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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Impactos da compactação do solo no controle de plantas daninhas e a eficácia dos herbicidas na soja – MAIS SOJA

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A eficácia dos herbicidas no manejo de plantas daninhas depende de uma série de fatores, bióticos e abióticos, os quais podem interagir entre si, reduzindo a eficiência no controle das plantas daninhas e/ou limitando a eficácia dos herbicidas. Dentre os principais fatores limitantes da eficácia dos herbicidas, especialmente se tratando dos pré-emergentes (residuais), destacam-se as condições físicas do solo.

A dissipação de herbicidas no ambiente é influenciada por uma combinação de fatores, incluindo as propriedades físico-químicas do produto e do solo, as condições climáticas, o manejo adotado e o sistema de cultivo utilizado. Após a aplicação, esses compostos podem passar por diferentes processos, como retenção no solo (sorção, envolvendo adsorção e absorção), transformação (por degradação química e/ou biológica) e transporte (via deriva, volatilização, lixiviação ou escorrimento superficial). A interação entre esses mecanismos define o destino final do herbicida no ambiente (Mancuso; Negrisoli; Perim, 2011).

Figura 1. Dinâmica dos herbicidas no solo.
Fonte: Appleby & Dawson (1994), apud. Mancuso; Negrisoli; Perim (2011).

Nesse contexto, a compactação do solo se destaca como fator limitante do desempenho desses herbicidas residuais. Considerando que os herbicidas pré-emergentes atuam diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das planta daninhas (figura 2), a diminuição da macroposidade do solo e o aumento da densidade de partículas por conta da compactação, tendem a limitar a movimentação do herbicida na solução do solo, reduzindo a capacidade do defensivo em atingir o alvo, limitando a zona de atuação do pré-emergente, o que pode resultar em um controle insatisfatório.

Figura 2. Fluxos de emergência de plantas daninhas.

Além disso, a compactação do solo limita a dissipação do herbicida via lixiviação. Essa condição pode ocasionar efeitos indesejados como o aumento o período residual do herbicida na subsuperfície do solo, afetando o desenvolvimento da cultura subsequente a aplicação do herbicida, efeito popularmente conhecido como carryover.

O carryover é o efeito residual prolongado no solo, que consiste na persistência do produto em níveis que podem prejudicar o desenvolvimento de culturas subsequentes. Esse efeito é indesejado e pode ser acentuado em solos compactados.  Corroborando, Vian et al. (2022) destacam que a seletividade dos herbicidas pré-emergentes pode ser alterada em função do comportamento da água no solo, o qual é influenciado pela compactação do solo.

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Avaliando a seletividade de herbicidas aplicados em pré-emergência da soja cultivada em solo com diferentes condições físicas, os autores observaram que a compactação do solo impacta negativamente no estande de plantas e acúmulo de massa nos grãos de soja, demonstrando que, quando aplicados em solos compactados, os herbicidas pré-emergentes podem inclusive prejudicar o desenvolvimento e produtividade da soja.



Além da influência da compactação do solo sobre a mobilidade e eficácia dos herbicidas residuais, a textura do solo também desempenha influência sobre a residualidade e eficácia desses herbicidas. Ao analisar a atividade residual de diferentes doses dos herbicidas alachlor, oxyfluorfen, prometryne e S-metolachlor em solos com texturas contrastantes (argilosa e arenosa), aplicadas em pré-emergência, Inoue et al. (2011) observaram que dependendo do herbicida e dose, a textura do solo pode influenciar na residualidade do herbicida.

Figura 3. Porcentagem de controle em plantas de C. sativus, em relação à testemunha, em função da aplicação de alachlor aos 0, 25, 50, 75 e 100 dias antes da semeadura. Nos símbolos vazios e linhas tracejadas, os triângulos equivalem aos dados observados para a dose de 3,36 kg ha-1 e os quadrados para a dose de 2,40 kg ha-1 no Neossolo Quartzarênico (textura arenosa). Os círculos sólidos e linhas cheias equivalem à média dos dados observados para ambas as doses (2,40 e 3,36 kg ha-1 ) no Latossolo Vermelho (textura argilosa).
Fonte: Inoue et al. (2011)

Considerando os aspectos observados, é possível afirmar que tanto a compactação quanto a textura do solo podem influenciar, de forma isolada ou combinada, a performance dos herbicidas aplicados ao solo. Esses fatores impactam diretamente a eficácia no controle das plantas daninhas e a residualidade dos produtos. Tal comportamento é particularmente crítico para herbicidas pré-emergentes, pois pode reduzir sua eficiência no controle inicial das plantas infestantes e, ao mesmo tempo, aumentar o risco de efeitos adversos sobre o estabelecimento de culturas subsequentes. Assim, as características físicas do solo, sobretudo o grau de compactação e a textura, devem ser levadas em consideração no posicionamento de herbicidas residuais em aplicações de pré-emergência.


Veja mais:  Uso dos herbicidas pré-emergentes: como potencializar a ação desses herbicidas e por quanto tempo podem ajudar no estabelecimento da soja?


Referências:

COMPACTAÇÃO DO SOLO: INTERAÇÕES NA SELETIVIDADE DE HERBICIDAS PARA A CULTURA DA SOJA. Universidade de Rio Verde, Anais XVI CICURV, 2022. Disponível em: < http://revistas2.unirv.edu.br/index.php/cicurv/article/download/191/40 >, acesso em: 24/09/2025.

INOUE, M. H. et al. ATIVIDADE RESIDUAL DE HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES APLICADOS EM SOLOS CONTRASTANTES. Revista Brasileira de herbicidas, 2011. Disponível em: < https://www.rbherbicidas.com.br/index.php/rbh/article/viewFile/124/pdf >, acesso em: 24/09/2025.

MANCUSO, M. A. C.; NEGRISOLI, E.; PERIM, L. EFEITO RESISUAL DE HERBICIDAS NO SOLO (“CARRYOVER”). Revista Brasileira de Herbicidas, 2011. Disponível em: < https://www.weedcontroljournal.org/wp-content/uploads/articles_xml/2236-1065-rbh-S2236-10652011000100020010400172/2236-1065-rbh-S2236-10652011000100020010400172.pdf >, acesso em: 24/09/2025.

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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