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28 de junho de 2026

Sustentabilidade

Mercado interno de soja deve manter ritmo lento com dólar e Chicago no vermelho – MAIS SOJA

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Com um cenário desfavorável aos formadores de preços, o mercado interno de soja deve manter ritmo lento nesta quinta-feira. Os produtores seguem retraídos, à espera de cotações mais firmes, e sem sinais de alta nos dois principais referenciais de preço, o volume de negócios tende a permanecer reduzido. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registra fortes quedas, enquanto o dólar opera em baixa pela segunda sessão consecutiva.

Ontem (09), o mercado brasileiro de soja registrou novamente um dia de baixa movimentação. De acordo com Rafael Silveira, analista de Safras & Mercado, os negócios rodaram poucos lotes, nada muito agressivo, com o produtor distante. Segundo ele, os vendedores não têm cedido nas ofertas e seguem aguardando cotações mais firmes, enquanto os compradores mantêm postura cadenciada em meio a margens apertadas.

Os preços no dia oscilaram entre estáveis e levemente mais altos, mas sem grandes mudanças. A Bolsa de Chicago apresentou ganhos discretos, enquanto os prêmios permaneceram estabilizados.

No mercado físico, a saca de 60 quilos seguiu em R$ 131,00 em Passo Fundo (RS) e em R$ 132,00 em Santa Rosa (RS). Em Cascavel (PR), a cotação permaneceu em R$ 135,00, enquanto em Rondonópolis (MT) subiu de R$ 123,00 para R$ 125,00. Em Dourados (MS), o preço se manteve em R$ 125,00, e em Rio Verde (GO) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca aumentou de R$ 137,00 para R$ 137,50, enquanto em Rio Grande (RS) seguiu em R$ 137,50.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem alta de 0,55% no contrato novembro/25 do grão, cotado a 10,23 3/4 centavos de dólar por bushel.

* O mercado embolsa parte dos lucros obtidos na última sessão, avaliando também o cenário de ampla oferta nos Estados Unidos, com o avanço da colheita.

* O impulso anterior veio das expectativas de que os rendimentos da colheita nos Estados Unidos fiquem abaixo da projeção mais recente do governo e da esperança de que a China retome as compras do país.

* A China tem evitado adquirir soja norte-americana em meio à guerra comercial com o governo de Donald Trump. Na semana passada, o presidente dos EUA elevou os preços ao afirmar que pretende discutir o tema com o presidente chinês Xi Jinping em um encontro previsto para o fim de outubro.

* A incerteza sobre o resultado dessas negociações mantém o mercado em compasso de espera, embora analistas avaliem que a soja dos Estados Unidos encontrará destinos alternativos de exportação mesmo sem a retomada das compras chinesas.

* Ainda não há nova data definida para a publicação do relatório de outubro de oferta e demanda. As exportações semanais dos Estados Unidos também não foram divulgadas hoje devido à paralisação do governo norte-americano.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 0,11%, a R$ 5,3364. O Dollar Index registra ganhos de 0,04%, a 98.957 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerram em alta. Tóquio, +1,77%. Xangai, +,1,32%.

* As bolsas da Europa operam mistas. Frankfurt, +0,49%. Londres, -0,26%.

* O petróleo tem preços mais altos. Novembro do WTI em NY: US$ 62,64 o barril (0,14%).

AGENDA

—–Quinta-feira (9/10)

– Relatório de outubro de oferta e demanda mundial e norte-americana der grãos dos EUA -USDA/Wasde, 13h. *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Japão: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Sexta-feira (10/10)

– O IBGE divulga, às 9h, o Indice de Preços ao Produtor Indústrias extrativas e de transformação referente a agosto.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

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Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

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Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

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Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

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A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

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