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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja em baixa com realização de lucros pela ausência de relatórios oficiais – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 09/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 09/10

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70% ou $ -7,25 cents/bushel, a $1.022,25. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 0,57% ou $ -5,75 cents/bushel, a $1.038,50. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,41% ou $ -1,10/ton curta, a $ 269,7. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 1,16% ou $ -0,59/libra-peso, a $ 50,38.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta quinta-feira. O mercado optou por realizar parte dos lucros obtidos nas duas sessões anteriores. A não divulgação de dois relatórios do USDA e do pacote de ajuda do governo americano para os agricultores colaboraram para a baixa do dia.

As cotações da soja ganharam um folego desde a menção de uma ajuda do governo dos EUA para os agricultores, que não venderam nenhum grão de soja da nova safra para a China nesta temporada. “Acho que a percepção é de que os agricultores terão que vender alguma produção aqui para levantar algum dinheiro, e estamos começando a levar isso em conta um pouco”, disse Jack Scoville, analista do Price Group. A Secretária de Agricultura, Brooke Rollins, confirmou que um “programa significativo” será implementado, mas sem data.

Sem a baliza oficial dos relatórios semanais de vendas para exportação e mensal de oferta e demanda, o mercado optou por uma postura mais conservadora nesta quinta.

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NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-FATORES DE QUEDA (baixistas)

A soja está sendo negociada em leve queda no pregão diário de Chicago, após alta nos dois pregões anteriores. A falta de notícias sobre a ajuda prometida pela Casa Branca aos agricultores afetados pela crise tarifária gerada pelo governo Trump, o andamento da colheita nos EUA e a completa ausência de compras chinesas do grão novo são os principais fatores que pressionam o mercado.

EUA-PRODUÇÃO MENOR (altista)

O novo relatório mensal com as estimativas agrícolas do USDA estava previsto para ser publicado hoje, mas não ocorrerá devido à paralisação do governo americano. Na ausência de números oficiais, as previsões oferecidas por fontes privadas tornam-se relevantes. Nesse sentido, o volume médio da colheita nos EUA foi estimado em 116,24 milhões de toneladas e a produtividade foi de 3.578 kg/hectare, abaixo dos 117,05 milhões de toneladas e 3.598 kg projetados pelo USDA em setembro.

EUA-ESTIMATIVA DE EXPORTAÇÃO (?)

O relatório semanal sobre as exportações dos EUA também não será publicado hoje. Nesse sentido, a variação estimada pelos traders para as vendas de soja no período de 26 de setembro a 2 de outubro ficou entre 600.000 e 1.600.000 toneladas.

CHINA-IMPORTAÇÃO MAIOR (altista)

Da China, o governo manteve sua previsão para o volume de importação de soja para a safra 2025/2026 em 114,15 milhões de toneladas, superior aos 112 milhões de toneladas projetados em setembro pelo USDA.

ARGENTINA-PRODUÇÃO MENOR QUE ANO PASSADO (altista)

Em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, a Bolsa de Valores de Rosário (BCR) manteve ontem inalterados seus números preliminares para a safra 2025/2026 de soja na Argentina, com o plantio planejado para 16,4 milhões de hectares, uma redução de 7% em relação ao ano anterior e um volume de produção de 47 milhões de toneladas em condições climáticas normais. “O plantio da soja começa em uma semana, desta vez sem restrições hídricas”, comentou a agência. “Nos últimos anos, temos apontado neste momento a necessidade de chuva para iniciar o plantio. Hoje, porém, o setor está preocupado em como cumprir os cronogramas de plantio em meio a tempestades muito fortes que se tornaram semanais, enquanto continua a preparar os campos. Este ano, houve um aumento nos investimentos, especialmente em tecnologia de sementes”, afirmou a agência.

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Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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