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28 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em alta com mercado otimista mesmo sem dados oficiai – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/10

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 0,60% ou $ 2,25 cents/bushel, a $422,25. A cotação para março fechou em alta de 0,34% ou $ 1,50 cents/bushel, a $ 437,75.

ANÁLISE DA ALTA

O milho, negociado nas bolsas americanas, fechou em alta nesta quarta-feira. Os preços se beneficiaram de duas ondas de compras técnicas – uma no início desta manhã e outra no final da sessão – que levaram a ganhos moderados neste meio de semana. A EIA relatou um aumento na produção diária de etanol e uma redução nos estoques no comparativo semanal. Sem dados oficiais, o mercado estima a manutenção de um bom ritmo para a vendas para exportação, assim como prevê uma redução na produção final da safra, visto alguns problemas de clima e pragas na reta final. Vale ressaltar que essa redução já era esperada no relatório de setembro, onde o USDA aumentou o volume da atual safra, contrariando o mercado.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
CONTINUA A PRESSÃO DA COLHEITA (baixista)

Os preços do milho estão oscilando ligeiramente em Chicago, onde a pressão persiste devido ao progresso da colheita recorde nos EUA, com tempo seco novamente em todo o cinturão de soja/milho, o que acelerará os trabalhos de campo. O desempenho positivo das exportações dos EUA continua a sustentar o mercado.

EUA-ESTIMATIVAS DE PRODUÇÃO (baixista? altista?)

Antecipando o relatório mensal, que o USDA provavelmente não divulgará nesta quinta-feira, mas, a maioria dos traders considera viável que o volume de produção fique acima de 420 milhões de toneladas, embora, abaixo das 427,11 milhões de toneladas estimadas pelo
USDA. A média das estimativas privadas prevê um recorde de 422,80 milhões de toneladas.

EUA-MAIS ETANOL (altista)

Em seu relatório semanal, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) elevou a produção diária de etanol de 995.000 para 1.071.000 barris, número acima dos 1.038.000 barris registrados no mesmo período em 2024. Também ajustou os estoques de biocombustíveis de 22.764.000 para 22.720.000 barris, abaixo dos 22.154.000 barris registrados no ano anterior.

EUROPA-MAIS IMPORTAÇÕES DE MILHO (altista)

A Comissão Europeia elevou suas estimativas para as importações de milho da UE durante o ano comercial de 2025-26 para 18,83 milhões de toneladas, citando necessidades deficitárias em países-membros como Espanha, Holanda e Itália. No entanto, essa queda ainda representaria uma queda anual de 6,4%, caso se concretize.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho voltou a fechar de forma mista

Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. Novamente o mercado de milho no Brasil fechou com oscilações positivas e negativas para os diferentes meses, em um da de queda do dólar e alta em Chicago. Os preços do milho tanto no físico como nas cotações futuras seguem lateralizados com o produtor evitando vendas pouco vantajosas, a indústria buscando melhores preços e os grão para exportação pouco competitivo. Com isso preços continuam presos em um triangulo com pequenas variações de acordo com a necessidade mais urgente do mercado.

OS FECHAMENTOS DO DIA 08/10

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 66,60, apresentando alta de R$ 0,20 no dia e alta de R$ 1,09 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 68,79, com alta de R$ 0,24 no dia e alta de R$ 0,55 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 71,52, com alta de R$ 0,35 no dia e alta de R$ 0,44 na semana.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

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Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

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De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

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Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

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A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

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