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Frutas puxam indicador de preços da Ceagesp em setembro, mas há queda no ano

O índice de preços Ceagesp registrou alta de 4,06% em setembro, ante alta de 1,15% no mês anterior. “No mesmo período do ano passado, o índice havia apresentado alta de 2,69%. Com o resultado obtido, acumula queda de 2,46% no ano e alta de 2,30% em 12 meses”, disse a Ceagesp em nota.
O setor de frutas subiu 9,67% ante agosto. Acumula queda de 2,80% no ano e alta de 3,63% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de limão-taiti (+42,10%) e do maracujá-azedo (+41,13%). As principais quedas ocorreram nos preços de morango (-31,55%) e da melancia (-14,86%).
“O setor de frutas foi o que mais contribuiu para a alta de preços (inflação IP-Ceagesp) de setembro, com 73% dos produtos apresentando alta, sendo determinantes para este cenário fatores de sazonalidade e restrição no volume de oferta”, destacou a empresa.
O setor de legumes caiu 11,22%, acumulando alta de 19,85% no ano e de 19,90% em 12 meses. As principais quedas ocorreram nos preços de maxixe (-40,81%) e vagem macarrão (-38,52%). As principais altas ocorreram nos preços de batata doce rosda (+38,51%) e tomate caqui (+35,47%).
O setor de verduras caiu 7,86%, acumulando retração de 13,57% no ano e alta de 10,26% em 12 meses. As principais quedas ocorreram nos preços de coentro (54,81%) e espinafre (17,27%). As principais altas ocorreram nos preços de salsa (66,93%) e brócolis (8,88%).
O setor de diversos cedeu 4,52%, acumulando recuo de 17,70% no ano e de 26,36% em 12 meses. As principais quedas ocorreram nos preços de coco seco (18,59%) e da cebola nacional (13,48%). As principais altas ocorreram nos preços de batata escovada (+12,08%) e amendoim com pele (3,68%).
O setor de pescados subiu 0,55%, acumulando queda de 6,50% no ano e de 3,20% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de sardinha Lages (125,00%) e anchovas (25,83%). As principais quedas ocorreram nos preços de cavalinha (12,18%) e namorado (9,49%).
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Brasil produz 155% mais grãos que Argentina e vantagem continua aumentando

O Brasil produzia 53% mais grãos que a Argentina nos anos 1990. Hoje produz 155% mais. A distância entre os dois principais países agrícolas da América do Sul não parou de crescer nas últimas três décadas e tem como pano de fundo políticas agrícolas divergentes, ganhos de produtividade e uma diferença cada vez maior no acesso ao crédito.
“É uma combinação de maior estabilidade macroeconômica, ausência de impostos sobre exportação e maior acesso ao financiamento. Esse conjunto colaborou muito para o desempenho do Brasil nas últimas décadas em relação à Argentina”, disse o pesquisador Guido D’Angelo, da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), em transmissão na segunda-feira (23).
O estudo, assinado por D’Angelo e pelos pesquisadores da BCR Emilce Terré e Julio Calzada, soma a produção de soja, milho e trigo dos dois países por década. Na média dos anos 2000, a brecha chegou a se estreitar, com o Brasil produzindo 45% mais que a Argentina, resultado da adoção de pacotes tecnológicos e do plantio direto nos dois países. Mas a Argentina viu o retorno das retenciones, as taxas sobre exportações agrícolas, enquanto o Brasil mantinha o apoio ao produtor por iniciativas como o Plano Safra.
Na década de 2010, a diferença havia saltado para 82%. Nas primeiras cinco safras dos anos 2020, chegou a 155%. “A Argentina também cresceu nessas décadas, mas o Brasil o fez em ritmo maior”, disse D’Angelo. A projeção para 2025/26, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta leve recuo da brecha para 147%, sustentada por uma boa colheita de trigo, milho e soja na Argentina.
Na carne bovina, a distância é ainda maior. Nos anos 1990, o Brasil já produzia 119% mais carne que a Argentina. Na década seguinte, a diferença subiu para 167%. Na década de 2010, o Brasil produzia quase três vezes o volume argentino, distância de 249%. Na média dos anos 2020, produz 235% mais, e a projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para 2025/26 aponta diferença de 284%, beirando quatro vezes a produção argentina.
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Exportações
No campo das exportações, a inversão é ainda mais expressiva. Nos anos 1990, a Argentina embarcava 24% mais carne bovina por ano do que o Brasil. Hoje, o Brasil exporta mais de cinco vezes o volume argentino. Em três décadas, as vendas externas argentinas quase dobraram, enquanto as brasileiras cresceram mais de 13 vezes. “Isso tem a ver com muitos fatores, entre eles o financiamento e o crédito interno, que no Brasil cresceu muito acima do que cresceu na Argentina”, disse D’Angelo.
Segundo os pesquisadores, os dados de crédito ilustram a diferença. No início dos anos 2000, Argentina e Brasil tinham níveis de crédito interno ao setor privado relativamente próximos, de 24% e 31% do PIB, respectivamente. Em 2024, a Argentina registrava 15% do PIB, enquanto o Brasil chegava a 76%, uma distância de mais de 60 pontos porcentuais.
Para a BCR, a redução das retenciones e o fim das distorções cambiais na Argentina são passos na direção certa. A safra atual deve bater recordes de produção de grãos, e o crédito bancário ao setor pecuário registrou o segundo maior nível da história argentina. “Com mais apoio ao produtor, não há dúvidas de que a Argentina pode continuar crescendo em produção e exportações”, concluiu D’Angelo.
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São Paulo lança novo CAR online com validação em tempo real

