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24 de junho de 2026

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Esforço para controlar gastos faz cair endividamento das famílias em Cuiabá, afirma pesquisa

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Cuiabá registrou diminuição no número de famílias com contas a vencer, passando de 86,8% em agosto para 85,7% em setembro. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a quantidade de famílias endividadas passou de 181 mil em agosto para 179 mil em setembro.

No recorte das famílias em situação de inadimplência — ou seja, com atraso no pagamento — observou-se um leve recuo, de 15,6% em agosto para 15,3% em setembro.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, explicou que os dados sugerem um esforço por parte das famílias em controlar seus gastos. “A estabilidade na inadimplência, diante de uma leve redução no número de famílias com contas em atraso, reflete a perspectiva de que as famílias cuiabanas estão em condições de arcar com suas dívidas, optando, neste momento, por controlar gastos e, assim, reduzir o endividamento”.

Em relação ao nível de endividamento, a pesquisa revelou que 45,6% das famílias entrevistadas disseram estar com poucas dívidas, 31% acreditam estar mais ou menos endividadas e 9% consideram estar com muitas dívidas.

No cenário nacional, porém, o movimento é oposto: a quantidade de famílias endividadas segue aumentando, passando de 78,8% em agosto para 79,2% em setembro. A inadimplência também cresce pelo sexto mês consecutivo, com o número de famílias com contas em atraso subindo de 5,18 milhões para 5,21 milhões entre agosto e setembro.

Sobre esse cenário, Wenceslau Júnior reforçou que “a situação na capital do estado sinaliza um esforço local para ajuste e contenção financeira. As famílias cuiabanas têm conseguido quitar parte das dívidas e, ao mesmo tempo, movimentar a economia com uma saúde financeira mais satisfatória em relação à média nacional”.

Quanto ao tipo de dívida, o cartão de crédito segue como o principal motivo de endividamento na capital, com 79,2%, seguido por carnês (22,8%). Depois aparecem os financiamentos de automóveis (5%) e de imóveis (4,1%).

Ao serem questionadas sobre o pagamento das dívidas atrasadas, 37,7% das famílias acreditam que conseguirão quitar ao menos uma parte, 32,1% afirmam que vão conseguir pagar totalmente e 30,2% dizem que não vão conseguir. Entre as famílias com contas atrasadas, 4,6% acreditam que não irão quitar suas dívidas — leve aumento em relação aos 4,3% do mês anterior.

Quanto ao tempo de comprometimento com dívidas, 34,3% afirmaram tê-las há mais de um ano, seguidos por 25,1% que estão endividados entre três e seis meses, 23,1% até três meses e 17,4% entre seis meses e um ano.

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Agro Mato Grosso

TCE suspende licitação de R$ 236 milhões para usinas solares em MT por suspeita de sobrepreço

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão de uma licitação estimada em R$ 236 milhões para a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (CIDESAT). A decisão é do conselheiro Antonio Joaquim e foi publicada no Diário do Tribunal nesta segunda-feira (22).

A reportagem entrou em contato com o CIDESAT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A determinação atende parcialmente a uma representação apresentada por uma empresa participante da Concorrência Eletrônica nº 02/2026. Apesar de não identificar, em análise preliminar, irregularidades na desclassificação da empresa autora da ação, o relator apontou indícios de possíveis problemas na formação dos preços e no dimensionamento do projeto.

Segundo o TCE, há necessidade de aprofundar a análise sobre a contratação, diante de suspeitas de sobrepreço e de eventual superdimensionamento da quantidade de energia prevista no certame.

A licitação tem como objetivo o registro de preços para futura contratação de empresa especializada na implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica conectados à rede elétrica nos municípios consorciados.

De acordo com o relator, a continuidade do processo sem uma análise mais aprofundada poderia resultar na consolidação de uma contratação potencialmente antieconômica e de difícil reversão.

Outro ponto que chamou a atenção do Tribunal foi a permanência de apenas uma empresa habilitada ao final da concorrência Conforme a decisão, a situação é semelhante à observada em uma licitação promovida pelo mesmo consórcio em 2025.

Inicialmente, cinco empresas participaram da disputa. No entanto, após sucessivas desclassificações, apenas uma permaneceu apta à contratação. Para o relator, o cenário levanta dúvidas preliminares sobre possível restrição à competitividade e eventual direcionamento da licitação.

