Sustentabilidade
Ponteiras de alta tecnologia entram no radar da safra 2025/26 e viram aposta para cortar custos – MAIS SOJA

Um componente pequeno, quase invisível no parque de máquinas, começa a ocupar espaço nas decisões de pré-plantio das safras: as ponteiras instaladas nas hastes dos descompactadores. Em meio à pressão de custos e à persistência da compactação do solo, problema que pode derrubar a produtividade em até 60% segundo a Embrapa, fabricantes e produtores miram peças de maior durabilidade e eficiência para reduzir paradas, poupar combustível e garantir preparo uniforme antes da semeadura.
A ponteira é o componente central do conjunto da haste de descompactação. Segundo Elton Antonio, Head de Engenharia de Produto e Engenharia de Processos da Piccin, fabricante de tecnologias e soluções para o agronegócio, ela que efetivamente rompe as camadas compactadas, favorecendo a infiltração de água e o desenvolvimento radicular, base para um solo estruturado e responsivo ao manejo. “O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação, reduzindo esforços e prolongando o tempo de trabalho contínuo”, afirma. Na prática, a geometria e a resistência à abrasão retardam o desgaste, diminuem trocas de peças e elevam a disponibilidade do equipamento.
A escolha da ponteira original vem ganhando relevo nesse debate. De acordo com testes comparativos apresentados pela Piccin, a ponteira original da marca, produzida com material de alta resistência à abrasão, demonstrou desempenho superior frente a modelos de mesma geometria: foi 213% mais durável que a ponteira paralela em ferro fundido e 106% mais durável que a paralela em ferro fundido com tratamento superficial. Na avaliação de técnicos e produtores consultados, a maior vida útil tende a se traduzir em mais hectares trabalhados por janela de preparo, menos paradas para manutenção e alívio direto no COE (Custo Operacional Efetivo).
O cenário econômico no Brasil ajuda a explicar a corrida por eficiência no campo. Levantamentos recentes do sistema CNA/Senar apontam que os custos de produção seguem voláteis em cadeias importantes, o que mantém o foco do produtor em operações que reduzem paradas e desperdícios, como o preparo de solo e a manutenção de máquinas. Em síntese: menos trocas e mais horas trabalhadas por janela de operação significam ganho direto na rentabilidade.
No campo, a adoção correta das ponteiras, com regulagem do descompactador e substituição no momento certo é determinante para preservar a vida útil do conjunto (ponteira, faca e haste) e sustentar a performance ao longo da safra toda. O objetivo é enfrentar solos brasileiros diversos e, muitas vezes, severos, mantendo rendimento por hectare com menor custo operacional. Especialistas ressaltam que o uso de componentes originais ajuda a manter a geometria de corte prevista em projeto, evitando perdas de eficiência ao longo do desgaste.
Pontos para se atentar:
- Mais área por hora: menor tempo de máquina parada para troca de ponteiras e ajustes, mantendo o trabalho contínuo no pico da janela de preparo.
- Menos custo operacional: durabilidade superior e menor frequência de manutenção reduzem COE (Custo Operacional Efetivo) em um contexto de mecanização pressionada.
- Consumo de combustível menor: estudos reportam queda de 6% a 26%no consumo, quando a operação é bem regulada e com conjunto adequado.
- Produtividade preservada: ao mitigar os efeitos do adensamento, o preparo correto ajuda a evitar perdas relevantes em anos secos.
A combinação de eficiência mecânica (menos esforço, mais disponibilidade) e qualidade agronômica (solo descompactado, raízes mais profundas, melhor infiltração) cria vantagem competitiva em janelas curtas e climática incerta. “É onde um componente “invisível” pode decidir o balanço da colheita”, pontua o engenheiro.
No fim, a conta é prática: máquina rende mais horas, gasta menos e o solo responde melhor. Em janelas de plantio curtas e com clima instável, isso vira vantagem, mais hectares por dia e menos risco na colheita. “Com regulagem certa, troca de ponteira e faca frontal no tempo correto, o produtor corta custo operacional e protege a sua produtividade, movimento no qual a ponteira original, pela maior durabilidade medida em testes, passa a ser vista como investimento em performance, e não apenas como peça de reposição”, finaliza o especialista da Piccin.
Sobre o Grupo Piccin
Com uma trajetória marcada pela inovação e excelência, o Grupo Piccin é reconhecido por sua capacidade de desenvolver tecnologias que transformam o trabalho no campo. Com um portfólio diversificado que abrange desde implementos para preparo de solo até soluções de alta tecnologia, a empresa se posiciona como líder em oferecer produtos que atendem às mais diversas necessidades do produtor rural, sempre com foco na sustentabilidade e no aumento da produtividade.
Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo Piccin
Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Soja oscila com tensões geopolíticas, avanço do plantio nos EUA e pressão cambial no Brasil – MAIS SOJA

As cotações da soja viveram uma semana de alta volatilidade neste início de maio. Após o primeiro mês atingir US$ 12,07/bushel no dia 04/05, puxado pela possibilidade de continuidade da guerra no Oriente Médio, fato que levou o óleo de soja, em Chicago, a atingir 78,40 centavos por libra-peso no dia 05/05, uma das mais altas cotações na história deste subproduto, o bushel do grão caiu para US$ 11,77 em três dias (-2,5%), influenciado pelo anúncio de que os EUA não iriam mais intervir no Estreito de Ormuz visando buscar um acordo de paz com o Irã.
Uma semana antes o bushel da soja esteve cotado a US$ 11,82. A média de abril fechou em US$ 11,67/bushel, com recuo de 0,26% sobre os US$ 11,70 de março. O mercado também está atento ao relatório de oferta e demanda do USDA, o qual trará as primeiras projeções para a safra 2026/27, cujo anúncio está previsto para o dia 12/05. A tendência é de números baixistas para a soja.
Além disso, o plantio da nova safra nos EUA continua acelerado. Até o dia 03/05 o mesmo atingia a 33% da área esperada, contra a média histórica de 23% para a data. Daquilo que estava semeado, 13% já haviam germinado, contra 5% na média. Vale destacar que a baixa da corrente semana esteve ligada ao forte recuo do petróleo após o anúncio de Trump de que estaria buscando a paz com o Irã. Na quarta-feira (6) o barril do Brent chegou a estar cotado ao redor de US$ 100,00, após quase US$120,00 dias antes. Entretanto, mesmo com as baixas, o mercado da soja continua muito volátil e sensível aos fatores ligados à guerra e ao clima nos EUA.
Por enquanto, este último ponto segue favorável ao plantio naquele país. E, além da possibilidade do fim da guerra entre EUA e Irã, teremos nos próximos dias a tão esperada reunião entre os presidentes dos EUA e da China, por onde se espera novos acordos comerciais.
E aqui no Brasil, os preços da soja voltaram a recuar, também puxados por um câmbio que trouxe o Real para seus níveis de dois anos atrás, ou seja, a R$ 4,91 por dólar durante a semana. Assim, embora a média gaúcha tenha registrado R$ 115,92/saco, as principais praças do Rio Grande do Sul trabalharam com apenas R$ 112,00. Já no restante do país, as principais praças nacionais registraram valores entre R$ 101,00 e R$ 112,00/saco.
Enfim, a colheita da soja se aproxima do final e o volume total esperado gira entre 178 e 181 milhões de toneladas, apesar da quebra no Rio Grande do Sul. A produtividade média poderá atingir 61,8 sacos/hectare no país. O clima favorável em grande parte das demais regiões, teria compensado as perdas gaúchas.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Milho recua em Chicago, mas clima preocupa e mercado aposta em alta no Brasil – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês, seguiu os passos da soja e, após subir no início da semana, recuou, fechando a quinta-feira (07) em US$ 4,52/bushel, contra US$ 4,64 uma semana antes. A média de abril também ficou em US$ 4,52/bushel, a mesma registrada em março.
Nos EUA, o plantio do milho, até o dia 03/05, atingia a 38% da área esperada, contra 34% na média. Naquela data 13% da área semeada estava germinada, contra 9% na média. E no Brasil, os preços se mantêm relativamente estáveis, com algum viés de alta em determinadas regiões. No mercado gaúcho, as principais praças se mantiveram em R$57,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 47,00 e R$63,00/saco.
A atenção se volta cada vez mais para o clima nas regiões da safrinha, o qual não vem colaborando como o desejado. Existem estiagens e altas temperaturas em regiões como Minas Gerais, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul. O clima vem provocando ataque de pragas nas lavouras. Além disso, existe a crise de rentabilidade diante dos altos custos de produção e o encarecimento da logística, especialmente dos transportes.
A pressão baixista ocorrida em abril teria sido “alimentada por consumidores que atuaram de forma pontual e por produtores que aumentaram a oferta de grãos para honrar dívidas com vencimento no final do mês. Somado a isso, um dólar mais fraco frente ao real prejudicou a paridade de exportação nos portos, dificultando o escoamento ao exterior” (cf. Safras & Mercado).
Há um forte temor de que a safrinha venha em volumes abaixo do esperado, o que poderá levar a uma reação dos preços após a colheita da mesma, no segundo semestre. Muitos analistas, neste sentido, vêm alertando aos consumidores de que, diante do exposto, agora seria o momento de adquirir milho, pois os preços ainda se mantêm baixos. Existem analistas esperando que no final deste ano e início de 2027 o milho, aqui no Brasil, possa atingir a R$ 80,00/saco (cf. Brandalizze Consulting).
Algumas consultorias privadas já reduziram em até 1,5 milhão de toneladas o volume previsto para a safrinha, diante dos problemas climáticos que, até o momento, se apresentaram nas diferentes regiões.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Safras reduz expectativa de produção de milho no Brasil em 2025/26 para 140,114 mi de t – MAIS SOJA

A produção brasileira de milho em 2025/26 deverá atingir 140,114 milhões de toneladas, segundo nova estimativa divulgada hoje por Safras & Mercado. O volume fica abaixo das 141,706 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior, divulgado em fevereiro, mas fica acima das 140,054 milhões de toneladas registradas na temporada 2024/25.