O governo de São Paulo lançou um novo módulo online para o Cadastro Ambiental Rural (CAR-SP), integrado ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR-SP). A ferramenta marca uma mudança estrutural na forma de registro dos imóveis rurais, com foco em mais agilidade, precisão e confiabilidade das informações.
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A principal novidade é a validação em tempo real dos dados inseridos, o que reduz inconsistências e melhora a qualidade das informações desde o preenchimento.
“A regularização ambiental é uma agenda central para o desenvolvimento do agro paulista. Um cadastro qualificado garante segurança jurídica ao produtor, amplia o acesso a crédito e permite ao Estado planejar melhor suas políticas públicas”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Validação em tempo real reduz erros e agiliza processos
Antes, o sistema funcionava em formato offline, exigindo etapas posteriores de validação e sincronização. Com a ampliação da conectividade no campo, esse modelo passou a apresentar limitações operacionais.
Com o novo módulo online, as regras cadastrais e ambientais são verificadas automaticamente durante o preenchimento. Isso elimina falhas comuns, reduz retrabalho e melhora o georreferenciamento das propriedades, com checagens espaciais feitas no próprio sistema.
Na prática, o processo se torna mais rápido, simples e seguro, tanto para produtores quanto para técnicos que atuam na regularização ambiental.
O lançamento ocorre em um momento de avanço na regularização ambiental no estado. São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil cadastros validados, alcançando cerca de 50% dos imóveis rurais com situação regularizada.
O estado também foi pioneiro ao conceder o Cadastro Ambiental Rural a produtores assentados, ampliando o acesso à política ambiental e integrando regularização fundiária e sustentabilidade.
Nos últimos anos, a estrutura foi reforçada com a criação da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural e o uso de tecnologias como inteligência artificial, que aceleraram a análise dos cadastros.
Investimento reforça transformação digital no campo
O desenvolvimento e a implantação do novo sistema contaram com investimento superior a R$ 2 milhões até março de 2026.
A modernização faz parte da estratégia do governo paulista de ampliar a digitalização dos serviços públicos e melhorar a gestão ambiental no meio rural.
Com dados mais precisos e confiáveis, o novo CAR-SP amplia o papel do cadastro como instrumento de gestão territorial e ambiental.
A expectativa é de maior eficiência nos processos de análise, regularização e implementação das ações previstas no Código Florestal.
“O novo módulo representa um avanço tecnológico importante e inédito no Brasil. A validação em tempo real melhora a qualidade das informações e agiliza todo o processo”, destaca Luis Gustavo Ferreira, coordenador da área de regularização ambiental rural da Secretaria.
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Agro Mato Grosso
ALMT realiza Assembleia Itinerante no Show Safra 2026 em Lucas do Rio Verde

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participará do Show Safra Mato Grosso 2026, em Lucas do Rio Verde, com a realização de uma Assembleia Itinerante durante o evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de março.
O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, deputado Max Russi, durante sessão ordinária, ao destacar que a iniciativa reforça o compromisso do Legislativo com o desenvolvimento econômico do estado.
Segundo Russi, a presença no evento tem como objetivo aproximar o Parlamento da população e do setor produtivo.
Segundo Russi, a iniciativa reafirma o compromisso do Legislativo com o desenvolvimento econômico do estado. “A Assembleia tem se colocado ao lado da produção e estará presente no Show Safra, levando informações institucionais, ouvindo demandas e fortalecendo o diálogo com quem move a economia de Mato Grosso”, afirmou Russi.
Show Safra é um dos maiores eventos do agronegócio do Brasil
O Show Safra Mato Grosso é considerado um dos principais eventos do agronegócio nacional e reúne produtores, empresas, pesquisadores e autoridades.
A edição de 2026 será realizada em Lucas do Rio Verde, município que se tornou referência nacional na produção agrícola.
A programação inclui:
tecnologia no campo
inovação agrícola
debates sobre energia e biomassa
pecuária e agricultura familiar
sustentabilidade
protagonismo feminino no agro
oportunidades de negócios
Participação da ALMT reforça apoio ao setor produtivo
Durante a sessão, Max Russi afirmou que a Assembleia tem atuado para fortalecer o agro, que é a base da economia de Mato Grosso.
A Assembleia Itinerante permitirá:
ouvir produtores rurais
discutir projetos para o setor
apresentar ações do Legislativo
ampliar o diálogo com a sociedade
A iniciativa também simboliza o reconhecimento da importância do agronegócio para o estado.
Organização do evento destaca momento histórico do agro
O presidente do Show Safra, Joci Piccini, afirmou que Mato Grosso vive uma fase de crescimento e protagonismo nacional na produção de alimentos.
Ele destacou a necessidade de união entre os Poderes para garantir:
segurança jurídica
investimentos
infraestrutura
políticas públicas para o campo
Piccini também ressaltou a importância da biomassa e da diversificação da produção, especialmente para regiões mais distantes.
“A biomassa surge como alternativa estratégica dentro da nova matriz energética do estado. Precisamos diversificar e integrar ainda mais o produtor ao setor industrial”, afirmou.
Deputados destacam importância do evento para Mato Grosso
Parlamentares presentes reforçaram que o Show Safra representa o crescimento do estado nas últimas décadas.
Entre os pontos destacados:
liderança nacional na produção de grãos
avanço tecnológico no campo
expansão da pecuária
fortalecimento da economia regional
A participação da ALMT no evento, segundo os deputados, mostra que o Legislativo acompanha de perto as demandas do setor produtivo.
Evento acontece de 23 a 27 de março
O Show Safra Mato Grosso 2026 será realizado em Lucas do Rio Verde com painéis e debates sobre:
biomassa
diversificação produtiva
pecuária
agricultura familiar
educação
sustentabilidade
inovação no agronegócio
A realização da Assembleia Itinerante deve integrar a programação oficial do evento.
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