Em dos trechos, o conselheiro ainda apontou a o risco de utilização dessas contratações como mecanismo de propagação de preços potencialmente superfaturados, prática popularmente denominada “ata barriga de aluguel”, na qual atas de registro de preços são celebradas com valores elevados e posteriormente utilizadas como referência para novos certames ou para adesões por outros órgãos e entidades públicas.

O TCE também apontou indícios de que a quantidade de energia prevista no projeto pode ser superior à necessidade real dos municípios participantes. Conforme os documentos analisados, a licitação foi estruturada para atender 14 municípios do consórcio, com demanda estimada em 33.537 quilowatts-pico (kWp), unidade utilizada para medir a capacidade máxima de geração de sistemas fotovoltaicos.

Segundo o tribunal, será necessário verificar se os quantitativos previstos são compatíveis com o consumo efetivo dos municípios.

Concorrência Pública suspensa

Com a decisão, deve ser suspensa imediatamente a Concorrência Pública nº 02/2026 e interrompidos todos os atos relacionados ao processo.

Também fica proibida a homologação do resultado, adjudicação do objeto, assinatura da ata de registro de preços, celebração de contratos e adesões decorrentes da licitação até nova deliberação do TCE.

O consórcio terá cinco dias para comprovar o cumprimento da medida, sob pena de multa diária. Enquanto isso, a equipe técnica do tribunal realizará auditoria para verificar a compatibilidade dos preços com os valores praticados no mercado e apurar os indícios apontados na decisão.
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Com previsão de seca severa, Bombeiros antecipam envio de tropas para combater incêndios em MT

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Dez guarnições temporárias atuarão nas regiões mais vulneráveis do Estado. Período proibitivo para o uso do fogo começa no dia 1º de julho

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (24) o julgamento sobre a validade das ações da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego na relação entre motoristas de aplicativos e as plataformas, a chamada “uberização”. A sessão está prevista para começar às 14h.

O julgamento foi suspenso no dia 1° de outubro do ano passado, quando foram ouvidas as sustentações das partes envolvidas no julgamento. Na sessão de hoje, serão proferidos os primeiros votos sobre a questão.

Serão julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

A Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da própria Corte que entendem não haver relação de emprego formal com os entregadores.

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A Uber sustentou que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.

Durante a tramitação do caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais.

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Alvos em três cidades de MT: Polícia Civil mira golpistas que invadiam dados de hospitais

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Ação em apoio à Polícia Civil do Paraná desarticula rede financeira que movimentou centenas de milhares de reais com o ‘golpe do falso exame’

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (24.6), seis mandados de busca e apreensão domiciliar em apoio a uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná que investiga um grupo de estelionatários. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Várzea Grande, Rondonópolis e Jangada.

Os mandados, decretados pelo Poder Judiciário do Estado do Paraná, foram cumpridos pelas equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, de forma simultânea, nos endereços-alvo situados nas três cidades mato-grossenses.

As investigações da Delegacia de Estelionato de Curitiba (PR) seguem avançando sobre uma quadrilha especializada no chamado “golpe do falso exame”, aplicado contra familiares de pacientes de hospitais.

 

No golpe, os criminosos entram em contato com familiares logo após a realização de exames ou procedimentos médicos, utilizando informações reais dos pacientes para dar credibilidade à fraude. Durante a ligação, eles alegam a necessidade de pagamento urgente de valores para liberação de exames, medicamentos ou procedimentos, induzindo as vítimas a realizarem transferências bancárias.

A Polícia Civil do Paraná identificou uma rede estruturada, com integrantes responsáveis por receber os valores das vítimas e outros encarregados de movimentar e pulverizar o dinheiro entre diversas contas, na tentativa de dificultar o rastreamento. A análise financeira revelou uma movimentação de centenas de milhares de reais vinculada ao grupo criminoso.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil do Paraná requereu medidas cautelares contra os envolvidos, buscando interromper a atuação da quadrilha e identificar todos os participantes do esquema.

As investigações continuam para apurar novas vítimas e a origem do vazamento das informações utilizadas pelos criminosos.

 

Com Assessoria

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