De acordo com o consultor e analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o ajuste nos números leva em conta os problemas climáticos verificados em alguns estados produtores da safrinha, como em Goiás, o que deve refletir em uma queda na estimativa da safrinha.
A área total cultivada com milho no Brasil em 2025/26 deverá atingir 21,893 milhões de hectares, um pouco acima dos 21,828 milhões de hectares indicados em fevereiro. Em relação aos 21,282 milhões de hectares cultivados em 2024/25, a área deve crescer 2,9%. O rendimento médio das lavouras para a temporada 2025/26 deverá ficar em 6.400 quilos por hectare, abaixo dos 6.532 quilos registrados na safra 2024/25. Em fevereiro, o potencial de rendimento previsto era de 6.492 quilos por hectare.
Estimativa de produção da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul sobe para 25,624 milhões de toneladas
A produção de milho da safra de verão 2025/26 deverá atingir 25,624 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil. O volume fica acima das 25,53 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior, divulgado em fevereiro. Na safra 2024/25, a produção foi de 24,727 milhões de toneladas.
A área a ser cultivada no Centro-Sul do Brasil segue estimada em 3,608 milhões de hectares de milho na safra de verão 2025/26, com um incremento de 3,1% frente aos 3,498 milhões de hectares plantados na temporada 2023/24.
Molinari comenta que a produtividade média da safra de verão 2025/26 deve ficar em 7.101 quilos por hectare, acima dos 7.075 quilos por hectare indicados na estimativa anterior e dos 7.068 quilos por hectare obtidos na safra de verão 2024/25.
Safrinha brasileira de milho deve recuar para 99,091 milhões de toneladas em 2025/26
O consultor ressalta que a safrinha brasileira de milho 2025/26 deve registrar uma área cultivada de 15,739 milhões de hectares, acima dos 15,674 milhões de hectares projetados em fevereiro. Em relação aos 15,406 milhões de hectares registrados em 2025, a área deve crescer 2,2%.
Molinari aponta que a produtividade média deve ser menor que a apontada no levantamento anterior, de 6.417 quilos por hectare, sendo estimada agora em 6.296 quilos por hectare. Na safrinha 2025, o rendimento ficou em 6.543 quilos por hectare. “Houve problemas climáticos no estado de Goiás, por conta da falta de precipitações, o que deve fazer com que a produção atinja 12,592 milhões de toneladas, ante as 15,619 milhões previstas em fevereiro. Essa quebra na produção reflete diretamente na produtividade final da segunda safra”, explica.
Devido aos ajustes, o potencial de produção para a safrinha 2026 é estimado agora em 99,091 milhões de toneladas, menor que as 100,585 milhões de toneladas previstas em fevereiro. “Assim, o volume também deve ficar abaixo das 100,807 milhões de toneladas colhidas no ano anterior”, sinaliza Molinari.
Produção de milho nas regiões Norte e Nordeste deve atingir 15,399 milhões de toneladas
As regiões Norte e Nordeste devem cultivar 2,545 milhões de hectares de milho, sem mudanças frente ao levantamento anterior, mas com uma alta de 7,1% ante os 2,377 milhões de hectares plantados na safra 2024/25.
Molinari estima que as regiões Norte e Nordeste devem apresentar uma produtividade média de 6.049 quilos por hectare em 2025/26, abaixo dos 6.106 quilos por hectare colhidos na safra 2024/25 e dos 6.124 quilos projetados no levantamento anterior. “A produção nessas regiões poderá alcançar 15,399 milhões de toneladas, aquém das 15,59 milhões de toneladas previstas em fevereiro e das 14,520 milhões de toneladas colhidas no ano passado, finaliza.
Autor/Fonte: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Agro Mato Grosso2 horas agoSem-tetos recebem alimentos e cobertores para encarar frente fria que deve chegar domingo
Featured24 horas agoHospital Central ultrapassa 17 mil atendimentos em cinco meses de operação
Featured23 horas agoCaminhão com carga da facção é apreendido após apresentar notas fiscais falsas em Lucas
Featured21 horas agoPolícia fecha fábrica clandestina de linha chilena e prende dois homens no Rio
Agro Mato Grosso9 horas agoMato Grosso consolida safra 25/26 com produção recorde e mantém liderança na soja há 26 safras
Featured22 horas agoGoverno inaugura Ganha Tempo no Pedra 90 com investimento de R$ 1,5 milhão
Featured22 horas agoAma confeitaria? Goiabeiras promove oficina gratuita de mini bolos em Cuiabá
Agro Mato Grosso9 horas agoSustentabilidade e desenvolvimento social direcionada aos Pontos de Cultura de MT

















