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28 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Chuvas dificultaram a semeadura em diversas regiões do Estado – MAIS SOJA

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As chuvas expressivas no período dificultaram a semeadura de milho em diversas regiões do Estado, como na Fronteira Oeste, onde os acumulados passaram de 110 mm, e prejudicaram o trânsito de máquinas pesadas nas lavouras. Há relatos de falhas no estande de plantas em alguns locais como resultado das chuvas volumosas em semanas anteriores, que causaram germinação irregular. Além disso, as baixas temperaturas no Alto Uruguai reduziram o ritmo de crescimento das plantas.

A área semeada evoluiu apenas 1% e alcançou 73% do total projetado. De modo geral, as lavouras apresentam desenvolvimento adequado, 99% em estádio vegetativo e 1% em floração. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura nos cultivos em estádio V6 a V7.

Em relação ao estado fitossanitário, nas lavouras semeadas recentemente, que estão em estádio V2 a V4, continua o manejo das plantas daninhas, especialmente na Região Noroeste, onde há relatos de maior dificuldade no controle do azevém. Há elevada incidência de cigarrinha-do-milho no Alto Uruguai. Já nas demais regiões do Estado, o monitoramento, realizado pela Emater/RS-Ascar em conjunto com os agricultores, indica baixa incidência, sem prejuízo significativo aos cultivos. A aplicação conjunta de inseticidas e herbicidas tem sido uma prática adotada pelos agricultores para reduzir os custos de produção.

Na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada é de 7.376 kg/ha.

Na de Bagé, na Fronteira Oeste, o excesso de chuva atrasou a semeadura, especialmente em Itaqui. Como resultado da predominância de dias nublados e frios dos últimos períodos, as plantas apresentam altura abaixo do ideal.

Na de Erechim, a semeadura alcança 95% da área projetada. A sanidade e o crescimento vegetativo dos cultivos estão adequados.

Na de Frederico Westphalen, ainda há significativa incidência de cigarrinha-do-milho e percevejo. Os produtores efetuam a adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Ijuí, o desenvolvimento inicial das lavouras está satisfatório em razão das condições climáticas e da apropriada umidade do solo. Segue a aplicação de adubação nitrogenada nas áreas em estádio V6 e V7, momento considerado ideal para essa prática. A incidência de cigarrinha-do-milho está baixa, conforme observado nas armadilhas monitoradas.

Na de Passo Fundo, 30% da área está na fase de germinação e 70% em crescimento vegetativo. Em relação ao manejo, a prioridade tem sido a adubação nitrogenada de cobertura nas áreas semeadas mais cedo.

Na de Pelotas, a semeadura alcança 5%, e os cultivos apresentam adequada germinação e emergência.

Na de Santa Rosa, 88% foram semeados e se encontram em fase de crescimento vegetativo. Há relatos de dificuldade no controle de azevém em alguns locais. A cultura apresenta bom estádio vegetativo, evoluindo para as fases V3, V5 e V6, e porte entre 15 e 40 cm. Há pouca incidência de cigarrinha-do-milho, e continua o monitoramento da presença da praga. A produtividade projetada está em 8.516 kg/ha.

Na de Soledade, a germinação e a emergência das áreas semeadas no cedo estão satisfatórias. É realizado o monitoramento de cigarrinha-do-milho, com aplicação preventiva de inseticidas. A presença de grilos e percevejos também tem sido monitorada, e há baixa incidência. Em lavouras com maior investimento tecnológico, foi realizada a segunda aplicação de adubação nitrogenada.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,24%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 61,91 para R$ 62,06.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1888 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

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Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

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Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

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A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

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