R$ 154,00. Em Rio Grande (RS), as referências recuaram de R$ 161,50 para R$ 156,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos. A posição novembro/26 do grão avançava 0,66%, cotada a US$ 12,89 1/4 por bushel.
  • O mercado estende os ganhos do pregão anterior, sustentado por compras técnicas e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas, o que melhora a competitividade do produto norte-americano. Em contrapartida, a previsão de clima mais seco e favorável segue contribuindo para o avanço da colheita nos Estados Unidos, limitando a alta.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,71%, a R$ 4,9671. O Dollar Index registra baixa de 0,30%, a 101,855 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, feriado. Japão, +1,05%.
  • As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,45%. Frankfurt, +0,60%. Londres, +0,29%.
  • O petróleo opera em forte baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 87,14 o barril (-2,51%).
AGENDA
Terça-feira (06/10)

Primeiro dia do 12º Safras Agriweek.

China: Feriado. Mercados financeiros fechados.

  • 11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
  • 15:00 – Balança comercial parcial de setembro/MDIC.
  • 20:30 – Japão: Pesquisa preliminar do trabalho – salários, emprego e horas trabalhadas de agosto.
Quarta-feira (07/10)

Segundo dia do 12º Safras Agriweek.

China: Feriado. Mercados financeiros fechados.

  • 03:00 – Alemanha: Produção industrial de agosto.
  • 08:00 – IGP-DI de setembro e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI/FGV.
  • 11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
  • 15:00 EUA: Ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
Quinta-feira (08/10)
  • 03:00 – Alemanha: Balança comercial de agosto.
  • 08:30 – Zona do euro: Ata das discussões da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
  • 09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
  • 15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
  • 15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
  • 16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (09/10)
  • 09:00 – IPCA e INPC de setembro IBGE.
  • 13:00 EUA: Relatório de oferta e demanda mundial e norte-americana para grãos/USDA/Wasde.
  • 16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE
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Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Previsões para outubro apontam chuvas acima da média no Sul e temperaturas elevadas no Norte – MAIS SOJA

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O mês de setembro foi marcado por elevados volumes de chuva, especialmente na região Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para aumentar o armazenamento de água no solo, influenciando tanto o desenvolvimento das culturas quanto o andamento das operações agrícolas. Em contrapartida, grande parte das regiões Norte e Nordeste apresentaram baixos volumes de precipitação, resultando em menor reposição hídrica e redução do armazenamento de água no solo.

Para outubro, as projeções indicam a manutenção de um cenário de maior concentração de chuvas na região Sul. De acordo com as previsões apresentadas pelo professor Fábio Marin no Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq, a primeira quinzena do mês deve registrar maiores volumes de precipitação no Sul, mas também com boas condições de chuva para as regiões Sudeste e Centro-Oeste. Esse cenário pode ser importante para o estabelecimento das lavouras de verão, especialmente em áreas que dependem da regularização das condições de umidade do solo para o início da semeadura.

Em relação à anomalia de precipitação prevista para outubro, a tendência é de volumes de chuva acima da média histórica no Sul do Brasil, com excedentes que podem ser significativamente superiores aos valores normalmente observados para o período. Caso as previsões se confirmem, o excesso de umidade poderá limitar o avanço das operações de semeadura das culturas de verão, tornando necessário um planejamento mais criterioso das atividades agrícolas ao longo do mês. Para as demais regiões do país, as projeções apontam menor variação nas anomalias de precipitação, com tendência de ocorrência de chuvas próximas à normalidade para o período.

Figura 1. Previsão de anomalias de precipitação (mm), valido para outubro de 2026. INMET, 6 de outubro de 2026.
Fonte: INMET (2026)

Esse comportamento, típico de anos sob influência do El Niño, tende a ser ainda mais evidente diante da maior intensidade do fenômeno, reforçando a necessidade de cautela e de um planejamento mais criterioso na condução das práticas agrícolas. Caso as projeções se confirmem, o acumulado de precipitação em outubro poderá superar 200 mm em grande parte da região Sul do Brasil (Figura 2).

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Figura 2. Precipitação total prevista (mm) para outubro de 2026. INMET, 6 de outubro de 2026.
Fonte: INMET (2026)

Em relação às condições de temperatura previstas para outubro, novembro e dezembro, Fábio Marin destaca uma maior probabilidade de ocorrência de temperaturas acima da média na região Norte do país. Já nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a tendência é de temperaturas próximas à média histórica para o período.

Esse cenário, especialmente diante da maior intensidade e influência do fenômeno El Niño, reforça a necessidade de um planejamento estratégico e criterioso na implantação e condução das culturas agrícolas, buscando antecipar possíveis impactos e mitigar os efeitos de eventuais adversidades climáticas ao longo do ciclo produtivo.

Confira abaixo as atualizações completas para o mês de outubro, trazidas pelo professor Fábio Marin no Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 06/10/2026.

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